<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678</id><updated>2012-01-24T18:11:35.774Z</updated><category term='práticas 2013'/><category term='leituras 2013'/><category term='hipóteses 2013'/><category term='countdown 2012'/><category term='biblioteca para 2013'/><category term='utopia 2013'/><title type='text'>ORDER BOOK</title><subtitle type='html'>*DEEP ECOLOGY - NOTE-BOOK OF HOPE - HIGH TIME

*ECOLOGIA EM DIÁLOGO - DOSSIÊS DO SILÊNCIO - ALTERNATIVAS DE VIDA - ECOLOGIA HUMANA - ECO-ENERGIAS - NOTÍCIAS DA FRENTE ECOLÓGICA - DOCUMENTOS DO MEP</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://road-book.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>715</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-4939706590603607906</id><published>2007-03-22T08:42:00.000Z</published><updated>2007-03-22T08:51:32.520Z</updated><title type='text'>DOENÇA 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2-cmo-3&gt; contra a medicina ordinária mein kampf 1997 Revisão: quinta-feira, 22 de Março de 2007&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25/11/1997&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS CUSTOS DA DOENÇA OU OS GASTOS COM A SAÚDE ?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;25/11/1997 - Corresponderá o acréscimo de recursos que as nações, as famílias e os indivíduos têm vindo a gastar no combate à doença a uma melhoria dos níveis de saúde individual e pública?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se o êxito do combate à doença é proporcional ao grau de desenvolvimento tecnológico da Medicina, como se compreende, de vez em quando, as chamadas «doenças que regressam», como a tuberculose? (Ver outro file)&lt;br /&gt;Doenças causadas por factores de ambiente mas tratadas sintomatologicamente pela medicina química, têm tendência a ressurgir, com mais virulência, quando os medicamentos supressores de sintomas deixam de surtir efeito, enquanto as condições ecológicas dos surtos endémicos se mantêm ou mesmo se agravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doenças da civilização não são curáveis pela medicina : irão durar até que dure essa mesma civilização que as produziu. &lt;br /&gt;É o que alguns críticos chamam «retrocessos do progresso».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um transplante renal custa, em 1983, 600 contos, a actual medicina começa a ter de ser julgada também em termos económicos e de quanto custam aos contribuintes os erros em que teimosamente se reincide.&lt;br /&gt;Prover é muito mais caro do que prever, tratar muito mais caro do que curar, hospitalizar muito mais caro do que prevenir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a doença começa a dar prejuízos às empresas nacionalizadas (ao Estado) ou particulares, só então os agentes económicos ligados à contabilidade da doença fazem contas e deitam as mãos à cabeça. Só então é altura de pensar na «contabilidade humana».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CUSTOS &amp; RECURSOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As despesas com medicamentos ocupam 45, 4% das despesas individuais com saúde , seguindo-se as consultas (16,6%), internamentos (11,7%) , óculos e lentes de contacto (10, 1%), análises (3,0%) e radiografias (2,1%).&lt;br /&gt;Estes números, obtidos em 1983/1984, numa  amostra «representativa» da população portuguesa da área metropolitana de Lisboa, pelo Inquérito Nacional de Saúde, promovido pela Departamento de Estudos e Planeamento do Ministério da Saúde, podem ser lidos de diferentes maneiras.&lt;br /&gt;As despesas com a doença são, em grande parte, comparticipadas pelos Serviços Médico-Sociais, o que retira em parte uma certa validade, como índice social, àquelas percentagens.&lt;br /&gt;Por outro lado, e essa é a segunda leitura, as despesas com medicamentos podem aparecer de maior vulto exactamente porque a comparticipação da Segurança Social estimula a procura dos médicos e dos servidores médicos pelo doente.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-4939706590603607906?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang/vidanatural/vidanatural.htm' title='DOENÇA 1997'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/4939706590603607906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/4939706590603607906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2007/03/doena-1997.html' title='DOENÇA 1997'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-6217016626083406903</id><published>2007-03-22T08:35:00.000Z</published><updated>2010-07-26T10:59:26.413+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><title type='text'>ECO-UTOPIAS 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2- cmo-15&gt;Mein Kampf 1997  Revisão: quinta-feira, 22 de Março de 2007&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25/11/1997&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ECONOMIA PARA O ESTADO - CUIDAR DA NOSSA SAÚDE A BEM DA COLECTIVIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25/11/1997&lt;/strong&gt; - A auto-cura proposta pelos adeptos da saúde holística, não é só um desafio para que o doente conquiste a independência e se liberte das dependências pelo auto-controle do seu próprio corpo: é também um desafio ao seu grau de civismo, se ele quiser pensar em que medida o acto individual de se tratar a si mesmo - comendo correcto, por exemplo - contribui para beneficiar a colectividade e tem efeitos sobre a colectividade.&lt;br /&gt;De facto, e como se sabe, é o contribuinte quem paga, sempre e em última análise, as despesas feitas com os chamados cuidados médicos, muitas vezes erroneamente designados cuidados de saúde. &lt;br /&gt;1 - Cuidar da sua própria saúde é o que todos podem e devem fazer, evitando adoecer. (Chama-se a isto Holística)&lt;br /&gt;2 - Cuidar da doença é o que fazem médicos, hospitais, sistemas ditos de saúde, etc. (Chama-se a isto, segurança social sempre em apuros) &lt;br /&gt;Directa ou indirectamente, o chamado beneficiário da Segurança Social irá pagar as despesas feitas com medicamentos, análises, operações, próteses, análises, tratamentos, etc - ou seja, com a doença. &lt;br /&gt;(Não esqueçamos que os medicamentos aumentam de preço mais rapidamente que a inflação.)&lt;br /&gt;A saúde, essa, não tem custos para a colectividade. E poucos custos terá para o cidadão. Todos, ao fim e ao cabo, temos que comer. Só nos resta comer (qualitativamente) melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa de autocura, por isso, não é apenas um benefício individual, é um lucro para a colectividade e uma economia para a chamada Segurança Social.&lt;br /&gt;O contribuinte que utiliza a Segurança Social por não pagar nada ou pagar menos do que na medicina privada, não está a ver o quadro completo, deixando-se iludir com as enganadoras «facilidades» da outrora chamada previdência.&lt;br /&gt;As despesas que ele fizer com tratamentos, já o contribuinte as pagou, está pagando e continuará a pagar. &lt;br /&gt;E mesmo que ele nunca venha a gastar um tostão da chamada Segurança Social, já pagou na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste desafio à autocura do cidadão resulta que deveria ser o Estado a primeira entidade interessada na iniciativa, pois as técnicas de autocura -  tecnologias alternativas de vida e de saúde - irão beneficiar não só o cidadão, evitando-lhe sofrimento e humilhações, mas fazer descer, na vertical, as despesas públicas com a doença, ou seja, com a chamada «saúde». &lt;br /&gt;Mas o Estado, infelizmente, anda um bocado distraído. E dos três exaustivos relatórios que encomendou para a reforma da segurança social, nem um deles, com certeza, nem mesmo o de Boaventura Sousa Santos - um senhor da inteligência portuguesa - se terá lembrado de contemplar os produtos e suplementos alimentares como um direito do cidadão que desconta toda a vida para a segurança social.&lt;br /&gt;Oxalá estivéssemos enganados.&lt;br /&gt;Se se investisse com a profilaxia alimentar e com as terapias alternativas, um décimo do que se gasta com a doença, certamente que os custos com a doença iriam descer em flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca é demais repetir: se a política de saúde fosse efectivamente de saúde (e não de doença como é), muito mais barata ficaria essa política ao erário público do que a desastrosa e caríssima política de «combate à doença».&lt;br /&gt;Não é utopia, nem fantasia, nem promessa eleitoralista, nem demagogia, nem sonho naturista, nem mero verbalismo, esta proposta realista, de alcance económico e político, de induzir o cidadão a tratar de si mesmo. Tratar no sentido de evitar a doença. Tratar no sentido de se curar por meios naturais e holísticos. &lt;br /&gt;Nem a educação intensiva para a autocura é um sonho assim tão vago e tão distante. Com um primeiro-ministro apaixonado pela educação, até devia ser canja. E estamos em crer que com uma Ministra da Saúde que é a mais simpática carinha que já esteve em governos, não seria difícil - um dia não são dias - ao poder político tomar uma decisão inteligente.&lt;br /&gt;Sem estragar o negócio a ninguém. &lt;br /&gt;Quase nos sentimos no direito, como revista de ecologia, saúde e cultura, de exigir que a surdez mental dos dirigentes dê lugar - um dia não são dias - à escuta atenta e atenciosa do que é inteligente, útil, praticável, eficaz e sensato se for o bom senso - e não escorregadios ou ínvios interesses - a imperar. &lt;br /&gt;Quem é amigo, quem é?&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-6217016626083406903?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang' title='ECO-UTOPIAS 1997'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/6217016626083406903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/6217016626083406903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2007/03/eco-utopias-1997.html' title='ECO-UTOPIAS 1997'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-2064007610661824960</id><published>2007-03-20T12:50:00.000Z</published><updated>2007-03-20T12:53:48.794Z</updated><title type='text'>CONSUMOS 1975</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1-1238 caracteres - inveja&gt;inventar&gt; memórias de um jornalista falhado - ecos s/ data - 1975 +- Psicopatologia portuguesa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8-11-1992&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo da publicidade é tornar-nos infelizes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo li, há em Portugal um milhar e tal de publicitários. &lt;br /&gt;Melhor do que ninguém esses portugueses podem testemunhar sobre o papel redentor que a publicidade teve e tem, neste País, na redução de cada um à sua insignificância e na criação de uma maior e mais esclarecida consciência de classe. &lt;br /&gt;De facto, se o estatuto de «gente» só é conferido  a quem tiver dentes brancos, hálito puro, moradia na praia, alcatifas Cuf-têxtil, margarina vaqueiro que torna tudo mais apetitoso (...), se a gigantesca lavagem ao cérebro operada pelos geniais Portela Filho deste País nos convenceu de há muito da nossa incurável mediocridade, da nossa insanável modéstia, da alvar insignificância dos nossos gestos e comportamentos, então o caminho da felicidade e da qualidade de vida, hoje, só pode ser o que o «marketing» e os poderosos líderes da opinião nos apontam: mais pasta colgate, mais alcatifas Cuf-têxtil, mais desodorizante, (...). &lt;br /&gt;------------&lt;br /&gt;1147 caracteres &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-2064007610661824960?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang' title='CONSUMOS 1975'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/2064007610661824960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/2064007610661824960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2007/03/consumos-1975.html' title='CONSUMOS 1975'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-3351001632780351291</id><published>2007-03-20T12:46:00.000Z</published><updated>2010-07-26T11:01:16.956+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hipóteses 2013'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leituras 2013'/><title type='text'>ILUMINADOS 1986</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2- 86-11-08-ls&gt; sexta-feira, 20 de Dezembro de 2002-scan &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TECNOLOGIAS LIBERTADORAS EM DOIS LIVROS DE EXCEPÇÃO(*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8-11-1986&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova colecção de bolso que se publica no Porto - a "Via Óptima" - lançou no mercado dois livros que desafiam, de maneira provocante, o imobilismo da ciência estabelecida a que a inteligência nacional rende culto total e totalitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Buckminster Fuller, "Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra" e "O Livro dos Illuminati" de Robert Anton Wilson actuam, de facto, no pantanoso meio cultural português, como verdadeiro "brain storming".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá das particularidades específicas que definem um e outro autor, uma e outra obra, elas apresentam uma característica comum: são obras libertárias de verdadeira vanguarda científica, como há muito não víamos aparecer no mafioso e bafiento meio da chamada "intelligentzia" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuller e Robert Anton Wilson apostam, com descaramento, na mais subversiva das hipóteses que hoje se podem levantar. &lt;br /&gt; Essa hipótese pode resumir-se assim: &lt;br /&gt;a) a ciência de vanguarda, cultivada fora da instituição universitária, possui já hoje conhecimentos e técnicas suficientes que podiam oferecer à humanidade, de bandeja, Paz, Felicidade, Justiça, Alegria, Liberdade, Ócio, Bem Estar, enfim, todos aqueles ideais que de há muito são desejados mas até hoje nunca conseguidos; &lt;br /&gt;b) essa ciência e essa tecnologia libertadoras, investigadas quase na clandestinidade por homens e grupos alternativos, fora do Establishment, seriam mantidas rigorosamente em silêncio (em segredo) por todas aquelas forças nacionais e multinacionais que lucram , sempre lucraram e continuam a lucrar com a Guerra, a Fome, a Infelicidade, a Doença, a Injustiça, a Poluição, o Desperdício, a Inflação, o Crime, a Droga, etc, etc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há quem vive e lucra com a Crise, com todas as crises,  serão malditas e proibidas todas as ciências e tecnologias  (ditas libertadoras ou apropriadas) que ensinem  indivíduos &lt;br /&gt; e grupos a vencer a Crise, a vencer as crises.&lt;br /&gt;Tese simples, quase lapaliciana, mas que merece reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque se chega, por aqui, facilmente à conclusão de que ciências ocultas nunca o foram tanto e nunca foram tantas como no século XX a caminho do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá talvez oportunidade de vir a falar mais em pormenor desses pequenos "manifestos" que são os livros de Buckminster Fuller e Robert Anton Wilson, em boa hora traduzidos e publicados pela 'Via Óptima” que entretanto já lançou, na mesma linha de "pacifica  subversão",  um terceiro título, "Espaço-Tempo e Mais Além", obra de Bob Toben  e Fred Alan Wolf em conversa com físicos teóricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje, como contributo pessoal à verdade das novas «ciências ocultas», permito-me, só no campo da Ecologia Humana, alguns temas que, a serem levados às suas últimas consequências, poderiam operar uma mudança ou viragem substancial nas relações de opressão e escravidão que submetem povos e pessoas a quadros totalitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Buckminster Fuller e Robert Anton Wilson provam nos seus livros fascinantes, o primeiro trabalho das ciências e tecnologias de vanguarda é libertar-se da Ciência oficial que continua, com oseu poder tentacular, fazendo o frete ao sistema que vive de ir destruindo os ecossistemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abismo aberto entre ciências de vanguarda como a Análise Energética e a Ecologia Humana , por exemplo, e as ciências passadas /ultrapassadas, e hoje maior do que o abismo que separa o Macaco do Homem...&lt;br /&gt;----   &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, 5 estrelas apesar de diminuto, foi publicado em «Livros na Mão», jornal «A Capital»,&lt;strong&gt; 8-11-1986.&lt;/strong&gt; Merece ser publicado, mais 1000 vezes, no «Gato das Letras» que o aguarda&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-3351001632780351291?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang' title='ILUMINADOS 1986'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/3351001632780351291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/3351001632780351291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2007/03/iluminados-1986.html' title='ILUMINADOS 1986'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-9144479036278633899</id><published>2007-03-20T12:33:00.000Z</published><updated>2010-07-26T11:03:29.053+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='countdown 2012'/><title type='text'>ENTROPIA 1992</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3 páginas - ent - 1&gt; - cadernos do monitor - desastr&gt;inventar&gt;c/emendas&gt; - a arte de adivinhar com o pêndulo (aacp) - léxico ocorrente - listas negras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8-11-1992&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DESASTROSA SOCIEDADE INDUSTRIAL – RETROCESSOS DO PROGRESSO - OS DEMÓNIOS DA ENTROPIA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;+ megagigantismos&lt;br /&gt;camiões-cisternas&lt;br /&gt;explosões &lt;br /&gt;gasodutos&lt;br /&gt;gasómetros&lt;br /&gt;marés negras&lt;br /&gt;oleodutos&lt;br /&gt;perfurações  petrolíferas&lt;br /&gt;petroleiros  gigantes&lt;br /&gt;plataformas submarinas&lt;br /&gt;veículos longos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ Zonas negras&lt;br /&gt;la hague&lt;br /&gt;pacific fisher&lt;br /&gt;fossa atlântica dos açores&lt;br /&gt;gorleben(rfa)&lt;br /&gt;estarreja&lt;br /&gt;sines&lt;br /&gt;barreiro&lt;br /&gt;seixal&lt;br /&gt;almaraz&lt;br /&gt;souzelas&lt;br /&gt;cacia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instalações&lt;br /&gt;central nuclear&lt;br /&gt;paiol&lt;br /&gt;passagem de nível&lt;br /&gt;cimenteira&lt;br /&gt;celulose&lt;br /&gt;petroquímica&lt;br /&gt;siderurgia&lt;br /&gt;matadouro&lt;br /&gt;aviário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Megaplanos&lt;br /&gt;alqueva&lt;br /&gt;cártamo e girassol&lt;br /&gt;eucaliptação&lt;br /&gt;gasoduto soviético&lt;br /&gt;plano siderúrgico&lt;br /&gt;prospecções petrolíferas&lt;br /&gt;tabaco&lt;br /&gt;urânio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produtos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aceleras, escape roto&lt;br /&gt;aditivos&lt;br /&gt;aerosóis&lt;br /&gt;aflatoxinas&lt;br /&gt;agente-laranja sobre os vietnamitas&lt;br /&gt;aldrin nas cenouras&lt;br /&gt;amianto para romper os pulmões dos operários&lt;br /&gt;anidrido arsenioso&lt;br /&gt;antibióticos que são a estrada real para a deficiência imunitária&lt;br /&gt;asbestos&lt;br /&gt;bang supersónico&lt;br /&gt;bicloreto de etileno&lt;br /&gt;bilhas de gás butano&lt;br /&gt;cádmio&lt;br /&gt;cheiros nauseabundos e tóxicos&lt;br /&gt;chumbo &lt;br /&gt;chumbo na gasolina&lt;br /&gt;cianeto de potássio&lt;br /&gt;cloro na água de beber&lt;br /&gt;clorofluorcarbono&lt;br /&gt;coca-cola para a juventude sossegar&lt;br /&gt;colibacilos nas praias&lt;br /&gt;concentracionário urbano&lt;br /&gt;conservantes&lt;br /&gt;conversores catalíticos&lt;br /&gt;córantes&lt;br /&gt;corantes químicos&lt;br /&gt;cosméticos alergenos&lt;br /&gt;ddt no leite humano&lt;br /&gt;desinfestantes químicos&lt;br /&gt;detergentes&lt;br /&gt;dióxido de carbono&lt;br /&gt;dioxina&lt;br /&gt;escavadoras mecânicas&lt;br /&gt;escutas telefónicas&lt;br /&gt;estrogenos na alimentação para bebés&lt;br /&gt;flúor&lt;br /&gt;formaldeído&lt;br /&gt;fosfatos&lt;br /&gt;fotocopiadoras&lt;br /&gt;fotodieldrina&lt;br /&gt;fumos negros dos escapes&lt;br /&gt;greves contra o cidadão&lt;br /&gt;hormonas na carne de vaca&lt;br /&gt;insecticidas domésticos&lt;br /&gt;instabilidade social e política&lt;br /&gt;lampadas fluorescentes&lt;br /&gt;lixeiras selvagens&lt;br /&gt;mercúrio&lt;br /&gt;micro-ondas&lt;br /&gt;milraz nas uvas a batatas&lt;br /&gt;monoglutamato que cria pequenas disfunções nos futuros fetos&lt;br /&gt;nafta, mazute&lt;br /&gt;nitratos&lt;br /&gt;nitrosaminas&lt;br /&gt;nuvens radioactivas&lt;br /&gt;orobronze&lt;br /&gt;paratião na agicultura&lt;br /&gt;pílula que não provoca o cancro da mama e muito menos o do cérebro&lt;br /&gt;policloreto de vinilo&lt;br /&gt;propileno&lt;br /&gt;radiações&lt;br /&gt;receptor de televisão&lt;br /&gt;refinados&lt;br /&gt;répteis infláveis&lt;br /&gt;resíduos de plásticos&lt;br /&gt;ruído&lt;br /&gt;sacarina e ciclamatos &lt;br /&gt;salmonelas&lt;br /&gt;schradan&lt;br /&gt;soda cáustica&lt;br /&gt;sprays&lt;br /&gt;stress&lt;br /&gt;tampões higiénicos&lt;br /&gt;telefonemas anónimos&lt;br /&gt;terminais vídeo&lt;br /&gt;trabalho&lt;br /&gt;tricloroetileno&lt;br /&gt;xilofene&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-9144479036278633899?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://catbox.info/big-bang' title='ENTROPIA 1992'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/9144479036278633899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/9144479036278633899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2007/03/entropia-1992.html' title='ENTROPIA 1992'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-116290357077565216</id><published>2006-11-07T12:43:00.001Z</published><updated>2006-11-07T12:46:10.776Z</updated><title type='text'>TOLERÂNCIA 1971</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1- 71-11-07-ie-&gt; domingo, 8 de Dezembro de 2002-scan&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MUNDO DA (IN) TOLERÂNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ Este texto está associado ao do file &lt;ocidente-1&gt;, a quem vou atribuir a data deste] - 7-11-1971 - À &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/gatodasletras/casulo1/ROSZAK.HTM"&gt;mentalidade europocêntrica&lt;/a&gt; há que substituir uma mentalidade excêntrica, quer dizer, substituir a noção de absolutismo cultural pela relatividade e pluralidade cultural, relatividade que deixe de considerar a Europa e o europeu o centro do Universo ao qual tudo se subordina e refere.&lt;br /&gt;Com a exploração do espaço cósmico, será possível que o europeu ainda continue convencido de ser o umbigo do infinito? E convencido de que a Razão A é a única razão surgida em todos os tempos e lugares para uso de todas as humanidades?&lt;br /&gt;É evidente que a sociedade de consumo – reduzir o homem a mercadoria, a objecto de compra e venda, a animal consumidor – apenas vem intensificar um processo que já está implícito nos fundamentos da cultura A, movida pela razão A, intolerante para todas as outras – de A a Z – etiquetando essas outras, sempre, de epítetos pejorativos, deprimentes, humilhantes: louco, anormal, raça inferior, povo selvagem, língua primitiva, atrasado mental, comportamento irracional, mentalidade pré-lógica, perigo social – eis alguns clichés que a sociedade de consumo vai buscar ao racionalismo de via reduzida – razão A como única e dominante , senhora absoluta e prepotente de tudo e de todos – para oprimir e aviltar.&lt;br /&gt;As morais maniqueístas, por exemplo, resultam directamente da epistemologia racista que é o racionalismo A. Os conceitos de virtude, honra, sacrifício, traição, fidelidade (e todos os que compõem o chamado “psiquismo” do civilizado) são pré-conceitos.&lt;br /&gt;Códigos e Cânones – de beleza e de virtude, do belo e do bem – resultam de um código de verdade que é o da verdade A ou razão A. E mais nenhuma tem direito à vida. O índio coloca-se na reserva ou extermina-se, como traidor à beleza, à virtude, à verdade.&lt;br /&gt;A mitologia romanesca em vigor está empapada de constantes alusões ao belo rosto, ao bom comportamento, à ideia verdadeira.&lt;br /&gt;Quase toda a mitologia romanesca tem das relações humanas o esquema maniqueísta do racionalismo, desde a aurora greco-latina .&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-116290357077565216?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116290357077565216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116290357077565216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/11/tolerncia-1971.html' title='TOLERÂNCIA 1971'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-116290336589058680</id><published>2006-11-07T12:35:00.000Z</published><updated>2010-07-26T11:04:53.779+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='utopia 2013'/><title type='text'>UTOPIA 1970</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2- lefèbvre-2-ls&gt; segunda-feira, 23 de Dezembro de 2002-scan&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;MANIFESTO DIFERENCIALISTA:REALIZAR A UTOPIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[ 7-11-1970&lt;/strong&gt; , in «O Século Ilustrado»] - Dez anos após a publicação, em França, de «Le Matin des Magiciens», manifesto de um realismo fantástico que era apenas um neo-utopismo que nascia contra o realismo de via reduzida, imobilista e dogmático, incapaz de acompanhar o movimento de aceleração histórica, «Le Manifeste Differencialiste», (1) recentemente aparecido na Gallimard (col. Idées), parece retomar caminhos idênticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz Claude Jannoud, apreciando esse novo ensaio de Henri Lefèbvre, «o fundamento desta diligência é a investigarão do impossível-possível». Uma vez que o pretendido e pretenso realismo fracassou, em toda a linha, é preciso ir procurar noutra parte, lá onde as coisas ainda não existem, é preciso ir, como diz Lefèbvre, até à diferença, já que o sistema actual visa reduzir a diferença ao indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Saussure, a diferença fez carreira nas ciências humanas, o que lhes restitui actualidade em filosofia. Para Lefèbvre, o diferencialismo é precisamente um método capaz de ligar o próximo e o longínquo, caminhar para o famoso impossível-possível, reencontrar uma criatividade esmagada pelo imperativo da produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias lógicas da sociedade, é preciso revelá-las, elaborar uma estratégia da diferença. Isto pressupõe que as revoluções devem aspirar à diferença e que devem ser diferentes umas das outras. Como Berque em «L'Orient Second», Lefèbvre sustenta o princípio da diversidade, face às forças opressivas da universalidade e da homogeneidade.&lt;br /&gt;Enquanto a reflexão de Berque se apoia essencialmente na experiência do Terceiro Mundo, Lefèbvre centraliza a sua meditação sobre a revolução urbana. Assistimos a um processo de urbanização completo da sociedade, processo cujos sinais catastróficos são inúmeros. A «ilusão urbana» é o domínio do absurdo, da impotência, sob todas as latitudes, sob todos os regimes sociais. Constitui-se um espaço e também um tempo opressivos, a favor dos aglomerados gigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade urbana, diz em substância Henri Lefèbvre, não é já uma superestrutura, ela condiciona o futuro das sociedades, o seu desenvolvimento e mesmo o nascimento da produção. Trata-se, portanto, de um factor determinante que os homens do poder, quer os da política, quer os da ciência, quer os da indústria, ignoram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da sociedade urbana, porém, deverá vir o grande movimento de diferenciação, de criatividade, de liberdade que mudará o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utopia? A palavra não mete medo ao autor, que vê na utopia o específico da crítica progressiva, a necessária distanciação em face do real. A maior parte da sua argumentação repousa sobre uma aposta: o poder de criatividade dos homens, a sua imaginação. Uma tal argumentação pertence talvez ao imaginário e terá pouco de razoável, de prudente. Mas a utopia, o desrazoável acabaram sempre por ganhar, no decorrer da História. De impossíveis tornados possíveis é que se foi fazendo, afinal, a evolução progressiva da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Também na Gallimard e na colecção Idées apareceu, quase simultaneamente, um outro  Ensaio de Henri Lefèbvre: «La Revolucion Urbaine».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----  &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado, com este título, na coluna «O Futuro em Questão», semanário «O Século Ilustrado», Lisboa, 7-11-1970 e no jornal «Notícias da Beira», Moçambique, coluna &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/countdown/casulo1/03-10-09.HTM"&gt;«Notícias do Futuro», &lt;/a&gt;em 7-10-70&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-116290336589058680?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116290336589058680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116290336589058680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/11/utopia-1970.html' title='UTOPIA 1970'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-116290290099335606</id><published>2006-11-07T12:23:00.000Z</published><updated>2006-11-07T12:35:01.026Z</updated><title type='text'>DESPERDÍCIO 1992</title><content type='html'>&lt;em&gt;remissa1&gt;diario&gt;- remissa do diário ac - &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;lr=&amp;amp;cr=countryPT&amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABauto-antologia+ac%C2%BB"&gt;para auto-antologia ac&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;amp;lr=&amp;cr=countryPT&amp;amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABauto-antologia+ac%C2%BB"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CRISE OU DESPERDÍCIO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7-11-1992&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 27 de Fevereiro de 1981, existe um publicado AC («Voz do Povo»), posteriormente intitulado «Os Nós da Ideologia», cujo duplicado guardei até 31 de Janeiro de 1993, destinado que estava para um projecto da área efabulações-ficções.&lt;br /&gt;Outros títulos sugeridos: «Crise é a outra face do Desperdício», «Os Sete Cavaleiros».&lt;br /&gt;No fundo, é uma crítica ao tipo de discurso a que posteriormente chamei de &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;lr=&amp;amp;cr=countryPT&amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABUnideologia%C2%BB"&gt;Unideologia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A «criminosa pilhagem em que o Sistema se encontra empenhado contra os ecossistemas»: eis uma das banalidades desse texto...&lt;br /&gt;Ou esta outra: « A alma das pessoas - outro recurso bastante esquecido pelos políticos do Ambiente e pelos ministérios da Qualidade de Vida - é totalmente alienada às campanhas maciças de publicidade, de propaganda partidária, das lavagens ao cérebro em que partidos, aparelhos, sindicatos, instituições, igrejas se empenham junto dos seus fiéis.»&lt;br /&gt;Comentário escrito na repescagem de 1991: «Este texto publicado em 1981 é dos que não foram, em nada, desmentidos pela realidade, antes pelo contrário: os seus índices de radicalidade, novidade, heresia ou iconoclastia continuam no mesmo índice. É também um texto de inventário e de (muitas) correlações à distância, o que exemplifica o método necessário mas quase nunca praticado de telecorrespondência, método sem o qual a visão ecológica é sempre mera fraudulência (Ver tele-efeito). Cópia deste texto pode, por isso mesmo, ser arrumada nos projectos de ficcionação, porque entra, como investigação, em terreno de tal forma herético, inaceitado, tabu - que terá de ser traduzido em «ficção» para ser consumido. É incrível, aliás, que eu tenha conseguido publicar tais textos, embora no semanário «Voz do Povo», com José Manuel Fernandes na chefia de redacção, fosse aberto e tivesse interesse político nestas radicalidades. O assunto, hoje, em época de conformismo (s) iria para o rótulo de «brotoejas revolucionárias». [ Repescagem 17/11/1990]&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Um outro publicado em «Voz do Povo»: «A Indústria científica e seus comerciantes», em 13/2/1981, contém &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;amp;lr=&amp;cr=countryPT&amp;amp;q=+site:pwp.netcabo.pt+%C2%ABintui%C3%A7%C3%B5es+(manias)+de+AC+%C2%BB"&gt;intuições (manias) de AC &lt;/a&gt;quase de seu exclusivo.&lt;br /&gt;Chegou a estar incluído nos projectos de reciclagem&lt;br /&gt;Índice de escárnio **** (pag 3)&lt;br /&gt;Crítica ao discurso dominante. «É um discurso em eu (jornalista), pelo que, apesar de publicado, figurará com proveito e gosto no &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/countdown/casulo1/03-10-27.HTM"&gt;«Diário geral AC». &lt;/a&gt;São aludidos ali os «ólogos» de todas as especialidades científicas.&lt;br /&gt;Índice de radicalidade: ***** (não esquecer que me meto com os intocáveis que são os cientistas encartados e institucionais)&lt;br /&gt;Índice de heresia: ******* (basta ver que ligo ciência + comércio + religião = pornografia pura)&lt;br /&gt;[Repescagem 17/11/199]&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Um outro publicado, em 23/1/1981, in «Região de Leiria», intitulado «O Caos empurra-nos para a ordem, o Diabo para Deus», com intuições AC, fala de Hedonismo, Entropia, Karma Yoga, etc. Aponta pistas de investigação fundamental. Tema(s) para projecto de ficcionação e efabulações.&lt;br /&gt;Comentário de repescagem: «Os hedonistas e o papel da dor no mistério universal volta a estar patente (e não já latente) neste texto publicado em 23/1/1981, no semanário «Região de Leiria». Ele contém pistas de investigação holística que continuam válidas e cada vez mais actuais - já que a actual civilização poderá abdicar de tudo menos do seu hedonismo estrutural.&lt;br /&gt;Isso significa que acertei no alvo - em 1981 - mas que já em 1977 fora atirado para o «budismo Nyingma» pela mesma motivação essencial e fulcral: o ódio latente ao hedonismo: não tinham as discussões com o Gastão Cruz, em Faro, a mesma motivação de fundo?&lt;br /&gt;A efemeridade do prazer já era, nessa altura, o logro maior em que se podia cair - na minha intuição! Quando constatei a «crise ecológica», era ainda a mesma questão das questões: O Ocidente gozou a sua farra e agora paga, tostão por tostão, a farra que tem gozado. A &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/big-bang/countdown/remissa1.htm"&gt;problemática do «hedonismo» (= entropia)&lt;/a&gt; está assim, e também, no centro da questão ecológica. Mais do que nunca é urgente repescar e trazer à superfície este debate, que foi sempre, liminar e preliminarmente, excluído.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-116290290099335606?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116290290099335606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116290290099335606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/11/desperdcio-1992.html' title='DESPERDÍCIO 1992'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-116246103770378728</id><published>2006-11-02T09:49:00.000Z</published><updated>2010-07-26T11:04:53.779+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><title type='text'>MACROBIÓTICA 1996</title><content type='html'>&lt;em&gt;cya-1&gt;erros&gt; - ecologia alimentar &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CILADAS YANG NAS REFEIÇÕES&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;2/11/1996&lt;/strong&gt; - Falando em molhos e nos hábitos de alguns restaurantes ditos macrobióticos , desejosos de atrair clientela que vem foragida dos restaurantes das vacas loucas, é bom recordar certas pequenas ciladas que, a troco do bom gostinho especial, e de atrair clientela com base no paladar viciado desta, nos podem criar problemas de funcionamento intestinal, sem que saibamos a causa. Como é suposto a macrobiótica ser uma alimentação natural e, portanto, boa à partida, dificilmente se relacionará um aperto dos intestinos (endurecimento de fezes, por exemplo) com um molho onde disfarçadamente o cozinheiro incluiu uma boa dose de chamado Kuzu. Para «espessar» o molho dirá ele, muito satisfeito.&lt;br /&gt;Ao que sabemos, o Kuzu é um produto extremamente yang e, portanto, pode ter, em intestinos sensíveis, e em vesículas sensíveis, resultados contractivos pouco agradáveis. Mas o uso do tal kuzu (palavra japonesa que diz farinha de araruta) estende-se à medicação macrobiótica , sendo o chá de kuzu altamente aconselhado , nos livros, para afecções de garganta , com expectoração. O resultado, a meu ver, é catastrófico, especialmente em crianças : um processo de expulsão e limpeza como é o da expectoração, é fechado abruptamente , de onde resulta que não só não beneficia o utente como ainda lhe pode deixar sequelas de acumulações catarrais. Porque - não o esqueçamos - a expectoração provocada por um resfriado benigno é a oportunidade sazonal que a natureza dá ao organismo de se limpar das acumulações catarrais produzidas durante os meses de grande farra alimentar que são, normalmente, os meses quentes. &lt;br /&gt;Sobre catarros e acumulações catarrais poderia escrever-se um livro...&lt;br /&gt;Cereais yang, cuidado - Falando de ciladas yang na alimentação, muito frequentes desde os primórdios da macrobiótica em Portugal, já lá vão (quase) 30 anos, recorde-se, por exemplo, o «trigo sarraceno» , que chegou a ser recomendado, como aplicação externa, sob a forma de emplastro, para contrariar extremos yin. &lt;br /&gt;Ora há quem coma trigo sarraceno como base de cereal numa refeição  - o que é francamente abuso. &lt;br /&gt;Não sei se o trigo rijo que se compra, em spagueti, nos supermercados , terá alguma coisa a ver com o trigo sarraceno. Mas, a julgar pelo nome comercial que lhe puseram - rijo -, é muito possível. Rijo era nome que se poderia dar , energeticamente falando, ao trigo sarraceno, que os povos da grandes altitudes (Estrela, Himalaias, Gerês) poderão, tal como o centeio, ter como defesa contra o extremo yin da temperatura. &lt;br /&gt;E aqui temos um problema metafísico da mais alta importância : a ambiguidade do calor e do frio face à hierarquia do yin yang. Se eu aqueço (cozo ou meto no forno) um alimento, o calor yanguiza-me o alimento. Mas, um extremo frio, como logo se percebe, também é ianguizador do nosso organismo. Se o frio congela a água, é evidente que o frio também é fortemente yang.&lt;br /&gt;Um pouco diferente será, por exemplo, o calor húmido, junta-se o expansivo do calor ao expansivo da água. Enquanto o frio húmido será menos yang do que o frio seco.&lt;br /&gt;Enfim, não é tão seguro e claro que se coma mais yang quando está frio e mais yin quando está calor. &lt;br /&gt;Em vez de nos regularmos pelos esquemas do livro, o melhor é mesmo deixar falar o nosso feeling e a própria experiência.&lt;br /&gt;Se a prática macrobiótica não melhorar o nosso feeling, de pouco nos estará a servir a prática macrobiótica.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-116246103770378728?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116246103770378728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116246103770378728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/11/macrobitica-1996.html' title='MACROBIÓTICA 1996'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-116246081909222863</id><published>2006-11-02T09:44:00.000Z</published><updated>2010-07-26T11:04:53.780+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><title type='text'>ECODIAGNÓSTICO 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;97-11-02&gt; enxaque&gt; - ecodiagnóstico&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRODUTOS QUÍMICOS NO LAR E ENXAQUECAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2/11/1997 &lt;/strong&gt;- Sempre que há um quadro sintomatológico agudo que inclui&lt;br /&gt;Enxaqueca&lt;br /&gt;Enjoo&lt;br /&gt;Náuseas c/ ou s/vómitos &lt;br /&gt;Espirros acidentais&lt;br /&gt;deverá desconfiar-se, antes de mais nada, de todo o meio ambiente:&lt;br /&gt;a) Não só do que ingerimos (em alimentos e medicamentos)&lt;br /&gt;b) Mas do que, em nossas casas, lançamos no ar e na água, nomeadamente produtos químicos e, entre estes, os produtos de limpeza, que sempre contêm, uns mais do que outros, alguma carga tóxica. &lt;br /&gt;Deverá desconfiar-se, antes de mais, daqueles que no próprio rótulo trazem indicação expressa de serem tóxicos - pesticidas - e que se destinam, regra geral, às plantas de interior. Se a isto juntarmos os produtos insecticidas que abundam no meio doméstico, na eterna batalha contra todos os insectos, temos um quadro pouco animador do meio sanitário em que vivemos uma grande parte das horas do dia.&lt;br /&gt;Um cheiro químico intenso, normalmente, não passa despercebido, embora as pessoas, na sua maior parte, já se tenham habituado e alguns dos produtos de limpeza sejam vendidos exaltando exactamente esse cheiro intenso, a que chamam «perfume». &lt;br /&gt;Os famosos desodorizantes de casa de banho ou da casa em geral terão de ser, também, e como produtos químicos inalados, mínima ou maximamente tóxicos.&lt;br /&gt;Não adianta dizer, com ar de desculpa, que em determinada casa há quem sofra sistematicamente de enxaquecas ou de náuseas e enjoos, enquanto outras pessoas passam sem sentir nada disso.&lt;br /&gt;Para já, as pessoas têm níveis diferentes de sensibilidade e hipersensibilidade ao meio ambiente, diferente reactividade, mais ou menos alérgica, a cheiros e perfumes e produtos químicos em geral. &lt;br /&gt;Mas, por outro lado, o facto de reagir com sintomas  desagradáveis significa  que essa pessoas se encontram ainda, apesar de tudo, com as suas defesas preparadas para reagir.&lt;br /&gt;É melhor sentir-se mal, porque ainda se reage a um meio ambiente tóxico, do que não sentir nada, pois isso significa que o organismo já se encontra saturado de químicos e já não tem forças para reagir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFIAR E DESCONFIAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos químicos que se ingerem, deveria desconfiar-se, principalmente, dos medicamentos em geral e de alguns medicamentos em especial, nomeadamente os antibióticos que, entre outros sintomas conhecidos dos próprios médicos, podem provocar aborrecidas e tremendas enxaquecas, regra geral acompanhadas de náuseas. &lt;br /&gt;Antes, portanto, de se desconfiar de algum tratamento natural que se esteja a fazer &lt;br /&gt;- essência floral&lt;br /&gt;- homeopatia&lt;br /&gt;- oligoterapia&lt;br /&gt;deverá desconfiar-se dos químicos que são ostensiva e declaradamente tóxicos, até pela função - insecticida e pesticida - que desempenham no meio doméstico.&lt;br /&gt;É impossível negar que um pesticida ou insecticida doméstico, é inócuo, se ele tem, no próprio rótulo, aquilo a que se destina. &lt;br /&gt;Antes de culpar o destino ou uma essência floral pela nossa terrível enxaqueca - naúseas ou enjoo - deveríamos primeiro indagar :&lt;br /&gt;- Dos alimentos que são verdadeiros venenos para a vesícula (feijão verde, requeijão, etc)&lt;br /&gt;- Do que comemos e da casa onde habitualmente estamos;&lt;br /&gt;- Dos medicamentos químicos tomados;&lt;br /&gt;- Dos aditivos da pizza, do iogurte ou do pão, pois praticamente não há hoje alimento de supermercado sem aditivos químicos;&lt;br /&gt;- Das roupas lavadas trazidas da lavandaria com o cheiro característico dos produtos associados ao cloro, altamente tóxico, como se sabe;&lt;br /&gt;- Bolas de naftalina anti-traça que as pessoas metem nas gavetas em lugares onde diariamente respiram esses cheiros;&lt;br /&gt;Se à enxaqueca - enjoo ou vómito - respondemos com um comprimido, estaremos a anestesiar a dor mas estamos também a acumular - nomeadamente no fígado e nos rins - mais tóxicos no organismo. &lt;br /&gt;Nem todas as enxaquecas são «gritos» da vesícula (pode ser um dente podre, por exemplo) mas a maior parte são. Nomeadamente as que se localizam nas fontes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIMPEZA ACIMA DE TUDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sociedade de consumo engana as pessoas em nome de falsos valores.&lt;br /&gt;Ao valor «limpeza do lar», por exemplo, tão idolatrado na publicidade televisiva, sacrifica-se a saúde das pessoas, a sua segurança e bem estar.&lt;br /&gt;Pode viver-se com higiene e limpeza sem usar um único produto químico, mais ou menos tóxico. &lt;br /&gt;(O melhor «pesticida» caseiro, por exemplo, são os óleos essenciais ou aromas, que arredam os insectos sem os matar. Nomeadamente inutilizam o ferrão dos mosquitos sem os matar. )&lt;br /&gt;Quem come em restaurantes e se sente normalmente mal depois de comer, até pode não ser da comida - ou de produtos químicos lançados na comida, por exemplo, para acelerar a sua confecção (é o mais comum e o que poderá provocar mais situações de mal estar). &lt;br /&gt;Pode ser da comida mas também pode ser de resíduos de detergentes persistentes nas panelas e nos tachos.&lt;br /&gt;Antes de culpar pela enxaqueca a essência floral, a homeopatia ou oligoterapia que estamos a tomar, teremos de reflectir sobre os seguintes pontos:&lt;br /&gt;a) Qualquer terapia energética vai activar a circulação energética e, portanto, o metabolismo e portanto a reactividade aos factores adversos (nomeadamente químicos) do ambiente em geral e do ambiente doméstico em particular; se houver, uma urticária ou qualquer outra forma de o organismo se limpar, deve cantar-se «aleluia» em vez de rogar pragas à comichão...&lt;br /&gt;b) Qualquer terapia energética nunca pode ser tóxica, pois trata-se de energias puras. Aliás, este facto da «pura energia» é exactamente o que a ciência ordinária não aceita: critica e condena a diluição homeopática, por exemplo, por não existir nenhum resto ponderal de substância numa diluição homeopática ... A homeopatia, aliás, não passaria de uma «gigantesca operação de cretinização da opinião pública», segundo o Professor catedrático François Jacob, prémio Nobel da Biologia...no artigo da respeitável revista francesa «Science et Vie». Mas se as energias são «cretinice», porque não nos largam eles a barguilha?&lt;br /&gt;Seria duplo descaramento ainda se atreverem, depois disto, a dizer que a homeopatia é tóxica. &lt;br /&gt;Sejamos claros: Exactamente por não ser tóxica é que a combatem. &lt;br /&gt;c) As terapias energéticas têm uma única contra-indicação: poderem ser demasiado yang em organismos ou órgãos que não toleram muito yang (os rins, por exemplo) à medida que o nível vibratório sobe. &lt;br /&gt;Sejamos claros: se há uma escala logarítmica de oitavas, entre N 8 e N56, passando por N16, N24, N32, N40, N48, N56, etc, as 3 terapias energéticas indicadas ocupariam, nessa escala, as seguintes posições:&lt;br /&gt;- Oligoterapia -&gt; Nível vibratório N8&lt;br /&gt;- Homeopatia -&gt; Nível vibratório N16&lt;br /&gt;- Essência floral -&gt; Nível vibratório N32&lt;br /&gt;Retira-se, deste pequeno quadro, algumas consequências:&lt;br /&gt;a) A essência floral é, de todas as terapias energéticas, a que tem mais alto valor vibratório (e por isso actua ao níveis subtis respectivos, que são os da alma) &lt;br /&gt;b) A essência floral é, portanto, a mais yang das 3 terapias&lt;br /&gt;c) A haver alguma contraindicação para os florais, é apenas essa: poder ser demasiado yang em quadros ou órgãos que não toleram yang.&lt;br /&gt;Por isso, um floral, uma homeopatia ou um oligoelemento, deverá usar-se até operar. Uma vez obtido o resultado pretendido, deve-se parar. Exactamente, para salvaguardar o facto de se estar, com esse floral, a yanguizar demasiado o organismo ou um órgão. &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-116246081909222863?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116246081909222863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116246081909222863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/11/ecodiagnstico-1997.html' title='ECODIAGNÓSTICO 1997'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-116003896900283236</id><published>2006-10-05T10:00:00.000+01:00</published><updated>2006-10-05T10:02:49.006+01:00</updated><title type='text'>CRISE 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 90-10-13-ie&gt;=ideia ecológica - 706 caracteres -inveja&gt;ecos&gt;inéditos ac 1990&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;REFLEXÕES SOBRE A CRISE - INVEJA SOCIAL E CONSUMOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13/Outubro/1990 &lt;/strong&gt;- Hipótese impensável (incrível ou inacreditável) e que só pode, portanto, ser matéria de ficção, é a que agora me ocorre, depois de ver, numa revista francesa de grande luxo - a «Marie Claire» - uma secção dedicada à «defesa do consumidor» intitulada «escroqueries».&lt;br /&gt;Sim senhor: o sistema admite enfatizar a pequena escroquerie, como forma de disfarçar as grandes. Mais: mostrando que o mundo dos médios e baixos consumos é reles, ordinário, vulgar, de baixa qualidade, este tipo de defesa do consumidor exalta automaticamente o «alto consumo», as coisas que são de qualidade porque são (+)caras. &lt;br /&gt;Mas a essas só uma minoria tem acesso. É necessário. entretanto, que a maioria fique cheia de inveja dessa minoria, que tem acesso às coisas de qualidade. Todas estas revistas - «Marie Claire», «Elle», etc - são máquinas feitas para accionar o grande motor do consumo e da sociedade de consumo: a Inveja. &lt;br /&gt;Tratando-se de publicidade, atenção às subtilezas. Se nas citadas revistas do «consumismo» se pode encontrar referências às algas como produto de beleza, à talassoterapia, aos banhos de mar, à Natureza e ao biológico, é apenas porque os grandes laboratórios dos produtos (ainda) químicos já estão investindo também nos produtos «biológicos». &lt;br /&gt;Não se confunde este tipo de solicitude pelo «natural» com uma visão ecológica da vida, com o amor à vida e à Natureza. Significa apenas que as sete irmãs já estão com um pé no (negócio) futuro, apostando no que hão-de ser os usos e costumes depois de a química ser destronada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALIANÇAS ESTRATÉGICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13/Outubro/1990 &lt;/strong&gt;- Verificada a toxicodependência em que a Humanidade se encontra das sete irmãs do petróleo - como se estivesse por elas condenado à morte, a tendência é para desistir e desmoralizar. &lt;br /&gt;Para nos [balouçarmos] lançarmos nos «prazeres» que o sistema apesar de tudo ainda proporciona, embora num clima mal disfarçado de «fim de festa». &lt;br /&gt;«Pessimismo», nesse contexto, é recusar gozar os últimos cartuchos da vida, pois novas crises e novas inflações virão necessariamente aí, e optimismo é a atitude de cedência a esse clima emocional de apocalipse. &lt;br /&gt;Nem pessimismo, nem optimismo - mas realismo - parece-me ser a única atitude justa e não afrontosa para todos os pobres e esfomeados da Terra. Realismo será então não ignorar a toxicodependência em que estamos do sistema de monodependência - e a forma como nos estrangula - mas dispensá-lo dentro do possível. É a heresia máxima e daí que as TA's (tecnologias apropriadas) e quem as defende tenham constituído a heresia máxima. &lt;br /&gt;Plantar as questões de saúde, por exemplo, não em termos de consumir mais (algumas) coisas, ou coisas diferentes , mas de nos «apropriarmos» de tecnologias de autosuficiência, essa é que é a heresia máxima - e o que o sistema acima de tudo odeia porque teme. &lt;br /&gt;Mas não há motivo para pessimismo absoluto. Ainda podemos, os da resistência, encontrar aliados com algum poder, para nos barricarmos e defendermos. A nossa função é, evidentemente, jogar à defesa.&lt;br /&gt;É por isso que, a esta luz, as «alianças estratégicas» são defensáveis. E há por aí movimentos, personalidades, ideias, com as quais podemos preferencialmente aliar-nos, embora, à primeira vista, esses aliados estejam também rendidos ao sistema dos 7 pilares da Abjecção.&lt;br /&gt;Dou exemplos: &lt;br /&gt;Testemunhas de Jeová&lt;br /&gt; Destiladores de óleos essenciais&lt;br /&gt; Agrobio&lt;br /&gt; [ver listagem do «Dicionário da esperança»]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ecos s/ data - 1975 +-&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;PSICOPATOLOGIA PORTUGUESA – O OBJECTIVO DA PUBLICIDADE É TORNAR-NOS INFELIZES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo li, há em Portugal um milhar e tal de publicitários. &lt;br /&gt;Melhor do que ninguém esses portugueses podem testemunhar sobre o papel redentor que a publicidade teve e tem, neste País, na redução de cada um à sua insignificância e na criação de uma maior e mais esclarecida consciência de classe. &lt;br /&gt;De facto, se o estatuto de «gente» só é conferido  a quem tiver dentes brancos, hálito puro, moradia na praia, alcatifas Cuf-têxtil, margarina vaqueiro que torna tudo mais apetitoso, (+---), se a gigantesca lavagem ao cérebro operada pelos geniais Portela Filho deste País nos convenceu de há muito da nossa incurável mediocridade, da nossa insanável modéstia, da alvar insignificância dos nossos gestos e comportamentos, então o caminho da felicidade e da qualidade de vida, hoje, só pode ser o que o «marketing» e os poderosos líderes da opinião nos apontam: mais pasta colgate, mais alcatifas Cuf-têxtil, mais desodorizante, (+----).&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-116003896900283236?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116003896900283236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116003896900283236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/10/crise-1990.html' title='CRISE 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-116003865739059435</id><published>2006-10-05T09:54:00.000+01:00</published><updated>2010-07-26T11:04:53.780+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><title type='text'>ECO-DIAGNÓSTICO 1995</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 &lt; 95-10-13-ah&gt; ac dos projectos - 1759 caracteres dfa-1&gt;chave&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIAGNÓSTICO ECOLÓGICO - UMA IDEIA DE 1976 AINDA VIVA EM 1995 - DESPISTAGEM DOS FACTORES AMBIENTAIS NA GÉNESE DA DOENÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13-10-1995 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despistagem dos factores ambientais na génese da doença, apesar de evidente, nunca é levada em consideração, mesmo em diagnósticos realizados por médicos e medicinas naturais.&lt;br /&gt;A causa ecológica de certas patologias (a que os textos da medicina corrente já chamam «doenças da civilização») raramente ou nunca é considerada. &lt;br /&gt;Considerando esta omissão nos meios médicos e naturoterapêuticos, tentou-se, em Setembro de 1976,  uma primeira abordagem do problema, realizando um inquérito que tinha como objectivo servir apenas de ponto de partida a melhores e futuras realizações do mesmo género. Uma primeira grelha de ecodiagnóstico, que a todo o momento poderia ser remodelada, aumentada ou rectificada.&lt;br /&gt;Apesar de incompleto e não exaustivo, teve uma certa difusão e utilidade entre doentes dos quais se procurava indagar a «história clínica».&lt;br /&gt;Tempos depois, tive a satisfação de ouvir mestre Michio Kushi falar, em um dos seus seminários em Lisboa, em diagnóstico ecológico ou de ambiente .&lt;br /&gt;Concluí que afinal a minha ideia não era assim tão estúpida nem tão gratuita.&lt;br /&gt;Editado na altura em papel cor-de-rosa, dezenas de exemplares ainda circularam e testemunham o «copyright» de uma ideia que, embora ainda tabu, já é um pouco menos hostilizada do que em 1976. &lt;br /&gt;Trata-se, talvez, de retomar a ideia, já que mais ninguém lhe pegou aqui em Portugal, ampliar o número de perguntas e difundi-lo entre os que praticam medicina causal  para que este primeiro esboço ou contributo a um diagnóstico ecológico  desempenhe o melhor possível a função a que se destina: tratar primeiro o terreno orgânico e com isso ajudar a combater os sintomas.&lt;br /&gt;+ &lt;br /&gt;&lt;em&gt;3409 caracteres -dfa-1&gt; palestra&gt;perfil holístico&gt;atelier de pesquisa e diagnóstico&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIAGNÓSTICO ECOLÓGICO -&gt; PERFIL HOLÍSTICO - A DEMOCRATIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO:  UM CONTRIBUTO AO AUTO-CONHECIMENTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os trabalhos  de investigação a realizar no âmbito do projecto «3º Milénio» (Atelier yin-yang, como em tempos foi baptizado), inclui-se o apuramento das técnicas de diagnóstico natural e despistagem de factores ambientais.&lt;br /&gt;O esforço de auto-cura tem uma componente importante na definição que cada um pode e deve fazer do seu próprio perfil psicosomático (perfil holístico).&lt;br /&gt;Além da fisiognomia oriental, também o contributo do Astrodiagnóstico e da Iridologia Holística tem, nos últimos tempos, aperfeiçoado as técnicas de análise caracterial e tipológica.&lt;br /&gt;A este aperfeiçoamento não é alheia a vaga do bio-ritmo que, entre o divertido e o sério, trouxe mais uma componente ao perfil total do consulente.&lt;br /&gt;Ainda pouco divulgado mas já desenvolvido por autores modernos como Michio Kushi, é o ecodiagnóstico ou despistagem de factores ambientais, através de um questionário proposto ao consulente, composto por itens ou factores ambientais.&lt;br /&gt;O teste por inquérito tornou-se uma das secções mais populares em alguns órgãos de imprensa. As «astrólogas» parecem estar a ser substituídas, a pouco e pouco, por técnicas  mais científicas e, ao mesmo tempo, mais acessíveis a toda a gente. A democratização dos processos de diagnóstico é, com certeza, um sinal positivo. Assenta, pelo menos, em um princípio correcto - o auto-conhecimento e o auto-controle de cada um por si próprio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A GRELHA DE BASE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível apurar, com aturada experiência, uma grelha de base sobre a qual o diagnóstico se poderá fazer com uma exactidão perto dos 100% e praticamente sem margem de subjectividade ou erro humano.&lt;br /&gt;O calcanhar de Aquiles de todas as terapêuticas, incluindo as naturais ou alternativas, é sem dúvida o diagnóstico. Pode considerar-se que estamos ainda na forma artesanal do processo mais importante de toda a estratégia curativa. Enquanto as terapêuticas naturais se aperfeiçoam e refinam a eficácia, o diagnóstico marca passo.&lt;br /&gt;Para lá do mais, sem prévia despistagem dos factores ambientais que condicionam o doente, nenhuma terapêutica poderá render em 100% da sua capacidade. &lt;br /&gt;Entre os factores ambientais, os medicamentos (e a poluição química em geral) desempenham um papel importantíssimo nessa despistagem e que está totalmente omisso dos diagnósticos hoje praticados por Naturoterapeutas. Por mais maravilhas que as terapêuticas energéticas hoje façam, os resultados retornam sempre ao ponto zero, se houver, por exemplo, algum medicamento, antigo ou recente, com sequelas de sedimentação: caso dos corticosteroides, anti-histamínicos, antibióticos e outros fármacos violentos . &lt;br /&gt;Um diagnóstico ou perfil holístico para uma terapêutica energética e do terreno, terá de fundamentar-se em uma informação exaustiva dos efeitos fisiológicos provocados por tóxicos e poluições que, no ambiente e na alimentação, acabam por ser ingeridas pelo consumidor. &lt;br /&gt;Um centro de diagnóstico sem uma documentação completa sobre iatrogénese - doenças provocadas por medicamentos - não pode levar nunca ao diagnóstico pleno que, por sua vez,  potencialize ao máximo a terapêutica, qualquer que ela seja, energética ou metabólica.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-116003865739059435?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116003865739059435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116003865739059435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/10/eco-diagnstico-1995.html' title='ECO-DIAGNÓSTICO 1995'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-116003753856327565</id><published>2006-10-05T09:34:00.000+01:00</published><updated>2010-07-26T11:04:53.781+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><title type='text'>ATELIER YIN-YANG 1986</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-8- ayy-10-13&gt; – este merge é estritamente sobre o projecto «ateliê yy», pelo que pode justificar (ou não) uma publicação em pdf  separada dos files com considerandos de ordem geral ou filosófica sobre medicina energética &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ayy-10-13&gt; ayy-10&gt; - projectos ac - academia das ciências de saúde&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM PROJECTO DE  1986: ATELIER YIN-YANG - DISPOSITIVOS DE ORGANIZAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Com o objectivo de conservar, na sua máxima fidelidade, a mensagem prática  e filosófica da ciência original - que chegou até ao Ocidente sob a forma de medicina tradicional chinesa - é criado o Atelier Yin-Yang, &lt;br /&gt;2 - O Atelier Yin-Yang é um dispositivo de consulta e apoio:&lt;br /&gt;a) ao consumidor de várias terapias naturais&lt;br /&gt;b) às várias organizações e instituições que em Portugal visam o estudo e a prática do princípio único ensinado pela tradição taoísta.&lt;br /&gt;3 - Para isso, o Atelier Yin-Yang pretende reunir, sistematizar, seleccionar e pôr à disposição dos interessados, a documentação escrita disponível relacionada com as fontes da ciência original, que alguns situam geograficamente no Continente Mu e de que o taoísmo chinês, o zen japonês ou budismo tibetano seriam ainda manifestações que se conservaram até hoje em linhagem quase ininterrupta.&lt;br /&gt;4 - Não tendo o Atelier Yin-Yang fontes próprias de rendimento , pretende produzir e sobreviver na base da colaboração que vier a estabelecer com as várias organizações interessadas no estudo da sabedoria inicial (ou iniciática) .&lt;br /&gt;5 - O Atelier Yin Yang irá mobilizar um «corpo de élite» ou conselho técnico na área da bioenergética (filosofia e prática yin-yang) , visando 2 objectivos:&lt;br /&gt;a) dar qualificação científica e profissional aos praticantes das técnicas yin-yang, ajudando a formar técnicos de saúde em terapêuticas orientais e incentivando a criação de carreiras nesta área;&lt;br /&gt;b) responder às necessidades de informação documental que escolas, professores, alunos, estudantes de saúde em geral tiverem no campo das fontes originais da sabedoria (prática) yin-yang.&lt;br /&gt;6 - Seguro do que pretende nas suas modestas ambições, o Atelier Yin-Yang começará por instalar um dispositivo que lhe permita desenvolver um trabalho organizado, coerente, produtivo, em benefício de todos os seres. Um telefone-gravador será o dispositivo-piloto desse trabalho.&lt;br /&gt;7 -  São considerados fundadores deste atelier as pessoas que se manifestarem interessadas no estudo do yin-yang, quer a título individual quer como representantes de organizações. &lt;br /&gt;8 - Funcionarão, no âmbito do Atelier, os seguintes serviços:&lt;br /&gt;- Biblioteca de consulta in loco&lt;br /&gt;- Biblioteca para leitura domiciliária&lt;br /&gt;- Biblioteca com serviço de consulta à distância &lt;br /&gt;- Documentação para apoio aos cursos&lt;br /&gt;- Envio de circulares para estudantes, imprensa, etc&lt;br /&gt;- Redacção de um jornal de bioenergética yin-Yang&lt;br /&gt;- Secretariado de cursos, salas de estudo, etc.&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;FASE ALARGADA: REDE HOLÍSTICA DE INFORMAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua fase alargada, o Atelier Yin Yang - que se poderá chamar então Rede Holística de Informação - projecta os seguintes serviços:&lt;br /&gt;- Gabinete de diagnóstico holístico - Diagnóstico Precoce e Prevenção Natural - Ficha Holística ou Perfil (ver file à parte)&lt;br /&gt;- Boletim Holístico - Sumário de Notícias do País e do Mundo - Mini-agência do consumidor&lt;br /&gt;- Clube do Livro Saudável ( Ver file à parte)&lt;br /&gt;Ponto de encontro entre os que consomem e os que produzem actividades de saúde, o Atelier Yin Yang ordenará as suas prioridades de acção pelas seguintes áreas:&lt;br /&gt;a) Informação jornalística e documental  (atendimento personalizado)&lt;br /&gt;b) Educação holística&lt;br /&gt;c) Formação profissional em áreas holísticas de saúde&lt;br /&gt;Formar, a médio e longo prazo, professores de saúde, é o horizonte: para lá chegar, começaremos pela etapa de informação/animação, servindo de intercomunicador entre as actividades holísticas de saúde e os seus consumidores.&lt;br /&gt;Para isso, o Atelier Yin-Yang irá :&lt;br /&gt;a) editar cadernos, livros e uma revista;&lt;br /&gt;b) publicar um boletim para a Imprensa, com o propósito de abrir na Comunicação Social o espaço holístico que falta;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDE HOLÍSTICA DE INFORMAÇÃO:A FASE ALARGADA DO ATELIER YIN-YANG &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispositivo orientado em várias direcções, o Atelier Yin Yang integra actividades convergentes, em defesa do consumidor, irradiando de uma base: o livro (biblioteca), o documento, o banco de dados, etc.&lt;br /&gt;Poderá considerar-se o Atelier como unidade-piloto, célula-base de uma rede futura que, na sua expressão alargada, seria uma Rede Holística de Informação.&lt;br /&gt;No âmbito da rede Holística de Informação, projectam-se outros serviços:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GABINETE DE IMPRENSA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para informação externa , de forma a criar das medicinas naturais uma imagem cada vez mais positiva junto da opinião pública, é criado um gabinete documental e de apoio informativo, que manterá relações com os órgãos de comunicação social.&lt;br /&gt;Este gabinete dará igualmente apoio informativo a todas as organizações do meio naturoterapêutico, nomeadamente às associações profissionais mas também às clínicas particulares e às escolas de saúde.&lt;br /&gt;De todas estas organizações espera o Gabinete um fluxo informativo que permita manter a opinião pública actualizada e constantemente esclarecida sobre factos e pessoas que, de num  momento ou outro, a Comunicação Social tende a deturpar, tomando, regra geral, o partido do caluniador: trata-se de criar, com o Gabinete de Imprensa,  um interlocutor para a Informação, que reponha a verdade dos factos quando esta for falseada. &lt;br /&gt;Para lá de um noticiário regular com assuntos de actualidade naturoterapêutica, o Gabinete tentará abrir secções fixas de informação e divulgação - género consultórios de saúde - para difusão junto do grande público das ideias básicas e das noções elementares em que se fundamentam as medicinas leves e que todos devem conhecer.&lt;br /&gt;O Gabinete pode também desempenhar a função de centro documental, fornecendo, por empréstimo ou  aluguer,  apoio didáctico aos estudantes de saúde sobre as disciplinas da alternativa  médica, nomeadamente a medicina tradicional chinesa.&lt;br /&gt;Funções do gabinete:&lt;br /&gt;-Emitir comunicados de imprensa, com a informação objectiva sobre factos e acontecimentos da actualidade;&lt;br /&gt;- Apoiar trabalhos de investigação documental e jornalística no campo das tecnologias terapêuticas apropriadas; &lt;br /&gt;- Noticiar para os órgãos de informação as publicações estrangeiras que forem chegando ao Gabinete de imprensa do Atelier Yin-Yang. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POSTO DE ATENDIMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Telefone-gravador de pronto socorro - Atendimento do consumidor - Informações de urgência para casos de urgência &lt;br /&gt;- Telefone-gravador SOS para receber mensagens de doentes aflitos que pretendam orientar-se no sentido de se tratarem com o terapeuta  - a especialidade naturoterapêutica - mais  adequados&lt;br /&gt;O Atelier Yin Yang projecta um serviço de atendimento, um posto de escuta e resposta, através do qual  se pretende orientar na cura e na via  yin yang os que dela  necessitam.&lt;br /&gt;Para o efeito, será montado  um telefone-gravador, para que sejam recebidos os apelos e pedidos de informação &lt;br /&gt;A resposta será dada, conforme os casos, pelo telefone, por escrito ou, quando for possível, pela presença pessoal. &lt;br /&gt;O objectivo é:&lt;br /&gt;- Informar o doente do caminho mais rápido, mais curto e mais económico para a cura através de meios naturais&lt;br /&gt;- Contribuir para que um número crescente de pessoas aprenda e compreenda o yin-yang&lt;br /&gt;- Fazer com que as pessoas encontrem alternativas práticas e eficazes aos  becos sem saída em que o sistema as enjaulou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TELEFONE-GRAVADOR: RAZÕES SOCIAIS DE UM PROJECTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um centro holístico de atendimento e resposta, com telefone-gravador para escuta as vinte e quatro horas do dia, é uma necessidade premente, por várias razões, algumas delas imperativas.&lt;br /&gt;Quem precisa de apoio, ajuda, socorro e consulta em situação de emergência não tem, de facto, um ponto de referência a que se dirigir, não encontra uma voz amiga e desinteresseira, não ouve um conselho gratuito, útil e sensato.&lt;br /&gt;É tudo a troco de dinheiro, nada se faz por amor à arte e não se presta um serviço que não seja facturado.&lt;br /&gt;Se o utente ou consumidor se dirige aos centros mais ou menos comerciais que vendem produtos e eventualmente serviços, recebem-no, regra geral, a má criação e a grosseria, a incompetência e a arrogância.&lt;br /&gt;Tornou-se arriscado para o consumidor, hoje, telefonar para certos serviços que se dizem inspirados pela moral «naturista» ou das alternativas ecológicas e macrobióticas.&lt;br /&gt;Parece que as casas, hoje, incluindo cooperativas, só servem de loja e só perseguem fins comerciais. Se faz uma pergunta pelo telefone para uma dessas mansões, o consumidor arrisca-se a ouvir uma voz azeda e apressada, às vezes desconfiada e trocista, ou a levar, em saldo final, com o telefone na cara. &lt;br /&gt;Se quer uma informação de rotina sobre produtos que a própria casa vende, do outro lado da linha são capazes de julgarem que é espião ou concorrente ou, igualmente apriori, considerar o pedido de informação como uma consulta.&lt;br /&gt;A rotina comercial em que entrou o mercado dos produtos ditos terapêuticos não abre, tal como está, alternativa ao beco sem saída dos medicamentos e da medicina oficial.&lt;br /&gt;Tal como se encontra, dominado na sua maior parte pela cupidez e pela estupidez, pela psicose do lucro a todo o custo, sem garantias de qualidade ou de segurança e eficácia, os serviços e produtos da área  ecoterapêutica afugentam utentes, traumatizam o consumidor e dão, à ordem estabelecida, o melhor dos argumentos para que esta continue a perseguição e a cantar de galo.&lt;br /&gt;No momento em que a actividade luta para ser oficialmente reconhecida, em que uma nova profissão de saúde procura estatuto de independência, em que, inclusive, justamente se reclama o reembolso da segurança social para os produtos que curam, eis que o procedimento dos seus agentes - com as honrosas, necessárias e costumadas excepções - está condenando ao gueto o que se pretende liberto, independente e adulto. &lt;br /&gt;Se não houver humildade em vez de arrogância, se não houver a plena consciência profissional das tarefas em vez da mania patológica de usurpar títulos, se nenhuma parcela dos lucros for investida no fomento das ideias e do movimento em vez de continuar tudo sacrificando à lei do lucro, se não houver, nos locais de atendimento, mais atenção, mais humanidade, mais delicadeza, mais sensibilidade, mais cultura, mais inteligência, mais informação, é caso para dizer aos naturoterapeutas desta terra que tenham definitivamente o lindo funeral que merecem.&lt;br /&gt;É urgente, pois, para inverter a situação, criar um centro de atendimento e resposta que seja também uma voz amiga , uma informação pronta e completa, um serviço de emergência, uma ajuda prestável, um apoio e uma possibilidade de diálogo com quem sofre.&lt;br /&gt;Temos a petulância de considerar este posto de escuta em particular e o Atelier em geral um ponto Lo para que a maravilhosa sabedoria dos tempos iniciais chegue até nós a passe para a (ugente) construção da Nova Idade de Ouro.&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ayy-11&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATELIER YIN-YANG - OBJECTIVOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É objectivo prioritário do Atelier Yin-Yang, não só que os seus participantes aprendam a praticar com segurança uma técnica rigorosa, mas ainda que aprendam a desenvolver capacidades afins, tais como:&lt;br /&gt;- Saber administrar  as próprias energias, aplicando-as onde são mais importantes , em cada momento, para benefício de todos os seres (Postulado da economia  energética ou Neguentropia)&lt;br /&gt;- Saber ver, nas circunstâncias mais adversas, que o espírito é mais importante que a matéria ( a tripla unidade do ser humano: corpo, alma, espírito)&lt;br /&gt;- Saber que o acto terapêutico é também um acto pedagógico e iniciático&lt;br /&gt;- Saber que a humildade intelectual de saber pouco  é mais importante do que a arrogância dita científica de ter muitos conhecimentos (A relatividade do conhecimento)&lt;br /&gt;- Saber que a cura de um doente exige do próprio doente comparticipação voluntária, responsabilidade, discernimento e fé yin-yang ( Fim do assistanato )&lt;br /&gt;- Saber que nada nos é dado gratuitamente, muito menos a saúde, e que tudo tem de ser merecido&lt;br /&gt;- Saber, portanto, que a doença é o preço a pagar pelo uso gratuito e abusivo que fazemos do melhor e mais valioso bem: a vida que deus nos deu, a energia que somos e que tudo é&lt;br /&gt;- Saber que a doença é um despertador para acordar a humanidade: o ser humano dorme e a tradição das origens veio para nos acordar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ayy-12&gt; - Atelier Yin Yang&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERFIL HOLÍSTICO -  DIAGNÓSTICO ECOLÓGICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(CARTA-CIRCULAR QUE ACOMPANHA O QUESTIONÁRIO&lt;br /&gt;PARA DESPISTAGEM DOS FACTORES AMBIENTAIS)&lt;br /&gt;Exmº Sr.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - É um dos que responderam ao anúncio do Atelier Yin-Yang e por isso o saudamos com alegria. Por isso e com isso nos congratulamos.&lt;br /&gt;São coisas simples aquelas que queremos, através de mensagens regulares, dizer-lhe. Aqui não condicionamos ninguém, diz-se a todos os que querem libertar-se quais as técnicas, práticas e maneiras que têm ao seu alcance de o fazer.&lt;br /&gt;Apela-se a que cada um pense pela sua própria cabeça, que se emancipe, que se autonomize e que, por tudo isso, se cure com a ajuda da energia natural. &lt;br /&gt;Depende apenas de si libertar-se de um discurso, de uma tirania, de uma instituição de assistanato, que apenas pretende prorrogar a sua dependência desse assistanato.&lt;br /&gt;A experiência de mas de trinta anos nesta luta pela verdade terapêutica não nos dá uma desmedida esperança de podermos modificar, ao menos um milímetro, esse estado de coisas de monodependência.&lt;br /&gt;Mas ter perdido a esperança não significa ter perdido a fé. &lt;br /&gt;A fé surge exactamente quando se perderam todas as esperanças.&lt;br /&gt;É por ela que voltamos, privilegiando desta vez o diálogo pessoa a pessoa, cépticos que de facto somos relativamente ao discurso de jornais e telejornais que, mesmo quando bem intencionado, ninguém já escuta.&lt;br /&gt;Está ao seu alcance e só depende da sua vontade, viver com mais saúde, sem ter para isso que gastar rios de dinheiro em medicamentos, tratamentos, cirurgias, análises. Mesmo que seja aparentemente a segurança social a pagar, será você que em última instância paga tudo isso.&lt;br /&gt;Não lhe pedimos para acreditar em nós. Sugerimos que acredite em si e na ordem perfeita da Natureza, da Vida e do Universo.&lt;br /&gt;II - Se considera importante na sua saúde os factores de ambiente, é altura de passar à acção, respondendo ao questionário que lhe propomos e consolidando, assim, a sua opção de autodiagnóstico, autoconhecimento e autocura.&lt;br /&gt;Vamos explicar-lhe em que consiste o diagnóstico  mais simples de todos, que todos podem efectuar sem esforço e sem qualquer técnica especial.&lt;br /&gt;Basta responder, com alguma atenção a franqueza, ao questionário que lhe propomos.&lt;br /&gt;Respondendo a esse questionário, poderá detectar, nos seus hábitos quotidianos, factores de risco que possam estar a contribuir para que você tenha um terreno orgânico vulnerável.&lt;br /&gt;Esse questionário não é exaustivo, corresponde apenas a uma primeira despistagem, a uma primeira fase, elementar, de uma série de outros questionários a que você poderá ou não vir a responder.&lt;br /&gt;Se lhe parece que o meio ambiente é importante para determinar , em grande parte, alguns, muitos ou poucos dos seus problemas de saúde, então deve procurar inteirar-se das questões a que esse inquérito para o diagnóstico ambiental o submete.&lt;br /&gt;Quer responda ou não, coloca-se a seguir outra opção para decidir da cura pelos seus próprios meios.&lt;br /&gt;Se entende que o meio alimentar é importante, poderá decidir-se por uma terapêutica alimentar.&lt;br /&gt;Como a sua escolha inicial o encaminhou no sentido do atelier yin-Yang, já com certeza sabe que o regime alimentar com objectivo terapêutico que aqui aconselhamos será a macrobiótica.&lt;br /&gt;Para dar os primeiros e seguros passos na alimentação yin-yang, elaborámos um guia muito simples a que chamamos «A Cura pela Energia.»  &lt;br /&gt;Lendo com atenção esse pequeno guia, compreenderá que o regime yin-yang  , dando preferência aos produtos integrais, biológicos e energeticamente calculados, é fundamentalmente um regime alimentar para preparar o terreno orgânico.&lt;br /&gt;Tem, portanto, um carácter global e causal. Procura dar a base segura para que a pirâmide da vida se mantenha de pé e em equilíbrio  estável.&lt;br /&gt;Este é o motivo por que os adeptos da macrobiótica , sistema alimentar baseado nos princípios taoístas da filosofia yin-yang, dão pouca ou nula importância aos sistema terapêuticos de «restauro».&lt;br /&gt;Mas se lhe falta paciência para seguir a simples dieta  de base, se é um dos que alegam, como alibi, não ter tempo para ir a restaurantes macrobióticos, ou se é um daqueles que considera caríssima a dieta macrobiótica mas dá, sem hesitar, 1500$ por um quilo de carne, então talvez prefira optar por  uma terapêutica menos profunda mas com a qual obterá igualmente alguns resultados. &lt;br /&gt;Se recusar a Macrobiótica, tem, por exemplo, a Oligoterapia, que lhe custará em dinheiro o que não quiser ter gasto como alimentação adequada e completa, biológica e energeticamente equilibrada.&lt;br /&gt;Desde o ferro que já era conhecido há muitos anos como o metal da hemoglobina (cuja carência cria  terreno favorável às anemias) ao germânio orgânico que pode fazer evoluir favoravelmente um processo tumoral, os oligoelementos(metais e minerais) são terapia de base que pode obviar às múltiplas carências provocadas por factores ambientais diversos:&lt;br /&gt;Agricultura &lt;br /&gt;Medicamentos químicos &lt;br /&gt;Metais pesados (poluição) no ar, água e solos&lt;br /&gt;Frigorificação alimentar&lt;br /&gt;Química em conservantes e córantes (aditivos) &lt;br /&gt;Química em vaporizadores, sprays e desodorizantes corporais ou de ambiente&lt;br /&gt;Carne, ovos e leite adicionados de antibióticos e hormonas.&lt;br /&gt;Todos esses factores químicos de ambiente têm em comum a desionização dos referidos oligoelementos que, em princípio e por isso, se tornam biologicamente inoperantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo e concluindo:&lt;br /&gt;Se nos quiser contar os seus problemas, temos, em resposta:&lt;br /&gt;Ideias&lt;br /&gt;Um ideal: fazer a mudança para um paradigma holístico da Nova Idade de Ouro que se adivinha&lt;br /&gt;Temos bons técnicos nas diversas áreas de competência&lt;br /&gt;Temos uma tarefa a concretizar: formar professores de saúde&lt;br /&gt;Temos um compromisso histórico: dignificar a imagem das terapêuticas naturais em Portugal, imagem que outros se têm encarregado de manchar&lt;br /&gt;Temos uma opção: entre as fontes ancestrais da sabedoria, escolhemos a bússola  yin-yang da cosmologia taoísta para nos orientar e guiar no caos do mundo moderno&lt;br /&gt;Temos uma primeira prioridade  de acção: informar (crítica, total e completamente) o consumidor em defesa dos seus direitos e contra tudo e todos os que o exploram&lt;br /&gt;Temos conhecimento directo do meio holístico português, podemos indicar-lhe o terapeuta, a clínica, o restaurante vegetariano, a loja de produtos e os produtos mais indicados ao seu caso&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ayy-13&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATELIER YIN-YANG - CLUBE DE ARTES OPERATIVAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Um Clube de Artes Operativas, integrado no projecto «Atelier Yin-Yang», parte de uma premissa indiscutível: a falta de consciência que alguns cultores da arte operativa ainda têm da poderosa corrente que estão desencadeando e das consequências que advirão da natural reacção do establishment sempre que sinta a estabilidade, a ordem e o negócio em perigo.&lt;br /&gt;Não podem os adeptos do yin-yang, por exemplo, uma das artes operativas, ter a ilusão de que foram definitivamente aceites pela engrenagem industrial, só porque proliferam grupos de yoga, cooperativas de macrobiótica , campeonatos de judo, consultórios de acupunctura, aulas de massagem shiatsu, etc. &lt;br /&gt;2 - O sistema só aceita de cada alternativa o que lhe convém.&lt;br /&gt;O sistema, portanto, só permite essa proliferação de actividades sob cinco condições:&lt;br /&gt;a) tê-las sob controle, de modo a que não se desenvolvam muito nem muito bem&lt;br /&gt;b) mantê-las suficientemente sectorizadas e sem ligações entre si, longe umas das outras, esquecidas de que a união faz a força e de que, afinal,  são ramos da mesma árvore &lt;br /&gt;c) infiltrá-las de espiões e submarinos, de maneira a que nunca ultrapassem uma certa mediania e mediocridade, pois uma excessiva qualidade pode torná-las perigosas para o establishment &lt;br /&gt;d) fazer tudo para que apareçam em público (e os media  estão sempre prontos a isso) como proezas de circo e bruxarias de astrólogo&lt;br /&gt;e) mantê-las sem consciência da unidade que a todas preside, consciência (holística) que seria não só um relâmpago fugaz mas uma tempestade arrasadora e duradoura na desordem estabelecida a Ocidente.&lt;br /&gt;Logo que o sistema perceba que se trabalha no sentido dessa unidade, actuará com rigor, perseguirá com sanha, destruirá sem dó nem piedade, porá a ferro e fogo os praticantes da unidade-no-diverso (Holística, Yin-Yang ou não)&lt;br /&gt;3 - O carácter fechado, confidencial e discreto de um Clube de Artes Operativas (C.A.O.) responde a esse momento dialéctico cujo advento urge prevenir, momento em que o sistema perceberá que tem os dias contados e que está a ser subvertido por dentro. &lt;br /&gt;4 - À semelhança do que acontece com a tradicional «associação de socorros mútuos», o  C.A.O. procurará socorrer de maneira concreta os seus sócios membros, de acordo com as necessidades que eles tiverem.&lt;br /&gt;É natural, por isso, que os sócios tenham, para com a organização, obrigações e deveres, os que ficam exactamente expressos no estatuto confidencial do Clube.&lt;br /&gt;5 - O C.A.O. agirá em sistema de vasos comunicantes com outras organizações afins, nomeadamente as que tiverem carácter mais público e menos confidencial.&lt;br /&gt;6 - «Se não fizeres milagres, ninguém te acredita».&lt;br /&gt;Reconhecendo nesta máxima uma certa dose de verdade (pois as pessoas são o que são e não aquilo que alguns teóricos querem que elas sejam) , o C.A.O. deverá usar, como «arma» de persuasão, alguns dos prodígios que reconhecidamente as artes orientais podem operar e que, aos olhos do profano, assumem aspectos de operação mágica, mesmo de milagre.&lt;br /&gt;Sem fazer do «prodígio» um fim e sem prejuízo de continuar a aprofundar na máxima seriedade as artes operativas, sabendo que nenhuma Magia pode ser feita sem Alquimia, o C.A.O. utilizará o que o yoga, a macrobiótica, a acupunctura, as artes marciais, têm de imediata e facilmente «prodigioso», para vencer o cepticismo e a condicionante negativa das pessoas, levando-as a considerar uma escala de valores, terapêuticas, opções, ideias, técnicas e tácticas que radicalmente diferem dos seus hábitos ancestrais e da cultura ocidental.&lt;br /&gt;Este ponto dos «prodígios» é de grande importância para definir a estratégia do C.A.O., pois há entre os cultores das A.O. quem se oponha a utilizar esses «prodígios» só porque eles não esgotam a riqueza das artes operativas.&lt;br /&gt;7 - O excesso de severidade, neste aspecto,  pode ser contraproducente.&lt;br /&gt;Não é pecado utilizar a «magia» do cenário, «truques» e recursos que tornem aliciante às populações alienadas pelos media e nem só, uma técnica, uma ciência, uma cultura a que elas, de outra maneira, dificilmente serão sensíveis.&lt;br /&gt;Há quem critique hoje o pioneiro da Macrobiótica no Ocidente, Jorge Oshawa, por ter utilizado o prato número 7 só de arroz - chamado «dieta de choque» - quando procurava lançar, em meio hostil, a via real da cura macrobiótica.&lt;br /&gt;Agora que o rastilho pegou e que todo o Mundo, até por snobismo, virou macrobiótico, é fácil acusar os que, como Oshawa, nos tempos heróicos, procuravam, em tempo útil, transmitir a boa nova. Os que tinham que fazer, como Cristo fez, alguns  prodígios. &lt;br /&gt;8 - Indicam-se a seguir algumas das operações mais susceptíveis de popularizar as artes operativas entre as populações sujeitas a um determinado condicionamento (sociedade industrial, mitologia científica, cepticismo religioso, pseudo-ateísmo generalizado, idolatria da tecnologia exterior alienante, anti-ecologismo primário, etc):&lt;br /&gt;- Equilibrar o peso pela Macrobiótica &lt;br /&gt;- Deixar de fumar pela Acupunctura&lt;br /&gt;- Combater o stress com o Yoga&lt;br /&gt;- Curar insónias com a Floralterapia&lt;br /&gt;- Desintoxicar com o prato número 7 da macrobiótica &lt;br /&gt;9 - O facto de sentar, à mesma mesa, praticantes e cultores das diversas artes operativas já diz muito sobre a democraticidade interna do Clube, a sua abertura aos outros e o sentido de unidade que procura estabelecer entre todos os fios da tradição.&lt;br /&gt;Se há ainda quem, colocado em cada ramo ou galho da árvore, queira continuar ostensivamente e até arrogantemente a ignorar a Árvore a que pertence, os outros ramos irmãos e principalmente a raiz comum - o yin-yang - onde a árvore mergulha a sua vitalidade, certamente que nada terá a fazer no seio desta organização onde se postula exactamente o uni-verso do di-verso, o di-verso no uni-verso Yin-Yang. &lt;br /&gt;10 - Para não provocar as vistas indiscretas, o Clube assumirá uma  face evidente e pública, tipo sociedade comercial, com estatutos notariais e demais cerimonial civil. &lt;br /&gt;É a parte externa do icebergue, sendo a parte imersa, evidentemente, a mais importante e a que define a sua particularidade. &lt;br /&gt;É de reconhecer que a situação de competência profissional nas artes operativas, se tem limitado a um certo criticismo retórico que, no campo das tecnologias terapêuticas, só tem ajudado ao jogo da ordem estabelecida.&lt;br /&gt;11 - Ainda nenhuma organização das que superintendem na matéria quis assumir os pontos difíceis da estratégia necessária que se impõe:&lt;br /&gt;a) Formação de elites em sistema fechado de escola iniciática e escala hierárquica rígida;&lt;br /&gt;b) Entre-ajuda material entre oficiais do mesmo ofício, à semelhança das confrarias de artífices da Idade Média;&lt;br /&gt;c) Assumir desportiva e ludicamente a parte de prodígio inerente às artes operativas, sem prejuízo da máxima seriedade no seu aprofundamento e prática;&lt;br /&gt;d) Ultrapassar a viciosa desunião das pessoas que continuam agarradas ao acessório sem ver o essencial e que por isso se deixam entravar pelo que as divide em vez de consolidarem e irem para a frente naquilo que as une;&lt;br /&gt;e) Neutralizar a inocência política, por vezes criminosa, em que alguns «místicos» das artes orientais se julgam obrigados a ficar, alegando pureza e honestidade mas deixando-se pura e simplesmente instrumentalizar pelo inimigo principal , a tecnocracia e seus agentes;&lt;br /&gt;f) desmistificar a convicção generalizada de que tudo tem que ser público, de que toda a informação tem que ser divulgada e comunicada às massas, de que não há segredo nem matéria censurável, de que é possível «democratizar a Sabedoria».&lt;br /&gt;12 - No sentido de abrir caminho em terreno hostil como é a sociedade industrial e suas reconhecidas características - materialistas, anti-iniciáticas, anti-holísticas, anti-humanas - , as artes operativas ou técnicas espirituais devem ser escalonadas segundo a sua capacidade de se impor ao negativismo reinante.&lt;br /&gt;Colocando à cabeça aquelas artes operativas (orientais e ocidentais) que reunem maior número desses atributos - rigor técnico, simplicidade de processos, eficácia curativa, autosuficiência do utilizador, rapidez de resultados, profundidade de efeitos - podemos estabelecer um primeiro esboço de hierarquia, suceptível de ser sucessivamente rectificado:&lt;br /&gt;Macrobiótica&lt;br /&gt;Oligoterapia&lt;br /&gt;Floralterapia&lt;br /&gt;Homeopatia &lt;br /&gt;Yoga&lt;br /&gt;Artes Marciais&lt;br /&gt;Sofrognose&lt;br /&gt;Acupunctura &lt;br /&gt;13 - O espírito de fidelidade - o «juramento de fidelidade» - é condição sine qua non para que uma organização semi-secreta, fechada, confidencial e discreta não seja, à partida, um fracasso.&lt;br /&gt;Mas também o conceito de fidelidade deve ser entendido à luz de uma dialéctica bipolar, e não como vulgarmente se entendeu no mundo profano do poder temporal.&lt;br /&gt;Não se trata, no C.A.O., de obedecer cegamente a pessoas mas a princípios, sendo a única autoridade reconhecida ou aceite aquela que emana da competência técnica nas A.O. e da estatura moral ou intelectual de quem pratica. &lt;br /&gt;Quando a obediência (a fidelidade)  dimana de um «pacto de boa vizinhança» entre pessoas civilizadas, de boa fé e de boa vontade, ela deve ser entendida como um meio de reforçar o corpo colectivo e não a dependência de alguns dos seus elementos em relação a outros.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-116003753856327565?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116003753856327565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/116003753856327565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/10/atelier-yin-yang-1986.html' title='ATELIER YIN-YANG 1986'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115995605265700921</id><published>2006-10-04T10:59:00.000+01:00</published><updated>2010-07-26T11:04:53.781+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><title type='text'>DOENÇA 1995</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2-ddo -1&gt; Diário do Ódio - 2 páginas- Mais um «dossier maldito»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CUSTOS DA SAÚDE OU CUSTOS COM A DOENÇA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabo, &lt;strong&gt;12/10/1995&lt;/strong&gt; - Os inéditos de 1983 e 1984, que junto para teu conhecimento, tentavam formular, em termos menos fraudulentos do que habitualmente, a questão dos chamados «custos da saúde», que são, como é fácil de ver os «custos da doença». &lt;br /&gt;Com mais este «dossiê maldito», que nunca se analisa em profundidade e até às últimas consequências, consegui situar-me completamente na margem do sistema e condenar-me ao silêncio de todos os silêncios. &lt;br /&gt;Há um sistema de silêncio totalitário em volta deste dossiê, pela razão simples que tu podes calcular: ele atinge no coração os interesses colossais em jogo na rede internacional de medicamentos e equipamentos hospitalares. &lt;br /&gt;A indústria mais rendosa e poderosa do Planeta é o que está por trás deste dossiê.&lt;br /&gt;E quando a imprensa (juntarei recortes que organizei sobre este assunto) sistematicamente assusta os velhinhos como eu com a «bancarrota» (iminente) da chamada Segurança Social , há metade de verdade e metade de mentira nessa ameaça apocalíptica: se existe (e é natural que exista) um défice crescente na Segurança Social, não é por causa das despesas com a saúde, mas com com a doença, mas porque os preços dos medicamentos estão em escalada, cada vez se consomem mais medicamentos, cada vez as intervenções cirúrgicas são mais dispendiosas, cada vez há mais intervenções cirúrgicas, cada vez há mais clínicas de luxo, etc.&lt;br /&gt;A ameaça de bancarrota na chamada «Segurança Social» é também assoprada por outro grupo de interesses económicos, as Seguradoras, que quanto mais depreciarem e virem depreciados os serviços de assistência médica e hospitalar, mais engordam e enriquecem as clínicas privadas e os sistemas privados de seguros de vida e de saúde. &lt;br /&gt;Estou perfeitamente convencido de que nenhum governo alguma vez poderá criar e manter hospitais em condições, não porque não quisesse ou pudesse fazê-lo, mas porque as Seguradoras e as multinacionais nunca o deixarão. A decadência dos hospitais e serviços de assistência médica - o famigerado Serviço Nacional de Saúde dos senhores aldrabões do PS - é puro e simples produto daqueles «lobbies», estado acima do estado, poder acima dos poderes.&lt;br /&gt;Também aí Leonor Beleza foi mais longe do que devia ir - e por isso a derrubaram e puseram a ferros.&lt;br /&gt;Uma coisa é verdade: os custos com a doença são galopantes. &lt;br /&gt;Quem paga esses custos são os contribuintes com os descontos à chamada Segurança Social.&lt;br /&gt;A lógica do sistema é que se gaste cada vez mais dinheiro em mais medicamentos, o que promove logicamente a doença e a proliferação da doença , e não a saúde. &lt;br /&gt;Se metade do que a chamada Segurança Social gasta em doenças e medicamentos fosse afectado à educação alimentar e a métodos naturais de profilaxia e higiene (para conservar a saúde, esses sim) , certamente que as despesas da Segurança Social  diminuiriam em flecha e não seria necessário andar constantemente a assustar os velhinhos e reformados deste país com ameaças de bancarrota.&lt;br /&gt;Os meios mediáticos têm colaborado, como lhes compete, nessa lavagem ao cérebro, bem como em uma outra campanha - contra os chamados «genéricos» - e isto por outra razão muito simples: os genéricos iriam tirar - se entrassem em vigor e não tivessem sido sabotados a todos os níveis - lucros anuais de 20 milhões de contos às multinacionais farmacêuticas.&lt;br /&gt;Foi mais isto o que derrubou Leonor Beleza e a meteu em tribunal, foi o que pôs na mira das metralhadoras todos os ministros da Saúde cavaquistas, foi o que fez cair em desgraça o Governo de Cavaco e foi o que alimentou toda a propaganda favorável ao PS nos órgãos de Comunicação Social, ao longo deste ano de eleições, com uma única excepção, «O Diabo». &lt;br /&gt;Não me restam dúvidas de que em matéria de «lobbies» o governo de Guterres vai governar a favor dos mais poderosos: Cavaco caiu porque tentou, ao de leve, tocar no mais poderoso desses lobbies. &lt;br /&gt;E o resto são histórias para adormecer criancinhas.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115995605265700921?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115995605265700921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115995605265700921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/10/doena-1995.html' title='DOENÇA 1995'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115952095711767826</id><published>2006-09-29T10:06:00.000+01:00</published><updated>2008-02-03T09:16:36.699Z</updated><title type='text'>CONSUMIDOR 2002</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 02-09-29-ah&gt; ac dos projectos - perguntas&gt; regressos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;29-9-2002&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA AS 100 PERGUNTAS (INDISCRETAS) DO FRANCO-ATIRADOR - PRÉMIO DO INDC - III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto: ficaria vivo o jornalista que pusesse cá fora, não tudo o que sabe mas um bocadinho só do que consegue saber?&lt;br /&gt;Pergunto: o que sucederia ao jornalista que respondesse, ponto por ponto, a perguntas como as que seguem?&lt;br /&gt;Eis só algumas:&lt;br /&gt;Quem manda fabricar hoje os sismos mais destruidores? De uma vez por todas e definitivamente , quem demonstra a relação causa-efeito obviamente existente entre os testes subterrâneos com bombas termonucleares e a actividade sísmica acrescida?&lt;br /&gt;Quem continua a manobrar para que o nuclear entre no Plano Energético Nacional?&lt;br /&gt;Quem continua a teimar em produzir hexaclorofluoretos que destroem a camada de ozono da alta atmosfera e que desde há 15 anos alguns raros (ecologistas?) têm denunciado?&lt;br /&gt;Quem arrendou o país às multinacionais da celulose?&lt;br /&gt;Quem impede a solução democrática e prática do chamado problema da habitação?&lt;br /&gt;Quem inventou e continua a propalar o boato da sida?&lt;br /&gt;Quem continua a pôr no mercado produtos comprovadamente cancerígenos?&lt;br /&gt;Quem se responsabiliza pelo cancro profissional e ocupacional que até já tem esse nome?&lt;br /&gt;Quem teima em pôr no mercado alimentar produtos refinados , carenciads e portanto pré-cancerígenos?&lt;br /&gt;Quem faz diagnósticos deliberadamente errados de apendicites, otites e amigdalites, para provocar de imediato operações cirúrgicas que depois se verificam ser perfeitamente desnecessárias?&lt;br /&gt;Quem responde pelos péssimos transportes colectivos que Lisboa tem e terá, na sequência da política que deliberadamente as empresas públicas promovem no sentido de pressionar o governo à sua privatização?&lt;br /&gt;Quem financia movimentos e manobras de distracção como o movimento alegadamente ecologista Green Peace?&lt;br /&gt;Quem ilude o facto de que se estão a juntar, num banco de dados central, todas as informações que, a pretexto de modernização informática, se continuam armazenando sobre os cidadãos portugueses até ao último pormenor da sua vida privada?&lt;br /&gt;Quem finge ignorar esta e outras violações dos direitos humanos no seio da democracia portuguesa?&lt;br /&gt;Quem fiscaliza a carne de porco vinda de animais engordados em cativeiro na base de hormonas, sulfamidas e antibióticos e abatidos com doenças que todos esses produtos mascaram?&lt;br /&gt;Quem está interessado em consentir que seja promulgada a lei destinada a incluir as terapêuticas livres, as artes que curam nas actividades paramédicas, subordinando-as assim à autoridade médica e corrompendo assim a natureza autónoma dessas terapêuticas?&lt;br /&gt;Quem trava a lógica política de combate ao desemprego que consiste em antecipar idades de reforma, reduzir horários de trabalho e prolongar férias?&lt;br /&gt;Quem está interessado em prorrogar a servidão do trabalhador? Quem são os cronófagos que nos vampirizam?&lt;br /&gt;Quem responde pelas cheias diluvianas da América do Sul, provocadas pela destruição maciça das grandes florestas como as da Amazónia? Que países e lobbies madeireiros estão implicados na exploração e extermínio dessas florestas?&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115952095711767826?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://pwp.netcabo.pt/big-bang/ecologiaemdialogo/+eco-ecos+.htm' title='CONSUMIDOR 2002'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115952095711767826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115952095711767826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/consumidor-2002.html' title='CONSUMIDOR 2002'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115952056376327673</id><published>2006-09-29T10:00:00.001+01:00</published><updated>2006-09-29T10:02:43.770+01:00</updated><title type='text'>ASMA 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;aliment1&gt; - inéditos ac 1990 - ecologia alimentar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGIME ALIMENTAR PARA DESFAZER ACUMULAÇÕES CATARRAIS (ÁCIDOS GORDOS)E CURAR A ASMA E OUTROS PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa,&lt;strong&gt; 29/9/1990&lt;/strong&gt; - O estado de asma - e outras dificuldades respiratórias - tem a ver com uma situação catarral agravada, com depósitos fixos de ácidos gordos, a que se juntam os que eventual e diariamente se vão formando no organismo. &lt;br /&gt;Não há forma de combater a asma sem uma reconversão total do sistema alimentar, reconversão que tenha exactamente por objectivo: &lt;br /&gt;- Desfazer os depósitos mais ou menos profundos de ácidos gordos, que se encontram bloqueando as vias respiratórias e outros canais de eliminação ( fígado, rins, intestinos, pele); &lt;br /&gt;- Desfazer, dia a dia, os catarros que dia a dia se vão formando e acumulando; &lt;br /&gt;- Combater a acidez generalizada dos tecidos, consequência dos ácidos gordos acumulados; &lt;br /&gt;- Reequilibrar o pH muito ácido, com uma alcalinização intensiva a princípio e moderada depois( com muita cebola, por exemplo);&lt;br /&gt;- Reencontrar o equilíbrio yin-yang, indispensável para que as crises de asma vão diminuindo de intensidade; &lt;br /&gt;- Reforçar a elasticidade das paredes e mucosas, particularmente sensíveis nos casos de asma, sensibilidade a que a medicina costuma chamar « alergia». &lt;br /&gt; Como base alimentar para conseguir aquele objectivo, é condição sine qua non seguir à risca a Macrobiótica, nomeadamente em todos os alimentos que a Macrobiótica restringe ou completamente elimina: açúcar, bebidas alcoólicas, gelados, bolos, fritos, águas gaseificadas, etc. .&lt;br /&gt;Mas a Macrobiótica terá que ser muito complementada para que, num caso difícil como a asma, se obtenham resultados significativos. &lt;br /&gt;Há que enfatizar, por exemplo, no período inicial, tudo o que estimula as reacções enzimáticas do organismo, o que pode e deve ser conseguido por reforço de lacto-fermentados ( ácidos de reacção alcalina) como picles naturais ( feitos só com água e sal, portanto sem vinagre) e «choucroute», maravilhosos dissolventes de gorduras. &lt;br /&gt;Mas também o rabanete, o nabo e toda a família do rábano, são aconselháveis para desfazer depósitos ácidos. Sem falar do «radis noir» (rábano negro), que se pode obter em ampolas de importação e que é um produto verdadeiramente miraculoso. &lt;br /&gt;A presença do elemento enxofre é também indispensável para limpeza do fígado e vesícula, sobrecarregados de catarros( ácidos gordos) a que se deve juntar, para o mesmo efeito, tisana da planta medicinal boldo e alcachofra ( sob a forma de extracto, quando faltar o próprio fruto).&lt;br /&gt;No capítulo das vitaminas, as liposolúveis são particularmente importantes no caso do «metabolismo das gorduras» como é a asma.&lt;br /&gt;À cabeça, a supervitamina E, pedra angular de todas as reacções que se verificam no sistema endócrino e glandular. Não esquecer que a asma passa por dois pontos fulcrais desse sistema, as supra-renais e os próprios pulmões que devem ser encarados como glândula que também são.&lt;br /&gt;A vitamina E preside a todas as funções glandulares e, no entanto, é a Vitamina de que se verifica maior carência na alimentação corrente, dado que se encontram refinados e, portanto expoliados dessa vitamina, todos os óleos alimentares que à partida a continham. &lt;br /&gt;As muitas sementes oleaginosas de que se extraem óleos de cozinha, têm Vitamina E. Só que essa Vitamina é perdida na manipulação industrial do óleo, chegando este à mesa sem vestígios daquela preciosa vitamina.&lt;br /&gt;Os médicos ja não hesitam hoje em irem até uma dose diária de 1000 unidades internacionais de vitamina E. &lt;br /&gt;Outros alimentos como o grão de trigo, a semente de Soja e de Amendoim, têm em quantidade essa vitamina E. &lt;br /&gt;Mas todas as vitaminas liposolúveis são necessárias ( e raras nos alimentos) pelo que deve haver um suplemento de oleaginosas as mais variadas ( amêndoas, nozes, caju)  bem como de óleo de fígado de bacalhau. &lt;br /&gt;Não esquecer, entre as oleaginosas, esse maravilhoso Gergelim, chamado também Sésamo, de que se faz uma «manteiga» saborosa, como aliás do amendoim, amêndoa e outras oleaginosas, dando assim resposta aos que se queixam de não ter, na alimentação, com que substituir os famigerados lacticínios e margarinas.&lt;br /&gt;Tudo isto tem o objectivo de poder dispensar, na totalidade, todo e qualquer lacticínio. Nenhuma asma poderá ser curada ou melhorada, se se continuar a consumir qualquer tipo de Leite ou de seus derivados, sejam eles quais forem - queijos ou manteiga. Pela simples e boa razão, se outras não houvesse, de que o Leite é o principal indutor de alergias no organismo, devido ao número de aditivos químicos ( desde hormonas a antibióticos e pesticidas) que entram hoje na sua composição. &lt;br /&gt;Margarinas - as pseudo «gorduras vegetais» de que a mentirosa publicidade enche a boca - escusado será dizer que não devem entrar em casa de ninguém civilizado, quanto mais no frigorífico e na boca. &lt;br /&gt;Lecitina de soja - Um suplemento indispensável para uma substancial melhoria do «metabolismo das gorduras», é a lecitina de soja, vitaminas do complexo B indispensáveis às reacções necessárias para obter, entre outros resultados, um despessamento do sangue, o que permitirá não só uma circulação mais perfeita e portanto ume melhor irrigação dos tecidos, nomeadamente dos pequenos vasos que, no caso da asma brônquica, tanta importância têm.&lt;br /&gt;Para este efeito de tornar o sangue mais liquefeito e menos espesso, concorre também a Vitamina E, que é, inclusive, estimulante de glóbulos vermelhos e, portanto, da imunidade e, portanto, da vitalidade. &lt;br /&gt;Chamam à Vitamina E a vitamina da vitalidade, associando a ideia, principalmente, a uma reactivação dos centros genésicos e, portanto, do amor. Não é uma metáfora - visto que a actividade genésica depende directamente das glândulas em geral e das glândulas endócrinas e sexuais em particular, que a Vitamina E vai alimentar.&lt;br /&gt;Nesta perspectiva do metabolismo das gorduras, a Macrobiótica tem a sopa de Miso (pasta de soja fermentada com cereais) que deve ser usada com discernimento, no caso da asma, dada a sua qualidade relativamente salgada, bastanta yang e, portanto, constritiva.&lt;br /&gt;Como contributo enzimático à reactivação do metabolismo - problema central do asmático, que se poderá dizer que sofre de «metabolismo preguiçoso», o Miso e a sua famosa sopa é altamente valioso e foi chamado, por Michio Kushi, o «detergente» do organismo. Para quem sofre de catarros gordos acumulados - como é o caso do asmático - a sopa de miso é de não rejeitar, atenuando embora o seu habitual teor de sal. &lt;br /&gt;Resumindo e concluindo: &lt;br /&gt;o órgão que deverá estar particularmente em foco, no caso da asma, é o fígado e a vesícula, glândula sua associada.&lt;br /&gt;Se pensarmos na vesícula em termos de glândula, compreenderemos de imediato a importância deste órgão em casos de asma e também o que há de comum a manifestações aparentemente tão diversas como serão:«vesícula preguiçosa», «preguiça intestinal», «tumor da próstata», «asma» ou «hemorroides». &lt;br /&gt;Tudo o que beneficiar, estimulando ou massajando, o fígado, deverá estar no topo da terapêutica de qualquer daquelas enfermidades, nomes diferentes que a medicina aplica a efeitos da mesma causa, nomes que variam conforme o órgão onde esses efeitos surgem.&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, serão literalmente proibidos:&lt;br /&gt;- fritos &lt;br /&gt;- gorduras de má qualidade (todas as gorduras industrializadas)&lt;br /&gt;- gorduras animais de difícil assimilação&lt;br /&gt;- falsas gorduras vegetais (margarinas) &lt;br /&gt;- leite e lacticínios em geral &lt;br /&gt;- bebidas alcoólicas &lt;br /&gt;- refrigerantes, especialmente pelo teor «mortal» de açúcar que contêm&lt;br /&gt;- gelados&lt;br /&gt;- doces e bolos (açúcar industrial)&lt;br /&gt;- qualquer tipo de fermento industrial &lt;br /&gt; Serão particularmente recomendados, entre outros: &lt;br /&gt;- planta medicinal Boldo ( verdadeiro «detergente» dos ácidos gordos)  &lt;br /&gt;- alcachofra.&lt;br /&gt;- rábano negro. &lt;br /&gt; Com todas as restrições e correcções apontadas, não há hipótese de fazer um regime minimamente correcto e terapêutico, ao mesmo tempo que nutritivo, energético e sem carências, que não seja o sistema da macrobiótica. Que será dado, portanto, como base indispensável, embora com os suplementos específicos que a asma exige, sendo como é, talvez, a doença mais difícil e complexa de todas as doenças. Que só uma macrobiótica feita inteligentemente consegue curar.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115952056376327673?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115952056376327673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115952056376327673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/asma-1990.html' title='ASMA 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115952028816591967</id><published>2006-09-29T09:53:00.001+01:00</published><updated>2006-09-29T09:58:08.176+01:00</updated><title type='text'>PESTICIDAS 1979</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-5 - mercúrio-1-ie-eh&gt; = ideia ecológica do ac = ecologia humana - os dossiês do silêncio – os mitos da fome &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PESTICIDAS PELA FOME&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;À parte a sanha macrobiótica contra as queridas laranjinhas, mesmo com mercúrio, este texto continua perfeitamente actual e é cem por cento verdade o que nele se afirma. Portanto, passei-o no scanner, a partir do manuscrito dactilografado, sem ter, até agora, a certeza de alguma vez ter sido publicado. Só se nos cadernos de 100 exemplares de tiragem. Em jornais, não me parece. A &lt;/em&gt;confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENVENENADO COM MERCÚRIO - O MITO AMARELO DAS LARANJAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[29/9/1979]&lt;/strong&gt; - As laranjas de Jaffa que Israel exporta dos seus kibbtuzs para prósperos países europeus de grande nível alimentar, foram muito faladas em 1977.&lt;br /&gt;De facto, cinco crianças holandesas da cidade de Maastricht adoeceram e estiveram hospitalizadas 24 horas, após comerem laranjas envenenadas.&lt;br /&gt;Se fossem crianças do Paquistão que tivessem morrido às dezenas, não tinham os telex piado: como eram holandesas, bastaram duas no hospital para dar título a três colunas e primeira página.&lt;br /&gt;Segundo o relatório do Ministério holandês da Saúde, comunicado ao Centro Antiveneno de Paris, o mercúrio injectado nos frutos não era tóxico, visto tratar-se de mercúrio-metal, substância totalmente inerte e que ainda por cima é facilmente observável por causa da aparência cinzenta-prateada do fruto quando "tratado" com aquela substância.&lt;br /&gt;Para que existisse um perigo real, seria preciso consumir pelo menos 15 quilos de laranjas - revelava ainda o relatório.&lt;br /&gt;Como se pode constatar, as informações não são claras e deixam margem a muitas dúvidas. De que mercúrio efectivamente se tratava?&lt;br /&gt;É esse mercúrio ou não uma substância habitualmente usada para "tratar" os frutos?&lt;br /&gt;Se é efectivamente um produto usado habitualmente, porque se fala no relatório em "injecção" e porque foi atribuído o envenenamento a um comando palestiniano, que teria reivindicado a proeza?&lt;br /&gt;Quem pode embarcar na versão do envenenamento provocado, se, no mesmo dia, a France Press e a Reuter informavam que laranjas provenientes de Israel não eram as únicas envolvidas no caso de envenenamento pelo mercúrio?&lt;br /&gt;De facto, laranjas idas de Espanha, também tratadas com mercúrio, foram descobertas em Heldenheim, perto de Ulma, na Alemanha Ocidental, segundo indicara a Policia criminal, tendo o Ministro Federal da Saúde convidado os consumidores a alertar a esquadra da Polícia mais próxima, nos casos duvidosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHAMEM A POLÍCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ 9 PONTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamando a polícia, resolve-se o caso do mercúrio nas laranjas.&lt;br /&gt;A isto chama-se "defesa do consumidor".&lt;br /&gt;Outras laranjas virão, envenenadas, mas o consumidor continua defendido: basta chamar a polícia. As questões que as laranjas de Jaffa levantam, porém, são de outra ordem:&lt;br /&gt;1 - As quantidades de pesticidas mercuriais continuam a aumentar e as ocorrências escandalosas como esta, desde que as vítimas sejam entre a burguesia dos países ricos, também serão noticiadas com maior frequência;&lt;br /&gt;2 - Com a chamada da polícia ou idênticas manobras de distracção (como foi a de atribuir&lt;br /&gt;o envenenamento a um comando palestiniano...), procura-se desviar as atenções da questão de fundo que é mesmo o calamitoso uso de produtos mercuriais, altamente tóxicos, em consumos alimentares;&lt;br /&gt;3 - A exportação de laranjas aumentará, enquanto o mito da vitamina C se mantiver fresco como quando o Nobel Linus Pauling o pôs a circular: e enquanto aumentar a exportação e a produção, maiores terão que ser sempre as doses de insecticidas para fazer face às crescentes pragas nesta árvore de fruto exótica;&lt;br /&gt;4 - Temos de lembrar que a laranja é uma árvore de fruto ecologicamente imprópria para consumo das pessoas dos nossos climas, sujeita portanto a pragas ou a ser, ela própria, uma vez transplantada e obrigada a crescer, uma praga;&lt;br /&gt;5 - Fruto essencialmente entrópico, interessa muito a sua difusão para tornar o consumidor mais dependente dos poderes e instituições que o tiranizam. Sujeito já a outros tantos produtos que o metem no abismo da auto-dissolução, eis que a laranja contribui, com boa dose, para o afundar ainda mais: daí que o sistema faça tantos elogios à laranja e não faltem, na televisão, anúncios que se lambem todos de laranjas e derivados dela engarrafados ou enlatados;&lt;br /&gt;6 - Para lá de um luxo, de um supérfluo, de um desalimento, sob o ponto de vista nutritivo e de um desastre sob o ponto de vista bioenergético, a laranja ainda pode ser um concorrente de todos os produtos entrópicos que enxameiam a sociedade de consumo, ou um veículo de intoxicações e de calamidades alimentares, como se viu atrás;&lt;br /&gt;7 - Pelo gasto que faz de pesticida mercurial, no entanto, a laranja continuará a ser um dos produtos mais alardeados pelo sistema de consumo, todo ele interessado em tudo quanto gaste quantidades industriais de praguicida: quanto mais ecologicamente inadequado, mais pragas sofre um fruto;&lt;br /&gt;8 - No caso das laranjas de Israel - citado acima - o envenenamento por mercúrio foi logo virado do avesso e aproveitado politicamente para lhe retirar a claro sentido de crime industrial: serve a política para acoitar os crimes que a indústria provoca; nas laranjas de Isreal apareceu logo uma organização-fantasma, a reivindicar o acto como sabotagem palestiniana contra Israel... Ainda por cima "gozam" com o consumidor, depois de lhe darem veneno com laranja.&lt;br /&gt;9 - No campo dos consumos e da guerra contra o consumidor, repete-se a refinada técnica do terrorismo inventada com Reichstag: provoca-se a crime, gafe, incêndio ou envenenamento e depois é só atribuí-lo ao inimigo. Depois, é só desencadear um "progrom" de perseguições sabre o inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os jornais:&lt;br /&gt;«Israel exportou, em 1977, fruta cítrica no valor de 180 milhões de dólares (cerca de 7 milhões e 200 mil contos), 70 por cento da qual era constituída por laranjas. Os citrinos representam quase 10 por cento das exportações totais do país.&lt;br /&gt;Na Holanda e na Bélgica, várias redes de distribuição retiraram do mercado as laranjas provenientes de Israel.&lt;br /&gt;Todavia, o caso das laranjas envenenadas parece não ser muito grave...»&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;1972-1973 : UMA NEGRA VAGA DE MORTOS COM INSECTICIDAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a FAO se diz preocupada com a saúde e a nutrição do povo, como poderemos acreditar nas suas tão humanitárias intenções?&lt;br /&gt;Sendo a FAO o principal instigador do uso de pesticidas, vejam só uma pequena lista de escândalos entre os milhares que podiam ser inventariados.&lt;br /&gt;Aviso prévio: quando as notícias a seguir inventariadas falam de "ingestão de pesticida" nem sempre se terá verificado tal. Certos pesticidas, e certas "fornadas" deles, atingem tal dose tóxica (dentro das recomendadas pela OMS) que basta a simples inalação para matar: a maior parte das notícias, portanto, mentem e as que são inventariadas ao longo de 1972-73 - um número assombroso de casos em ano e meio! - revelam ao observador(que não seja cientista, técnico ou engenheiro) que tipo de pesticidas andavam nessa altura à solta no mercado.&lt;br /&gt;Inventariemos: Ì&lt;br /&gt;7-7-1972 - MORRE EM CASTRO DAIRE UMA RAPARIGA DE 11 ANOS QUE INGERIU PESTICIDAS&lt;br /&gt;15-9-1972 - PESTICIDAS TERÃO MORTO DOIS GAROTOS EM BRAGA&lt;br /&gt;9-3-1973 - A INGESTÃO DE PESTICIDA FOI A CAUSA DA MORTE DA ESTUDANTE DE VILA REAL&lt;br /&gt;26-6-1973 - MORREU EM OLIVEIRA DO HOSPITAL UM HOMEM DE 53 ANOS VITIMADO POR INSECTICIDA&lt;br /&gt;4-7-1973 - INGESTÃO FATAL (EM VIEIRA DO MINHO) DE INSECTICIDA&lt;br /&gt;20-7-1973 - 15 CRIANÇAS MORREM NO LESTE DA TURQUIA COM INSECTICIDAS&lt;br /&gt;31-7-1973 - INTOXICAÇÃO EM ALCÁCER DO SAL COM INSECTICIDA&lt;br /&gt;1-8-1973 - PESTICIDA MATA UMA JORNALEIRA E DEIXA MUITO MAL OUTRAS SEIS&lt;br /&gt;3 -8-1973 - MAIS UM CASO DE ENVENENAMENTO POR INSECTICIDAS EM CASTRO DAIRE&lt;br /&gt;5-8-1973 - 16 MORTOS E 39 HOSPITALIZADOS EM MOÇAMBIQUE POR TEREM INGERIDO GAFANHOTOS MORTOS COM INSECTICIDAS&lt;br /&gt;11-8-1973 - 3 CRIANÇAS HOSPITALIZADAS POR TEREM COMIDO MAÇÃS COM INSECTICIDA&lt;br /&gt;27-8-1973 - ENVENENADA COM INSECTICIDA, JULGANDO TRATAR-SE DE AZEITE&lt;br /&gt;31-8-1973 - OUTRA MORTE POR ENVENENAMENTO COM INSECTICIDA EM CASTRO DAIRE&lt;br /&gt;16-10-1973 - PESTICIDA MATA BÉBÉ&lt;br /&gt;Fora deste período de 1972-73, os casos tornam-se mais raros, embora não deixem de continuar a surgir nos jornais. Esta e outras vagas maciças de morte por pesticidas, teria abalado a segura consciência de cientistas, técnicas, engenheiros, que lentamente se começam a interrogar - através dos seus órgãos e cronistas bem pagos - sobre os "perigos" deste e de outros produtos derivados do petróleo ...&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;Em&lt;strong&gt; 1 de Outubro de 1975&lt;/strong&gt;, a revista que se publica no Porto " O Lavrador" interrogava-se em título de artigo:&lt;br /&gt;" Até que ponto são perigosos os resíduos dos pesticidas?"&lt;br /&gt;O estilo da pergunta já deixa entrever o estilo de resposta que o artigo se dispunha a dar...&lt;br /&gt;O artigo começava por considerar os pesticidas como "a maior arma do homem no combate à fome".&lt;br /&gt;"Eliminados os pesticidas" - esclarecia ainda o artigo - " num ano a produção cerealífera diminuiria 30%."&lt;br /&gt;Como eles sabem estes números tão certos, tão científicos!&lt;br /&gt;Suspeita-se que tão alta ciência estatística seja fornecida aos terrestres por extraterrestres.&lt;br /&gt;Mas é claro que só cientistas, técnicos e engenheiros ainda têm dúvidas sobre os "perigos" dos pesticidas.&lt;br /&gt;Quem não seja analfabeto e leia habitualmente os jornais, vai constatando os factos e elaborando uma listinha de mortos e feridos que não é evidentemente científica. Mas é espantosamente informativa e eloquente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESCONFIAR SEMPRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiar sempre da ciência anti-poluição é regra de ouro.&lt;br /&gt;A maior parte dos tóxicos não aparecem sob forma de poluição, não são obrados pelas trazeiras das fábricas, não são resíduos, nem fumos, nem efluentes, nem esgotos. São os próprios produtos manufacturados para beneficio humano, como acontece aos pesticidas e segundo a demagogia deles.&lt;br /&gt;Quando o caso atinge as raias do escândalo, então o sistema toma medidas:&lt;br /&gt;1 - Chama a polícia;&lt;br /&gt;2 - Chama um técnico;&lt;br /&gt;3 - Manda o escriba de serviço escrever um artigo com 70 mentiras por segundo;&lt;br /&gt;4 - A Sociedade para a Investigação da Qualidade pede ao governo que «sejam definidos os níveis máximos de pesticidas residuais autorizados nos produtos alimentares» ;&lt;br /&gt;5 - A OMS decreta os níveis máximos e todos descansam, pois passam a matar segundo os cânones emitidos da OMS:&lt;br /&gt;6 - As revistas agroquímicas da especialidade perguntam: "Até que ponto são perigosos os resíduos dos pesticidas"?&lt;br /&gt;7 - A Direcção de Saúde manda usar luvas, afivelar máscara, lavar as mãos e não deitar o DDT na sopa.&lt;br /&gt;Este é o quadro dos que defendem heroicamente os nossos direitos à saúde, à vida e à qualidade de vida.&lt;br /&gt;Podemos ou não confiar neles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FOME PROVOCA A EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA:NÃO É A EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA QUE PROVOCA A FOME&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a FAO grita que, no biénio 1972-74, existem 455 milhões de pessoas subalimentadas no Mundo, saibamos que a FAO não está nada interessada em diminuir o número dos esfomeados, porque apenas está interessada em continuar a promover o negócio multinacional dos adubos e pesticidas, com a sua política agroquímica, com a sua estratégia desenvolvimentista, com a sua histérica falta de respeito pelas mais elementares leis da economia energética dos solos e nem só.&lt;br /&gt;Aliás, os consecutivos fracassos que a FAO confessa terem sido as suas consecutivas campanhas de super-adubos e super-insecticidas, demonstram na prática o que a ciência eco-energética já tinha largamente reconhecido.&lt;br /&gt;Não só a FAO nunca alimentará ninguém com a sua política, como está contribuindo para a destruição do planeta como guarda avançada dessa destruição dos solos.&lt;br /&gt;Quando a ONU promove congressos dizendo que a Fome no Mundo é devida à explosão demográfica, desconfiemos e saibamos que a Fome no Mundo é devido à exploração do homem pelo homem, dos Pobres pelo Clube dos Ricos, do Terceiro Mundo pelos imperialismos multinacionais.&lt;br /&gt;E que o sr Josué de Castro - médico, demógrafo, sociólogo, etc. - já demonstrara, cientificamente, de uma vez por todas, que a fome proteica é que produz explosão populacional e não a inverso.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115952028816591967?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115952028816591967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115952028816591967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/pesticidas-1979.html' title='PESTICIDAS 1979'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115943042980857520</id><published>2006-09-28T08:55:00.000+01:00</published><updated>2006-09-28T09:00:29.813+01:00</updated><title type='text'>SISTEMA 1991</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 91-09-28-ie&gt; ideia ecológica - media-4&gt; 4121 caracteres pervers&gt;diario&gt; diario91&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SISTEMA QUE VIVE DE IR MATANDO OS ECOSSISTEMAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# MANIFESTO DA UNIDEOLOGIA&lt;br /&gt;# MANIFESTO MULTI-MEDIA&lt;br /&gt;# LÓGICA DA PERVERSÃO&lt;br /&gt;# &lt;media&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;1991&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema existe para gerir o desperdício, pois dele vive. Mas há, durante o ano, um Dia Mundial da Poupança, em que o sistema manda os jornalistas escrever comoventes elogios da poupança.&lt;br /&gt;O sistema vive de gerir a Doença, porque a doença dá inenarráveis lucros, porque reproduz em cadeia mil outras indústrias, mas, uma vez no ano, festeja, com estrondo, o Dia Mundial da Saúde.&lt;br /&gt;O sistema vive de gerir a Pobreza e a Miséria, mas não há nenhum político, em campanha eleitoral, que não prometa ir combater a Pobreza e a Miséria: se de facto acabassem com elas, o que é que iriam prometer nas próximas eleições?&lt;br /&gt;O sistema vive de gerir o Desemprego, porque se recusa a diminuir horas de trabalho, porque se recusa a dar mais férias e reformas mais cedo, porque se recusa a humanizar o trabalho. Mas, uma vez no ano, assinala o Dia Mundial do Trabalho.&lt;br /&gt;O sistema vive de desperdiçar, mas defende todos os crimes e alienações e opressões em nome da «batalha da produção».&lt;br /&gt;O sistema vive de gerir o Ódio, como se pode ver por todo o romanesco das séries televisivas ou de 99,9% da produção cinematográfica norte-americana, mas de repente é capaz de criar, uma vez no ano, o Dia Mundial do Amor, conforme aos melhores preceitos do Evangelho.&lt;br /&gt;O sistema vive de incentivar o Bairro da Lata, as periferias, os excluídos do Banquete, mas, todos os anos, celebra o Dia Mundial dos Direitos do Homem.&lt;br /&gt;O sistema vive de explorar a Mulher, mas assinala o Dia Mundial da Mulher, tanto como o da Terceira Idade ou o da Criança.&lt;br /&gt;O sistema vive da destruição do Mar, atirando ao Oceano tudo o que é produto químico e radioactivo, cargueiros são afundados propositadamente com cargas tóxicas e perigosas, mas, uma vez no ano, ele canta o Dia Mundial do Mar, e possivelmente entoa um requiem às valentes Baleias e aos inteligentes Golfinhos.&lt;br /&gt;[O movimento Green Peace, sempre activo a dizer que defende os oceanos e as baleias, é financiado pelas multinacionais da Farmácia, como a Hoffman La Roche, responsáveis por alguns dos desastres químicos mais catastróficos como foi o de Seveso.]&lt;br /&gt;O sistema vive de gerir a mais implacável mania da Competição e da Inveja social (em que assenta a luta e a dialéctica de classes), mas depois é capaz de vir um Manuel Sérgio, encomendado pelo sistema, a proclamar que a Solidariedade é uma coisa nova e porreiríssima e que faz um bem enorme à Constipação.&lt;br /&gt;O sistema vive de gerir a Desconfiança, com filmes e serviços de espionagem espalhados por todos os serviços, mas depois é capaz de mandar o escriba de serviço tecer loas heróicas à Confiança, às virtudes da sinceridade, da honestidade, da verticalidade, da inteireza de carácter.&lt;br /&gt;O sistema vive de gerir a Opressão, mas depois invoca a Liberdade de Expressão de Pensamento e, mais uma vez, é capaz de invocar a Carta Universal dos Direitos do Homem.&lt;br /&gt;O sistema vive de incentivar a Caça a todas as espécies animais, nomeadamente as que dão lucros internacionais, como o Elefante ou a Baleia, mas vai com certeza patrocinar, com o mecenato das companhias de Celulose, um Dia de Amor aos Animais, que os jornais, sempre atentos, veneradores e obrigados, ilustram a cores.&lt;br /&gt;O sistema vive de ir matando os ecossistemas, mas todos os servidores impenitentes do sistema, jornalistas e arredores, dão a vida pela Vida, pela Natureza e pelo Ambiente, no Dia Mundial do Ambiente, em favor dos animais, das plantas e dos rios.&lt;br /&gt;O sistema vive de ir pilhando, destruindo e poluindo o Planeta Terra, a que já nem falta a Antárctida, um dos últimos redutos, mas de repente vira defensor da Terra, do Planeta, dos Recursos Naturais.&lt;br /&gt;O sistema vive de incentivar o Cancro -- todo o ambiente hoje é cancerígeno, com os índices crescentes de poluição química e radioactiva -- mas depois diz que está investigando uma nova vacina...contra o Cancro.&lt;br /&gt;O sistema vive de incentivar a Imunodeficiência ( e a imunodepressão, ou imunosupressão) mas depois inventa a sida, causada por um vírus que vem da África e dos Macacos Verdes...&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115943042980857520?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115943042980857520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115943042980857520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/sistema-1991.html' title='SISTEMA 1991'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115942956633339675</id><published>2006-09-28T08:42:00.000+01:00</published><updated>2010-07-26T11:04:53.782+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><title type='text'>SAÚDE 1998</title><content type='html'>&lt;em&gt;cascais3&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CONSUMIDOR DE SAÚDE NUM ESTADO DE DIREITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ 7 PONTOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;28/9/1998&lt;/strong&gt; - Ao reclamar um estatuto de legalidade num Estado de Direito, a medicina natural não está a pedir nenhum favor. Antes pelo contrário: está a prestar ao Estado e às despesas com a segurança social um enorme favor, um precioso auxílio. &lt;br /&gt;Está apenas a exigir que se inscrevam na letra da lei os direitos adquiridos por antiguidade, experiência e eficácia por essa tradição médica que remonta na Europa a Hipócrates mas que remonta a dez mil anos no caso da tradição taoísta e da medicina Yin-Yang.&lt;br /&gt;As novas e novíssimas medicinas, de facto, apenas reencontram as mais antigas medicinas sagradas. A Física e a Biologia quântica têm apenas confirmado o que estava dito e escrito há milhares de anos.&lt;br /&gt;São esses direitos adquiridos, pela experiência, pela história, pela comprovada eficácia, que fundamentam a exigência das medicinas neo-hipocráticas, ecológicas e holísticas, face aos poderes constituídos, sejam eles, por ordem de responsabilidade na vida pública:&lt;br /&gt;- O poder legislativo da Assembleia da República&lt;br /&gt;- O poder político do governo (a quem cabem as decisões políticas justas em favor da maioria dos cidadãos)&lt;br /&gt;- O poder médico que, em princípio, não tem que ser para aqui chamado.&lt;br /&gt;A ingerência da corporação médica nos assuntos internos da medicina holística, tem passado abusivamente por várias fases:&lt;br /&gt;- durante a vigência do Estado corporativo, a ordem estabelecida estava de acordo com a ditadura estabelecida&lt;br /&gt;- depois, em Estado democrático (a que se acrescenta a designação de Estado de Direito), o estatuto corporativo dos médicos não só se consolidou como se assanhou ainda mais do que se assanhava no tempo do inesquecível bastonário Gentil Martins ou da inesquecível eminência parda da Ordem que foi o Dr. Fernando José Costa e Sousa.&lt;br /&gt;Só com uma pequena diferença de rótulo: o que dantes, no antigamente, se chamava expressa e explicitamente «corporativismo», hoje toma o nome modernaço de «lobby».&lt;br /&gt;Os lobbies, aliás, estão como nunca estiveram: de poleiro, bem instalados, agindo como querem e governando o País. Um «lobby» de consumidores, neste contexto, talvez não seja má ideia.&lt;br /&gt;Pensávamos nós, tristes consumidores, que um governo era para governar e uma Assembleia da República para legislar de acordo com os interesses e direitos de uma vasta maioria e não ao sabor das pressões de um lobby ou corporação, por mais poderosa que ela seja e por mais que levante a voz em altifalante, faça greves ou corte estradas. &lt;br /&gt;Mas nada disso tem acontecido.&lt;br /&gt;Jornais e telejornais lá estão sempre, atentos, veneradores e obrigados, para dar voz tonitruante e estes e outros donos da bola. &lt;br /&gt;O sector alternativo, ecológico e holístico da nossa sociedade é como se não existisse. O chamado «underground» em ditadura continua «underground» em democracia, com a agravante que os fanzines, boletins semi-clandestinos, frentes ecológicas e outras formas de democracia participativa, nos anos 70, tudo isso desapareceu na voragem das querelas partidárias e, agora, nessa agonia da instituição parlamentar e democrática que é a moda ou mania dos referendos.&lt;br /&gt;Se é tudo para distrair a malta, tudo bem. Distraiam-se. &lt;br /&gt;Mas se quiserem ir ao essencial, a massa imensa de consumidores de medicinas ecológicas exige, rapidamente, o que é essencial e urgente:&lt;br /&gt;1 - Um referendo nacional para saber que percentagem de portugueses quer ter a garantia de uma alternativa médica à ortodoxia vigente&lt;br /&gt;2 - O artigo 64 da Constituição da República Portuguesa tem que ser levado à letra e posto em prática.&lt;br /&gt;O que neste momento o establishment médico se prepara para levar em frente é a subversão total desse artigo 64. Depois de subverter a ordem democrática e a ordem social (contribuindo, com a maior fatia, para a famosa bancarrota da segurança social), o establishment prepara-se para subverter a ordem constitucional.&lt;br /&gt;Se for levada por diante a ameaça de não admitir o estatuto de ensino superior para as medicinas holísticas e ecológicas, será de facto a total e completa subversão da ordem constitucional.&lt;br /&gt;3 - É tempo de os consumidores de medicinas holísticas serem respeitados nos seus direitos: e se os organismos associativos, autodesignados em defesa do consumidor, são os primeiros a declarar guerra aos produtos naturais, é óbvio que os milhares de consumidores desta área deverão, eles próprios, organizar-se para defender os seus direitos.&lt;br /&gt;Se é lícito o direito à asneira e que a D. Isabel Stilwell , na sua revista DN, tenha mandado chamar a polícia para nos vir prender a nós, os consumidores de medicinas naturais, já é menos lícito que um organismo do Estado, o Instituto do Consumidor, dirigido pelo meu amigo Manuel Lucas Estêvão, depois de manter o mais rigoroso silêncio, durante décadas, em relação a este sector, tenha vindo recentemente, na sua revista, com as costumadas reticências, tal e coisa, aquelas que a gente já sabe sempre que se trate de alternativas aos medicamentos químicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Outra exigência do consumidor aos excelentíssimos media é que deixem de nos tratar como atrasados mentais, roedores de cenouras, amigos do arrozinho integral, alheios aos prazeres da carne de vaca louca e de porco ainda mais louco.&lt;br /&gt;Depois do obsceno espectáculo que o carnivorismo tem dado, é caso para olhar primeiro os seus próprios ridículos em vez de tentarem pôr a ridículo os outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Façam lá como quiserem, parlamento e governo, mas resolvam isto de uma vez por todas: eu e milhares de consumidores de saúde querem que a segurança social, para a qual todos justamente descontamos, cubra as minhas despesas na defesa da minha saúde.&lt;br /&gt;Entra aqui o grande busílis da questão: o consumidor num Estado de Direito. Não pode haver filhos e enteados. Se todos descontam por igual, todos devem ter, por igual, os benefícios que justamente lhes são devidos. &lt;br /&gt;Quatro alíneas para o governo decidir urgentemente, nomeando urgentemente uma comissão de estudo:&lt;br /&gt;a) As despesas com a doença vão num crescendo logarítmico imparável e insuportável.&lt;br /&gt;b) Uma atenção à (profilaxia natural da) saúde diminuiria em 50% (ou mais) esse despesismo obsceno e incomportável.&lt;br /&gt;c) Defender a saúde (como fazem hoje milhares de consumidores de saúde) é muito mais económico para o Estado e para os cidadãos do que combater a doença.&lt;br /&gt;d) A conflitualidade permanente que se vive no chamado sector da saúde é precisamente porque não há saúde mas apenas doença num crescendo trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Façam lá como quiserem, mas três exigências ainda decorrem destas:&lt;br /&gt;a) Holística e Medicina Holística é a defesa da saúde&lt;br /&gt;b) Medicina combate a doença a nada tem a ver com a saúde&lt;br /&gt;c) Deixem de chamar ministério da saúde ao ministério da doença, despesas com a saúde às despesas com a doença.&lt;br /&gt;Ao menos na nomenclatura, pratiquem o que é moral, normal, nacional, lógico, justo e óbvio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Talvez seja este também o momento de os produtores e terapeutas alternativos repensarem a sua estratégia face aos poderes, nomeadamente o legislativo.&lt;br /&gt;A ilusão do diálogo entre as duas medicinas acabou e durou tempo demais. O diálogo nunca existiu, pese embora aos iludidos que supunham poder pôr a dialogar o lobo e o cordeiro.&lt;br /&gt;Hoje, amargam essa ilusão, mas não podem dizer que ninguém os avisou.&lt;br /&gt;A medicina holística não tem que ir a reboque das medicinas alopáticas, antes pelo contrário, tem de reafirmar o Novo Paradigma de pensamento e acção que os novos tempos e o novo milénio há muito exigem. &lt;br /&gt;Novo Paradigma igual a velhas e antiquíssimas ciências sagradas.&lt;br /&gt;Não é a acupunctura, com 10 mil anos de existência e de vigência, que tem de se adaptar à moderna e moderníssima medicina dos transplantes em colapso acelerado . É precisamente o contrário. &lt;br /&gt;Não é a ordem democrática, social e constitucional que deverá ser subvertida mas os padrões do velho paradigma que hoje se encontram em agonia acelerada, a caminho do abismo. &lt;br /&gt;Eu, consumidor de saúde, não vou pedir à SIC que pense nisto e nas vantagens humanas do Novo Paradigma. A SIC tem mais que fazer e julga que ganha audiências  jogando nas sequelas do velhíssimo paradigma, proclamando, com um certo ar saloio, diga-se de passagem, a cirurgia dos transplantes como o último grito do progresso médico. Acontece exactamente o contrário. Laurinda Alves, no jornal «O Independente» congratulou-se, em termos ditirâmbicos, com o facto de o programa «Ficheiros Clínicos» ter transformado a doença e a morte em mais um «show business».&lt;br /&gt;Todos os dias, especialmente aos domingos, na SIC, lembro aquela máxima do naturopata Dr. José Castro que dizia, lapidarmente,isto: «A cirurgia é a melhor e mais trágica prova do fracasso de uma terapia médica.» &lt;br /&gt;É o que podemos, mais uma vez, constatar na SIC, com a telenovela «Corpo Dourado», onde com a habitual subtileza manipulatória para infiltrar veneno, uma personagem de hábitos ditos macrobióticos, fuma e acaba por ser submetida a uma operação cirúrgica. Como veneno instilado na opinião pública, é perfeito.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115942956633339675?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115942956633339675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115942956633339675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/sade-1998.html' title='SAÚDE 1998'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115909239202237473</id><published>2006-09-24T11:05:00.000+01:00</published><updated>2010-07-26T11:04:53.782+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='práticas 2013'/><title type='text'>HOLÍSTICA 1995</title><content type='html'>&lt;em&gt;cnm-1&gt;cnm-cnm = casos na mesa autoterapia – acetatos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASO A CASO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5/7/1995&lt;/strong&gt; – Numa concepção energética e holística da medicina, todas as doenças, em última instância, são doenças da alma. Mas nem todas podem ser tratadas prioritariamente como doenças da alma, devendo, simultâneamente, tratar-se do físico também e antes de mais nada. &lt;br /&gt;Para cada caso, o terapeuta deverá ter uma atitude diferenciada. Não pode utilizar o mesmo raciocínio para uma pedra no rim, uma hérnia estrangulada, uma depressão profunda, uma insónia renitente, uma arritmia, uma mialgia, uma sinusite, uma asma, um foco reumático ou uma suspeita de neoplasia.&lt;br /&gt;Cada caso exige uma atitude específica por parte do terapeuta e o recurso ao pêndulo depende dessa atitude: se o pêndulo pode e deve servir de ajuda no diagnóstico, nem sempre será ao pêndulo e à radiestesia holística que se deve pedir a solução terapêutica do problema.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115909239202237473?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115909239202237473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115909239202237473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/holstica-1995.html' title='HOLÍSTICA 1995'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115909226295531742</id><published>2006-09-24T11:02:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T11:04:22.960+01:00</updated><title type='text'>FRENTE 1995</title><content type='html'>&lt;em&gt;95-9-24&gt;retro-1&gt;chave&gt; - gulag 95- mein kampf &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEMÓRIAS DA «FRENTE ECOLÓGICA» - CARTAS SEM ENDEREÇO CERTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja quem for que detenha seja que parcela for do Poder - esse bolo de merda infinito - é sempre responsável pelos crimes contra a Vida, a Natureza, o Ambiente e o Ser Humano, seja qual for o discurso ecologista, ambientalista, proteccionista, escutista, reservista, consumerista que debite e com que nos escarre a paciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24/9/1995 &lt;/strong&gt;- Com estes files da série &lt;retro&gt;, quero ver se compilo «provas», com datas bem definidas, de que antes dos ecologistas e ambientalistas hoje na berra, já eu defendia e postulava teses que, se hoje estão na berra, nesses tempos eram pura e simplesmente perseguidas, aos gritos de «fascista» e «reaccionário».&lt;br /&gt;Estão estes files &lt;retro&gt; muito ligados aos files &lt;sv&gt; - sapos vivos - onde tento, mais do que fazer retrospectiva, apresentar o testemunho do tempo que está correndo e dos sapos vivos que a canalha - Comunistas &amp; cª - me continuam a fazer engolir: tudo sempre por causa da ecologia radical. Se até um programa da fascista SIC tem um programa «Portugal Radical», onde meterei eu, a não ser no cu, os radicalismos de que me fiz sempre arauto?&lt;br /&gt;A propósito de radicalismos e de linguagem «desbragada», não oficial, não académica, não bem educada, malcriada portanto, linguagem que o meu amigo Carlos Filipe tanto me recrimina, a propósito, tenho de lembrar que acaba de sair uma diatribe do advogado e deputado Almeida Santos - «Vivos ou Dinossauros» - contra o que ele chama fundamentalistas da ecologia e que outros chamam, com maior snobismo, «deep ecology». Afinal, esta gente inteligentíssima farta-se de descobrir a pólvora: e como a ecologia, por natureza, só pode ser ecológica - ou seja, fundamentalista e «deep» - , o resto são reformismos ambientalistas, proteccionistas, escutistas e o caralho, ei-los a vociferar contra os cautelistas como eu que, desde pelo menos 1968, se têm exposto à voracidade dos ratazanas dos partidos, defendendo, à franco-atirador anarquista, apenas o que logica e ecologicamente deve ser defendido. Por quem não seja estruturalmente um cabrão. Do Poder. &lt;br /&gt;Se pensam que vou esperar pela idade do Agostinho da Silva para me dizerem que eu tinha razão, estão enganados. Os fascismos da Democracia - que sempre foram denunciados nos meus textos - acompanham evidentemente o realismo ecologista que nesses mesmos textos, step by step, se formulou. Os deputados e advogados podem vir agora, com o ex-Veiga Simão à ilharga, dizer que defendem centrais nucleares com painéis solares no telhado. Podem vir todos, aos gritos de «agarra que é fascista», pois foi aos gritos de agarra que é fascista que os «ambientalistas» - presidencialistas e cunhalistas - perseguiam os cautelistas que defendiam o ambiente e se aliavam, por isso, à reacção, então representada pelo agora «compagnon de route» de Soares, o arquitecto paisagista Ribeiro Teles. O espectáculo presidencial de «meas culpas» só não é pornográfico porque a ecologia tudo transmuta e bismuta. Também lá anda na comitiva o Delgado Domingos, mas esse, verdade seja, foi sempre correcto comigo, sempre se dignou, do alto da sua cátedra termodinâmica, dar-me alguma atenção, embora, evidentemente, pelo meio fosse largando piadas contra o meu «folclorismo» porque, para ele, dinossauro delgado, nunca fui suficientemente «científico», ou seja, nunca engoli os sapos vivos fascistas da ciência, arquétipo fascista evidentemente, como estão lá os Nicolau Ceausescu (1918-1989) da Roménia (como se chamam eles?), que não me deixam mentir. Mas hoje o que o Delgado Domingos quer é mesmo ser deputado europeu, aquilo dá um balúrdio, e o José Mattoso - com dois tt, que evocam o pai, autor de uma «História» escolar por onde o fascismo lavou o cérebro da minha geração - , com as suas barbas místicas, escreveu evidentemente um artigo de grande fundo para a revista que ele - delgado - editou para oferecer ao presidente aberto, já não sei se em Braga se em Vila Nova de Mil Fontes, se em Freixo de Espada à Cintura, onde os problemas da poluição mais apertam e são terríveis, terríveis, terríveis, como eles agora dizem de pastelinho de bacalhau apertado entre o polegar e o dedo grande. &lt;br /&gt;Se este file &lt;retro&gt; pega, vou ter aqui muito que despejar. E que retrospectivar. Não falta matéria, agora que todo o Mundo está a defender o Ambiente, não falta matéria para dizer que o ambiente é agora deles, tal como foi o fascismo nuclear, o fascismo das vacinas, o fascismo dos pesticidas, o fascismo neo-maltusiano (de que é herói o deputado advogado), o fascismo da violência médico-farmacêutico-cirúrgica, que nesses fascismos não tocam eles, os democratas da merda: a tortura deixou de ser nos gabinetes da PIDE e nos lavatórios tintos de sangue para se estender a todos os locais de assistência ao consumidor. É verdade, os fascistas do consumerismo, que já conseguiram dar a volta a uma das minhas únicas lutas interessantes: por causa do Beja Santos, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, deu-me um dia um prémio, que, por incapacitação temporária minha, foi recebido das mãos do Valente de Oliveira - esse jogador de palitos a feijões - pelo então director do meu jornal Mário Crespo. Vicissitudes do tempo que passa. Mas lá que o consumerismo, apesar do Beja Santos, deu com os burrinhos no fascismo mais descabelado, é verdade. Virtudes do artesanato, também esse uma espécie em vias de extinção. &lt;br /&gt;Credo, artesanato, que fui eu dizer? Outro dos pontos melindrosos. Na revista «Vida Mundial», onde o Ruben (claro, de Carvalho) era meu director e chefe de redacção, perguntava-lhe eu a medo - a homens de esquerda e barba rija falei sempre  a medo - se era lícito escrever uma notazinha de elogio aos processos artesanais e tradicionais de fabrico de pão. Ele ria-se e aquiescia. «Vá lá, homem, dá asas ao teu reaccionarismo saudosista, escreve sobre fabrico artesanal de pão.» O marxismo-leninismo do meu amigo Ruben de Carvalho e o seu benquisto amor ao progresso estalinista, não o impediam de admitir um elogio desse meu pequeno retrocesso saudosista. Mas, sempre que podia, as minhas teses sobre o tecnocrata faziam-no quase exasperar. Não sei se ele, hoje que está no poder da Lisboa 94, a produzir vendas em saldo de livros no mercado da ribeira, não sei se ele, Ruben de Carvalho, ainda se ri dos tecnocratas, e dos fascistas como eu que sempre odiaram, odeiam e odiarão o tecnocrata, quer se mova na chamada esquerda, na chamada direita, ou no chamado centro. Mas trazer a lume o princípio do tecnocrata é «fundamentalismo», claro, segundo o advogado e deputado aliado dos dinossauros.  &lt;br /&gt;Seja quem for que detenha seja que parcela for do Poder - esse bolo de merda infinito - é sempre responsável pelos crimes contra a Vida, a Natureza, o Ambiente e o Ser Humano, seja qual for o discurso ecologista, ambientalista, proteccionista, escutista, reservista, consumerista que debite e com que nos escarre a paciência. &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115909226295531742?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115909226295531742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115909226295531742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/frente-1995.html' title='FRENTE 1995'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115909213340240419</id><published>2006-09-24T10:58:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T11:02:13.460+01:00</updated><title type='text'>TERREMOTOS 1978</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-5 -quinta-feira, 4 de Setembro de 2003 - 78-09-24-ds&gt; = dossiês do silêncio - terror atómico e terremotos&gt; terça-feira, 30 de Abril de 2002: primeira revisão superficial, preciso de encontrar o original de onde foi scanado para uma revisão mais apurada &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24-9-1978&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEDO ATÓMICO E TERREMOTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR AFONSO CAUTELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta à humanidade que escapar do genocídio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo esta carta aos portugueses e seres humanos que sobreviverem ao próximo ou próximos sismos causados pela próxima ou próximas explosões nucleares subterrâneas – no Nevada ou na Sibéria, nos Estados Unidos ou na URSS, vanguarda da humanidade economicamente e industrialmente desenvolvida. Principalmente, no crime perfeito.&lt;br /&gt;A nossa vida de portugueses e de seres humanos, neste planeta, está por um fio e por minutos.&lt;br /&gt;Morrer por morrer, tanto faz. Mas saber se foi a Natureza que nos assassinou ( como proclamam os assassinos dela e nossos ) ou se foi uma das Potências Nucleares, faz uma certa diferença a quem não gosta que lhe enfiem barretes.&lt;br /&gt;Se for a Natureza, aceito e agradeço. Se for um cientista americano ou soviético de mau hálito e que sofra de hemorróidas, além de cérebro canceroso, recuso-me e conclamo todos os portugueses e todos os seres humanos – incluindo ratos e baleias – a preparar a grande marcha sobre os autores actuais do extermínio próximo futuro de um de nós: indivíduo, grupo, família, cidade, região, país.&lt;br /&gt;Enquanto, explosão após explosão, prossegue calculada, fria e cientificamente o super-genocídio ou extermínio da raça humana – via sísmica induzida e produzida – eis que o comportamento interno das forças políticas ditas responsáveis, em cada país, é exemplar na cumplicidade às grandes centrais ou mafias  a que, respectivamente, devem obediência. As internacionais do terror têm os seus agentes bem oleados em cada território chamado Nação, como se ainda houvesse Nações nesta Grande Pátria do Terror Tecno-Fascista Internacional.&lt;br /&gt;Enquanto prossegue o genocídio programado e teleguiado, enquanto se firma e confirma a santa aliança das potências atómicas na guerra santa de extermínio contra a humanidade e tudo que mexe – ideal da bomba de neutrões – o povo português por exemplo, assiste divertido e algo constrangido – com uma cólica de exame no baixo estômago – através da TV, ao “combate de galos” – mais parecia uma chicana de peixeiras – entre os partidos intransigentemente anti-isto e anti-aquilo, uns que se dizem comunistas e outros que se dizem anti-comunistas, que é para a gente acreditar na rábula.&lt;br /&gt;Isto no hemiciclo de S. Bento – a que está reduzido afinal o país – palco privilegiado das rábulas que importa representar para ilusão de óptica das massas;  por que enquanto as peixeiras se esgatanham e arrancam os cabelos uma à outra, ao alto nível dos grandes blocos, os que se dizem pró-comunistas ou pró-soviéticos e os que se dizem anti-comunistas  e pró-americanos, dão as mãos, fazem tratados, encostam joelhinho debaixo da mesa das negociações, intervigiam-se amavelmente nos respectivos desertos onde correm as respectivas experiências nucleares subterrâneas.&lt;br /&gt;Internamente, os povos estão convencidos de que a grande dicotomia do nosso tempo é entre comunistas e anti-comunistas, Freitas do Amaral e Carlos de Brito,  C.A.P. contra C.N.A.  e por aí fora, sempre tudo muito alinhadinho para jogar o jogo que interessa. No xadrez repete-se a fita. Nas Olimpíadas a fita se repete. Nos festivais natatórios, idem, idem, aspas, aspas. Que bom haver sempre um Sporting-Benfica, para onde quer que a gente vai, quando há um lobo acima dos clubes que nos quer papar a todos, benfiquistas e sportinguistas.&lt;br /&gt;O lobo atiça todo o inter-clubismo, no desporto ou nos hemiciclos: enquanto leva a efeito mais uma experiência com bomba, ao abrigo da coexistência pacífica.&lt;br /&gt;Enquanto se promovia a guerra directa de extermínio ao povo vietnamita – e se convencia a humanidade que ali se decidia o futuro dela – prosseguiam, táctica e pacientemente, as experiências, as concordatas, as santas alianças, os programas conjuntos de coexistência pacífica, as Helsínquias, etc.&lt;br /&gt;Com a ciência sempre a pairar – pomba branca, pomba branca – acima de tais e tantas misérias inter-bloco ou inter- partidos. Ciência, pátria imaculada comum de todos os assassinos da humanidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;SEGREDO É A ALMA DO NEGÓCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta guerra santa contra o género humano, a Informação desempenha um papel armado de importância.&lt;br /&gt;Ou antes: a desinformação. Porque o SEGREDO é ingrediente fundamental na operação genocídio através da bomba subterrânea que provoca sismo. O SEGREDO é a chave do Negócio. O SEGREDO em que tais explosões decorrem foi combinado, ao mais alto nível, entre as potências interessadas.&lt;br /&gt;Por isso, o controle da informação – que poderia eventualmente quebrar esse regime drástico de segredo – atinge neste campo dos desertos de bombas uma importância decisiva. A Imprensa pode escolher: ou servir o segredo e ser cúmplice dos 26 mil assassinatos que cada explosão provoca; ou badalar cá pra fora, a cada nova explosão sem esperar que venha o Prof. HEINZ KAMINSKI esganiçar-se todo a dizer que houve.&lt;br /&gt;A julgar pelo que vemos na Imprensa doméstica, o comportamento parece-me exemplar.&lt;br /&gt;Alinhada num dos lados da tal (falsa) antinomia, eis que o jogo todo se escamoteia e a toda a realidade se mistifica, atribuindo-se à querela propagandística entre imperialismos o que é pura e simplesmente a verdade dos factos.&lt;br /&gt;Quando chega a hora dos factos – dizer quantos mortos fez a explosão no Nevada, ou quantos mortos fez a explosão na Sibéria – os órgãos de informação esquecem-se da notícia e nem o habitual pluralismo «pena de ouro» geme qualquer coisa prá gente saber. Que pena de ouro!&lt;br /&gt;Afinal, não é importante. Desporto sim, ciclismo sim, touradas sim, chicana partidária sim, o mictório inaugurado (isso era dantes, agora nem mijadoiros), sim. Perante a transcendência factual destas e doutras realidades, que diabo ou que raio é o genocídio humano?&lt;br /&gt;Ao fim e ao cabo, não é nada que nos diga respeito. Em vez de seres humanos, estamos categorizados a qualquer destas promoções: consumidor, eleitor, munícipe, peão, CONTRIBUINTE, sócio do clube. Que importa a categoria de ser humano, elemento de uma coisa chamada humanidade que povoa uma coisa chamada Planeta?&lt;br /&gt;Enquanto os jornais classificam de grave, muito grave, gravíssima a situação interna portuguesa – o que até parece que não é mentira - eis que a ocasião é óptima, a malta está absorvida na crise, distraída a ver os partidos degladiar-se, assistindo ao intérmino Sporting-Benfica, quer lá saber de mais uma explosão subterrânea, na Sibéria ou no Nevada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apesar de super ocupada na crónica doméstica, porém, a informação portuguesa fez, desta feita, transpirar uma mini-notícia, «detonador» do alerta.&lt;br /&gt;Tudo foi, logo, mais ou menos aldrabado e mistificado, mas algo transpirou e lá andou o eco-cocabichinhos à procura das peças soltas a ver se reconstituía o «puzzle» desta brincadeira.&lt;br /&gt;Segunda feira, dia 18 de setembro de 1978, os jornais noticiavam, após o descanso dominical, o sismo de Sábado no Irão.&lt;br /&gt;Condolências, drama, carpideiras, a Madrasta Natureza sempre a fazer das suas, etc.&lt;br /&gt;Tudo se preparava, portanto, para entrar na rotina da fatalidade em que as grandes potências e seus científicos cérebros conservam de vinha de alhos a consciência humana.&lt;br /&gt;A 20 de setembro, Quarta feira, escapuliu-se, via ANOP, uma incómoda notícia, logo metida na gaveta pelos progressistas, logo mal e porcamente anunciada pelos regressistas: o prof. HEINZ KAMINSKI, da RFA, teria atribuído o sismo no Irão à explosão nuclear subterrânea da URSS, na Sibéria, 36 horas antes.&lt;br /&gt;Mas como: então houvera explosão e a malta não soubera de tão gloriosa efeméride? Como assim? Como é que os telex não rangeram de contentamento? Quando um satélite sobe à estratosfera não é logo uma gritaria dos demónios anunciando a gloriosa ascensão aos céus? Como assim, uma subterrânea não merece idênticas e telúricas honras de anúncio multimundial?&lt;br /&gt;No dia seguinte, 21 de setembro, quando eu esperava a imprensa pró-soviética enfeitada com coroa de loiros e embandeirando em arco, eis que o «Diário» (????) de cena carregado , todo se alcachofrava com a «calúnia» atribuída – claro – a uma má digestão federal alemã do prof. KAMINSKI e, claro, à sempre insidiosa, incansável propaganda imperialista ianque que grassa, com tanta graça, na nossa Imprensa pluralista.&lt;br /&gt;A meio da tarde desse dia 21, a Rádio a manda com uma segunda bomba (não subterrânea mas hertziana): dizia a Rádio que o Observatório Sismológico de  Upsala (Upa, upa) « iliba » os soviéticos de Novosibirski de qualquer culpa neste cartório dos 26 mil mortos, porque não havia nenhuma relação científica comprovada entre a explosão e o sismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PODOR DE DONZELA OU MEDO DE COBARDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse, é que era caso para admirar.&lt;br /&gt;A rádio deu, a 21, a notícia, o vento a levou e , no outro dia, 22, mesmo ao dealbar do equinócio com trovoadas locais, viu-se o coca-bichinhos do ecologista grego para encontrar, na prestimosa informação pluralista, raspas da tão insignificante notícia, que ainda por cima vinha desmentir uma não menos insignificante calúnia.&lt;br /&gt;Tão pouco «O Diário», que na véspera tanto se alcachofrara com os veiculadores de tão torpe calúnia, gastou tinta com a de Upsala, nem veio congratular-se com os amiguinhos que dali, Suécia, ilibavam a URSS deste crime de genocídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a Suécia não tem falhas sísmicas...&lt;br /&gt;Pode à vontade deixar que expludam bombas na Sibéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, com tão ilustre advogado de defesa, «O Diário» calou-se. Pura e simplesmente. É a informação que merecemos, a verdade  a que temos direito. Sempre, sempre ao lado do povo. &lt;br /&gt;No fundo, o que ao coca-bichinhos do Ecologista interessava saber, era se tinha havido explosão, para mandar um cartão de felicitações aos autores da proeza.&lt;br /&gt;Ora HOUVE explosão. E é aqui que tudo começa. Quer dizer, que tudo acaba. Para os 26 mil mortos, pelo menos. Um turbilhão de perguntas saem daí.&lt;br /&gt;Porque não sabe a humanidade de cada explosão semanal realizada? Porque se esconde o que é uma glória da potência atómica?  Pudor ou medo? Modéstia ou neutralidade científica? Porque se receia dizer ao eleitorado mundial quantas vezes explode bomba no Nevada e quantas vezes explode bomba na Sibéria?&lt;br /&gt;Porquê? Porquê?Porquê?&lt;br /&gt;Porque o sismo, esse, será necessariamente noticiado, com as lágrimas de crocodilo do costume.&lt;br /&gt;Explosão é que não, com 30 mil diabos radioactivos!&lt;br /&gt;Clara que não há qualquer relação, cientificamente demonstrada, entre a explosão e o sismo.&lt;br /&gt;Posso enviar fotocópia da página do «Diário Popular» - a mesma página e não há truque de fotomontagem- com data de 28 de julho de 1976, onde vem a notícia do sismo na China (650 mil mortos), minutos depois da explosão no Nevada.&lt;br /&gt;A quem mandar selos, posso enviar fotocópias desta e de outras notícias – coincidência – em que breves minutos ou horas, separam a explosão do sismo.&lt;br /&gt;Isto – atenção – no tempo em que as explosões ainda eram, mal mas intermitentemente, noticiadas.&lt;br /&gt;Hoje, um tratado entre a URSS e EUA prevê silêncio e segredo total para que a santa guerra da santa aliança atômica prossiga – via sísmica – chacinando a espécie humana.&lt;br /&gt;Mas – claro! – a ciência não provou nada e portanto, não há relação nenhuma. Pode, pois, continuar matando. Esperemos que um dia a ciência diga que e quantos e como e porquê vai matando. &lt;br /&gt;Nada está provado pela ciência. Pois não.&lt;br /&gt;Mas há dezenas de notícias – eu tenho-as em cofre – em que a uma explosão se segue um sismo. E mais haveria se as explosões não fossem, como são abafadas no noticiário internacional. Pago para noticiar.&lt;br /&gt;Os eminentes cientistas de Upsala vieram desculpar a pobre potência atómica, mas não diriam nada – esses compinchas – de que houvera a explosão-experiência, se o Heinz Kaminski não tivesse levantado a lebre.&lt;br /&gt;Portugueses e seres humanos, devemos constatar a informação a que temos direito. É ESTA.&lt;br /&gt;Talvez, por caridade cristã, seja dever do jornalista não dar mais desgostos e traumas ao género humano, mostrando-lhe sempre os factos e de que maneira o TECNO-TERROR do fascismo nuclear das imponentes prepotências nos vai tratando, seres humanos, da saúde e da pele.&lt;br /&gt;Para não alarmar, convém calar, escamotear, contra-informar.&lt;br /&gt;É contra-informação a que temos direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CIÊNCIA A QUE TEMOS DIREITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a ciência que reverenciamos.&lt;br /&gt;Quem, senão eles, devotos tecnocratas competentes de Upsala, de Novosibirski, do M.I.T., quem, senão eles, acima de toda a suspeita, e no mais lavado espírito de Helsínquia – desanuviai, desanuviai, e alguma coisa há-de ficar... – para nos virem dizer o que a ciência prova ou comprova. &lt;br /&gt;A ciência é que sabe, a ciência é a religião dos cancerosos de espírito, a ciência é sacrossanta, a ciência, neutral como uma bomba de NEUTRÕES, está acima dos blocos e chicanas, acima das lutas dos hemiciclos entre os deputados do P.C. e do C.D.S..&lt;br /&gt;Como a de neutrões, a ciência só mata seres humanos. Só mata a vida. O resto, bens, fazendas, cientistas, tecnocratas e bombocratas, deixa-os ilesos. A ciência só é afinal responsável pelo genocídio.&lt;br /&gt;Que raio de importância tem isso?&lt;br /&gt;Espécie de tribunal de suprema instância, eis que na ciência a humanidade pode tranquilizar a consciência, um tanto tremelíques à causa dos sismos (já lá vão quatrocentos só em 1978), enquanto parcelinhas dela – 130 mil ontem na China, 26000 hoje no Irão, 20000 anteontem em Manágua- vai indo alegremente para o galheiro, solucionando-se assim a explosão demográfica. Os Paul Erlich desta reincarnação, darão uivos de contentamento neo-maltusiano.&lt;br /&gt;A Ciência assevera, assegura, fala verdade, e a verdade é só uma.&lt;br /&gt;A Ciência é a verdade a que temos direito.&lt;br /&gt; Desde que bem aplicada, neutral ou neutronicamente aplicada, nunca foi nem será jamais prejudicial ao Capital, à Mercadoria, à Fazenda.&lt;br /&gt;A Ciência do observatório de Upsala, acima de toda a suspeita, é claro que não está paga pelas grandes potências atómicas para as ilibar de culpas no cartório nuclear, nos próximos terramotos na China, da Manágua, do Irão ou de Lisboa, causados por explosões subterrâneas no Nevada ou na Sibéria. &lt;br /&gt;Seres humanos de todo o mundo, uni-vos. Só tendes a perder uma trave de cimento em cima da tola ao próximo e primeiro sismo.&lt;br /&gt;Vejo a humanidade (pelo menos a das falhas sísmicas que a ciência tão bem conhece) encaminhando-se, como um dócil rebanho para o matadouro, científica, experimental, matemática e absolutamente certa de que vai para o Paraíso e que foi a Natureza que a matou.&lt;br /&gt;E não as potências atómicas com suas experiências a bem do progresso humano.&lt;br /&gt;Com um sorriso nos lábios, vejo a humanidade, apesar da fome, da inflação, feliz subindo para os anjinhos, agradecida à ciência que tanto lhe deu, incluindo a liberdade e o paraíso...«Aqueles que por obras valerosas, se vão da lei da morte libertando...» Vejo a humanidade a quem escrevo esta carta de amor&lt;br /&gt;-fim-&lt;br /&gt;AFONSO CAUTELA,&lt;strong&gt; 24.09.78 &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115909213340240419?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115909213340240419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115909213340240419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/terremotos-1978.html' title='TERREMOTOS 1978'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115891619266977412</id><published>2006-09-22T10:08:00.000+01:00</published><updated>2006-09-22T10:10:10.613+01:00</updated><title type='text'>PARAPSI 1996</title><content type='html'>&lt;em&gt;nfc -1&gt; nova fase do curso  - cartas – mein kampf &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURSO DE CIÊNCIAS PARAPSICOLÓGICAS:PONTO DA SITUAÇÃO - CARTA MUITO PESSOAL AOS AMIGOS QUE NOS ESCUTARAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22 de Setembro de 1996&lt;/strong&gt; - De acordo com o que foi deliberado na reunião do passado dia 21 de Setembro de 1996, o Curso de Ciências Parapsicológicas irá em frente, mas não já, no presente ano lectivo. &lt;br /&gt;Às dificuldades de ordem legal e burocrática, juntaram-se as obstruções já esperadas das sempre activas forças da reacção e algumas, inesperadas, de ordem interna. &lt;br /&gt;Nada, porém, que não possa nem deva ser ultrapassado pelo Núcleo Duro desta iniciativa, disposto a não se deixar abater ou intimidar pela mediocridade reinante no Portugalinho 96, com fumos de grande aceleração prá Europa progressista. &lt;br /&gt;Um País onde a Parapsicologia ainda se confunde com «bruxaria», de facto, merece ficar no Guinness da Estupidez. Onde aliás já está há muito tempo e particularmente desde que há 10 anos (ou 7) o Padre Fontes , que Deus o abençoe, insiste, em Vilar de Perdizes, em prestar o melhor serviço público à distinta Ordem dos Médicos, identificando os «alternativos» com bruxos e bruxinhos de Trás-os-Montes-e-Arredores. &lt;br /&gt;Muitos doutorados, licenciados, bacharelados têm dado o seu amen e contribuído, com alegria , para alimentar a Fraude, com a inevitável e sempre prestimosa ajuda dos abutres mediáticos.&lt;br /&gt;Que lhes faça a todos, mediáticos e universitários, bom proveito. Que fiquem todos mais luzidios e anafados é tudo o que podemos desejar-lhes. &lt;br /&gt;Como a nossa prioridade é outra, iremos, portanto, continuar o projecto, tal como foi decidido no dia 21.&lt;br /&gt;Não será alterado um milímetro do essencial, mas a estratégia a adoptar e o seu faseamento será o seguinte:&lt;br /&gt;1º passo - Constituição de uma Associação Portuguesa de Parapsicologia - para o que será em breve convocada a reunião constitutiva e legalmente obrigatória (só os nomes mencionados nesta carta serão informados , por carta, da data e local da reunião, os outros podem ver o anúncio nos jornais onde e quando for publicado) &lt;br /&gt;2º passo - Dentro da Associação Portuguesa de Parapsicologia, já com sede própria, será criado um Gabinete de Parapsicologia Aplicada, composto por elementos do Núcleo Duro, que irá estruturar até ao pormenor o futuro Curso de Ciências Parapsicológicas.&lt;br /&gt;3º e último passo - A criação de um Instituto de Parapsicologia Clínica, que trabalhará eventualmente , em ligação com a ESBS, se os ventos que soprarem já forem mais favoráveis. &lt;br /&gt;Com o trabalho de Educação de Adultos, entretanto promovido pela Associação Portuguesa de Parapsicologia, temos fé em Deus que o País poderá aceitar, sem chamar a Polícia nem ter nenhum ataque de apoplexia, um Curso de Ciências Parapsicológicas, a única porta consentida pela ciência profana para acesso às ciências sagradas.&lt;br /&gt;Cumprida a missão que desde o dia 20  de Julho de 1996 se impuseram, os autores do projecto, que são apenas professores do Ensino primário e não se doutoraram nem em Boston, nem em Nagasaki, nem em Paris, nem mesmo em Alcabideche, poderão calmamente recolher à sua bem merecida reforma. &lt;br /&gt;Por enquanto e até lá, os dois autores do projecto - gatos de 7 fôlegos - reafirmam a sua inabalável decisão de continuar , se possível ainda com mais determinação, a lutar pelo advento (inevitável) da Nova Idade de Ouro. &lt;br /&gt;Com a ajuda preciosa daqueles que, convidados a colaborar, em vez de nos responderem com 5 pedras na mão, logo à partida, se mostraram interessados em melhorar a ideia e em colaborar no seu aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;Dos primeiros ignoramos os nomes , por uma questão de pudor, mas dos outros, que nos deram atenção e conselho, deixamos aqui a devida referência. Constituem eles, desde já, com os 2 autores do projecto, aqueles com quem contamos e contaremos para dar qualidade ao futuro curso de ciências parapsicológicas:&lt;br /&gt;Carlos Carvalho&lt;br /&gt;Emília de Castro &lt;br /&gt;Ezequiel Henriques &lt;br /&gt;Francisco Icerpi &lt;br /&gt;Francisco Vieira&lt;br /&gt;Helena Resende &lt;br /&gt;Luís Carlos de Matos&lt;br /&gt;Luís de Jesus da Silva &lt;br /&gt;Luís Resina de Almeida &lt;br /&gt;Maria Elisa da Costa&lt;br /&gt;Maria José Cautela &lt;br /&gt;Maria José Ribeiro Ferreira Martins &lt;br /&gt;Maria Luísa Constâncio &lt;br /&gt;Papalus&lt;br /&gt;Pedro Teixeira da Mota &lt;br /&gt;Teresa Vergani&lt;br /&gt;Vítor Cunha&lt;br /&gt;Walter A. Silva&lt;br /&gt;Entre os amigos que acolheram a ideia mas com reticências e sem se pronunciar sobre a sua adesão, deram-nos a honra de um momento de atenção e conselho os seguintes:&lt;br /&gt;- Antónia de Sousa&lt;br /&gt;- João da Cruz Alves &lt;br /&gt;- Mercedes Afonso Arrais Garcia &lt;br /&gt;- Vítor Quelhas&lt;br /&gt;Por agora, os nossos agradecimentos a todos e até breve.&lt;br /&gt;Reinaldo Baptista/Afonso Cautela&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115891619266977412?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://road-book.blogspot.com/feeds/115891619266977412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17397678&amp;postID=115891619266977412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115891619266977412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115891619266977412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/parapsi-1996.html' title='PARAPSI 1996'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115891605062390948</id><published>2006-09-22T10:06:00.000+01:00</published><updated>2006-09-22T10:07:30.630+01:00</updated><title type='text'>INFORMÁTICA 1984</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3 - orwell-2&gt; temas recorrentes – os dossiês do silêncio – o deus da informática – quanto me custa a classe científica – a ditadura informática – diário de um idiota &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIVA A BIOTRÓNICA OS IDIOTAS DO ANO 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[«A Capital» (Crónica do Planeta Terra),&lt;strong&gt; 22/9/1984]&lt;/strong&gt;  - Acalmem-se, não estou a elogiar ninguém.&lt;br /&gt;Idiotas somos nós, os que temos apenas a arma das ideias para nos defender da nova ordem biotrónica e biocrática que avassala o Globo e promete tomar o Poder universal até ao ano 2000.&lt;br /&gt;Resistir até desistir é o nosso lema de idiotas militantes, votados outrossim e segundo outra hipótese, a destino talvez mais higiénico e radical: o extermínio puro e simples da raça, em câmaras de gás, quando os Robôs do Ano 2000 tomarem definitivamente e totalitariamente o Poder.&lt;br /&gt;Por enquanto, ainda não deixámos de ser, enquanto idiotas pagadores de impostos, a sua (deles) má consciência, espinha de safio atravessada nas goelas. Ainda não proibiram o 1984 de George Orwell e antes e empalmaram.&lt;br /&gt;Tudo indica, como Orwell profetizou, que a Paz é o novo nome da Guerra.&lt;br /&gt;Não sendo com vinagre que se apanham moscas, é óbvio que a nova ordem Burotrónica arranjará maneira limpa, eficaz e sem resíduos nem poluição (!!), de limpar a raça de idiotas que ainda prolifera sob formas mais ou menos disfarçadas, desde o jornalista pelintra aos pobres famigerados do Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIPOLARIZAR PARA REINAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no entanto, há esperança para o jantar. O banquete de canibais ainda não começou. Para bem das classes trabalhadoras ou laboriosas, a Bipolarização em Portugal acelera, o que só irá acelerar também a luta de classes e respectivo desfecho.&lt;br /&gt;O Mundo, aqui, está cada vez mais dividido em duas metades, como preconizaria La Palice, nosso filósofo nacional: a metade dos irremediavelmente Bons e a dos incuravelmente Maus.&lt;br /&gt;De um lado, os técnicos, do outro, os jornalistas. De um lado os sábios do Computador; do outro, os analfabetos da Era Informática. De um lado, os que condenam , do outro os condenados. De um lado os Médicos, do outro os doentes.&lt;br /&gt;Etc., até ao infinito, nada escapa à Bipolarização, que substitui a Lepra e a Peste das Idades médias. Dividindo em duas partes a realidade, a luta de classes pode finalmente clarificar-se e a Revolução (informática) declarar-se. Sem necessidade de recorrer à guerra atómica.&lt;br /&gt;Abolindo os termos intermédios, a dialéctica (que foi sempre o mito dos idiotas), as meias tintas, os factores de moderação e diálogo, o pluralismo, a democracia, os blocos centrais que só atrapalham, de novo se ouve, nítido, o crê ou morres de antigamente, o tudo ou nada, o preto ou branco.&lt;br /&gt;Morrer ou ser morrido, caçar ou ser caçado, roubar ou ser roubado, não haverá mais hipótese de terceira via, nem de superação hegeliana pela síntese dos dois contrários antitéticos.&lt;br /&gt;Bipolarização é antecâmara para sua excelência a ditadura. Quanto mais enfraquecer, até desaparecer, o grau intermédio ou amortecedor, mais violentos serão os choques, recontros e confrontos entre o Bem e o Mal.&lt;br /&gt;No caso vertente dos idiotas que nós somos teimando em Resistir, o Bem é incarnado pela ditadura dos computadores e o Mal pelos que, apelando ao resto de rosto humano que ainda nos resta, querem resistir à Robotização, negando-se ajoelhar frente ao Deus Informática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÓS, ANALFABETOS DO ANO 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste contexto bipolar que regressa a velha querela contra o analfabetismo, que tantos complexos conseguiu criar a pessoas e povos por não terem ainda conseguido ascender à classe alfabeta, nem alinhar pelo sistema de organização comercial imposto à maioria pela minoria negociante.&lt;br /&gt;Inopinadamente e apanhando muitos de nós descalços, aparecem os "novos analfabetos da Era informática", na frase expressiva do Dr. Morbey Rodrigues, vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa, elemento da Comissão Organizadora do Seminário sobre Tecnologias de Informática e Desenvolvimento Económico.&lt;br /&gt;A alfabetização clássica ( referimo-nos à Cartilha Maternal do João de Deus) foi uma necessidade imposta por esse desenvolvimento económico que, só vendo números, atirou para a berma da vida e da sociedade, com o anátema de analfabetos, todos quantos, tendo embora a sua cultura própria, não tinham a instrução da engrenagem negocista nem se encontravam aptos, com ABC, aritmética e História Pátria, a participar da nova Idade Económica exigida por governos e patrões  urbi et orbi.&lt;br /&gt;"Analfabeto", a partir de agora, e referindo ainda a expressiva metáfora de Morbey Rodrigues, "é o que não for capaz de dialogar com o micro-computador."&lt;br /&gt;Exacto. E quem não for, levante um braço. Mas o anátema não acaba aqui. Além de analfabetos somos estúpidos, visto que ainda não soubemos alfabetizar-nos , nem pôr-nos em dia, com todos os "mass media" a metralha -nos, de manhã à ceia, as vinte e quatro horas do dia.&lt;br /&gt;Mas, além de analfabetos e estúpidos - arre - somos ainda retrógrados, os poucos que, por inércia, recusam a robotização em que navegam já, satisfeitos e altivos, os luminares dos mais importantes organismos que nos governam.&lt;br /&gt;O futuro luminoso - o "homem do Ano 2000" dizem - que os computadores nos preparam, é apenas e por enquanto empanado pela meia dúzia de idiotas George Orwell, bichos que ainda não tendo percebido os rumos da História, a Felicidade Totalitária, continuam  a constituir, por entre corredores electrónicos e luzidios, as más consciências, as ovelhas ronhosas, os velhos do Restelo!&lt;br /&gt;Enquanto esta geração de idiotas não for exterminada (de preferência sem dor, quer dizer, a computa-dor) são um empecilho na bem programada revolução , projecto verdadeiramente (inter)nacional que nos deve empolgar a todos, quer dizer, todos os que estiverem na onda, integrando-se nas novas exigências da alfabetização informática, computadores em todas as escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABAIXO MÉTODOS ARTESANAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Informática conseguirá o que métodos artesanais não conseguiram: banir do caminho o factor humano do desenvolvimento económico, esse empecilho à robotização total e totalitária.&lt;br /&gt;Mas a coisa agora vai, até porque aí os dois blocos rivais estão de acordo. Só resulta caricato que ainda se fale no "homem do Ano 2000", quando se deveria com propriedade falar de Robô do Ano 2000, ou do Boneco Biotrónico do futuro!&lt;br /&gt;Pequenas contradições devidas à lógica artesanal aristotélica ainda em vigor, as quais irão também desaparecer, face à Lógica informática que começa e acaba por abolir a lógica artesanal antiga pela qual alguns idiotas ainda se guiam.&lt;br /&gt;Como lembra Orwell, a lógica informática do Futuro dirá que "guerra é paz", "amor e ódio", "despotismo é liberdade", etc.&lt;br /&gt;A enorme percentagem de analfabetos clássicos que todos os anos, por ordem da U.N.E.S.C.O., levam roda de "vergonha" ou "nódoa" nacional, a enorme percentagem destes marginais – o tema «iliteracia» provoca sempre orgasmos em toda a classe dirigente, em toda a elite bem pensante - , pode no entanto vir a ser a grande vantagem para os novos imperadores da Informática, pequenos e grandes empresários.&lt;br /&gt;Escusam de ir aprender pela Cartilha Maternal do João de Deus. Não tendo que passar pela alfabetização ordinária e artesanal, pelo humilhante a-e-i-o-u, poderão finalmente, metidos no computador com uma lima de unhas - sem dor, portanto - passar logo à fase da alfabetização cibernética. C'u escafandro.&lt;br /&gt;Não é, pois, problema como exterminar os novos analfabetos, atendendo a que os outros, os que não conseguiram aprender o a-e-i-o-u, já hoje fora de moda, podem perfeitamente servir para carne de canhão.&lt;br /&gt;Vamos a isto, senhor Ministro da Educação. &lt;br /&gt;- - - - - &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*)Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital» (Crónica do Planeta Terra),&lt;strong&gt; 22/9/1984&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115891605062390948?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115891605062390948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115891605062390948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/informtica-1984.html' title='INFORMÁTICA 1984'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115891588549326727</id><published>2006-09-22T10:02:00.000+01:00</published><updated>2006-09-22T10:04:45.546+01:00</updated><title type='text'>MEDICINA 1999</title><content type='html'>&lt;em&gt;cmo-10&gt; contra a medicina ordinária 1983 - cmo-12&gt; contra a medicina ordinária 1983 -diário de um consumidor de medicinas&lt;cmo-11&gt; contra a medicina ordinária 1983 -cmo-14&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22-9-1999&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIGA DE CONSUMIDORES DE MEDICINAS INTERROGA O PODER ESTABELECIDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 PERGUNTAS INOCENTES À ESPERA DE RESPOSTAS INTELIGENTES DOS CHAMADOS RESPONSÁVEIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Ao tomar a sua vida e a sua saúde nas próprias mãos, através das chamadas tecnologias terapêuticas apropriadas, o cidadão toma uma opção de fundo implícita relativamente à classe dirigente que se orienta ou desorienta por princípios ideológicos opostos.&lt;br /&gt;Essa resistência ao Establishment ideológico traduz-se, muitas vezes, numa existência vivida «em clandestinidade» face à prepotência dos poderes económicos que aquela classe dirigente serve contra o interesse e os direitos do cidadão.&lt;br /&gt;É tempo de os consumidores na clandestinidade perguntarem a governantes e presidentes, passados e futuros, a parlamentos europeus e a Assembleias da República, a ministérios e a secretarias de Estado, a corporações e ordens profissionais do tempo da Velha Senhora,  a Deus e ao Diabo, se vamos continuar na clandestinidade ou se o direito de cidadania vai chegar para aqueles milhares ou milhões de portugueses que não querem submeter-se às regras drásticas do comer e calar, de engolir toda a porcaria química e petroquímica que o marketing e a sociedade de consumo lhe impingem.&lt;br /&gt;Pergunta-se: &lt;br /&gt;- Quando se decidirá o Poder que tudo pode a tomar posição pelo consumidor de medicinas, contra as multinacionais da Química e da Petroquímica que o obrigam a engolir cancro, doença e morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A Associação Portuguesa de Naturopatia, com cerca de 300 sócios e a Associação Portuguesa de Acupunctura com cerca de 60 filiados, são duas das instituições que, em Portugal, agrupam os praticantes das terapêuticas preventivas a que se convencionou chamar medicinas alternativas, leves, suaves, paralelas ou naturais.&lt;br /&gt;Número estimado de técnicos holísticos de saúde em Portugal, no ano de 1983:&lt;br /&gt;Acupunctores ....... 78 (sócios inscritos na Associação Portuguesa de Medicina Acupunctural)&lt;br /&gt;Homeopatas ........ 50 (sócios inscritos na Associação Portuguesa de Homeopatia) &lt;br /&gt;Naturoterapeutas.. 300 ( número calculado em Portugal)&lt;br /&gt;Osteopatas ........... 80 (sócios inscritos na Associação Nacional de Osteopatia) &lt;br /&gt;Total....................... 508&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massagistas terapeutas&lt;br /&gt;700 (sócios inscritos na Associação Nacional de E......P.?&lt;br /&gt;600 (sócios inscritos na associação E.....P.....?&lt;br /&gt;150 (inscritos na Federação Portuguesa de Futebol)&lt;br /&gt;100 (inscritos no S.C. A.C.?&lt;br /&gt;120 inscritos no SITESE ?&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Será significativo ou insignificante que essas profissões já se encontrem organizadas em associações de classe?&lt;br /&gt;- Será justo que essas profissões continuem completamente desprezadas das autoridades competentes, não tendo sequer, neste momento, direito à carteira profissional?&lt;br /&gt;- Poderá atribuir-se algum peso social, político e cultural ao movimento naturoterapêutico?&lt;br /&gt;- Qual será o futuro das medicinas ecológicas face ao fracasso e aos abusos da Quimioterapia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Em 1977 , a Organização Mundial de Saúde determinou, na conferência de Alma Ata, que a «Saúde para Todos no Ano 2000» fosse a meta a levar em conta por todos os países membros, nas suas políticas nacionais de cuidados primários de saúde.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Na perspectiva do interesse público, será a profilaxia mais importante que o tratamento ou vice-versa?&lt;br /&gt;- Será possível que a política volte a glosar a velha máxima do «vale mais prevenir que remediar»?&lt;br /&gt;- Será possível, por uma reconversão pedagógica profunda, que as futuras gerações tomem nas suas mãos a própria saúde que até agora se tem alienado às entidades profissionalmente encarregadas de no-la administrar?&lt;br /&gt;- No discurso oficial do poder, consumir saúde é sinónimo de consumir medicamentos e serviços como tal classificados: quer dizer, confunde-se (intencionalmente) o combate à doença com o conceito de (conservar a ) saúde.&lt;br /&gt;Será assim ou exactamente o inverso?&lt;br /&gt;- Será possível mudar o esquema de alienação até agora vigente - a que alguns chamam «colonização do doente» - por um sistema que privilegie a auto-responsabilização de cada um por si próprio, como as terapêuticas apropriadas e a própria OMS defendem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Há, em Portugal, pelos menos, duas associações de consumidores orientadas para a área da higiene e prevenção alimentar, a Sociedade Portuguesa de Naturologia, fundada em 1912 e que tem cerca de 3442 sócios inscritos, e a Cooperativa Unimave, fundada em 1972 e que tem 6500 sócios inscritos.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Serão estes factos representativos de um movimento social profundo ou uma mera bizarria de meia dúzia de excêntricos que, por questões religiosas ou ideológicas, não gostam de comer carne nem peixe?&lt;br /&gt;- Tomar à sua conta a própria saúde, mudando hábitos alimentares, será uma viragem nas mentalidades ou apenas uma moda epidérmica e passageira, assoprada pelos órgãos mediáticos só até ao ponto em que não ponha em risco o Establishment do consumo e do marketing?&lt;br /&gt;- Quando as doenças endémicas, chamadas «doenças da civilização», são, no entender da própria ciência epidemiológica, doenças dos hábitos e estilos de vida impostos pela sociedade de consumo, qual será o futuro da medicina: a supersofisticação dos meios e recursos que concentra todo o poder médico na mão de meia dúzia de elites financeiras, ou a democratização das medicinas, educando para prevenir em vez de calar e abafar sintomas para levar ao extremo os sindromas patológicos endémicos do nosso tempo?&lt;br /&gt;- Sendo a própria ciência médica quem classifica essas endemias como «doenças da civilização» ou da sociedade, do ambiente, dos consumos e da violência, será possível tratar essas doenças com vacinas ou remédios de farmácia cada vez pretensamente mais sofisticados, sem alterar um milímetro aquela sociedade, aquele ambiente , aqueles consumos e aquela violência? Enfim, sem tocar no padrão civilizacional que temos e no paradigma que nos governa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - O decreto-lei 32/171, de 2 de Julho de 1942, consagra um processo de perseguição que a Ordem dos Médicos, plenamente apoiada pela ditadura de Salazar, movia desde há muitos anos contra praticantes heterodoxos da medicina e que continua a mover até aos nossos dias, apoiada pela novas ditaduras da nova democracia.&lt;br /&gt;Factos ocorridos em várias ocasiões, incluindo o célebre «debate televisivo» de 19 de Outubro de 1984, mostram que a posição da Ordem não se alterou um ápice, antes se tornou mais dura, na proporção em que o êxito das medicinas naturais se afirmava cada vez mais por todo o mundo.&lt;br /&gt;O facto de alguns médicos terem optado predominantemente, na sua prática clínica, por métodos naturais de medicina, parece não ter comovido nada o imobilismo da Ordem que, aliás, representa a contento o papel de dinossauro na moderna ordem de coisas.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Será justa e racional a perseguição que a Ordem dos Médicos continua a praticar?&lt;br /&gt;- Será que as práticas da naturoterapia e os seus técnicos de saúde não têm lugar na sociedade portuguesa?&lt;br /&gt;- O futuro será pró ou contra as medicinas ecológicas, apesar da imagem que delas tem sido destilada na opinião pública pelas centrais de intoxicação do costume?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - O Congresso Luso-Galaico de curandeiros e bruxos, realizado em Vilar de Perdizes pelo padre António Lourenço Fontes, tem ajudado a reforçar a imagem que pretende ligar as artes naturais de curar às práticas de bruxaria, astrologia, ervanária, chás, poções mágicas, passes, truques de cartas, cabalas, enfim, o que se classifica de charlatanismo e que os órgãos mediáticos se entretêm a divulgar até ao vómito.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Será que irá continuar esta manobra de obscurantismo que se pretende impôr às mantalidades mal informadas ou pouco esclarecidas, manobra que vem exactamente em nome de um iluminismo que, já no tempo de Augusto Comte e do discurso sobre o espírito positivo, cheirava a mofo?&lt;br /&gt;- Em suma, qual será, afinal, o sentido  do progresso: o que enche o mundo até à asfixia de indústrias e tecnologias pesadas (incluindo a medicina) ou o que humaniza, liberta e democratiza as sociedades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Hipócrates, Paracelso, Claude Bernard, Alexis Carrel, Paul Carton, Freud, Hahnemann, Von Peczely, Messegué, Passebecq, Sutherland, Jayasuria, Jurasunas, Colucci, Bernard Jensen, Michio Kushi, Khrishnamurti, Lanza del Vasto, Maharishi, são nomes que marcam um profunda corrente do espírito humano, corrente que hoje explode na descoberta de novas terapêuticas ou no revivalismo das mais antigas artes e ciências de curar, que têm em comum a estrita observância e obediência do homem às leis ecológicas ou leis naturais da vida.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Que significado se deverá atribuir, no contexto do mundo industrial dominado pelo pesadelo químico, a essa viragem de métodos que pretendem respeitar a vida e as leis da vida?&lt;br /&gt;- O que é que conta e deve contar numa política de saúde: as leis da vida ou as histerias da Ordem dos Médicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Estima-se em 3600 o número de estabelecimentos que, em Portugal, se dedicam à venda de plantas medicinais e aromáticas, vulgarmente conhecidas por «ervanárias».&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Serão essas ervanárias um perigo público ou um serviço de utilidade pública?&lt;br /&gt;- Devem, como um serviço ao consumidor, ser incentivadas ou reprimidas?&lt;br /&gt;- Devem os seus proprietários ser qualificados como técnicos de saúde ou marginalizados e atirados para a zona dos indesejáveis?&lt;br /&gt;- Devem os fitoterapeutas ser dignificados como actividade e profissão ou continuar no limbo de indefinição que permite todas as indisciplinas e enganos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Os métodos alimentares de prevenção e cura popularizaram-se nas últimas décadas, levando as instituições do Poder a falar de «alimentação racional» à falta de melhor, para resistir à invasão e ao confronto das correntes vegetarianas ou de cunho mais radical como a macrobiótica, que pretende não só mudar a dieta mas o estilo de vida.&lt;br /&gt;- Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Será aceitável que em democracia pluralista a política alimentar conheça só a doutrina oficial da alimentação chamada racional, recusando-se perceber que a consciência de qualidade biológica propõe hoje uma subversão muito mais profunda nos hábitos alimentares que vai até à recusa de alimentos refinados, industrializados, quimificados, isto é, pré-cancerígenos?&lt;br /&gt;-Que pensar da qualidade biológica e da subversão que ela significa na desordem da sociedade industrial e cancerígena?&lt;br /&gt;- A opção ecológica é ou não o fundamento hoje de uma ética individual e política?&lt;br /&gt;- Será possível fundar uma sociedade justa, onde a moral biológica foi completamente relegada e é mesmo considerada uma «utopia» de ecologistas?&lt;br /&gt;- Será moralmente aceitável viver para a morte em vez de viver para a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Criticaram alguns o mercado dos produtos fitoterapêuticos e biológicos, os chamados suplementos alimentares e dietéticos, pelo negócio a que dá lugar e pela exploração que significa a «Natureza em frasquinhos».&lt;br /&gt;Considerando que melhor seria criticar a sociedade industrial que tendo metido a Natureza num gueto obriga as pessoas a tomá-la em comprimidos e frasquinhos, &lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Num mundo de onde a química varreu a bioquímica, onde os metais pesados expulsaram de solos, água, ar e organismos vivos os oligoelementos essenciais à vida, num mundo efectiva e potencialmente cancerígeno, será possível falar de cura sem transformação do terreno orgânico que é consequência orgânica directa do terreno em sentido agrícola?&lt;br /&gt;- Será possível fazer do Cancro uma doença localizada e circunscrita à agressão de um vírus?&lt;br /&gt;- Quando a lógica de mercado leva a ciência médica a tais absurdos, será ou não de ouvir a proposta que as novas correntes da medicina metabólica, alimentar, ecológica e oligoterapêutica representam?&lt;br /&gt;- Será a qualidade biológica da energia alimentar que nos sustenta um luxo e uma actividade clandestina que a Ordem dos Médicos persegue ou, antes pelo contrário, e face ao bloqueio químico da sociedade, o direito fundamental do homem à saúde e à vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - Embora contestado pelos industriais ligados ao fabrico de suplementos alimentares e produtos biológicos ou fitoterapêuticos, o decreto 315/70, definiu e enquadrou o comércio desses produtos.&lt;br /&gt;Anulado posteriormente este decreto pelo Ministério-----------, o sector encontra-se em vazio legal, embora muitos países europeus tenham em Portugal um dos melhores fornecedores desses produtos, dada a riqueza e qualidade da nossa flora medicinal e aromática.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Irá o poder continuar ignorando a força desta nova indústria?&lt;br /&gt;- Que política deverá ser adoptada quanto a este mercado alternativo?&lt;br /&gt;- Que medidas irão ser tomadas para evitar que se exporte a nossa riqueza em flora medicinal, importando a seguir essa mesma flora em frasquinhos milagrosos?&lt;br /&gt;- Com a  entrada na CEE e livre circulação de pessoas e bens, o que irá acontecer a este e outros mercados alternativos interessantes?&lt;br /&gt;- Entrar na Europa continuará a significar ficar cada vez mais provinciano, culturalmente falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 - Escolas como as que, há muitos anos, funcionam em países como Austrália, Canadá, Espanha, França, Holanda, Estados Unidos da América e República Federal da Alemanha, mostram até que ponto as eco-terapêuticas já conquistaram um estatuto de qualidade científica e técnica, em diversos pontos do Mundo, tendo encontrado o ponto de equilíbrio entre o empirismo da prática e o rigor dos fundamentos teóricos.&lt;br /&gt;Esse equilíbrio é demonstrado também pelas tendências que, dentro do próprio sistema médico, apontam para a sua diversificação e abertura pluralista: Higiene e Saúde Pública, Ergonomia, Medicina do Trabalho, Dietética, Fisioterapia, Psicanálise, Psicosomática, Medicina Familiar (Clínica Geral), Medicina Social, Medicina Metabólica ou Medicina do terreno, Epidemiologia, são noções e ciências que, dentro do próprio sistema médico, apontam para a convergência de esforços entre ortodoxia e heterodoxia médicas.&lt;br /&gt;Holística é a palavra que já começou a generalizar-se nos Estados Unidos para designar essa síntese e essa convergência.&lt;br /&gt;Pergunta-se: &lt;br /&gt;- Até quando continuará o poder a ignorar - ou a fingir que ignora - esta vaga de fundo do mundo moderno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 - Suficientemente consagrada por congressos e outras realizações de carácter científico, a corrente neo-hipocrática nasceu há cerca de 70 anos, em Londres, e teve a sua consagração pública no 1º Congresso em Paris, no ano de 1937.&lt;br /&gt;Actualmente com sede em Montpellier, o movimento neo-hipocrático viu-se superado mas não ultrapassado por todas as tecnologias terapêuticas que entretanto foram sendo aperfeiçoadas,  de acordo com os princípios básicos da doutrina hipocrática: faz do alimento teu medicamento, o terreno é tudo e o micróbio (quase) nada, tratar sem prejudicar, vale mais prevenir que remediar, diz-me que hábitos tens, dir-te-ei de que doenças sofres, etc.&lt;br /&gt;Se ninguém até hoje negou que estes princípios fossem efectivamente as leis de conservação da saúde,&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Porque continuam as autoridades ditas de saúde a ignorá-los e a privilegiar o que fica mais caro (o combate à doença) e não o que é substancialmente mais económico (a conservação da saúde)?&lt;br /&gt;- Porque não se investe em Prevenção e Profilaxia , em vez de se gastar 50 ou cem vezes mais em tratamentos, hospitalizações, medicamentos, cirurgias, etc?&lt;br /&gt;- Porque ignoram ou fingem ignorar as autoridades sanitárias a pujança de um movimento como o Neo-Hipocratismo, que galvanizou tantos médicos e que está na origem das mais interessantes terapêuticas de fundo que hoje se conhecem no campo holístico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 - Não é novidade, embora às vezes se finja ignorar, que muitos médicos se dedicam a terapias tradicionais como a Acupunctura, ou às muitas especialidades modernas como a reflexoterapia derivadas da antiga acupunctura.&lt;br /&gt;Nomes como o de Yves Requena, médico francês, exemplificam de maneira notável a adopção que muitos médicos fizeram das mais antigas medicinas ou das mais recentes tecnologias holísticas.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Que esperam os responsáveis em Portugal por conhecer e reconhecer esta realidade?&lt;br /&gt;- Porque aceita a classe que a sua organização representativa continue a manter posições públicas do mais puro trogloditismo relativamente às Medicinas Avançadas?&lt;br /&gt;Pergunta-se: &lt;br /&gt;- Quando, daqui a pouco tempo,  a classe médica quiser recuperar em seu proveito as terapêuticas heterodoxas e avançadas, como vão explicar a hostilidade, a ignorância e a indiferença de hoje, de ontem e anteontem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - O Estado, manietado pela pressão de altos interesses económicos, continua cego e surdo ao apelo dos consumidores para que os tratamentos «naturais» tenham o lógico reembolso da  Segurança Social nos contribuintes que preferem esses meios em vez dos meios químicos.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;Será justo que o doente e beneficiário da Segurança Social não receba qualquer comparticipação nos tratamentos considerados naturais, descontando como todos para a mesma Segurança?&lt;br /&gt;- Até que ponto é violado, no actual regime da Segurança Social e com esta «situação de excepção», o artigo 64 da Constituição da República Portuguesa, que determina que todos os cidadãos têm o direito e o dever de conservar a saúde?&lt;br /&gt;- Quem quiser tratar-se por meios naturais, paga-os do seu bolso porque a Segurança Social não comparticipa: em que República das Bananas seria lícita semelhante anomalia anti-constitucional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 - Tem crescido em Portugal, como se pode ver pelas páginas amarelas da lista telefónica, o número de escolas de yoga tradicional, forma multisecular de terapêutica psicosomática que não precisa, para funcionar, do aval da ciência moderna.&lt;br /&gt;Tal como a acupunctura e as artes marciais, o yoga apresenta-se como um discurso disponível de quem queira apropriar-se de si próprio.&lt;br /&gt;Pergunta-se:&lt;br /&gt;- Independentemente do carácter sectário e de opção confessional que assumem algumas dessas escolas místicas, tem ou não a Democracia que encontrar para essas actividades um lugar de respeito e atenção, como expressões que são de uma sensibilidade, sinal positivo de uma evolução da mentalidade das novas gerações?&lt;br /&gt;- Será a vaga neo-mística uma vaga de fundo, um  fenómeno de viragem cultural e civilizacional, ou apenas uma moda superficial e efémera, uma (mais uma) criação do marketing e da sociedade de consumo?&lt;br /&gt;- Será a vaga neo-mística uma resposta não-violenta à violência institucionalizada, ou um forma ardilosa de encobrir essa violência com falsas artimanhas ditas espirituais?&lt;br /&gt;- Desumanizadas pelo sistema e alienadas pela engrenagem do consumo, irão as pessoas encontrar o caminho de se reconhecerem de novo como seres humanos e de resisitirem, com êxito, à engrenagem tecnoburocrática inabitável, inviável e invivável?&lt;br /&gt;- Será a nova vaga mística e neo-mística um fenómeno social de dimensões desprezáveis ou uma realidade a ser levada em conta, séria e responsavelmente, por uma política cultural que não seja estrábica como tem sido, comprovadamente, até agora, vendo só para um lado e mesmo para esse lado vendo mal?&lt;br /&gt;- Será ou não o momento de os políticos e responsáveis pela educação, olharem este movimento de utentes e consumidores - a que, por comodidade, poderemos chamar movimento holístico - como um movimento social e ideológico que procura apenas não ser arrastado pela alienação industrial e massificada de engrenagem tecnoburocrática e do consumismo?&lt;br /&gt;- Será ou não a vida um bom motivo de fazer política? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas 16 questões vão ser enviadas para algumas personalidades, ligadas a órgãos do poder, esperando que possam, como responsáveis, responder aos consumidores que assim se interrogam sobre o presente que têm e o futuro que os aguarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas 16 questões são a mão estendida ao diálogo e ao armistício, uma oportunidade - primeira e última - de os políticos poderem mostrar que, afinal, têm rosto humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondendo, nem que seja com um bilhete de três linhas,  eles confirmam que existe, de facto, em Portugal, uma democracia pluralista, uma democracia a várias vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, enquanto consumidores de medicinas, não somos atrasados mentais nem aberrações da natureza, esperamos que a classe dirigente deixe de nos continuar a considerar nessas duas piedosas categorias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não nos serve o alibi, ocasionalmente alegado, de que não «estão informados». Sob pena de analfabetismo político, é impossível hoje aos cidadãos em geral e aos que ocupam cargos públicos em particular, ignorar os grandes movimentos sociais e culturais do nosso tempo, da ecologia humana à ecologia política, da holística às alternativas de vida, dos movimentos eco-alternativos aos grupos místicos e espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correspondência para o endereço provisório:&lt;br /&gt;Liga de Consumidores de Medicinas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115891588549326727?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115891588549326727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115891588549326727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/medicina-1999.html' title='MEDICINA 1999'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115883120186005627</id><published>2006-09-21T10:32:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T10:33:21.863+01:00</updated><title type='text'>ALQUIMIA 1992</title><content type='html'>&lt;em&gt;eaa-1&gt;manual&gt;saude&gt;autoterapia - roteiro – acetatos &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O COMPLEXO MECANISMO DO METABOLISMO FOSFO-CÁLCICO(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;28/9/1992&lt;/strong&gt; - Demonstrando como é complexo o estudo das carências minerais e doenças por eles provocadas, o Dr. Hilaire Charles Geffroy abre uma linha de investigação rodeada da maior prudência crítica. Ele domina o suficiente a vivência do metabolismo humano para não cair nas soluções simplistas e nos excessos, quer dos que desvalorizam a importância das carências na patologia humana, quer dos que sobrevalorizam essas carências. &lt;br /&gt;Tratando-se de elementos minerais, Geffroy mostra que, mais uma vez, a questão é de equilíbrio e que no bíblico «quantum satis» reside, mesmo etimologicamente, a dose exacta. &lt;br /&gt;Outros itens convergentes sobre efeitos mineralizantes e desmineralizantes:&lt;br /&gt;- Campanha de fluorização - Louis-Claude Vincent&lt;br /&gt;- Mongolismo - C. Louis-Kervran&lt;br /&gt;- Raquitismo - Prof. Delbet&lt;br /&gt;- Calcificações patológicas – In «Política Preventiva do Cancro» , Delbet, Denoel, 1939&lt;br /&gt;- Vitamina D (colecalciferol) (**) &lt;br /&gt;- Cálcio medicamentoso&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;(*) Comentários a um artigo de Hilaire Ch. Geffroy, in revista «La Vie Claire»&lt;br /&gt;(**) Ver descrição pormenorizada da vitamina D in « Manual de Medicina Ortomolecular», de Ana Paula Ivo – Editorial Estampa – Lisboa – 1996 &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115883120186005627?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883120186005627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883120186005627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/alquimia-1992.html' title='ALQUIMIA 1992'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115883107024868014</id><published>2006-09-21T10:29:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T10:31:10.253+01:00</updated><title type='text'>PROGRESSO 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2-metafora &gt; 4490 caracteres - coeficiente de originalidade ou ineditismo ****&lt;br /&gt;-ct de hernâni lopes, ministro das finanças - ecologia na perspectiva do realismo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A METÁFORA DA DOENÇA NA LEITURA ECOLÓGICA DA REALIDADE SOCIAL - O PROGRESSO DO CANCRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ 3 PONTOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21/9/1990 &lt;/strong&gt;- Entendida a sociedade como um corpo orgânico e os «males sociais» como doenças desse corpo, abre-se um método de diagnóstico social que tem provado, na perspectiva do realismo ecológico, uma interessante fecundidade. &lt;br /&gt;Mau grado os que possam ver nesse método reminiscências de um organicismo que, segundo eles, fez época e está ultrapassado, mau grado a aparente falta de rigor que uma metáfora pode conter, a verdade é que, na prática, a «metáfora predilecta» - crise como doença e doenças como sintoma dela - se tem mostrado, além de útil, de grande rigor.&lt;br /&gt;Se o sintoma nos leva até às causas, a démarche é científica. Isolar o sintoma e combatê-lo como tal, a jusante, é anticientífico, pouco progressista e nada revolucionário.&lt;br /&gt;Se a poluição, o desemprego, a inflação, o terrorismo, a desabitação, o cancro, o bairro da lata, o hospital, a delinquência, a criminalidade, o suicídio, a droga, o alcoolismo, [todos os indicadores, enfim, contidos na lista elaborada e publicada pela «Frente Ecológica» ] nos servirem como aviso que são para uma leitura ecológica da realidade, quer dizer, se nos remeterem, enquanto sintomas às causas que os provocam, o diagnóstico da doença está certo e é possível. &lt;br /&gt;É provável que a terapêutica resulte certa também.&lt;br /&gt;[Aliás o discurso oficial usa parcialmente a mesma nomenclatura, visto que fala em diagnóstico e terapêutica. O Ministro das Finanças do IX Governo, Ernâni Lopes, largamente tem glosado o tema das terapêuticas leves, de choque, radicais ou mesmo sintomáticas...]&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;A questão política é evidentemente uma questão de diagnóstico. E o que distingue uma ecopolítica de uma política tout court, à Esquerda, à Direita ou ao Centro, é que uma leitura ecológica teima em ir às raízes, ainda que saiba nem sempre poder aplicar uma terapêutica causal ou radical.&lt;br /&gt;Se incluirmos o tabagismo, por exemplo, na lista dos sintomas, consequências, avisos ou indicadores, não só se corrige a relativa hipertrofia que tem sido dada, por uma certa retórica-propaganda pseudomoralista e predicante, a esse sintoma entre outros -polarizando na luta antitabágica as energias que podiam aplicar-se em lutas bem mais incómodas para o sistema - como se notará melhor a atrofia que outros sintomas, bem graves, sofrem junto da opinião pública.&lt;br /&gt;Como acontece com todos os consumos provocantes - e é nesta categoria que o tabaco deve ser lido, interpretado, diagnosticado, compreendido -, muito mais que a vontade ou deliberação do consumidor, são as leis do mercado o que está em causa, o modo como esse produto é consumido e as modas que o determinam.&lt;br /&gt;Cada produto ou consumo provocante é acompanhado por toda uma mitologia de felicidade paradisíaca, o que a propaganda e a publicidade naturalmente executam  com «marketing» e «savoir faire».&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;O «novo» e a «moda» são os mitos, os motores míticos que conduzem o cidadão a consumir tudo o que o mercado lhe vende.&lt;br /&gt;Se desses consumos resultam doenças (doenças do consumo são outros tantos indicadores do estado geral do sistema) é muito possível que a propaganda acabe por demonstrar que essas doenças são saúde ou, na variante, que essas doenças são o «preço a pagar» pelos paraísos artificiais e até, in extremis, que determinadas doenças, exactamente porque exigem consumos caros específicos da classe rica, se poderão exibir em sociedade como um sinal de status.&lt;br /&gt;Daí que a moral da quantidade abranja também a própria doença, as próprias doenças provocadas por consumos: mais, mais, mais, é sempre para o sistema um sinal de progresso. Mais doença sê-lo-á também, ou mais armas, mais bombas, mais centrais nucleares, mais desastres, mais catástrofes, mais acidentes rodoviários.&lt;br /&gt;Como Philippe Saint Marc notou, os desastres rodoviários são considerados pela engrenagem logarítmica um «progresso» porque aumentam o produto nacional bruto e tudo o que aumente o produto nacional bruto, na perspectiva desenvolvimentista e na visão estritamente economicista, é progresso. Até hoje, os adeptos do PNB como critério de progresso, ainda não responderam satisfatoriamente a esta questão. Ou seja: se devem ou não sentir-se orgulhosos do progresso que representa o cancro e todas as doenças da civilização. &lt;br /&gt;Progresso é progresso. E coerência deve ser coerência.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115883107024868014?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883107024868014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883107024868014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/progresso-1990.html' title='PROGRESSO 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115883083425301034</id><published>2006-09-21T10:25:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T10:27:14.256+01:00</updated><title type='text'>YIN-YANG 1979</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - yin-yang-1&gt; aventuras da dialéctica yin-yang – exercícios de yin yang&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS INSÓNIAS E AS CORRENTES DE ENERGIA YIN-YANG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21/9/1979&lt;/strong&gt; - Em artigo da revista norte-americana «Fortune», Lawrence A. Mayer traça um panorama das actuais investigações de laboratório sobre o significado e mecanismo do «sono», mistério que a ciência do Ocidente se confessa ainda incapaz de compreender em toda a complexidade.&lt;br /&gt;Um facto se reconhece, porém: o sono é uma função do ser vivo em estreita correlação com o ritmo dia-noite (ou ciclo circadiano) que lhe condiciona o comportamento. O mesmo já estava dito, há 600 séculos, pelos médicos chineses, que consideram a circulação da energia no organismo conforme as 24 horas do dia (24 = 7 x 3).&lt;br /&gt;Embora relutante em interpretar os fenómenos da vida à luz desta condicionante «astronómica», a ciência neurofisiológica acaba por reconhecer que os astros têm de entrar na equação e que, no caso do sono, o astro solar o comanda de maneira decisiva. Acaba por reconhecer também que o sistema endócrino é diferentemente afectado conforme a hora do dia ou da noite (só recusa, é claro, a ligação entre sistema endócrino e meridianos condutores de energia).&lt;br /&gt;Embora relutante em aceitar as hipóteses e teorias com que trabalha a Bioenergia da Medicina oriental, a verdade é que a investigação acaba por aceitar, implicitamente, esses princípios. A ciência não considera o yoga um processo «científico», mas vai coincidir com as verificações práticas do yoga, sempre que procura avançar na compreensão de mecanismos globais como o do sono: ou na cura das suas manifestações conhecidas sob a designação geral de insónias.&lt;br /&gt;A insuficiência no conhecimento do sono é a insuficiência que a ciência parcelar e analítica sempre mostra pela compreensão de todos os processos de carácter global.&lt;br /&gt;Relutante em aceitar a hipótese bioenergética, que considera o organismo humano percorrido por correntes electromagnéticas alternas (a corrente Yin e a corrente yang), constata que de noite há órgãos mais afectados mas não considerará «científica» a Medicina Chinesa que aponta, um por um, os órgãos mais afectados nocturnamente por essa alternância de correntes.&lt;br /&gt;Os próprios fracassos da terapêutica, quase sempre química - ou então meramente anedótica -deviam fazer reflectir a Fisiologia ordinária sobre a sua incapacidade de compreender o que ultrapassa os seus próprios limites de ciência pró-conceituosa.&lt;br /&gt;O psiquiatra Anthony Kales, que em 1963 fundou a primeira clínica de sono para tratamento dos doentes, verificou que muitas pessoas com insónia sofrem de problemas psicológicos que causariam a dificuldade de dormir. Causas da insónia, segundo Kales, seriam ainda doenças como artrite crónica, tumor maligno e achaques da velhice.&lt;br /&gt;É confundir causas com sintomas de uma só causa. De um ponto de vista bioenergético global, com efeito, a insónia acompanha um estado geral de desequilíbrio energético que, por sua vez, é também terreno onde a artrite, o tumor e outros achaques podem proliferar.&lt;br /&gt;Por seu turno, toda a terapêutica química, específica, vai sempre agravar aquele desequilíbrio energético, pelo que só aparentemente e fugazmente o doente «melhoraria» da insónia: a curto e médio prazo, se a causa de fundo persistir - o desequilíbrio energético - a insónia regressa, e cada vez com menos hipótese de ser debelada.&lt;br /&gt;Teimando em  hipóteses meramente neurofisiológicas - as únicas que considera rigorosas - constata afinal a sua insuficiência e limitação.&lt;br /&gt;Como diz Lawrence A. Mayer - no já citado artigo da Fortune - «há muitos fenómenos neurofisiológicos relacionados com o «sono e ninguém sabe o que eles significam». E o articulista da Fortune acrescenta:&lt;br /&gt;«Contudo, a maioria dos especialistas acredita que os centros de controle onde os fenómenos principais se desenrolam estão localizados na parte do cérebro que se segue à medula espinal».&lt;br /&gt;Qualquer terapêutica bioenergética, inspirada na Medicina Oriental do princípio único e da corrente alterna yin-yang, não pode no entanto ser ministrada como se ministra um sedativo ou um soporífero, ou em mistura com qualquer tipo de droga química. Não há yoga, nem relaxação, nem «training autogéneo», nem hipnoterapia possível enquanto se estiver enchendo o doente de medicamentos químicos que constantemente introduzem alterações de fundo no seu terreno psico-somático.&lt;br /&gt;É impossível tratar uma insónia estando a super-agravar aquilo que, segundo a medicina oriental, está fundamentalmente na base dessa insónia: um desequilíbrio bioenergético.&lt;br /&gt;É aliás bem conhecido dos psiquiatras que nos indivíduos clinicamente deprimidos, os soporíferos nada adiantam, apenas agravam o seu estado.&lt;br /&gt;Segundo uma classificação anterior a Freud, há duas categorias principais desta depressão: as endógenas e as reactivas. A depressão endógena «parece provir do nada, emergindo misteriosamente (sic) da vida e personalidade do doente por razões ocultas(?) e frequentemente obscuras(?)».&lt;br /&gt;«A depressão reactiva é motivada por acontecimentos como desastres financeiros, reveses profissionais, ferimento com mutilação, etc.»&lt;br /&gt;Note-se que a depressão «endógena» põe também alguns problemas à Medicina Bioenergética do yin-yang, embora não seja assim um fenómeno tão oculto, obscuro e misterioso como parece ser para a medicina analítica das drogas.&lt;br /&gt;Em princípio, o estado depressivo é o extremo estado yin. Logicamente esse estado depressivo geral provocaria sono e não insónia. O que acontece, porém? Na perspectiva yin-yang, acontece que qualquer dos extremos se pode mudar, no limite, no seu contrário. Por isso, se há depressão e, simultaneamente, insónia, isso significará (para um observador atento) não que a perspectiva yin-yang errou, mas que o doente se encontra num estado extremo yin, de carácter profundamente patológico.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, não será nunca com sedativos (mais yin) que se poderá fazer com que o doente readquira o equilíbrio yin-yang, cada vez mais difícil pela soma de factores yin.&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;(*) Publicado no semanário «Madeira Hoje», &lt;strong&gt;21/9/1979&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115883083425301034?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883083425301034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883083425301034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/yin-yang-1979.html' title='YIN-YANG 1979'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115883066658039774</id><published>2006-09-21T10:23:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T10:24:26.583+01:00</updated><title type='text'>PETRÓLEO 1979</title><content type='html'>&lt;em&gt;petróleo-8&gt; os dossiês do silêncio – texto de 5 estrelas &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PETRÓLEO OU OCEANO? (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21/9/1979&lt;/strong&gt; - Poço de petróleo arde no Golfo do México desde 3 de Junho. O oceano é parte integrante da bioesfera  da Terra. Entretanto, dizem todos que não podemos passar sem petróleo. E sem oceano, iremos poder?&lt;br /&gt;Pesava 750 quilos a tartaruga-gigante que apareceu viva, no passado dia 4 de Julho, junto da Apúlia (Esposende). Foi capturada pelo pescador Manuel Torres Sá, que teve de a matar primeiro para conseguir dominar os seus poderosos movimentos.&lt;br /&gt;Dias antes, aparecera em Vila Chã (Vila do Conde) outra tartaruga que se presume pertença ao mesmo cardume. Muitas outras apareceram depois.&lt;br /&gt;Sinais dos tempos? Sintoma de que algo se passa de grave no equilíbrio dos ecossistemas marinhos?&lt;br /&gt;Ninguém se atreve a tirar ilações. Mas há factos:&lt;br /&gt;1 - Tartarugas não são fauna própria destas paragens e de longínquos habitats vieram;&lt;br /&gt;2 - Desde 3 de Junho que o Mar das Caraíbas, rico em crustáceos, está a ser inundado de petróleo, à razão de 30 mil barris por dia, por ali se ter declarado incêndio numa plataforma submarina sem que haja possibilidades humanas de o apagar e, portanto, estancar a saída de petróleo para o oceano.&lt;br /&gt;Centenas de pescadores mexicanos viviam da apanha de crustáceos na área marinha adjacente à plataforma de «offshore» incendiada. Aí nada se salvará.&lt;br /&gt;Mas o problema que três meses depois se levanta já não é local. E as tartarugas que, quais transatlânticas, percorrem tão enorme distância (para fugir do petróleo) deixam entrever todos os outros animais de menor porte que não tiveram fôlego nem barbatanas para tão grande percurso.&lt;br /&gt;Exiladas do seu meio ecológico, atordoadas e cansadas, as tartarugas logo foram alvo, na costa portuguesa, das atenções. E da caça, evidentemente. A que se destinava ao jardim Zoológico deixaram-na morrer por asfixia. Além de uma certa angústia, este episódio do mundo oceânico deixa-nos algumas reflexões:&lt;br /&gt;- O desastre com o petroleiro «Amoco-Cadiz» que o ano passado poluiu totalmente a Costa da Bretanha, desencadeou uma onda de notícias e primeiras páginas na Informação Mundial. É estranho que um poço, a debitar 30 mil barris por dia, tão poucos telexs provoque. E mesmo esses, ignorados da Imprensa.&lt;br /&gt;Há perguntas: &lt;br /&gt;No âmbito dos derrames petrolíferos, não será este incomensuravelmente maior do que os outros duzentos sucedidos com cargueiros?&lt;br /&gt;A que se deve a ausência de relevo dada ao facto? &lt;br /&gt;Por ser o primeiro (e inesperado) acidente do género? &lt;br /&gt;Por suceder num País do Terceiro Mundo que pode «bem» sofrer tudo em silêncio? &lt;br /&gt;Por não haver solução técnica que combata o incêndio e estanque o derrame? &lt;br /&gt;Assumirá o facto tais dimensões que os próprios especialistas foram os primeiros a entrar em pânico, constatando que nada havia a fazer, optando por não dizer nada? &lt;br /&gt;Para lá dos prejuízos materiais que o México sofre (3 milhões de dólares por dia), no ponto de vista ecológico a catástrofe será tão circunscrita e localizada como as escassas notícias querem fazer ver?&lt;br /&gt;Que silêncio é este no mundo do silêncio?&lt;br /&gt;E o Plano das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com sede em Nairobi? &lt;br /&gt;E a Rede internacional Amigos da Terra? &lt;br /&gt;E tantas organizações de Protecção à Vida Animal? &lt;br /&gt;Como é possível que 3 meses após este espantoso desastre, não haja uma palavra, um aviso, um alerta? Mais: um apelo a que todas as forças do Mundo se conjuguem para tentar, in extremis, evitar o pior? Vai deixar-se correr o poço até à eternidade? Vai encher-se todo o oceano de petróleo? Entre milhões de técnicos e especialistas, não haverá um que indique a solução?&lt;br /&gt;Ligar tudo a tudo - máxima da Ecologia como do yoga - não será uma perpétua angústia que esmaga as forças humanas? Quem apaga o poço, quem nos socorre?&lt;br /&gt;Técnicos de todo o mundo, uni-vos ! É a 26ª hora. Digam-nos, ao menos, que não há perigo nem motivo de angústia.  Garantam-nos que as tartarugas não percorreram o Atlântico. Assegurem-nos que o poço do Golfo do México será apagado. Mobilizem o mundo inteiro, se for preciso, para apagar este incêndio. Exigimos explicações técnicas que evitem o pânico.&lt;br /&gt;Queremos uma esperança que acalme o desespero de alguns, como Cousteau, mais conscientes do que se está passando no abismo dos abismos submarinos, onde a Moby Dick de Herman Melville - Jeová dos Tempos Difíceis, Bíblia dos Ecologistas, símbolo da Natureza eterna contra a efemeridade  humana - será a última e única a resistir.&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;(*) Publicado no jornal semanário «Madeira Hoje», &lt;strong&gt;21/9/1979 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115883066658039774?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883066658039774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883066658039774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/petrleo-1979.html' title='PETRÓLEO 1979'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115883054419170874</id><published>2006-09-21T10:19:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T10:22:24.196+01:00</updated><title type='text'>NOVAS MEDICINAS 1991</title><content type='html'>&lt;em&gt;secções&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;27/Junho/1991&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TÍTULOS PARA SECÇÕES DA REVISTA «NOVAS MEDICINAS»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alimento da Terra (agricultura biológica)&lt;br /&gt;Calendário holístico - Agenda dos Acontecimentos&lt;br /&gt;Boa Ideia&lt;br /&gt;Montra de Novidades &lt;br /&gt;- mercado da saúde em revista&lt;br /&gt;- como vai o mercado dos produtos naturais&lt;br /&gt;Ronda dos Restaurantes&lt;br /&gt;Trate da sua Apólice&lt;br /&gt;Avisos a Saudações&lt;br /&gt;Grupos em Movimento&lt;br /&gt;Guia de Endereços Úteis&lt;br /&gt;Intercomunicador - Notícias das actividades naturoterapêuticas&lt;br /&gt;Ecoforum&lt;br /&gt;Saúde é Consigo, Segurança é Connosco - conselhos de higiene, segurança e prevenção alimentar&lt;br /&gt;Honra ao Mérito - Homenagem aos pioneiros das ecomedicinas&lt;br /&gt;Selecção mensal &lt;br /&gt;- O mundo das ecoalternativas em revista&lt;br /&gt;- Medicinas suaves em foco&lt;br /&gt;Diálogo Oriente-Ocidente -Ao encontro de duas culturas:&lt;br /&gt;-Fontes originais da ecologia moderna&lt;br /&gt;-A ecologia nas medicinas orientais&lt;br /&gt;-A sabedoria yin-yang na cultura ocidental&lt;br /&gt;-O despertar yin-yang da consciência ecológica&lt;br /&gt;Desabafe Connosco - O leitor aponta coisas que estão mal&lt;br /&gt;Saúde-Magazine&lt;br /&gt;O Mundo da Saúde&lt;br /&gt;Mundo Alternativo - Holística no Mundo&lt;br /&gt;O Mundo das Novidades&lt;br /&gt;Autógrafos ecologistas&lt;br /&gt;O mundo da holística&lt;br /&gt;Movimento editorial - Livros na Mão&lt;br /&gt;- Notícias da Edição&lt;br /&gt;- A Estante do Técnico Holístico&lt;br /&gt;- A nossa Estante&lt;br /&gt;- Os livros de Pronto Socorro&lt;br /&gt;- A Saúde na Nossa Estante&lt;br /&gt;- Actualidade editorial&lt;br /&gt;- Novidades da Edição Portuguesa&lt;br /&gt;- Estante de Ecologia Humana&lt;br /&gt;- Estante do investigador&lt;br /&gt;O Mundo da Ecoedição&lt;br /&gt;O Mundo das Ecoterapêuticas&lt;br /&gt;O Mundo das Ecoactividades&lt;br /&gt;Pequenos Anúncios - Grátis para o Leitor&lt;br /&gt;Conheça a lei que defende a sua saúde&lt;br /&gt;Primeiros socorros&lt;br /&gt;Pronto-socorro&lt;br /&gt;Prontuário&lt;br /&gt;Centro Holístico Responde - Informação ao Consumidor&lt;br /&gt;Conserve-se em forma - Técnicas básicas de manter a saúde&lt;br /&gt;- Conselhos úteis para guardar&lt;br /&gt;- Técnicas alimentares de manter a saúde&lt;br /&gt;Guarde que lhe pode Fazer Falta - Fichas de informação enciclopédica&lt;br /&gt;Correio&lt;br /&gt;Duas palavras ao leitor&lt;br /&gt;Conselhos Médicos&lt;br /&gt;Entrevista de fundo&lt;br /&gt;Inquérito-relâmpago&lt;br /&gt;Ronda dos Restaurantes&lt;br /&gt;Revista de Imprensa&lt;br /&gt;Quadro da Qualidade - Escolhemos para si&lt;br /&gt;Reportagem in loco&lt;br /&gt;Direito à palavra&lt;br /&gt;Documento 90&lt;br /&gt;Em Agenda&lt;br /&gt;Testemunho&lt;br /&gt;Opinião&lt;br /&gt;Dossier&lt;br /&gt;Artes de Curar&lt;br /&gt;Higiene e Segurança no Trabalho&lt;br /&gt;Defesa do Consumidor&lt;br /&gt;Parto psicoprofiláctico&lt;br /&gt;Educação Física&lt;br /&gt;Artes Marciais&lt;br /&gt;Inspecção Alimentar&lt;br /&gt;Alimentação Racional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos para secções de AC:&lt;br /&gt;Ecos e Sublinhados&lt;br /&gt;Econotícias&lt;br /&gt;Bloco-Notas&lt;br /&gt;Unidade, Universo yin yang&lt;br /&gt;Em Campo&lt;br /&gt;Toda a Causa tem um efeito - Todo o Efeito tem uma causa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos para secção de temas do realismo fantástico:&lt;br /&gt;Clube Mágico&lt;br /&gt;Clube do Fantástico&lt;br /&gt;Clube dos Mundos Paralelos&lt;br /&gt;No Mundo dos Mundos Paralelos&lt;br /&gt;No Reino do Incrível&lt;br /&gt;Figuras do Fabuloso&lt;br /&gt;Ficheiro dos mágicos&lt;br /&gt;Teste à sua Memória&lt;br /&gt;Desafio à sua imaginação&lt;br /&gt;Factos insólitos que o leitor nos conta&lt;br /&gt;Arquivos do Impossível&lt;br /&gt;Ajuda bibliográfica&lt;br /&gt;No Mundo vibratório&lt;br /&gt;Cultiva as suas virtualidades ignoradas&lt;br /&gt;O real do fantástico - Iniciação aos segredos da bionergia&lt;br /&gt;Pistas do Maravilhoso&lt;br /&gt;Clube do Fantástico e do Maravilhoso&lt;br /&gt;Nos Limites da Natureza Humana&lt;br /&gt;Caminhos do Maravilhoso&lt;br /&gt;Horizontes da Bionergia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas secções discriminadas:&lt;br /&gt;MOVIMENTO EDITORIAL - Noticiário crítico de livros e revistas que se publicam em Portugal, Brasil e outros países&lt;br /&gt;NO MUNDO DAS ALTERNATIVAS - Noticiário(ilustrado) sobre acontecimentos, actividades, cursos, escolas, colóquios, instituições, clínicas da área holística no Estrangeiro&lt;br /&gt;ROTEIRO DOS RESTAURANTES - Reportagens e entrevistas ilustradas sobre restaurantes vegetarianos em actividade&lt;br /&gt;QUADRO DA QUALIDADE - A ESCOLHA É SUA - Quadro com a classificação dos produtos segundo a sua qualidade biológica, preço, rotulagem e dados de garantia&lt;br /&gt;CONSULTÓRIO ABERTO - Resposta da perspectiva macrobiótica às questões elementares de saúde e alimentação formuladas por leitores e utentes do mercado mecrobiótico.Esta secção deve estar estreitamente ligada à criação de um telefone-com-gravador para atendimento permanente&lt;br /&gt;OS NOSSOS COLABORADORES - Colunistas com artigos de opinião, assinados e com fotografia&lt;br /&gt;PERFIL HOLÍSTICO - Mande-nos a sua fotografia e terá em casa o seu «retrato» - diagnóstico visual elementar feito mediante informações pessoais dadas pelo leitor&lt;br /&gt;GENTE EM FOCO - Entrevistas sobre temas holísticos com personalidades de grande relevo público: não será difícil descobrir, entre vedetas do espectáculo, televisão, desporto, política, cinema, quem tenha simpatias pela macrobiótica e artes operativas orientais&lt;br /&gt;ENTREVISTA - Falar com especialistas em Medicina, Bioquímica, Cancerologia e outras ciências estabelecidas sobre factores ambientais em geral e alimentares em  particular que determinam as chamadas doenças degenerativas, doenças da civilização, doenças do ambiente industrial, doenças dos consumos, etc. (despistagem ambiental da doença ou diagnóstico ecológico como lhe chamou Michio num seminário em Portugal).&lt;br /&gt;ALIMENTOS-REI, UM A UM - Fichas informativas completas sobre os mais importantes alimentos, escolhendo aqueles que oferecem maior consenso a todas as correntes dietéticas (indicação da várias marcas ou embalagens comerciais existentes no mercado)&lt;br /&gt;CULINÁRIA MACROBIÓTICA - Receitas práticas de refeições macrobióticas&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115883054419170874?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883054419170874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883054419170874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/novas-medicinas-1991.html' title='NOVAS MEDICINAS 1991'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115883035068299086</id><published>2006-09-21T10:17:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T10:19:10.706+01:00</updated><title type='text'>M. KUSHI 1978</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-6 -78-09-21-yy&gt; - michio-2&gt; 16488 caracteres -  merge doc de um único file wri do mesmo nome &lt;michio-1&gt; -  diário de um consumidor de medicinas &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É TUDO AO CONTRÁRIO,MEUS SENHORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa,&lt;strong&gt; 21/9/1978&lt;/strong&gt; - Não é a ciência universitária que vem examinar a íris dos macrobióticos, a dizer se servem, mas são os universitários - se quiserem - que terão de se reciclar, porque vão precisar disso quando chegar a hora H (fígado, diabetes e outras aflições muito domésticas, pouco universitárias) da medicina, em que a sua ciência acredita, os mandar para casa, acusando-os de incuráveis.&lt;br /&gt;São os universitários que têm de baixar a arrogância e reciclar nomenclatura, não são os praticantes macro que  têm de lhes fazer a vontade utilizando o calão tecnocrático.&lt;br /&gt;Não é favor os órgãos de comunicação social falarem do fenómeno macro ou do fenómeno eco (ficando a gente babada de gratidão) mas é a macro e a eco, enquanto serviços de utilidade pública (e de salvação nacional...) que exigem a serviços, ministérios, direcções, governos e Estado que cumpram, perante o povo português, esse dever cívico: quer dizer, informar o País da verdade, para isso paga o contribuinte em geral e o da rádio e tv em particular.&lt;br /&gt;Não somos nós, os marginais, coitadinhos, pior que ciganos (sic) a gemer no gueto a nossa singularidade de desintoxicados e reequilibrados; marginais são todos os que, drogados de farinhas brancas, de cereal refinado, de margarinas e óleos saturados, de vacinas e antibióticos, de todo o tóxico, aditivo, corante, veneno ou desalimento físico - que afinal provoca um quadro físico perfeitamente patológico e anormal - melhor merecem o epíteto de alienados a uma sociedade de consumos alienatórios.&lt;br /&gt;Não é a medicina que tem de dizer amen às eco-terapêuticas e medicinas naturais; é a medicina natural - e a medicina do yin yang em especial - quem tem de fazer greve geral à medicina da doença.&lt;br /&gt;Não sou eu que tenho de pedir desculpa do meu shiatsu, do meu yoga, do meu arroz integral, do meu yin-yang, da minha bionergia, nem sou eu que tenho de usar eufemismos e mudar a nomenclatura para não desagradar ao engenheiro e ao professor catedrático; são eles, se quiserem, que têm de pedir desculpa do lapso e licença para entrar, à porta do templo, deixando os sapatos no corredor...&lt;br /&gt;Com desculpa de vocelências, mas eu cá por mim já não faço mais pedagogia cívica e não concordo nada com os objectivos expansionistas de propaganda que animam hoje os dirigentes das hostes macrobióticas. &lt;br /&gt;É bom crescer - e para isso se nasce - mas no tempo devido. Injecções de adubo potássico não estão dentro da lei do Princípio Único do Yin-Yang.&lt;br /&gt;Com desculpa de vocelências mas vou parar por aqui a campanha de alfabetização de adultos que mantenho desde 1974: sózinho - com a ajuda de alguns bons amigos - paguei do meu bolso a campanha de alfabetização ecológica deste país e só tenho é desgostos. O meu amigo José Leal, director deste jornal, aconselhou-me até a resolver o problema pela raiz, com um tiro nos miolos.&lt;br /&gt;Não dou mais informação, agora se quiserem vão comprá-la à livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMER FRANGO  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isto, porquê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, de repente, os grandes senhores da informação gabam-se do grande favor que é dar um lugarzinho às práticas alternativas, neste caso a macrobiótica como alternativa ecológica à medicina química.&lt;br /&gt;Antes e depois, o poderoso órgão despeja o spot publicitário incitando a malta a comer frango, massas alimentícias (sic), margarina que torna tudo mais apetitoso, ovos e outros concentrados puros de colesterol, enfim, a lista de bons conselhos que alienam, envenenam, intoxicam e poluem a cabeça dos contribuintes.&lt;br /&gt;Mas escândalo por escândalo, misturar alhos com bugalhos, macro com frango, ecologia com mafus matadores, parece-me cebolada indigesta demais.&lt;br /&gt;Macrobiótica não alimentará recordistas em estruturalismo. A menos que surja uma nova classe dirigente, os «tecno-burocratas da macrobiótica». Que os há, prontos a tomar de assalto a fortaleza.&lt;br /&gt;Por enquanto, a Macrobiótica acontece a quem a merece. E de nada serve metê-la pela boca abaixo do telespectador que acabará então por comer arroz por lebre. &lt;br /&gt;Modelo de fantasmagoria ideológica, rosário de sofismas e contra-sensos, exemplo do (pior) discurso economicista, produtivista e desenvolvimentista, foi a intervenção do Dr. Mário Baptista na já célebre Mesa Redonda da RTP sobre macrobiótica, dias 19, 20 e 21 de Setembro de 1978.&lt;br /&gt;Se, como ele confessou, lera muito pouco sobre macrobiótica, que admira? A culpa, no fim de contas, não foi dele mas de quem o obrigou a preparar a lição tão à pressa.&lt;br /&gt;Com que então a fome no Mundo, esse disco já tão partido?&lt;br /&gt;Com que então os economistas do desperdício e da deseconomia estão muito preocupados? &lt;br /&gt;Com que então a malta cresce e fornica cada vez mais de modo que (sic) «vai haver fome e da rija»?&lt;br /&gt;Pois é: a fome que vai haver. Como se - pasmai - não houvesse já a fome que tem havido. Com o abono e cobertor dos economistas, agrónomos e fomocratas da FAO.&lt;br /&gt;Pois é, a fome, o quadro que perturba os sonos destes infatigáveis zeladores da exploração do homem pelo homem, do terceiro Mundo pelos imperialismos. &lt;br /&gt;Tantos milhões de criancinhas de barriga inchada.&lt;br /&gt;O comovente quadro, que tanto comove os seus autores, colaboradores, coniventes, ideólogos e funcionários em geral - querem ver que são os macrobióticos os culpados disso tudo? Não foi a pílula já responsabilizada pelo cancro? E a hóstia? Pois é a altura de se meter também a macro em tribunal.&lt;br /&gt;E quem terá autoridade  para isso senão os que, há tantos e tantos anos, alimentam a fome mundial? Os que, com a ajuda das multinacionais adubeiras, não querem que a humanidade saia da escalada para a ruína, a miséria  e a fome que é a tal Economia do Desperdício.&lt;br /&gt;Querem ver que é a economia da Reciclagem e do bom senso, querem ver que é o proposto ecodesenvolvimento, querem ver que é a economia macrobiótica, baseada na economia budista em que fala Schumacher, quem terá de ajoelhar e pedir desculpa perante os senhores e autores do desperdício, da miséria, da fome e do ...crescimento industrial infinitos?&lt;br /&gt;Isto já não é arroz com frango de aviário. Calma aí.&lt;br /&gt;Isto é simplesmente a questão de fundo: a maré que sobe é uma consciência planetária que se apercebe do logro do Desperdício e começou já a praticar a economia económica (assim mesmo, pleonástica) do eco-desenvolvimento e das eco-práticas (macrobiótica na vanguarda). &lt;br /&gt;Como defende Josué de Castro e ao contrário do que gritam a FAO e a ONU e etc, a causa primeira da explosão demográfica  é a Fome.&lt;br /&gt;Causa primeira da Fome: a exploração capitalista do Terceiro Mundo e a pilhagem imperialista sobre subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento.&lt;br /&gt;Causa segunda da fome: o modelo de crescimento industrial e tecnológico dos povos, na exploração dos solos, matérias-primas, recursos naturais e mão de obra desses países que coloniza tecnologica e industrialmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ECONOMIA MACROBIÓTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economia macrobiótica e ecodesenvolvimento coincidem neste ponto: desmistificar os mitos maltusianos com que nos intoxicam a paciência e, através de todas as práticas alternativas de carácter ecológico, multiplicar unidades de auto-suficiência energética e produtiva, capaz de ir safando os povos à ditadura do imperialismo militar, económico, cultural, político, etc., inclusive ir safando o campo à ditadura  da cidade, a província à ditadura  da capital.&lt;br /&gt;Quem vai ganhar ou perder, pouco importa. Importa é saber se o caminho escolhido, leva à sobrevivência ou à catástrofe. Importa é saber se se caminha com os tecnocratas tresloucados do desenvolvimento imperial-expansionsta, de lógica exponencial e logarítmica, rebentando com todos os travões e limites ecológicos da economia ou se, em função desses limites, se produz uma prática e se pratica uma produção que, limitada, austera, racional, yin-yang em vez de logarítmica, é o caminho da sobrevivência da Terra, dos ecossistemas, da Vida.&lt;br /&gt;Quer vá ou não vá a tempo de vingar, é o caminho certo que qualquer pessoa que seja uma pessoa seguirá.&lt;br /&gt;Que a Fome do Terceiro Mundo impressione muito os seus ideólogos, autores e economistas encartados, não nos impressiona. &lt;br /&gt;Importa é estar firme e dizer a todos: as práticas alternativas ecológicas são as únicas a poder resolver o problema e a quebrar os ciclos viciosos, os becos sem saída dos desenvolvimentos neo-maltusianos.&lt;br /&gt;Acusações, se as há, aos adeptos da Macro, é à sua inércia relativamente àquilo em que acreditam. E de que se recusem ao trabalho de reflexão sobre os fundamentos económicos (porque ecológicos) da sua filosofia produtiva yin-yang. Filosofia que chega às mesmas conclusões da ecologia, sem que os macrobióticos o suspeitem. Ecologia e conclusões muito necessárias, quando salta à nossa frente um Dr. Mário Baptista, espécie de economista que eu julgava já extinta. &lt;br /&gt;No plano mais comezinho, a Macro é prática de greve - por enquanto intermitente mas depois permanente quando atingir a auto-suficiência comunitária para que tende o movimento. Na medida em que sistematicamente reconverte os milhares de supérfluos em 5 ou 6 consumos fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MESAS REDONDAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A isto se chamou - na Mesa redonda da RTP - reconhecendo o óbvio, «racionalização» dos consumos.&lt;br /&gt;Mas eu penso que o júri e muitos espectadores ficaram a pensar na famosa «alimentação racional», que tantas vítimas tem feito e que tantos adeptos tem trazido à macrobiótica, na sequência de naturismos e vegetarianismos tão folclóricos e reformistas como interesseiros.&lt;br /&gt;É, no entanto, essa calamitosa «alimentação racional» que se propôs e ainda propõe como falsíssima alternativa ou eco-táctica ainda mais falsa à tirania dos consumos hiperenvilecidos do mercado comum.&lt;br /&gt;Macro é outra coisa: é uma radicalização dos consumos e se «racionalidade» há - como tanto agradou ao Prof. Delgado Domingos reconhecer - é uma racionalidade em termos de economia e bioenergia.&lt;br /&gt;Não é uma racionalização com base em guerra de miligramas, vitaminas, proteínas, sais, enzimas, percentis.&lt;br /&gt;Aqui há também um salto qualitativo - e uma armadilha terminológica ... - que leva a Macro a distanciar-se mais da «alimentação racional» e das dietas «lacto-ovo-vegetarianas» do que das próprias dietas correntes.&lt;br /&gt;Quer dizer: as dietas «racionais» são ainda reformas in extremis de um sistema que não quer perder o negócio de certos consumos e que para isso está disposto a reconvertê-los. Muda-se para ficar tudo na mesma ...&lt;br /&gt;As dietas racionais, como todas as viragens do sistema para se recuperar a si próprio e sobreviver mais anos, são mais perigosas socialmente do que as próprias dietas irracionais, cuja irracionalidade já todos vão sentindo no corpo e nas doenças em série. &lt;br /&gt;Além de Michio Kushi, ninguém na Macro se ocupa em definir o que talvez seja a sua função principal no Tempo-e-Mundo do Apocalipse: como nos vamos arranjar neste Planeta que treme por todos os lados e se esbarronda em todas as latitudes?&lt;br /&gt;A resposta alternativa ao Apocalipse inclui a Macro - mas não se limita a ela - e é disso que se trata. Aviar a resistência e a imunização (à Dor, à Doença, ao Sofrimento, à Alienação) a este mundo onde a guerra entre potências é apenas o biombo (chinês) para tapar a profunda e verdadeira guerra santa que as potências coligadas, em coexistência e em santa aliança, movem contra a Humanidade em geral, Terceiro e Quarto Mundo em especial.&lt;br /&gt;É  Terceiro e Quarto Mundo (povos, espécies, rios, ecossistemas, culturas, etnias, países em vias de extinção) quem tem de preparar a defensiva  a esta ofensiva do imperialismo das potências, nucleares e nem só.&lt;br /&gt;Para este trabalho de resistência, tal como o povo vietnamita na sua resistência às bombas ianques - não se pode evidentemente comer carne e beber vinho. Só a classe exploradora tem acesso e poder de compra para esses luxos supérfluos, para os prazeres da carne e as delícias do álcool.&lt;br /&gt;A resistência, a luta, a contra-ofensiva ao invasor exige rijeza física e lucidez de reflexos: condições que a Macro resolve.&lt;br /&gt;Buda vem ajudar a justa luta dos povos pela emancipação e envia-nos Oshawa, instrumento nas mãos de uma providente Previdência.&lt;br /&gt;Mas é a Buda que eu devo gratidão e satisfações. Se errar, é Buda que me perdoará e a quem eu devo explicações. Não é aos emproados senhores doutores da Universidade: que isto fique claro e que não me obriguem a calar que sou budista, para não escandalizar os senhores doutores, vendilhões e fariseus que invadindo estão o Templo.&lt;br /&gt;Não é um Torquemada que me obrigará a ser cristão novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGRICULTURA DINÂMICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito de compostagens e de energia cósmica na agricultura biodinâmica, o Prof. Delgado Domingos criticou a nomenclatura usada pelos macrobióticos e convidou-nos a falar em termos mais «legais». Quer dizer: científicos. Quer dizer: mais à vontade da ciência que ele, professor, representa e da qual ciência a Macro, enquanto sistema de Sabedoria, representa a rebelião e uma das alternativas radicais.&lt;br /&gt;Quer dizer: a revolução tem que pedir licença à contra-revolução para entrar.&lt;br /&gt;Quer dizer: a subversão tem que se camuflar com a linguagem e as aparências do establishment.&lt;br /&gt;Quer dizer: não é suficiente para o júri catedrático que examinou a menina macrobiótica, termos feito a revolução alimentar e biológica, já.&lt;br /&gt;Ainda temos que adaptar a nossa linguagem às exigências da ciência oficial, entre as quais ciências está a medicina que mata para (pasme-se!) não escandalizar doutores, professores e outros representantes da ditadura científica. Nós é que temos de nos adaptar àquilo que subvertemos e iremos subverter.&lt;br /&gt;Tem sua piada esta exigência termodinâmica.&lt;br /&gt;Mas enquanto o dr Mário Baptista, por exemplo, usa e abusa dos chavões economicistas e desenvolvimentistas clássicos, enquanto repete sofismas e cripto-factos de inspiração OMS, FAO, UNESCO, MIT, ninguém do júri lhe exige que recicle a linguagem e actualize (ao menos) a nomenclatura anacrónica.&lt;br /&gt;Eu não digo que certa linguagem da macrobiótica não deva ser limada e reelaborada. Mas é com vista a um rigor e a uma coerência interna, não é para agradar aos forasteiros e paraquedistas ou a senhores universitários de um jurado. &lt;br /&gt;Quando falo de energia cósmica ou Bionergia, sei muito bem do que falo, escusam os termodinâmicos de me vir emendar o dicionário. &lt;br /&gt;Escusam de exigir que mude o yin-yang para um termo mais ocidental e «científico»: a lei da simetria , querem ver?&lt;br /&gt; Desiludam-se dessa. Se o yin-yang fosse traduzível em toda a subtileza e dinamismo era sinal - linguagem trai ideologia - de que havia equivalente na ciência ocidental: e não há. E não há porque toda a ciência ordinária - mesmo de tecnocrata competente - se baseia num dualismo canceroso que exclui o monismo dialéctico expresso pelo yin-yang, que é uma palavra só e não duas como eles julgam. &lt;br /&gt;Usamos e usaremos yin-yang, sem concessões ao gostinho especial destes senhores que fazem o especial favor de nos examinar as tripas, mas  tão pouco com as concessões ao exótico que estas chinesisses atraem.&lt;br /&gt;Não será Einstein que me obrigará a emendar os tantras. Era o que faltava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SALTO DIALÉCTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, entretanto, a dizer aos colegas macro que, por exemplo, a tradução feita  em alguns autores do yin-yang para positivo-negativo é uma gigantesca asneira que está na origem de muitos equívocos que têm manchado as primícias da arte e da prática macrobiótica (hoje indústria como a RTP mostrou e talvez só por isso tivesse mostrado...).&lt;br /&gt;Em nome  da verdade e do rigor -  que tudo no budismo exige - havemos de corrigir a língua, oh irmãos macro. Mas nunca para agradar a suas excelências que cultivam o positivo e o negativo na escala das dicotomias paranóicas a que o padrão cultural que servem os leva e sempre levou.&lt;br /&gt;Mas porque o salto qualitativo da prática Yin-Yang passa por esta ultrapassagem da nomenclatura, armadilha que ainda engoda muita gente. &lt;br /&gt;Mas não há-de ser nada e o arroz nos ajudará a ir des-cobrindo, pensando (pres) sentindo, intuindo em termos cada vez mais dialécticos - yin yang - e menos dualistas.&lt;br /&gt;Sendo, ao fim e ao cabo a démarche iniciática - de que a Macro é só a basesinha dietética correspondente - não vamos já exigir que tudo esteja afinado. Mas convém ir evitando as fífias... especialmente se há universitários de palmatória de cinco olhinhos na mão, à espreita das nossas gagas fraquezas. &lt;br /&gt;Desta vez a menina macrobiótica passou no exame. É preciso que das próximas não reprove.&lt;br /&gt;- - - -      &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, foi publicado no «Jornal da Via Macrobiótica», em data que neste momento não posso exactamente identificar , sabendo apenas que foi em 1978&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115883035068299086?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883035068299086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115883035068299086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/m-kushi-1978.html' title='M. KUSHI 1978'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115857126347504241</id><published>2006-09-18T10:17:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T10:21:03.483+01:00</updated><title type='text'>INTERCOMUNICADOR 1998</title><content type='html'>&lt;em&gt;agencia1&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Frente Ecológica» -Intercomunicador de  Notícias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MINI-AGÊNCIA NOTICIOSA PARA A ÁREA HOLÍSTICA E ECO-ALTERNATIVA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem discreta aos meus amigos:&lt;br /&gt;Carlos Ventura &lt;br /&gt;Filipe Rocha &lt;br /&gt;José Carlos Marques&lt;br /&gt;Zé Marramaque &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18/Setembro/1998 &lt;/strong&gt;- Já agora e para aproveitar a pequena estrutura que ficou montada em minha casa, após o estágio de 5 meses que fiz como secretário da revista «Ar Livre», lembrou-me de aproveitar a embalagem (não é grande mas é alguma) para retomar antigos projectos, dos muitos que foram ficando falidos pelo caminho.&lt;br /&gt;Um deles, digamos que era uma espécie de «agência» (de miniagência, claro) de informação noticiosa para o sector holístico e eco-alternativo. Uma espéce de agência Lusa em miniatura para o sector eco-alternativo.&lt;br /&gt;Sonhos são sonhos, projectos são projectos e notícia é notícia. E vendo bem, notícias ainda é uma coisa que eu sei fazer relativamente bem. Desde que tenha os dados: o quê, o quem, o onde, o como, o porquê...&lt;br /&gt;Mas notícia pode ser também uma arma ao serviço da causa eco-alternativa e holística. Coisa que nunca consegui fazer valer junto dos donos do movimento holístico e eco-alternativo, que depreciaram sempre - para não dizer que ignoraram - o valor estratégico da notícia que é notícia, quer seja:&lt;br /&gt;- Em 1ª mão &lt;br /&gt;- Em retoma de outros órgãos noticiosos&lt;br /&gt;- Em agenda dos acontecimentos a haver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esta mensagem que eu nunca consegui fazer passar junto dos meus amigos da áera alternativa: a notícia (especialmente se em 1ª mão) é a melhor publicidade e ainda por cima, se os jornais a aproveitam, é publicidade à borla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir os noticiários ditos culturais , nomeadamente na Antena 2 - RDP , no Carlos Pinto Coelho (Antena 2 - RTP) e, já agora, nas páginas ditas culturais dos grandes diários - é como se o sector eco-alternativo e holístico não fosse cultura ou, pior ainda, não existisse. &lt;br /&gt;De facto , na sociedade mediática e mediatizada, desde  que não seja noticiado, um acontecimento não existe.&lt;br /&gt;Tenho pensado, portanto, que uma espécie de agência Lusa para o sector eco-alternativo e holístico, seria uma iniciativa interessante em favor da causa alternativa.&lt;br /&gt;Tentei provar, numa experiência do ano 1988 (Novembro/Dezembro), na retoma que o Albarrán fez do jornal «O Século», e onde estive um mês e tal, que havia notícias todos os dias em 1ª mão, do sector ecoalternativo e holístico. &lt;br /&gt;Tentei provar, em outra experiência, do jornal A Capital» (de Maio a Setembro de 1996), que era possível, todas as semanas, apresentar uma agenda do que vai acontecer e todos os jornalistas e políticos sabem a importância estratégica das agendas para levar a água aos respectivos moínhos. &lt;br /&gt;Tentei com o sr. Valventos da «Beija-Flor» ser apoiado para levar adiante este projecto de agenda/agência noticiosa do sector ecoalternativo e holístico.&lt;br /&gt;Ao fim e ao cabo, era só preciso uma pequena estrutura - pivot - de expediente para pôr em andamento esta pequena/grande iniciativa: pequena nos encargos de realização (embora tenha alguns), grande nos efeitos multiplicativos benéficos sobre a imagem pública do movimento alternativo (holístico e ecológico).&lt;br /&gt;Mas os chulos como sr. Valventos estão mais interessados em mamar da teta do que em alimentar a vaca de que estão mamando. E nunca apoiou a ideia, para lá de até ter baptizado com um nome giro - New Age, News Letter - o papel (4/8 páginas A4) que serviria de pivot /boletim e que, em princípio, seguiria todos os quinze dias para os órgãos de Comunicação Social (a despesa maior seria de correio).&lt;br /&gt;Que mais não fosse, e mesmo que não aproveitassem uma única notícia, os grandes e imponentes media teriam de engolir esse sapo quinzenalmente: à cabeça desse boletim noticioso, figurariam as entidades patrocinadoras da iniciativa, para já:&lt;br /&gt;- Revista «Ar Livre»&lt;br /&gt;- Revista «100% Natural»&lt;br /&gt;- Revista «Adarsha»&lt;br /&gt;- Escola Superior de Ciências Naturais (ESCNH) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho eu e naturalmente acho mal, que:&lt;br /&gt;- as medicinas naturais existem (embora no panorama mediático cultural é como se não existissem) &lt;br /&gt;- o movimento ecologista é uma força ( embora pela conhecida estratégia parcelarizante, os media consigam esvaziá-lo dessa força unificatriz) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste pé estamos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Valeria a pena pôr em andamento, (quinzenalmente) uma «Newsletter, New Age» - com notícias breves do que aconteceu e do que vai acontecer (Agenda) na «nossa» área?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o outro projecto, indesligável deste, chamado «Anuário Holístico»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um anuário holístico viria apenas, anualmente, recompilar, seleccionar e republicar um apanhado dessas notícias que permanecessem relevantes . &lt;br /&gt;Um anuário incluiria, claro, as tais «listas verdes» de que o sr. Valventos se apropriou para a «Beija-Flor» mas que eu desejaria que fosse uma iniciativa mais abrangente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 4 nomes a que inicialmente me dirijo - Zé Marramaque, Filipe Rocha, José Carlos Marques e Carlos Ventura - seriam os 4 primeiros «sócios» patrocinadores desta iniciativa .&lt;br /&gt;Outros posteriormente se fariam assinantes da referida «News Letter».&lt;br /&gt;Pagar-me-iam uma verba insignificante (simbólica?) só para ajudar aos custos de produção (teclagem em computador, paginação das 4/8 páginas do boletim, impressão em fotocópia)  e despesas de expediente, envios, correio, telefone, fax, etc.&lt;br /&gt;Mas principalmente (e de princípio) prometiam inundar-me (o meu fax e telefone gravador) de notícias de que tivessem conhecimento (só por um engano de esferográfica, por exemplo, tive conhecimento de uma iniciativa interessantíssima da Vajra - a vinda a Lisboa do Yves Requena...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sugiro que o angariador de publicidade das revistas existentes ficasse igualmente como angariador de publicidade do Anuário Holístico/ Listas Verdes.&lt;br /&gt;- O título «Vida Natural» - título da página publicada n' «A Capital» entre Maio e Setembro de 1996 - é vulgar mas flexível e poderia baptizar a referida «News Letter» , que seria encabeçada pelos patrocinadores :&lt;br /&gt;o telefone/fax continuaria o que tem funcionado para a «Ar Livre» e o Apartado seria o meu apartado 17 de 2780 Paço de Arcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Revista «Ar Livre»&lt;br /&gt;- Revista «100% Natural» &lt;br /&gt;- Revista «Adarsha» &lt;br /&gt;- Escola Superior de Ciências Naturais (ESCNH) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aproveitar antigos carimbos e até antigos logotipos, capaz era eu de fazer ressuscitar a simpática «Frente Ecológica» para logotipo da agência, mais ou menos assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Frente Ecológica» - Intercomunicador de Notícias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secções da «News Letter» «Vida Natural» editada quinzenalmente pela «Frente Ecológica»:&lt;br /&gt;- Em Primeira Mão (notícias que eu fabricaria com base em toda a informação recolhida) &lt;br /&gt;- O Mundo Holístico (Notícias recolhidas e seleccionadas da imprensa nacional e internacional)&lt;br /&gt;- O Mundo Eco-alternativo (Notícias recolhidas e seleccionadas da imprensa nacional e internacional)&lt;br /&gt;- Notícias do Terceiro Milénio (aquelas notícias que antecipam a prodigiosa Era do Aquário que se está instalando) &lt;br /&gt;- Em Agenda : uma antecipação do que vai acontecer em Lisboa e arredores (onde quer que mexa alguma coisa e desde que eu saiba para poder anunciar)&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115857126347504241?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857126347504241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857126347504241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/intercomunicador-1998.html' title='INTERCOMUNICADOR 1998'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115857102561404639</id><published>2006-09-18T10:16:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T10:17:05.616+01:00</updated><title type='text'>RADIAÇÕES 1967</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1-67-09-18&gt; ecologia humana velho paradigma&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18-09-1967&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RADIAÇÕES IONIZANTES:CONFIAR SERÁ BASTANTE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Este texto, claramente datado e contemporâneo da minha estadia na «Vida Mundial», está perfeitamente actual e assinala preocupações ou intuições de ecologia humana, que em 1967 era ainda mais tabu do que ainda é hoje)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente no campo genético, a ciência confessa, de vez em quando, a sua ignorância. São desconhecidas as leis que regem o crescimento das células quando submetidas a acção prolongada das radiações ionizantes e as radiografias, de que muitos usam e abusam, têm vindo a ser denunciadas, ultimamente, como um perigo superior ao das explosões atómicas. Matam, ao que parece, mais e melhor, acrescem de novos sofrimentos e novas doenças os pacientes que a elas se submetem com regularidade.&lt;br /&gt;Se a utilização industrial das radiações ionizantes está sujeita a legislação tão apertada - perguntam os peritos reunidos em Roma - porque não há-de essa legislação estender-se às aplicações médicas ?&lt;br /&gt;Sem querermos sentenciar num campo onde só os técnicos devem pronunciar-se, parece-nos que certas imunidades conferidas à especialidade médica se baseiam no princípio de que o médico terá sempre o critério profissional e a consciência lúcida para decidir por si, sem precisar de constrangimentos extras; mas terá sempre esse critério e essa consciência?&lt;br /&gt;No caso das radiações, pensam os membros da União Internacional dos Ginecologistas e Obstetricistas que «em toda a a prática radiológica, importa fazer apenas os exames verdadeiramente indispensáveis.&lt;br /&gt;É, no entanto, muito pouco tranquilizador para o doente, saber que nestes e em milhares de outros casos, a sua vida depende de um fio tão frágil como é o do critério, da consciência ou da simples disposição momentânea do médico a que confiadamente se entrega.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115857102561404639?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857102561404639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857102561404639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/radiaes-1967.html' title='RADIAÇÕES 1967'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115857093565782203</id><published>2006-09-18T10:14:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T10:22:50.493+01:00</updated><title type='text'>POLUIÇÃO 1991</title><content type='html'>&lt;em&gt;3560 caracteres - luta-3&gt; diario&gt;diario91&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LÁGRIMAS DE CROCODILO SOBRE A POLUIÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18/9/1991&lt;/strong&gt; - Lágrimas amargas são vertidas, nos países do centro e norte da Europa, por causa das chuvas ácidas que vão destruindo as florestas. «A danificação das florestas ameaça ruir lentamente as bases da indústria madeireira, que dá ocupação a 800.000 pessoas» - queixava-se um articulista, na revista «Scala», de Outubro de 1984.&lt;br /&gt;Com o mesmo cinismo com que levaram uma década a fabricar as «chuvas ácidas», os mandarins da indústria mandam agora o articulista «alertar» as populações para as árvores mortas e proclamar que é preciso a ajuda dos empresários (novas indústrias), para despoluir o meio ambiente. No caso das «chuvas ácidas», o argumento da «despoluição» é duplamente cínico, pois o processo é irreversível e não há já hipótese de dar vida aos milhões de árvores mortas. Triplamente cínico é o anunciado «negócio da despoluição» relativamente ao holocausto dos incêndios de Verão em Portugal, igualmente irreversíveis, tão irreversíveis como os milhares de eucaliptos que irão ser plantados nas áreas ardidas. &lt;br /&gt;As empresas salivaram de contentamento quando se anunciou que o Koweit ia ser reconstruído, após os bombardeamentos cirúrgicos aliados. As empresas salivaram de contentamento quando os jornais relembraram que a poluição está cada vez mais uma porcaria e que era preciso, era urgente despoluir. Ora não se despolui à mão. É preciso montar sistemas, aparelhos, modernos e caros, de despoluição, e isso constitui um negócio.&lt;br /&gt;As empresas não salivaram quando se anunciaram as passagens aéreas em toda a linha de Sintra e de Cascais (para começar) porque quando as empresas portuguesas acordaram já o monopólio do negócio estava dado a um consórcio, vindo da CEE e estimulado por quem sabia do projecto. &lt;br /&gt;As empresas ficaram menos zangadas quando, às 13 horas de&lt;strong&gt; 18/9/1991&lt;/strong&gt;, o Dr. Macário Correia, mais brilhante de bochechas e com um sedutor bronzeado algarvio, veio dizer que a despoluição é o grande negócio do futuro, expressão que até hoje, dia &lt;strong&gt;18/9/1991&lt;/strong&gt;, era clandestina e já fora proferida por terroristas do ecologismo radical não reformista. O que tipifica este nosso tempo de pós-perestroika, é que o cinismo do capitalismo triunfante se exibe às claras e já não usa estratagemas. Com a derrocada dos socialismos (que nunca foram) reais (e daí a minha estranheza por ouvir designá-los de reais embora entre aspas), o capitalismo entra numa paranóia exibicionista do seu triunfalismo de merda. &lt;br /&gt;Sempre que mais uma alternativa se fecha, o sistema capitalista dá urros de contentamento, refina o cinismo e dá coices de excitação. Nem é preciso que John Updike, talentoso escritor, escreva um refinado romance «S» para colocar a ridículo (e no banco dos réus) um «asharam» de esoterismo hindu. As comunidades -- de inspiração ióguica -- são um alvo privilegiado, não porque tencionem derrubar o sistema mas porque são alternativas de vida possíveis ao canibalismo capitalista, adoptando inclusive alguns dos seus defeitos. É preciso fechar portas atrás de portas e fazer com que o desespero dos felizes consumidores desemboque numa única solução: o suicídio ou a droga. &lt;br /&gt;Os cientistas não podiam adivinhar -- porque não são bruxos -- quando puseram detergentes com fosfatos no mercado. E agora que o mercado está saturado de detergentes não biodegradáveis e o ambiente, coitado, geme sob toneladas de espuma --agora, sim, os cientistas previdentes e cautelosos, colocam à nossa disposição, amigos que são do Ambiente, detergentes biodegradáveis. Será que não vamos agradecer-lhes?&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115857093565782203?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://road-book.blogspot.com/feeds/115857093565782203/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17397678&amp;postID=115857093565782203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857093565782203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857093565782203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/poluio-1991.html' title='POLUIÇÃO 1991'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115857082024457301</id><published>2006-09-18T10:12:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T10:13:40.250+01:00</updated><title type='text'>ECOCÍDIO 1979</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - ecocídio-2-ie&gt; ideia ecológica do ac – notícias do apocalipse - os retrocessos do progresso  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS CONTRADIÇÕES DA SOCIEDADE INDUSTRIAL(*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «O Correio da Manhã», 18/9/1979 e no jornal «A Capital», &lt;strong&gt;18-9-1979&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18/9/1979 - Carter proclamando um vasto e ambicioso programa de exploração da energia solar e outras energias alternativas.&lt;br /&gt;Giscard d'Estaing anunciando aos franceses que a sociedade de consumo terminou, e apelando para que se modere o produtivismo, ao mesmo tempo que insinua, também, a necessidade de enveredar rapidamente pelo desenvolvimento, como os ecologistas o têm vindo a preconizar, moderado e harmonioso.&lt;br /&gt; Olof Palmer, na Suécia, chefe dos sociais democratas e recentemente «convertido» à estratégia antinuclear, por força das circunstâncias que o teriam desalojado de um Governo que cegamente teimava em promover a escalada electronuclear.&lt;br /&gt;O ayatollah Khomeiny discursando, insistentemente, contra a cultura ocidental, a pseudo-liberdade das sociedades de consumo, a corrupção e a imoralidade inerentes aos costumes ocidentais e, principalmente, a sua incurável irreligiosidade, o seu ateísmo suicida.&lt;br /&gt;Eis quatro exemplos confirmativos de que efectivamente os tempos estão mudando.&lt;br /&gt;E por mais que se acuse de contraditório um chefe de Estado como Giscard d'Estaing anunciando o «fim da sociedade de consumo» quando foi ele, em França, um dos principais obreiros da Sociedade do Plutónio.&lt;br /&gt;Por mais incompreensível que se apresente, efectivamente, um chefe do Estado como Carter a defender teses e alternativas energéticas que ainda há pouco tempo seriam consideradas «utopias de loucos e tontos ecologistas».&lt;br /&gt;Por mais que alguns possam considerar «hipócritas» as afirmações de Olof Palmer de marchar para uma sociedade «pósindustrial» e as classifiquem de simples «bluff» eleitoral, pretendendo com a isca verde pescar os votos da mesma cor que na Suécia já poderão ser a maioria.&lt;br /&gt;Por mais que se classifique de retrógado e tirano o «leader» da revolução islâmica, por mais que as agências noticiosas europeias lhe deformem as palavras e as retransmitam sempre em contextos que, por insólitos, as tornam risíveis. &lt;br /&gt;Por mais que a «reacção» a todas estas (aparentes) contradições seja naturalmente a de hostilidade, riso, indiferença ou ataque, eis que se multiplicam as posições de políticos que necessariamente contradizem o poder, e muitas das acções que eles em outros campos são levados a assumir.&lt;br /&gt;Por outro lado, os ecologistas começam a ser olhadas com desconfiança pelos seus simpatizantes.&lt;br /&gt;É mesmo a altura de se acusar o ecologista de «complot» com o Poder. De traição. De inspirar afinal os oportunismos políticos e as «pontualismos» eleitorais. E os que nunca tiveram palavra de aplauso para defender as teses «revolucionárias» do ecologismo, são agora os que, em altos gritos, talvez venham acusá-los de servis, ou, na melhor das hipóteses, de ideólogos que alimentam a demagogia de presidentes à procura de assunto e popularidade.&lt;br /&gt;De facto, o ecologismo começa a ser o ponto de confluência necessária para onde convergem todos os que tomam consciência dos «becos sem saída» a que o desenvolvimento conduz as sociedades e do próprio «beco sem saída» que é a sociedade de consumo ou da produção pela produção. Do desperdício pelo desperdício. Do crescimento pelo crescimento.&lt;br /&gt;Daí a «aparente» contradição: mas nem os governantes são tão hipócritas e demagogos como parecem, defendendo a Natureza e os recursos dos quais tudo, mesmo a Economia, depende, nem os ecologistas se fizeram, repentinamente, lacaios do Poder.&lt;br /&gt;O que une pessoas e posições tão dispares - Carter, d'Estaing, Palmer, Khomeiny e os ecologistas - é não já a ideologia mas a realista necessidade de sobreviver.&lt;br /&gt;Nesta plataforma, começam a ter que se encontrar no «ponto central» ou centro de gravidade da História: Salvar a Pele.&lt;br /&gt;Muitos dos mais sinceros defensores da Natureza foram antigos vendedores de pesticidas ou medicamentos. &lt;br /&gt;Nem mesmo o maior tecnocrata da Europa, Sicco Mansholt, quando fez «mea culpa» do seu passado Plano Verde,  verdadeiro suicídio da agricultura dos «Nove», se contradizia.&lt;br /&gt;Reconhecia a soberania da realidade que dissolve fantasmas, ideologias e pré-conceitos, sejam eles quais forem, e fazia questão de o proclamar publicamente, de maneira dramática.&lt;br /&gt;Acusado de ter constituído em França um das maiores «gangs» do Mundo Nuclear - facto que ninguém discute nem desmente -  Giscard d'Estaing parece que teve também a sua Hora da Verdade: e as suas declarações, mesmo à luz das explosões no atol da Muroroa (perímetro das experiências termonucleares da França no Pacífico) soam-nos como um «comovente» grito de consciência.&lt;br /&gt;Exemplos que nos fazem, à beira do Abismo e da Catástrofe, acreditar. Ter alguma Fé. E não desesperar totalmente deste sombrio Fim dos Tempos. &lt;br /&gt;É imediatamente antes da madrugada que a noite se faz mais negra.&lt;br /&gt;E tal como os profetas sempre anunciaram, até os Demónios (do Plutónio), na Madrugada da Nova-Era, serão postos ao serviço de Deus.&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «O Correio da Manhã», 18/9/1979 e no jornal «A Capital» , 18-9-1979&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115857082024457301?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857082024457301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857082024457301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/ecocdio-1979.html' title='ECOCÍDIO 1979'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115857066937038074</id><published>2006-09-18T10:09:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T10:11:09.380+01:00</updated><title type='text'>ECOROPA 1982</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3  ecoropa-1-ie&gt; = ideia ecológica do ac&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAIR DO ATOLEIRO UMA SÓ PORTA ENTREABERTA(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», Crónica do Planeta Terra, &lt;strong&gt;18-Setembro-1982&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas estratégias para (tentar) sair do atoleiro: uma ficou mais uma vez expressa na importante reunião realizada em Toronto das mais altas instâncias financeiras internacionais; a outra, que se conhece por omissão, pois dela os "mass media" nunca falam, fica implícita das reuniões a propostas que pensadores a organismos não governamentais têm apresentado em diversas circunstâncias, das quais a mais recente foi a reunião de Nairobi., realizada em 14 de Maio de 1982 (como já referimos em crónica anterior).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONDE ESTÁ A UTOPIA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira destas estratégias, guiada pelo FMI e pelo Banco Mundial, respeita o status económico vigente (a ideologia do crescimento infinito), o sistema monetário internacional tal qual é e tal qual deseja continuar a ser, ainda que para isso tenha de exterminar até ao ultimo ser vivo da Terra; a outra estratégia respeita os ecossistemas a propõe uma ruptura pacífica com o sistema, a construção de uma sociedade paralela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual das duas será mais utópica face aos recentes buracos e bancarrotas revelados pelo próprio sistema? Qual das duas evitará a catástrofe e para qual delas a catástrofe é estruturalmente inevitável? Qual das duas serve o Terceiro Mundo e propõe uma verídica ultrapassagem do chamado sub-desenvolvimento? Qual das duas leva à confrontação final de um holocausto nuclear?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A resposta parece clara, quando sabemos que países como o México, onde se dizia ainda há poucos meses que o petróleo instalaria  verdadeiro Eldorado, abrem falência com estrondo e fecham os bancos, dizendo que vão nacionalizar a ...bancarrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com exemplos destes, que pensar do sistema que se instalou e permanece a troco de ir destruindo os ecossistemas  a adiando para as calendas o prometido paraíso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na chamada esfera socialista, Cuba e Polónia, por exemplo, apresentam dívidas externas colossais ao lado das quais a dívida portuguesa permite tornar o Dr. João Salgueiro um homem optimista e cheio de fé no grande e belo país que ainda pode vir a ser Portugal.&lt;br /&gt;Mas a estratégia preconizada mais uma vez em Toronto não foi de alternativa ao sistema estabelecido, a Leste e a Oeste, foi de reformas dentro do sistema e no sentido da sua auto-reprodução. A mudança na continuidade, pois...&lt;br /&gt;Embora todos os técnicos presentes fossem unânimes em considerar que o sistema está doente, as terapêuticas de quem o adoeceu continuam a ser exactamente as que lhes provocaram a doença. A técnica do Saridon, como dizia o outro.&lt;br /&gt;Daí que a imagem de atoleiro não seja metáfora nada exagerada. Apagar fogos com gasolina ou tentar encher o tal balde roto, não é?&lt;br /&gt;Entretanto, na linha realista de pensadores como Ivan I1lich e F. Schumacher (este ultimo economista iminente a nada suspeito de conluios ecologistas) a modesta proposta às pequenas comunidades a às regiões é que deixem o sistema moribundo (morrer) em paz e procurem eco-alternativas radicais, com base nas tecnologias apropriadas a no controle democrátïco das tecnologias intermédias, tentando construir uma sociedade paralela com as nossas próprias forças.&lt;br /&gt;Uma coisa está provada, e a reunião de Toronto confirmou: o sistema encontra-se na maior crise depois de 1944, encontra-se no fundo do atoleiro e não sabe como sair dele, recomendando apenas aquilo que o afundou; entre afundar-se e (uma derradeira tentativa de) saltar do pântano, por mais utópico e dificil que este salto qualitativo pareça, surge evidente o caminho.&lt;br /&gt;Porque não dar um pouco de ouvidos às propostas modestas, modernas, alternativas, que as Organizações Não Governamentais tiveram ocasião de apresentar em Nairobi a convite do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) no passado mês de Maio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PORTA DA ESPERANÇA ESTÁ ENTREABERTA&lt;br /&gt; O deserto progride cerca de 6 milhões de hectares por ano, dentro de 25 anos um bilião de pessoas poderá morrer à fome, a floresta desaparece à razão de 20 hectares por minuto...&lt;br /&gt;Estas são apenas algumas das conclusões obtidas durante os encontros realizados para marcar os 10 anos decorridos sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente, em Estocolmo.&lt;br /&gt;Apesar das esperanças que nessa conferência nasceram e apesar do vasto programa intergovernamental lançado no quadro da ONU para salvar o essencial dos recursos naturais e o ambiente do homem (seria então criado o Plano das Nações Unidas para o Meio Ambiente, abreviadamente PNUMA), os Estados continuaram - como se nada se passasse e como se nada fosse com eles - a sua corrida concorrencial para a posse dos recursos naturais.&lt;br /&gt;Assim o lembra, na sua mensagem de Junho último, o boletim do movimento "ECO-ROPA" que, ao traçar este negro quadro, não deixa no entanto de abrir imediatamente uma porta de esperança.&lt;br /&gt;E o que vem a ser essa esperança?&lt;br /&gt;Para Edouard Kressmann, que redige esta mensagem de "ECO-ROPA", se é evidente que os governos se demitiram (a lógica do sistema tecno-económico mundial não lhes deixa nenhuma outra escolha!) a esperança emerge, no entanto, das chamadas Organizações Não Governamentais , as O.N.G., que se multiplicaram por todo o Mundo na última década.&lt;br /&gt;"Partindo da prática - escreve Kressmann - estes pioneiros do futuro lutam evidentemente contra as grandes ameaças urgentes e visíveis (deflorestação, pesticidas, armamento) mas sobretudo preparam o futuro.&lt;br /&gt;"Em todos os continentes, inúmeros grupos locais inventam técnicas adaptadas às suas necessidades vitais, sociais a culturais. Isto passa-se mesmo no coração da luta de guerrilhas. Os "índios" de todos os países protegem-se contra o biocídio ao mesmo tempo que lutam contra o genocídio recriando micro-sociedades para a sobrevivência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS 10 ANOS DO PNUMA ENTRE O DESESPERO E A ESPERANÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o l0º aniversárdo do P.N.U.M.A. , os governos que integram a O.N.U. foram convocados para uma sessão de carácter particular, com o objectivo de estabelecer um balanço da acção passada e preparar o futuro. As já citadas O.N.G. foram também convidadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vindas de 55 países dos cinco continentes - a maioria do Terceiro Mundo - as O.N.G. elaboraram, com dificuldade, um texto que apesar de tudo demonstra um certo consenso sobre alguns pontos importantes, ainda que o esquema de um "desenvolvimento diferente" continue por definir.&lt;br /&gt;Quanto à sessão de carácter especial que, segundo a mensagem de Kressmann, "decorreu num certo torpor" - ela reuniu delegados de 105 Estados.&lt;br /&gt;"Perante a impossibilidade de entrar em acordo num ponto - comenta ironicamente o texto de "ECO-ROPA" - foi-se para a solução habitual em casos semelhantes: uma comissão!"&lt;br /&gt;Independente dos governos, ela tem por missão redigir um relatório até à Primavera de 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ENGRENAGEM SISTEMÁTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a mensagem número 44 de "ECO-ROPA" lembra que, por iniciativa desta organização, a dimensão global dos problemas originados pelo "sistema" foi constantemente acentuada no Encontro das O.N.G. a que o slogan que serviu de "leit-motiv" aos debates só não figurava na declaração final por ser demasiado agressivo...&lt;br /&gt;Os leitores que julguem dessa agressividades " delapidação do Planeta, corrida aos armamentos, miséria e fome - a mesma engrenagem sistemática."&lt;br /&gt;Implícito, no entanto, esse conceito serviu de pressuposto à aprovação do número 13 da Declaração das O.N.G. , ponto que pede aos governantes a constituição de uma direcção do Ambiente em cada Ministério ou Administração do Estado, ficando o conjunto submetido a um órgão de coordenação ao mais alto nível."&lt;br /&gt;Com efeito - sublinha o texto - "não há nenhum domínio, nenhuma disciplina que não esteja relacionada com o Ambiente."&lt;br /&gt;Os especialistas, entretanto e evidentemente, recusam esta evidência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"EM SOCORRO DA VIDA"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que este encontro da O.N.U, para marcar os 10 anos da conferência de Estocolmo e do P.N.U.M.A., não tivesse praticamente eco na opinião pública portuguesa, é significativo de uma apatia que nem mesmo a predominância dos habituais assuntos "prioritários" da nossa retórica política poderá justificar.&lt;br /&gt;A declaração das O.N.G. - " Em Socorro da Vida" é o seu título -  é demasiado importante para que nos demos ao luxo de ignorá-la.&lt;br /&gt;-----   &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», Crónica do Planeta Terra, 18-Setembro-1982 &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115857066937038074?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857066937038074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857066937038074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/ecoropa-1982.html' title='ECOROPA 1982'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115857050831050944</id><published>2006-09-18T10:06:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T10:08:28.316+01:00</updated><title type='text'>ALZHEIMER 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;alz-0&gt; fichas de pesquisa ortomolecular – cartas de socorro - a patologia em naturologia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18-9-1997&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DOENÇA DE ALZHEIMER À LUZ DA LÓGICA ORTOMOLECULAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas doenças em que a medicina se confessa totalmente impotente, como na difícil doença de Alzheimer, é natural que a Naturologia tente, sem que consiga mais do que algumas melhoras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca é tarde para entrar na via justa, cosmicamente justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que a medicina sabe (ou diz não saber) da doença de Alzheimer, poderá apurar-se o seguinte:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É uma doença da circulação nervosa e de interconexação entre as células, nomeadamente as células nervosas cerebrais; a terapia lógica, causal e ortomolecular, deverá ir, portanto, toda no sentido de incentivar essa comunicação e essa interconexação.&lt;br /&gt;Os livros de medicina natural indicam a lecitina líquida - devido ao componente chamado colina - como o factor principal que irá facilitar a informação entre as células nervosas. &lt;br /&gt;Sabe-se que deficiências de colina no organismo podem produzir anomalias no sistema nervoso, o que é o caso na doença de Alzheimer. &lt;br /&gt;Todos os produtos químicos na alimentação - hoje tão abundantes - contribuem para inibir a interinformação celular nervosa. O mesmo se diga de todos os medicamentos, havendo alguns que têm exactamente um acção inibidora específica sobre a produção de colina, inibição que está na origem da doença: por isso a medicina diz que a doença é irreversível, já que só tem como solução administrar medicamentos que, a curto, médio e longo prazo, vão agravar a situação de toxemia química. Mas o maior inibidor será talvez a anestesia geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º TEMPO - RECURSOS IMEDIATOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar a Lecitina que deve ser líquida e da melhor qualidade que existir no mercado: atenção, principalmente, ao seu teor em fosfatilcolina (30% dizem os entendidos) &lt;br /&gt;Complemento vivo desta lecitina em frasco, é a adopção de bons derivados da Soja hoje existentes graças à macrobiótica:&lt;br /&gt;a) Rebentos de soja (soja verde germinada) que se pode fazer em casa, a partir da soja verde, e que deverá ser comida em saladas e nunca cozinhada&lt;br /&gt;b) Tofu - ou queijo de soja, que também pode ser feito em casa&lt;br /&gt;c) Tempeh , derivado da soja, mas muito raro no mercado&lt;br /&gt;d) O único derivado da soja não aconselhável é o Leite de Soja &lt;br /&gt;- Logo a seguir, o doente deverá imediatamente adoptar processos de mineralização correcta, completa e equilibrada, onde entrem todos os oligoelementos essenciais ao equilíbrio celular: &lt;br /&gt;a) O Caldo dos Vegetais Doces deve ser tomado todos os dias - é o mineralizador por excelência&lt;br /&gt;b) As Algas - todo o tipo de Algas - devem entrar em abundância na dieta diária&lt;br /&gt;c) Os alimentos, nomeadamente cereais, devem ser todos integrais e o mais variados possível: arroz,  trigo, milho, milho-painço, cevada, aveia, centeio e outros cereais que a macrobiótica pôs em uso; não usar farinhas ou reduzir os farináceos ao mínimo dos mínimos;&lt;br /&gt;d) Isto equivale a dizer que o doente se deve aproximar o mais possível do regime macrobiótico (todo ele baseado nos alimentos integrais e com grande apport de cereais, algas e leguminosas na comida diária, além, claro, dos vegetais frescos e folhas verdes ) &lt;br /&gt;e) Para suplemento de Magnésio - oligoelemento indispensável também à intercomunicação entre células nervosas - não usar o produto isolado, mas comer 3 ou 4 ou 5 tâmaras por dia, que têm o teor de magnésio assimilável pelo organismo&lt;br /&gt;f) O Zel-Oxigen deve entrar também imediatamente no processo curativo, para ajudar à interinformação celular&lt;br /&gt;g) Todos os dias, alternadamente, deverá tomar um sumo fresco de:&lt;br /&gt;- Beterraba&lt;br /&gt;- Cenoura&lt;br /&gt;- Maçã Reineta&lt;br /&gt;- Nabo/Rábano/Rabanete&lt;br /&gt;- Aipo&lt;br /&gt;h) A presença dos alimentos enxofrados - Nabo, Rábano, Rabanete - deve ser diária na alimentação (ralados, cozidos, de todas as formas possíveis)&lt;br /&gt;hh) Se se quiser reforçar este aspecto do Enxofre - fundamental para a intercomunicação celular - poderá tomar-se o Rábano Negro, que existe em ampolas bebíveis, vindas de França, nos bons mercados dietéticos&lt;br /&gt;i) A presença de legumes frescos e vegetais de folhas verdes (nomeadamente as couves, mas principalmente a Couve-Flor) deve ser também diária na alimentação&lt;br /&gt;j) Se houver (ainda) tachos de alumínio em casa, devem ser substituídos, rapidamente, por outros materiais, pois muito se tem dito sobre a responsabilidade do hidróxido de alumínio na doença de Alzheimer&lt;br /&gt;l) Para culminar e potencializar todo este trabalho, nada melhor do que pegar no pêndulo de radiestesia com a mão direita e tocando na esquerda os metais que estiverem à mão (ouro, prata, cobre, zinco, estanho, chumbo, ferro) ou as cores do arco íris, fazer o toque vibratório dessas estruturas: o trabalho do pêndulo com os metais equivale a uma reanimação do próprio ADN e, portanto, a uma imediata melhoria de circulação no trânsito intercelular: no caso de um doente de Alzheimer esse trânsito está mais congestionado do que o da cidade de Lisboa: façam o pêndulo e ensinem todos aos vossos filhos essa brincadeira, que é afinal a mais profunda e eficaz das terapias ortomoleculares.&lt;br /&gt;m) O outro sal mineral tão importante como o Enxofre e o Magnésio para o funcionamento intercelular, é o Potássio: por isso, uma banana ou duas por dia talvez não faça nenhum mal ao doente, antes pelo contrário, poderá concorrer para a cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º TEMPO - CUIDADOS A MÉDIO E LONGO PRAZO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois destes cuidados básicos, se não se verificarem melhoras sensíveis, deverão acrescentar-se, a pouco e pouco, verificando, um de cada vez, o que operou melhoras mais sensíveis:&lt;br /&gt;O suplemento alimentar Ginkgo Biloba, em uma das marcas que existem à venda no mercado&lt;br /&gt;Massagem shiatsu que, com alguma paciência, pode ser feita pelo próprio, desde que conheça os principais pontos onde agir&lt;br /&gt;Fazer uma oligoterapia cuidada e muito moderada, na base de:&lt;br /&gt;a) Oligoelemento zinco&lt;br /&gt;b) Oligoelemento alumínio&lt;br /&gt;c) Oligoelemento lítio&lt;br /&gt;d) Oligoelemento Manganés+Cobre e Manganés + Cobalto&lt;br /&gt;A oligoterapia aconselhável, no entanto, deverá ser escolhida em função de outros sintomas psíquicos de que o doente se possa queixar (além da falta de memória que é específica da doença).&lt;br /&gt;O mesmo se diga para a Floralterapia de Bach, talvez a terapia psíquica que poderá concorrer para uma melhoria extraordinária do doente.&lt;br /&gt;Recorrer a um especialista em quelatoterapia, para conseguir uma desincrustação mais eficaz de metais pesados no organismo (diga-se, no entanto, que a macrobiótica tem também vários recursos alimentares para conseguir este mesmo objectivo de desintoxicação, nomeadamente os lactofermentados de vegetais, ricos de enzimas, como o chucrute, os picles, o tamari, o shoiu, o miso, etc ).&lt;br /&gt;Deverá também procurar um homeopata para indicação da melhor homeopatia desintoxicante: para já, a Hidrastys Canadensis tem acção de limpesa ao nível dos brônquios, o que indirectamente irá beneficiar a célula nervosa cerebral&lt;br /&gt;De acção indirecta mas muito aconselhável, é o Aloés Vera, numa marca de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUITO IMPORTANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na história clínica de um doente, houver uma (ou mais) anestesias gerais, todo o esquema que aqui se indica para a doença de Alzheimer deverá ser utilizado como profilaxia estrutural, de modo a prevenir doenças que a medicina considera irreversíveis e/ou incuráveis, como é o caso da esclerose em placas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUINDO SEM CONCLUIR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fizer, ao menos, duas das coisas fundamentais que aqui se indicam, já será 50% de avanço na cura. Nunca poderá obter os 100 % mas , se não continuar a intoxicar-se com medicamentos, poderá obter entre 80% a 90% de resultados favoráveis. &lt;br /&gt;Tudo está no êxito que o doente conseguir nestes dois pontos fulcrais:&lt;br /&gt;a) Desintoxicar-se dos resíduos químicos tóxicos (incluindo medicamentos) que provocaram as carências minerais;&lt;br /&gt;b) Recolocar os oligoelementos e sais minerais que estão em carência e cuja ausência provoca exactamente a doença. &lt;br /&gt;Se a medicina considera irreversível a doença de Alzheimer, é talvez porque considera o problema como uma lesão no tecido nervoso e do cérebro: temos de acreditar que, através de um regime logicamente conduzido, não há lesão de células mas apenas disfunção causada por matérias estranhas dentro da célula. Disfunção que pode, portanto, ser corrigida.&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;em&gt;alz-2&gt; fichas de cura&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ALIMENTO-CHAVE DO SISTEMA NERVOSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acetilcolina ajuda a transportar mensagens pelas conexões nervosas, de modo a que o sistema nervoso funcione adequadamente.&lt;br /&gt;Vários tecidos usam os níveis sanguíneos de colina na manufactura de substâncias específicas como a lecitina e a acetilcolina.&lt;br /&gt;Nesses tecidos incluem-se:&lt;br /&gt;Baço &lt;br /&gt;Cérebro&lt;br /&gt;Fígado&lt;br /&gt;Rins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tecidos que sintetizam colina são: &lt;br /&gt;Coração &lt;br /&gt;Fígado&lt;br /&gt;Testículos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deficiências de colina podem produzir anomalias no sistema nervoso.&lt;br /&gt;Um medicamento anti-esquizofrénico, por exemplo, cria uma deficiência de acetilcolina em certos neurónios do cérebro.&lt;br /&gt;Atenção ao teor de fosfatidilcolina (30%) na lecitina que se usar.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115857050831050944?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857050831050944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857050831050944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/alzheimer-1997.html' title='ALZHEIMER 1997'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115857034311954924</id><published>2006-09-18T10:02:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T10:05:43.146+01:00</updated><title type='text'>XILOFENE 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;xilofene&gt;diario&gt;problemas da «saúde pública» - mein kampf 92  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRODUTOS PERIGOSOS NA CEE - O CASO PARTICULAR DO XILOFENE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ 18 PONTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18-9-1990&lt;/strong&gt;- «Os países membros da OCDE  estão entre os principais produtores, exportadores e importadores de produtos químicos», gabava-se um relatório da O.C.D.E. (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico), adoptado em 4 de Abril de 1984, que recomenda, portanto, cuidado aos países membros, considerando que «aos países importadores incumbe a responsabilidade da protecção do homem e do ambiente contra os riscos ligados às importações de produtos químicos nos seus territórios.»&lt;br /&gt;A recomendação vai, pois, no sentido de preparar países subdesenvolvidos como o nosso para poderem vir a receber ainda mais produtos químicos, incumbindo-nos a nós tomar precauções.&lt;br /&gt;[Este elucidativo relatório foi um dos documentos difundidos no «seminário sobre responsabilidade pelos produtos e segurança de produtos, realizado em Lisboa em------- de---. ]&lt;br /&gt;2 - «Vamos viver com os venenos que temos» passa a ser, assim, a palavra de ordem nos países industriais, onde os imperativos de ordem económica acabam sempre por prevalecer sobre os de segurança e saúde do cidadão.&lt;br /&gt;«Viver com os venenos que temos» é o axioma indiscutível que se pode concluir da legislação em curso no âmbito dos organismos europeus, quer da CEE, quer da OCDE, que não existem para evitar ou expulsar os riscos mas para nos acostumar a coexistir com eles: ao preço, evidentemente, daquilo a que se chama «saúde pública». &lt;br /&gt;Salta à vista do cidadão comum, primeira e última vítima dos produtos perigosos à solta no Ambiente, que a chamada política de prevenção se destina apenas a «conformar» as vítimas com a sorte que têm e a manter sem sobressaltos a engrenagem instalada, sem que se coloque jamais a hipótese de reduzir riscos e eliminar fontes de sinistralidade ou patologia. &lt;br /&gt;A política reformista do Ambiente existe para nos «resignar» e para amortecer alguma veleidade de revolta que ainda pudesse persistir nos nossos corações cansados de violência química. Salta à vista do mais desatento observador que os esforços da CEE para «regulamentar a catástrofe» e «gerir a morte e a doença» são incapazes de minimizar, o mínimo que seja, riscos, perigos e problemas dos numerosos produtos tóxicos que às centenas se fabricaram, fabricam e continuam fabricando, sem que ninguém de ordem de «stop». &lt;br /&gt;Ainda que o combate contra produtos perigosos registasse alguns êxitos(o que não é o caso), ainda que a legislação se cumprisse ( o que não é literalmente o caso em países de proverbial bandalheira legislativa como Portugal), seria impossível à chamada «protecção civil» travar o ritmo alucinante a que se desenvolve a catástrofe na sociedade industrial, que, por isso mesmo, depois de «sociedade do luxo e do lixo» foi também cognominada como «sociedade da catástrofe»&lt;br /&gt;Cada vez o desfasamento entre o perigo conhecido e o perigo imprevisto é maior. Cada vez é maior também o desfasamento entre o perigo controlável e o que completamente escapa a qualquer medida ou capacidade humana de controle. Se todos os anos, sem que ninguém diga «basta», entram no mercado novos produtos químicos, tão desconhecidos como os que já cá estão( no que respeita aos seus efeitos fisiológicos e metabólicos), a política de segurança perseguirá a sua própria sombra sem nunca a alcançar e de política de saúde nem vale a pena falar: porque não há diagnóstico possível de novas doenças, quando estas surgem num ambiente contaminado por agentes químicos susceptíveis de provocar, nunca se sabe onde e quando, as mais estranhas e inesperadas doenças. &lt;br /&gt;Como se pode falar hoje de saúde, esquecendo este factor ( do meio) ambiente?  Como se pode falar de saúde, ignorando aquilo que fundamentalmente a está condicionando? Trazer, a propósito de tudo e de nada, vírus desconhecidos ao barulho, começa a constituir uma desculpa esfarrapada que a sociedade industrial encontra para justificar os seus crimes e que a opinião pública começa a ter dificuldade em aceitar.&lt;br /&gt;3 - Juristas deitam as mãos à cabeça e proclamam-se impotentes para definir esta nova tipologia de «crimes contra a saúde e a segurança pública».&lt;br /&gt;Carlos Ferreira de Almeida, advogado, especialista em direito do consumidor e assistente jurídico da Associação Portuguesa de Defesa dos Consumidores (DECO), confessa que «estamos no ponto zero em matéria de protecção contra riscos, responsabilidade de produtos e segurança contra produtos perigosos.»&lt;br /&gt;[Interpelou os representantes das confederações presentes, a da Indústria e a do Comércio, que se manifestaram «sensibilizados» para o assunto mas ainda sem posição tomada.]&lt;br /&gt;4 - A julgar pelos escassos progressos verificados no combate aos «produtos perigosos», há ainda poucos organismos em Portugal vocacionados para combater riscos, produtos, venenos e fraudes.&lt;br /&gt;O Gabinete de Defesa do Consumidor e o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor são manifestamente poucos, a julgar pelo que está por fazer e pelo andamento que tem tido a política do sector.&lt;br /&gt;Como diria um ilustre médico, é querer curar cancro com aspirina ou matar mosquito com canhão.&lt;br /&gt;Por mais organismos que se desunhem a lutar contra riscos, poluições, explosões, tóxicos, venenos, produtos perigosos que infestam o ambiente e atacam o consumidor, nunca serão suficientes e a sua ingente luta nunca conseguirá evitar que a desastrosa sociedade industrial vá semeando doentes e cadáveres pelo caminho.&lt;br /&gt;Entre as profissões, aliás, que não podem viver sem doentes nem mortes, a de jornalista é uma delas.&lt;br /&gt;Mas quantas outras profissões não estão também dependentes desse contingente de catástrofe?&lt;br /&gt;A CEE preocupa-se, mas pouco mais pode fazer do que preocupar-se e emitir directrizes dos seus comités científicos aos países membros. Directrizes que não impediram que Seveso transbordasse dioxina para a eternidade, que na Espanha a chamada «pneumonia atípica» tivesse constituído um dos maiores genocídios em tempo de «paz», que outros pequenos nadas do quotidiano do consumidor continuem a proliferar e a matar. &lt;br /&gt;5 - [As listas negras, quando são elaboradas(e raramente o são), não há espaço que chegue nos jornais para as publicar, de tão extensas...&lt;br /&gt;Da lista negra de acidentes que foram objecto de uma troca rápida de informações, desde Setembro de 1979, no âmbito da Comissão das Comunidades Europeias, limitamo-nos a escolher apenas algumas, as que também já têm ou podem vir a ter expressão no nosso país. ]&lt;br /&gt;6 - Há a contar com um certo fundo sadomasoquista dos povos latinos, nomeadamente o português. Não só suportam, calados, todas as agressões da classe dominante, como ainda pedem mais. &lt;br /&gt;No caso dos consumos patogénicos, desde que a televisão diga que dão mais vida, nada feito: nem médicos, nem nutricionistas, nem ecologistas, nem higienistas conseguem desconvencer as massas das virtudes que margarinas, bebidas, «sprays», cosméticos, conservantes de madeiras têm para os telespectadores absolutamente convencidos de tanta virtude e prazer.&lt;br /&gt;O secretismo de organismos, direcções gerais, secretarias de Estado, agudiza-se, à medida que as firmas «culpadas» intensificam as suas manobras de pressão para se ilibarem de tudo o que de cancerígeno, patogénico, perigoso, tóxico lançam no mercado.&lt;br /&gt;7 - Se o assunto dos «produtos perigosos» não é para tratar nos jornais, talvez porque desgraças já a gente tem muitas, a verdade é que a informação entre organismos oficiais também não circula.&lt;br /&gt;Como referiu a Drª Arlinda Borges, médica do Centro de Informação Anti-Venenos, o inventário de produtos, só por si, não chega, é preciso saber os casos que assumem maior relevo, gravidade e frequência (incidência estatística). &lt;br /&gt;Há, segundo disse, «uma percentagem baixa de acidentes por afogamento ou electrocussão mas a percentagem de «intoxicações acidentais» por produtos químicos em casas e campos é muito elevada».&lt;br /&gt;«Seria aconselhável - acrescentou - a prevenção primária desses casos.»&lt;br /&gt;8 - Duas operárias, pelo menos, já morreram em Portugal em condições trágicas quando manuseavam, em fábrica do norte do País, um produto designado comercialmente «Xilofene».&lt;br /&gt;Relatórios do Instituto de Medicina Legal a que tivemos acesso, concluem que a relação causa-efeito é iniludível mas que (pasme-se) nada se pode provar contra o produto.&lt;br /&gt;Este continua a vender-se no mercado com um rótulo em que remete para o utente todas as responsabilidades e riscos decorrentes do seu manuseio. De vez em quando, o produto é publicitado na RTP.&lt;br /&gt;São dois mundos paralelos que nunca se encontram: o mundo do negócio está sob jurisdição diferente do mundo do consumidor.&lt;br /&gt;[Em matéria de jurisdições, a semana foi elucidativa: enquanto pela banda do Ministério da Qualidade de Vida (Gabinete de Defesa do Consumidor e Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), se convidavam especialistas da CEE (Taschner, Sheen, Kramer), eis que o Instituto de Qualidade Alimentar convidava um especialista da CEE.&lt;br /&gt;Graças a esta intensa actividade de importação e adequação à legislação comunitária, pode o consumidor português dormir mais descansado.]&lt;br /&gt;9 - Na melhor das hipóteses, a política de segurança ambiental joga no adiamento. Mas se já existe uma lei de bases ou lei-quadro de defesa do consumidor, e se já não se pode distrair nem adiar, clamando que «falta uma lei», usa-se então uma ligeira variante:«Temos que esperar agora que saia a regulamentação», será então o discurso na voz dos dirigentes responsáveis[como referiu a drª Helena Quelhas, economista da Confedereção da Indústria Portuguesa.]&lt;br /&gt;10 - Data de 27 de Janeiro de 1977, a Convenção Europeia sobre a responsabilidade quanto a produtos em caso de lesões corporais ou morte, aprovado pelo Conselho da Europa.&lt;br /&gt;Sublinhe-se, como curiosidade deliciosa, que o artigo 9 da referida Convenção «não se aplica - textual - aos prejuízos nucleares.»&lt;br /&gt;O nuclear está sempre para lá do bem e do mal, da lei e das Convenções.&lt;br /&gt;Tratando-se de produtos perigosos, é evidente que o nuclear não deve figurar na lista negra. &lt;br /&gt;Tenebroso e superperigoso é, sim, o ginseng da Coreia e os produtos fitofarmacêuticos ou dietéticos que continuam a assolar os mercados, sem legislação nem fiscalização, nem controle.&lt;br /&gt;Quando a enciclopédia britânica já não tem folhas que cheguem para lá figurar toda a lista negra de pesticidas, antibióticos, cortisonas, vacinas, etc., quando o ritmo de produção de novas substâncias químicas aumenta todos os anos a um ritmo tal que já ninguém o consegue apanhar, eis que o perigo número 1 vem afinal do ginseng ou dos produtos dietéticos. Eis que o seminário se preocupa em pedir a repressão fiscalizadora dos «dietéticos».&lt;br /&gt;Onde está, afinal, o perigo e o inimigo principal do consumidor, quando o nuclear está fora das leis e das convenções, não devendo por isso preocupar-nos?&lt;br /&gt;11 - Segundo se depreende de uma recomendação do Conselho da OCDE, adoptada em 28 de Abril de 1981, é muito difícil retirar do mercado um produto.&lt;br /&gt;Caso se verifique perigo, ele terá que ser suficientemente provado e comprovado para levar a firma a retirar o produto.&lt;br /&gt;Quer dizer: enquanto não se verificarem casos de escândalo público, mortos e feridos, de preferência crianças, é difícil agir.&lt;br /&gt;O consumidor tem por isso e pelo menos, uma certeza: servirá de cobaia até que haja suficientes vítimas juncando o terreno. Em nome do progresso tecnológico, evidentemente.&lt;br /&gt;Só quando «os riscos se revelarem substanciais e graves, os fabricantes e/ ou fornecedores deverão retirar o produto do mercado, modificá-lo ou substituí-lo por um produto idêntico ou similar...»&lt;br /&gt;12- Como referiu Miguel Marañon Barrio, secretário geral para o consumo de Espanha, foi «devido aos trágicos acontecimentos provocados pela intoxicação com óleo de colza», que se verifica uma «lei de reforma urgente do Código Penal» para, a posteriori, regulamentar o «crime» praticado.&lt;br /&gt;Em virtude dessa «lei de reforma urgente», estipulou-se que o produtor, distribuidor ou comerciante que ofereça no mercado produtos alimentares (omitindo ou modificando as formalidades estabelecidas) e que põe em perigo a saúde dos consumidores será punido com a pena de prisão entre seis meses a seis anos e a multa de 750 mil pesetas até 3 milhões.»&lt;br /&gt;É um caso típico de experiência laboratorial «in vitru» e «post-mortem».&lt;br /&gt;O homem cobaia dos consumos. &lt;br /&gt;13 - Se a corrida na Europa da CEE para ultrapassar o camião-cisterna dos produtos perigosos acusa poucos progressos legislativos, em Portugal o desfasamento é ainda maior, conforme se deduz das directrizes e proposta de directrizes que a CEE já conseguiu publicar, no âmbito dos cinco direitos fundamentais que a CEE definiu:&lt;br /&gt;a) direito à protecção da saúde e segurança&lt;br /&gt;b) direito à protecção dos interesses económicos&lt;br /&gt;c) direito à reparação dos prejuízos&lt;br /&gt;d) direito à informação e à educação&lt;br /&gt;e) direito à representação (a ser ouvido).&lt;br /&gt;14 - O carácter de proliferação cancerígena que torna os chamados produtos perigosos um caso de vida ou de morte, um caso de ecologia humana, que só pode colocar-se em termos de civilização que se afunda nos seus próprios excrementos. &lt;br /&gt;Tudo o que se fizer, ao nível reformista e do remendo, não altera o ritmo deste apocalipse químico.&lt;br /&gt;Para todos os apocalipses, a única resposta de esperança são duas letras: T.A.'s, que se podem traduzir por Tecnologias Apropriadas ou Alternativas.&lt;br /&gt;Reconhecido o carácter circular da contaminação química e adjacentes, o redemoínho tende a crescer e a nunca mais parar.&lt;br /&gt;Medidas reformistas e legalistas, que adiantam?&lt;br /&gt;A única certeza a retirar desta morte em autogestão é uma lição de ecologia humana.&lt;br /&gt;Ou mudamos, ou perecemos num chavascal chamado progresso químico.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115857034311954924?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857034311954924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115857034311954924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/xilofene-1990.html' title='XILOFENE 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115849119774241942</id><published>2006-09-17T12:05:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T12:06:37.746+01:00</updated><title type='text'>SAÚDE 1996</title><content type='html'>&lt;em&gt;pilares4&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SER PROFESSOR DE SAÚDE E MESTRE DE SI MESMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;16/9/1996&lt;/strong&gt; - A radiestesia holística encara com grande cepticismo as terapias hoje em uso no meio das chamadas «medicinas naturais». À excepção da oligoterapia, da homeopatia, dos florais de Bach e de alguma acupunctura, as práticas hoje na moda são um bom e ledo engano, quando não são uma perversão total e completa da ordem e da lei universal.&lt;br /&gt;A radiestesia holística  convida as pessoas a tomarem conta de si mesmas e a tratarem-se a si próprias. Esta auto-suficiência é, no fim de contas, o que faz o cerne das medicinas hipocráticas mas que nunca é respeitado pelos terapeutas ditos hipocráticos. Nenhum terapeuta pode grande coisa para curar o doente. É o doente que, devidamente consciencializado, deve fazer a maior parte do trabalho da sua chamada «cura». &lt;br /&gt;Por isso as relações médico-doente devem ser, cada vez mais, substituídas pela relação professor-aluno. &lt;br /&gt;Individuais, se quiserem, mas aulas.&lt;br /&gt;Será para o doente mais produtivo ver-se livre da eterna dependência relativamente ao seu médico, ao seu terapeuta, ao seu técnico de saúde, sendo cada vez mais terapeuta de si próprio.&lt;br /&gt;A radiestesia holística é a melhor técnica de auto-cura e auto-suficiência . Talvez a única, ao olhar o panorama que hoje se nos apresenta de assistanato e monodependências.&lt;br /&gt;A ideia de progresso está invertida  desde o início: a CO coloca o progresso no futuro quando, na realidade, o progresso existiu num passado e num remotíssimo passado, dito Idade de Ouro. O resto é decadência.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115849119774241942?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849119774241942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849119774241942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/sade-1996_17.html' title='SAÚDE 1996'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115849108834327240</id><published>2006-09-17T12:03:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T12:04:48.350+01:00</updated><title type='text'>PETRÓLEO 1978</title><content type='html'>&lt;em&gt;petróleo-5&gt; os dossiês do silêncio  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEPOIS DO PETRÓLEO, JÁ NÃO É O DILÚVIO(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16/9/1978&lt;/strong&gt; - Quando o Clube de Roma encomendou ao M. I. T. e mandou publicar, em 1972, o famoso relatório sobre os «limites do crescimento económico», era claro para os ecologistas, como Michel Bosquet/André Gorz, que se tratava de uma manobra óbvia do imperialismo petrodólar, ao mais alto nível ideológico, para generalizar e intensificar a psicose da escassês, o mito da penúria.&lt;br /&gt;Já estava na forja a «crise-bluff» do petróleo (1), marcada para Setembro de 1973, com uma frota de bombardeiros «Mirage», e era preciso uma base ideológica, mesmo científica, estatística de alto a baixo, para não deixar dúvida. na opinião pública mundial e sua religiosa necessidade de mitos numéricos.&lt;br /&gt;Uma das ameaças do célebre relatório - o previsionismo joga na intimidação, joga na «guerra de nervos» ou guerra psicológica - era que o petróleo ia acabar. Mais uns espichos e daria a alma ao criador.&lt;br /&gt;«Bem feito», - disseram alguns amigos de Peniche.&lt;br /&gt;«Ainda bem», disseram os ecologistas incomodados com o cheiro das petroquímicas, fartos de mazute nas costas de todas as bretanhas, enjoados com os derivados desse fóssil (medicamentos, adubos, etc ) que, enquanto durar e enquanto fóssil, é não só a maior ditadura mundial que a humanidade conheceu como o maior obstáculo a que vá além da era... fóssil, o maior impedimento à Civilização Solar de que os ovnis nos trazem repetidas e quase diárias notícias.&lt;br /&gt;«Credo, que aflição», disseram todos quantos apoiam o negócio do oiro negro. «Como é que a gente vai andar?», perguntaram, cheias de medo, as sociedades que só andam de automóvel.&lt;br /&gt;Mas uma opinião era por todos compartilhada, até mesmo pelos ecologistas, desconfiados na quinta casa: o petróleo estava por dias, era preciso reactivar a construção de centrais nucleares, enfim, ainda havia males que vinham por bem, etc. etc.&lt;br /&gt;Pois qual não é o nosso espanto quando os futurologistas, irmãos daqueles que, nos computadores do M. I. T., tinham, «urbi et orbi», lançado a atoarda da penúria (que tanto ajudou a fazer subir, mensalmente. o preço dos barris...) nos mandam agora dizer que «há reservas petrolíferas quase inesgotáveis», como afirmava há dias um estudo publicado aos bochecos em Paris, pelo diário «Le Matin», documento confidencial (?) da Companhia Exon (Esso), o maior consórcio multinacional de petróleo. &lt;br /&gt;Estas (in)confidências de alto nível!...&lt;br /&gt;Segundo este estudo (autêntico contra-relatório M. I. T., que torna de novo o crescimento ilimitado!...), as reservas potenciais de petróleo do planeta ascenderiam a 430 milhões de toneladas. Duzentos jazigos petrolíferos continuariam inexplorados e ainda agora a era fóssil do petróleo ia na praça...&lt;br /&gt;Quanto a previsões, o tecnocrata já nos habituou a rigores idênticos. Tudo o que ele prevê, sai ao contrário. Os meteorologistas da N. A. S. A. tinham avisado algumas empresas portuguesas de que não ia haver Verão, este ano, em Portugal, e o sol aí está, radioso, dando razão à N. A. S. A.&lt;br /&gt;Ou porque o computador avaria, ou porque o computador, às vezes, subversivamente, partilha ideias esquerdistas ou mesmo marxistas, ou porque o tecnocrata poderia dizer como Descartas - «erro, logo existo», diz  hoje o que desdiz amanhã, a verdade é que para o simples cérebro artesanal que é o dos simples mortais, esta «desdita» constante atrapalha.&lt;br /&gt;O melhor é deixá-los, que eles calarar-se-ão.&lt;br /&gt;Se ontem, «aqui d'el rei que o petróleo está nas lonas» e hoje «viva a festa que nunca mais acaba a fartura», nada melhor do que a gente ser de boa-fé e acreditar em tudo. Tá tudo certo.&lt;br /&gt;Inesgotável como o petróleo é a paciência do cidadão.&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;(1) A crise e o «bluff» - pedra angular de toda a crise mundial de recursos e de ambiente - foram largamente comentadas, da perspectiva ecológica, na livro «Depois do Petróleo, o Dilúvio»,  edições Estúdios Cor, 1974.&lt;br /&gt;Para quase todos as países embarcados na via do «crescimento industrial infinito», o petróleo constitui o fardo mais pesado da respectiva balança de pagamentos. Portugal não foge à regra.&lt;br /&gt;Um automóvel de capacidade média produz de um quarto a meia tonelada de óxido de carbono e de hidrocarboneto por dia (qualquer dos dois, cancerígeno). Em cada mil quilómetros, consome o ar que uma pessoa consome em um ano. Nos países ocidentais – assentes em quatro rodas - metade da poluição do ar é causada pelo automóvel. Actualmente existem 300 mil toneladas de chumbo em suspensão sobre a Europa, devido ao automóvel. Os milhares de mortos por ano em acidentes de automóvel, ajudam a fazer dele, de facto, o símbolo da nossa civilização do petróleo. Fóssil, mas civilização.&lt;br /&gt;- - - - - &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Publicado no jornal «A Capital» (O Mundo da Ecologia),&lt;strong&gt; 16/9/1978 &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115849108834327240?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849108834327240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849108834327240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/petrleo-1978.html' title='PETRÓLEO 1978'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115849053864113903</id><published>2006-09-17T11:54:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T11:55:38.646+01:00</updated><title type='text'>EDUCAR 1976</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - alternativas-1-aa-ie&gt; artes alternativas – ideia ecológica - Quarta-feira, 16 de Julho de 2003 – inéditos ac &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDUCAR PARA A VIDA OU EDUCAR PARA A MORTE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15/9/1976&lt;/strong&gt; - O sistema recupera tudo quanto ameace a sua ditadura sobre os homens.&lt;br /&gt;A engrenagem trituradora apressa-se a ver o que constitui a semente da sua própria subversão para a deturpar primeiro, e depois comercializá-la (segunda forma de a deturpar e quase sempre liquidar).&lt;br /&gt;A Ecologia entra na lista das disciplinas a abater e que, portanto, já foram, estão sendo ou vão ser cada vez mais recuperadas.&lt;br /&gt;Bastava que lá estivesse o sufixo "logia'' para a tornar, desde logo, suspeita aos olhos de um militante radical. Tal como a parapsicologia, a análise energética, a antipsiquiatria, a etnologia e outras ciências que o sistema inventa para adiar a sua autodestruição iminente, entra a Ecologia no capítulo da ciência-alibi, da ciência-bóia-de-salvação.&lt;br /&gt;Já repararam, com certeza, nos volumosos tratados que vão surgindo no mercado com gráficos estatísticos arrepiantes. Já repararam como a ciência estabelecida, mais uma vez, pela terminologia arrevezada, pela linguagem "esotérica", pelo calão técnico, pela superespecialização,  tenta afastar da Ecologia o aprendiz militante.&lt;br /&gt;Mais uma vez a ciência é deles, só eles a podem ministrar como sacerdotes encartados de mais este culto, como intermediários, medianeiros e vulgarizadores do excelso saber.&lt;br /&gt;A classe universitária não quer que o poder do saber desça à rua. Acontece com a Ecologia, mas acontece com toda a investigação que se faça no sentido de subverter o sistema.&lt;br /&gt;0 que o sistema está fazendo para liquidar as "artes marciais" é digno de nota.&lt;br /&gt;Basta abastardar a nobre arte do Zen, basta reduzi-la a mercadoria e a objecto vendável, basta fazê-la entrar no circuito do consumo para que tais artes e práticas, tais técnicas percam o poder subversivo de que estão animadas.&lt;br /&gt;Sabiam, por exemplo, que o senhor René Dubos é catedrático de Biomedicina Ambiental na Rockfeller University? Ilustre ecólogo de reputação, serve ele de intermediário respeitado e respeitável para evitar que a Ecologia caia na rua, na mão de radicais ecomilitantes...&lt;br /&gt;Na Psicosomática e seus catedráticos temos outro exemplo flagrante de como o sistema distrai, adia, recupera, abastarda para nunca a gente ver o fundo ao saco.&lt;br /&gt;Tal como a Parapsicologia, a Etnologia e a Ecologia, reformula a Psicosomática os temas do Saber Primordial e da Tradição Primeira, para os "tratar" à sua maneira, para os filtrar e liofilizar, para os submeter à sua própria lei e ao exame da sua própria estrutura.&lt;br /&gt;Para ser aceite no seio das famílias, esses assuntos ou fenómenos esotéricos, "insólitos', etc., têm que passar a provada ciência estabelecida. Ela é que determina como e se tais temas ou fenómenos são científicos e dignos de ser tomados em consideração...&lt;br /&gt;No seio das famílias, o problema é de saber se vão "educar" as crianças nos sãos princípios desta Sofistica Tecnocrática, ou segundo a Lei da Sabedoria Infinita. Se vão educar as crianças para a Morte ou para a Vida.&lt;br /&gt;Quando se diz que um militante é radical demais e que as coisas não são assim tão más, o militante responde que a opção, hoje, é apenas entre a Morte e a Vida. A morte que o Sistema oferece e a vida que oferecem as alternativas.&lt;br /&gt;O sistema está feito com a morte, o contra-sistema do militante radical está com a vida.&lt;br /&gt;Trata-se de saber, para as famílias, se vão transmitir aos filhos os mitos e as mentiras que nos escravizaram a nós, durante vidas, durante gerações, durante eras, ou se vamos dar aos nossos filhos a oportunidade de evoluir, de criar um mundo de harmonia que nós não tivemos.&lt;br /&gt;Mundo solar que espreita, de que há sinais evidentes, mundo que nasce entre flores e bombas, lágrimas e sorrisos, desespero e esperança, sismos e auroras boreais, mas que está nascendo já.&lt;br /&gt;Mundo que não é possível construir em cima deste e dentro deste mas paralelamente a este.&lt;br /&gt;Agrocomunas, bioagricultura, técnicas pobres, indústrias não poluentes, artesanato, criação de animais (para viverem connosco e não para abater), meditação, são sinais de um mundo solar que desponta.&lt;br /&gt;Depois, as artes de curar: aprender a comer, a dormir, a respirar, a sonhar, a andar, a estar sentado, a olhar, a ver, a defender-se; aprender a transmutar o negativo em positivo; a suportar a dor e o sofrimento da violência, transformando-a em harmonia e sabedoria.&lt;br /&gt;Nada disto, porém, nos será ensinado pelo ciência do Ocidente. Nada disto virá do sistema que nos escraviza e monopoliza com base nos mitos e crimes da sua infindável verborreia. Nada disto pode ser aprendido nas escolas que servem de suporte ao sistema, porque tudo isto subverte desde a raiz o sistema.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115849053864113903?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849053864113903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849053864113903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/educar-1976.html' title='EDUCAR 1976'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115849045360369186</id><published>2006-09-17T11:52:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T11:54:13.610+01:00</updated><title type='text'>VENENOS 1973</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-4 - crianças-1-eh&gt; ecologia humana&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CRIANÇA E OS VENENOS QUE A CERCAM(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no semanário «O Século Ilustrado» (Lisboa), &lt;strong&gt;15-9-1973 &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorrem ao banco de urgência de Santa Maria crianças intoxicadas por petróleo. Porque havemos, no entanto de consentir que o petróleo constitua perigo e provoque acidente? Hoje, quem utiliza petróleo? E em que condições, em que "casas" se utiliza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O famoso "progresso industrial" é sempre mais industrial do que progresso e, portanto, relativo.&lt;br /&gt;Diz-se que as intoxicações por produtos químicos são, entre muitos outros perigos, o "preço" a pagar pela "civilização". Gostaríamos de saber se os benefícios extraídos da referida civilização (onde estão que não os vejo?) são tantos que compensem os prejuízos, o tal "preço" a pagar.&lt;br /&gt;No caso das crianças e dos riscos que, em casa, a sua segurança corre, diríamos que ainda é cedo para os benefícios cobrirem e compensarem os males.&lt;br /&gt;Detergentes,  pesticidas, raticidas, comprimidos, medicamentos, são apenas alguns dos factores que tornam o ambiente doméstico inseguro e muitas vezes insalubre para a criança mal vigiada.&lt;br /&gt;"Vale mais prevenir do que remediar" - lemos esta advertência em muitos cartazes expostos nos corredores do hospital. De facto,  prevenir é a grande regra de segurança e que se opõe ao remedeio. Se evitarmos o acidente e as doenças, vamos poupar horas de trabalho a hospitais e postos de enfermagem,  a médicos e enfermeiros - mas até onde vai., na nossa vida quotidiana o conceito de "prevenção"? Será que o exemplo de prudência e profilaxia vem sempre de onde devia vir?&lt;br /&gt;Como falar de "prevenção" quando a resposta para os malefícios do "progresso" industrial é o preço a pagar pelos benefícios a receber? Não se chamará a isto um ciclo vicioso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DROGARIA CASEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À mão de semear, os cosméticos da mamã podem constituir um perigo para os filhos nas suas primeiras idades.&lt;br /&gt;Como o assunto dos cosméticos tem sido muito agitado ultimamente, vem a propósito uma rápida retrospectiva daquelas informações que neste momento podem ser mais úteis às famílias em geral e às que tenham crianças em particular.&lt;br /&gt;A. propósito de cosméticos deve dizer-se que há já, marginal e sem repercussão pública, um sem número de produtos naturais, inofensivos, criados por adeptos da Macrobiótica Zen em  França e que se recomendam a simpatizantes do movimento ou não. Cosméticos simples, sem dúvida, como tudo o que aquela "filosofia" alimentar recomenda, podem talvez estabelecer um correctivo aos exageros tóxicos do consumismo que, neste campo dos cosméticos, exibe todo o mal de que é capaz, e já tem levado a tragédias entre as quais a do Hexaclorofene até não é a única e maior nem será infelizmente  a última.&lt;br /&gt;O que os eco-tácticos aconselham, nestas e em outras armadilhas do consumo, é sempre o retorno à simplicidade: o que significa uma reviravolta na nossa mentalidade toda voltada para as inúteis complicações.&lt;br /&gt;Para quê talcos e desodorizantes providos dos mais desvairados bactericidas? - perguntava o semanário «Nouvel Observateur», a propósito da tragédia Hexaclorofene.&lt;br /&gt;Sim, para quê tão caras e complicadas defesas da "higiene corporal", se afinal, à antiga portuguesa, a água e o sabão (e não digo piaçaba ) podem fazer milagres?...&lt;br /&gt;Se queremos viver um pouco mais e um pouco menos em sobressalto, há que conter os ímpetos "bactericidas» do fabricante, sempre pronto a inventar um "novo prodígio da técnica moderna" para desbancar um não menor prodígio da firma concorrente ou fascinar o consumidor. Ao consumidor compete saber, estar educado para se defender. No caso dos cosméticos, é principalmente a consumidora que deve estar alerta e vigiar os rótulos que compõem a sua..."drogaria" caseira: cremes, leites, sabões, pós-.de-arroz, depilatórios, desodorizantes, bronzeadores, vernizes, champôs fixadores.&lt;br /&gt;Sobre a recente portaria que regulamenta a indústria de cosméticos em Portugal, um industrial da modalidade opinou desta maneira:&lt;br /&gt;«Mais do que uma portaria, era necessária uma lei que definisse o que é a cosmética, quem pode ser industrial ou manipulador, e ser muito rigoroso sobre os locais onde se manipula ou fabrica. O pessoal para esta indústria deve ser qualificado, higienicamente formado e consciente."&lt;br /&gt;Digamos que um manipulador de explosivas daria mais ou menos as mesmas regras de prudência e diria pouco mais ou menos o mesmo se o convidassem a falar de segurança na sua respectiva indústria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos às intoxicações das crianças no ambiente doméstico. É a drª Maria de Lurdes Levy, professora na especialidade de Pediatria do Hospital Escolar de Lisboa, que nos diz palavras bem úteis para nosso e público esclarecimento:&lt;br /&gt;«O número de compostos químicos com os quais o homem se encontra em contacto todos os dias vai aumentando em ritmo vertiginoso.&lt;br /&gt;Essas substâncias, quer sejam produtos industriais, agrícolas, de higiene doméstica ou medicamentos, são cada vez mais numerosos, podendo dizer-se que não há lar onde não se encontrem, alguns desses produtos, destinados aos mais variados fins e sendo muitos deles potencialmente perigosos.&lt;br /&gt;A sua ingestão acidental na criança põe problemas muito difíceis de resolver para o médico que é chamado a intervir em tais circunstâncias.&lt;br /&gt;Segundo Dreisbach, os venenos são classificados em 5 grupos de harmonia com a sua origem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; tóxicos agrícolas&lt;br /&gt; tóxicos industriais&lt;br /&gt; tóxicos de uso caseiro&lt;br /&gt; tóxicos medicamentosos&lt;br /&gt;       animais e plantas venenosos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz ainda a Dr.ª Maria de Lurdes Levy: &lt;br /&gt;"Numa época em que os progressos da Medicina, nomeadamente os da Pediatria, conseguiram baixas tão importantes na mortalidade e na morbilidade infantis, o problema das intoxicações acidentais na criança, reveste uma importância que se deve salientar. É um problema actual e sobretudo evidente para os médicos que trabalham em serviços de Urgência.&lt;br /&gt;Em Portugal (Lisboa), sobretudo desde a abertura dos serviços de Urgência Infantis, o pediatra, obrigado a entrar em contacto frequente com estas situações, tomou delas maior consciência.&lt;br /&gt;Assim, em Lisboa, nos serviços de urgência do Hospital de D. Estefânia observaram-se 740 crianças abaixo dos 10 anos, com intoxicações várias, desde 1957 até Julho de 1964 e no serviço de urgência do Hospital de Santa Maria, de Abril de 1961 até Julho de 1964, trataram-se 314 casos de crianças até 10 anos com Intoxicações."&lt;br /&gt;Referindo o aumento de intoxicações na estatística de todos os países, a Dr.ª Maria de Lurdes Levy indicou os factores que condicionam esse aumento:&lt;br /&gt;"1 - 0 progresso industrial e farmacêutico, que ampliou a uma enorme escala o espectro etiológico das intoxicações, lançando para uso do público uma gama cada vez maior de produtos químicos;&lt;br /&gt;2 - A evolução da técnica de apresentação dos produtos, sobretudo dos medicamentos, em embalagens mais simplificadas, ou sob forma , aspecto ou sabor mais aliciantes para os sentidos aguçados da criança, que tem em si intacto o espírito de investigação e o sentido da experimentação. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para dar ao leitor elementos seguros e muito concretos sobre as medidas de urgência a tomar em caso de acidente por tóxicos com crianças, socorremo-nos de um trabalho da Drª Maria de Lurdes Levy apresentado ao Simpósio sobre "Intoxicações Acidentais na Criança", organizado pela Sociedade Portuguesa de Pediatria e que teve lugar em Lisboa em Novembro de 1964.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Prof. Mário Cordeiro que indica ainda outro factor condicionante das intoxicações em flecha: "As sensíveis modificações ambientais que se operaram nos últimos anos na vida da criança, a evolução das suas próprias características psicológicas, reflexo fisionómico do meio familiar e social em que ela gravita."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM TELEFONO DE SOCORRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a indústria os fabrica é,  evidentemente, para bem do povo. A indústria nada faz que seja para mal: bombas ou bombons, acrílicos ou monóxido de carbono, pesticidas ou formicidas, é sempre ao serviço do homem, da civilização do progresso, do futuro. Pelo menos é o que lemos.&lt;br /&gt;Além disso,  a indústria pensa em tudo. Na ferida, mas logo no penso para a ferida. E se conseguiu lixívias, anticoncepcionais, desodorizantes de frigorifico (!), enfim, o que se chama por vezes a "ofensiva do consumo" e a que outros preferem chamar "romantismo do desperdício" - logo pensou nos antídotos.&lt;br /&gt;Daí os Centros de Desintoxicação. Pois não é verdade que se inventou também a confissão para aliviar o herege de seus pesados pecados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os telefones estão largamente divulgados. Mas nunca é demais tomar nota, meter na carteira ou colar no próprio telefone:&lt;br /&gt;  76 11 76&lt;br /&gt;  76 77 77&lt;br /&gt;  76 34 56&lt;br /&gt;No centro de intoxicações que existe em Lisboa (Av. Elias Garcia, 81) funciona um serviço informativo contra venenos. O único em Portugal. Os Estados Unidos, muito mais tóxicos, necessitam de 400 centros de desintoxicação, e não quer dizer que cheguem.&lt;br /&gt;- - - - &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no semanário «O Século Ilustrado» (Lisboa), &lt;strong&gt;15-9-1973&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115849045360369186?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849045360369186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849045360369186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/venenos-1973.html' title='VENENOS 1973'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115849033345135808</id><published>2006-09-17T11:50:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T11:52:13.460+01:00</updated><title type='text'>SURREALISMO 1966</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-4 - 66-09-15-S&amp;S&gt; cesariny-2&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALGUNS APONTAMENTOS SOBRE SURREALISMO - AINDA(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no suplemento literário do «Jornal de Notícias» (Porto), em &lt;strong&gt;22/6/1967&lt;/strong&gt;] &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15/Outubro/1966 &lt;/strong&gt;- Inclui cartas, comunicados colectivos, esboços de manifestos, conferências, tábuas cronológicas, reproduções fotográficas, textos polémicos, etc., o volume que Mário Cesariny de Vasconcelos elaborou sob o título de “A Intervenção Surrealista” para a Editora Ulisseia.&lt;br /&gt;Pelo título se poderia concluir que são surrealistas, na opinião do coordenador, quantos ali intervieram umas vezes por influxo da corrente francesa com esse nome, outras vezes sob a pressão de circunstâncias e acontecimentos, quase sempre no desejo de marcar posição em relação a coisas directamente circundantes, adjacentes. Mas que de todo esse heteróclito conjunto de documentos resulte uma unanimidade de propósitos, eis desde logo a questão que se põe, a pergunta que se faz. &lt;br /&gt;Se é certo que cada surrealista entende à sua maneira os dados fundamentais de um movimento que André Breton codificou mas não limitou, é bem possível que a unanimidade tenha de ser substituída, neste e noutros casos, por uma variedade de intentos e de posições individuais que, apesar do grupo (forma-do, a formar-se ou a desfazer-se) não participaram de um propósito colectivo.&lt;br /&gt;Se houve ou não houve tal propósito colectivo, quer dizer, se houve ou não houve surrealismo em Portugal, se as manifestações surtas com esse rótulo podem, de perto ou de longe, aparentar-se com as congéneres manifestações ocorridas em outros idiomas, seria porventura a pergunta que as pessoas interessadas fazem de há muito e que calculavam ir finalmente encontrar respondida no interventor livro de Cesariny. &lt;br /&gt;No entanto, por agora, parece-me mais viá-vel analisar a utilidade da colectânea independentemente de responder a tal pergunta (a que, diga-se já, o livro não responde) e de satisfazer ou não a princípios que, começando por não estar definidos em português, expostos e proclamados, acabam também por não ser da intenção explícita ou implícita do coordenador. Intencional ou não, o coordenador fez deste livro o seu definitivo testamento “em branco” e também, de passagem, o tribunal onde sova os acusados que lhe apetece e solta as iras recalcadas.&lt;br /&gt;Aos absolvidos de tão temível cólera, subentende-se que Cesariny os considera de seu lado, não definitivamente surrealistas, talvez, mas inofensivos à causa. Do resto, não se salva ninguém; aos condenados que serviram de pano de fundo, de alvo e de pretexto para haver surrealismo “à moda de Lisboa”, trata-os o insigne poeta com o sarcasmo, o desprezo, a auto-suficiência que em tal auto de fé se requeriam necessários mas que ele aplicaria com melhor justiça e proveito a outros sectores bem mais acres e culposos. A divisória estabelecida serve para um ajuste de contas quer com os surrealistas que nunca o foram, quer com os que estavam de fora e de-sejaram meter lá o bedelho ou a colherada crítica. A ver isto, “a gente que ainda estava à espera” e, entre essa gente a pessoa con-vidada a escrever sobre “A Intervenção Surrealista” deve pensar três vezes e, se nutre simpatias pelo surrealismo, evitar que o expurguem da confraria; se não nutre, preparar-se para uma saraivada em forma de comunicado colectivo.&lt;br /&gt;Os surrealistas sabem, mas há mais alguém que também sabe: claro que houve aqui para toda a irreverência intelectual, um re-conhecimento tardio, torpe ou ignorante; de tal se podem queixar não só os que Cesariny acolhe sob a sua asa protectora mas quantos não tiveram, porque não quiseram, patrono ou protector, traduzido ou não do francês. Que estamos no País mais anti-poético do Planeta, também me parece e têm razão as investidas que contra académicos e neo-académicos são historiadas, no volume. Que o poeta dificil ou impossivelmente porá pé em ramo verde nesta terra calcina-da por academias que tão poderosas fortalezas erguerem, para seu uso e proveito, -  também eles têm razão. Mas só os surrealistas? Só os que sob o rótulo Cesariny congrega? Só os que, não tendo outro lugar comum onde figurar, lhes valeu a amizade do autor de “Pena Capital” para passarem à história e à literatura?&lt;br /&gt;Como, a não ser por favor, se justificariam hoje em letra de forma os destroços poéticos de H. R. Pereira e Pedro Oom, os mais contrários ao conceito surrealista da poesia como oficio da existência, como realização e acto absorventes, como extensão de responsabilidades a todos os instantes e recantos da vida?&lt;br /&gt;Como a não ser por favor, se justificaria a inclusão do texto “Pelaguin”, de Carlos Eurico da Costa, já que por intrínseca qualidade poética em nada se recomenda e muito menos como expressão polémica, crítica ou etc?&lt;br /&gt;Esparsos rascunhos que estavam lá guardados na gaveta, não podem, só porque Cesariny os antologia, porque se incluem de cho-fre numa intervenção chamada surrealista, adquirir magicamente o mérito e representatividade que nunca tiveram nem teriam.&lt;br /&gt;Inversamente, a ter de avaliar o mérito do surrealismo por tais amostras, onde iríamos cotar o surrealismo?&lt;br /&gt;Pretexto para reunir algumas brincadeiras de alguns jovens que depois arranjaram mais que fazer e se marimbaram na poesia, não teria o Poeta Mário sido logrado no seu propósito e traído por excessiva boa fé?&lt;br /&gt;Do surrealismo cada um abichou o que lhe apeteceu e calhava. Agora, incluído entre os ortodoxos, possivelmente até já nem se lembrava. A quem vier depois, (a quem “ainda estava à espera”) e se queira servir do livro para instrução, escusado será repetir que  pouco mais lhe acontece do que ver frases, abaixo-assinados, car-tas pessoais (com os rancores sine que non), esboços de poemas, esboços de ideias, esboços de intenções, esboços de esboços, e uma tábua de datas a servir de memorando. &lt;br /&gt;Nunca os surrealistas chefiados por Cesariny quiseram saber de quem os entendesse, embora os víssemos iradíssimos sempre que os não entendíamos. Nada adianta portanto ao esclarecimento (embora adiante muitíssimo à alegre confusão que a tantos agrada) do surrealismo ou de algo que esteja fora e além dele, o caderno de equívocos, ambiguidades, boca-dos de bocados de afirmações ( o fragmento do fragmento, tão famoso e que tanto serviu para desculpar consequências como inculpar causas), insinuações com aparência de profundas -  eis a que se resume, em balanço afinal, “A Intervenção Surrealista”.&lt;br /&gt;Levemente irritante é a tendência do surrealismo ali com-pilado para não selectivar os alvos dos seus remoques. Indiscriminadamente se atiram ao péssimo e ao mau, sem se preocuparem em atingir os pontos-chave da Abjeccção e declarando-se lesionados quando alguém os chama pelos nomes. Com enorme berreiro, já não querem outra coisa, já não elegem outra luta. Bem podiam ter ocupado o seu (deles) tempo com coisas diferentes das zangas e zaragatas pessoais. E talvez ninguém fosse ao ponto de lhes pedir virtudes tão vulgares como um pouco de inteligência ou de compreensão crítica, se eles não tivessem, sempre aflitos, procurado uma tão decantada intervenção nos negócios da cidade e desejado fazer-se, a todo o transe, homens atentos à história, presentes na circunstância, íntegros e vertioais, antes quebrar que torcer, etc., etc.&lt;br /&gt;A pretensão de dizer o que nunca foi dito com palavras que nunca foram escritas — preocupação central, ao que consegui perceber, dos diligentes textos redigidos por Cesariny -  admite-se, creio eu, como toda a expressão ou voz poética, enquanto forma única de dizer o indizível, admite-se para usos e abusos de imaginação criadora, admite-se como disposição prévia convencionada para se enfrentarem as “vozes do silêncio” de que os poetas são os porta-vozes. Mas quando se trata de manifestar, de escrever textos para agir em concreto, de falar para intervir, - para defender dos fariseus o “dourado” património — entender-se-á porventura o uso da cifra hermética, da esotérica palavra e da iniciática visão para iniciados?&lt;br /&gt;A avaliar pelas actividades surrealistas do Café Gelo, nada restaria a um poeta, além de cantar e desistir. Também da presente colectânea se não avista para a alternativa - poesia ou po-lítica - uma saída. E essa saída (seriam os surrealistas os primeiros e últimos a sabê-lo, se fossem de facto surrealistas) existe, pode ser compreendida dentro das limitações conhecidas. Ao surrealismo - segundo o que pode apurar-se destes confusos textos -  nada&lt;br /&gt;mais resta do que um resignado regresso a duvidosas fontes ocultistas. Aí pretende imitar a rábula dos que em França tentaram reatar tradições de épocas soterradas não apenas como curiosidade teórica mas como prática quotidiana. &lt;br /&gt;Dentro da História que é a nossa, as mágicas desse estilo são não só impossíveis como suspeitas: a fuga à Abjecção por ignorância dela é uma forma mais ou menos triste de colaborar com ela e só uma via que a tome por termo de oposição constante - a via abjeccionista - deixa de .ser menos que utopia e mais que escapismo. &lt;br /&gt;Da via abjeccionista, entretanto, está Cesariny decidido também a tomar o monopólio como se as palavras e o que elas significam pertencessem a pessoas ou grupos de pessoas! Pal-mar também o abjeccionismo (como fizeram para o surrealismo) com fins esotéricos, parece-me abusivo, tanto mais que a posição abjeccionista - uma vulgaríssima filosofia da História como qualquer outra - se distancia bastante dos optimismos surrealistas (jamais ceder ao cor-de-rosa seria o que de melhor nos ensinaram os “transfugas” do surrealismo).&lt;br /&gt;Fiquem-se estes surrealistas, pois, já que teimam, a produzir textos “originais” para si mesmos, sem termos de ligação que os prendam à realidade histórica, à vulgaridade quotidiana; fiquem-se a imitar truques zénicos respondendo alhos a bogalhos e julgando assim que estão a intervir; fiquem-se nas pequenas manobras publicitárias; fiquem-se hipocritamente puristas num mundo corrompido, cinicamente convencidos de uma exclusividade poética, de um satanismo barato, de uma predestinação de iniciados; fiquem-se, enfim, a ruminar para si mesmo (à custa do surrealismo que pouco tem a ver com isso) enquanto o apodrecimento à sua volta não diminui nem aumenta; fiquem-se a escrever em cursivo pena de pato as belas palavras - Poesia, Liberdade, Amor; fiquem-se enfim com suas artes e letras. “A gente que ainda estava à espera” - finalmente - é que deixou definitivamente de estar à espera.&lt;br /&gt;- - - -&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no suplemento literário do «Jornal de Notícias» (Porto) , em &lt;strong&gt;22/6/1967 &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115849033345135808?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849033345135808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849033345135808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/surrealismo-1966.html' title='SURREALISMO 1966'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115849015089404388</id><published>2006-09-17T11:46:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T11:49:10.920+01:00</updated><title type='text'>ABJECÇÃO 1971</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-5-abjecção-1&gt; os dossiês do silêncio – inédito 5 estrelas de 1971 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15/9/1971&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUADRO ORGÂNICO DA ABJECÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está um texto de 1971 (ano das intuições-chave) que poderá servir, com ligeiras alterações de linguagem, de prefácio a estes dossiês do silêncio que estou passando no scanner e que ofereço à  Cristininha, para ela ver se os torna, depois da minha morte, algo rentáveis. É que, ao reler estes textos de há trinta anos, voltei a ter um pouco mais de autoestima por mim e pelo meu trabalho de 30 anos. Este quadro orgânico da abjecção é uma bela sinopse dos temas, itens, intuições que, durante trinta anos, me limitei a glosar e nem sempre com o nível de síntese ou de estilo que (sou obrigado a reconhecer) este texto tem. &lt;br /&gt;Mais uma vez, chamo a atenção para os inéditos destes dois anos-chave no meu percurso, que foram 1970 e 1971. E não me sentia tão só e isolado como me sinto hoje. Tinha fé no que afirmava e pensava, embora fosse tudo mais que herético e utópico. &lt;br /&gt;Se alguém, depois de morto, me quiser entrevistar, tem aqui os itens-chave que me acompanharam em todas as andanças e contradanças. A palavra-chave «abjecção» deixou-me vinculado, com muitíssima honra, à antologia do Cesariny (Surrealismo/Abjeccionismo) e vejo hoje que com muitíssima razão: derivam daí, desse surrealismo/abjeccionismo, todas as minhas obessões e manias. &lt;br /&gt;Também por isso, este texto é uma placa giratória, muito perto ainda do Maio 68, da contra-cultura de Theodores Roszack e de outros utopistas contemporâneos do futuro, como os autores de «O Despertar dos Mágicos» que, se não me engano, é de 1962. &lt;br /&gt;Acho que cheguei a publicar este texto num opúsculo da Frente Ecológica, o que seria conveniente, não vão julgar que o escrevi agora, em Maio de 2001. &lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;27/Maio/2001 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15/9/1971 &lt;/strong&gt;- A Civilização como Doença ou Crise.&lt;br /&gt;A CRÍTICA como acto masoquista da CULTURA para se salvar, limpar ou curar de si própria.&lt;br /&gt;A HIPOCRISIA terá de ser uma das constantes da civilização que alimenta contradições sobre contradições, que proclama uma coisa e faz outra, que em teoria é assim e na prática assado.&lt;br /&gt;A Hipocrisia é consequência directa da constante incoerência.&lt;br /&gt;E com a hipocrisia vem a DEMAGOGIA.&lt;br /&gt;Incapaz de confessar, por exemplo, a sua natureza HOMICIDA (a sua VIOLÊNCIA inata) inventa os HUMANISMOS para encobrir essa viciosa violência, inventa as MORAIS, os belíssimos IDEAIS, e daí a hipocrisia constante (os ideais nunca se cumprem,).&lt;br /&gt;Quando a hipocrisia se faz mensagem pública (através dos mass media) temos a DEMAGOGIA.&lt;br /&gt;Uma civilização que é ela própria uma DOENÇA, inventa, por exemplo, a sublime hipocrisia do DESPORTO e da "alma sã em corpo são".&lt;br /&gt;Uma civilização violenta e homicida, por definição, natureza, origem e fatalidade, diz que defende e promove a SAÚDE.&lt;br /&gt;USURPAÇÃO e SOBRESUFICIÊNCIA são outras constantes da civilização que se julga com o monopólio de todas as HUMANIDADES e CULTURAS possíveis, que fala sempre como se tivesse procuração da humanidade passada, presente e futura. UMBILICALISMO ridículo, EUROPOCENTRISMO irrisório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEORIA SEM PRÁTICA, ANÁLISE SEM SÍNTESE : duas contradições que originam todas as demais.&lt;br /&gt;O ESPECIALISMO É O ALIBI DO ESPECIALISMO: maneira pela qual o funcionário da ABJECÇÃO se escapa sempre às responsabilidades que lhe pedem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEUS ESTÁ MORTO MAS OS DEUSES PROLIFERAM.&lt;br /&gt;LOGOS CONTRA MYTHOS OU A DISSIDÊNCIA ORIGINAL, a polémica das polémicas.&lt;br /&gt;A partir deste pecado original., o princípio da INDIVIDUAÇÃO cria todo o mal e toda a tragédia, cria a CULTURA COMO UM SISTEMA DE MITOS.&lt;br /&gt;Os mitos menores da cultura ocidental matando os mitos maiores das outras culturas.&lt;br /&gt;O racionalismo ou MITOLOGIA DO ANTI-MITO.&lt;br /&gt;A ORDEM que se diz RACIONAL alimenta a sua própria contradição e seguintes, safando-se das incoerências internas pelo ALIBI DO ESPECIALISMO e do TECNICISMO - ninguém é responsável de nada, visto que a responsabilidade pertence sempre ao "técnico" vizinho e à  técnica do vizinho - e pela DEMAGOGIA dos ideais a atingir.&lt;br /&gt;O CULTO DA PERSONALIDADE e a MITOLOGIA POLÍTICA substituem em certos casos os deuses mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTRUTURA HIERÁRQUICA DAS RELAÇÕES HUMANAS.&lt;br /&gt;Exemplos de instituições fortemente hierarquizadas: EMPRESA, IGREJA, UNIVERSIDADE, EXÉRCI TO, ESTADO, ESCOLA, ACADEMIAS&lt;br /&gt;ESCOLA Exotérica ou PEDAGOGIA DO MEDO.&lt;br /&gt;Não foi por acaso que a revolução de Maio explodiu no centro da ABJECÇÃO. O PODER DO SABER.&lt;br /&gt;HIERARQUIA E SABATINA JESUÍTICA, autoridade em vez de liberdade, medo em vez de  poesia, competição em vez de solidariedade, exploração em vez de amor.&lt;br /&gt;EXAME DE PASSAGEM E PROMOÇÃO, LOTARIA, CONCURSO, RIFA, COMPETIÇÃO.&lt;br /&gt;A VIOLÊNCIA resulta directamente da ESTRUTURA HIERÁRQUICA: se só se passa vencendo o parceiro, combatendo o parceiro, deixando vítimas no caminho, pulando por cima de alguém, derrotando o próximo, todas as RELAÇÕES se encontram de raiz e automaticamente corrompidas, viciadas, comprometidas.&lt;br /&gt;Mas como, para cada CRIME DA CIVILIZAÇÃO, há sempre um cristianismo a tentar santificá-lo, a ideologia fala então do "próximo" , do "amor ao próximo, da "fraternidade'" , de "todos somos irmãos", de "beijo no leproso", etc, etc.&lt;br /&gt;Como, para cada CRIME DA CIVILIZAÇÃO, há sempre uma demagogia a justificá-lo, a demagogia dos "tempos livres", por exemplo, pretende ocultar a escravatura imposta ao homem pelo trabalho, pelo sistema industrial, por todos os sectores e vectores da ABJECÇÃO.&lt;br /&gt;Condicionado pela inevitabilidade do TRABALHO NÃO CRIADOR, todas as "revoluções" o adoptaram.&lt;br /&gt;A revolução está por fazer, enquanto o trabalhador estiver por libertar, por mais férias pagas que a demagogia inventar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PROCESSO IRREVERSÍVEL DA TECNOLOGIA.&lt;br /&gt;A "revolução" industrial e o começo do fim.&lt;br /&gt;A imparável LÓGICA DA VIOLÊNCIA, processo de autodestruição sem retorno.&lt;br /&gt;As medidas ANTI-POLUIÇAO como expediente demagógico característico.&lt;br /&gt;Civilização do LIXO, CIVILIZAÇÃO DO LUXO.&lt;br /&gt;Sociedade do consumo ou SOCIEDADE DO DESPERDÍCIO?&lt;br /&gt;O SUPÉRFLUO ABUNDA, FALTA O FUNDAMENTAL.&lt;br /&gt;Degradada a NATUREZA, onde irá o homem depositar os inevitáveis DEJECTOS?&lt;br /&gt;Boca, tubo digestivo, canal digestivo, cloaca : retrato em corpo inteiro do CONSUMIDOR e de todo o processo civilizatório que transformou HOMEM EM ANIMAL DE CONSUMO .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOMBA, fruto supremo da LÓGICA TECNOLÓGICA.&lt;br /&gt;Até os jornais mais reaccionários, estão a denunciar a demagogia  do ÁTOMO PACÍFICO. &lt;br /&gt;NÃO HÁ ÁTOMO PACÍFICO, dizia “O Comércio d o Funchal”, dia 21-3•1971.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformado o homem NUMA CLOACA, temos o que os demagogos chamam SOCIEDADE AFLUENTE, SOCIEDADE DA ABUNDÂNCIA, SOCIEDADE DA PRODUTIVIDADE.&lt;br /&gt;Consumo e HISTERIA DO CONSUMO.&lt;br /&gt;Todo o processo humano reduzido ao PROCESSO DIGESTIVO.&lt;br /&gt;Indústrias em geral mas INDÚSTRIAS ALIMENTARES em especial, ao ataque. &lt;br /&gt;Indústrias DISTRACTIVAS também, os MASS MEDIA.&lt;br /&gt;Indústria ARMAMENTISTA muitíssimo em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INDUSTRIOCRACIA - é a indústria e não a Economia, a Política, a Educação, a Poesia ou o Desporto o que decide de nós e nos governa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TECNOCRACIA - forma "inteligente" de se dizer que não são os industriais (gente de pouco prestígio), mas os técnicos (ao serviço da tecnologia industrial) que comandam os cordéis da sociedade.&lt;br /&gt;Mais uma pequena hipocrisia, mais um expediente demagógico,  mais uma contradição não confessada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MERCANTILISMO - herdado de todas as épocas áureas, eis o ESCLAVAGISMO disfarçado de todos os regimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TURISMO - Michael Peters canta em Le Tourisme International um aspecto relativamente esquecido da ABJECÇÃO: empenhado em vender o que tem, cada país socialista entra no jogo que lhe é proposto pelo consumo capitalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRODUÇÃO DE MENINOS como ramo da PRODUTIVIDADE em  geral&lt;br /&gt;ADMINISTRAÇÃO DE NASCIMENTOS e controle da actividade sexual do produtor, do cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seios  de mamilos provocantes dos mercados capitalistas , n os filmes capitalistas, nos semanários capitalistas, são subsituídos no mercado socialista por caras feias e  barbudas dos líders políticos.&lt;br /&gt;O filme que põe  a salivar o olho  lúbrico do espectador-consumidor  não é menos digno do que o filme que põe a salivar o cidadão produtivo. &lt;br /&gt;A explosão demográfica ou a grande chantagem : promove-se nuns sítios, restringe-se noutros. E a moral varia em função dessas variações, conforme as conveniências das administrações: o solteiro é considerado um benfeitor da pátria, se há excesso demográfico; mas se o governo pretende acelerar os nascimentos porque há falta de braços e de cérebros para produzir, é considerado o solteiro um poltrão traidor à pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pluralidade das civilizações passadas.&lt;br /&gt;A pluralidade dos mundos habitados para lá do globo terrestre.&lt;br /&gt;As razões além da razão A (clássica, greco-latina, ortodoxa): de B a Z.&lt;br /&gt;Verificada a pluralidade de civilizações, começa a compreender-se:&lt;br /&gt;o valor que podem ter o ioga,  o Zen, a acupunctura, o karate, as medicinas paralelas;&lt;br /&gt;que todas as raças têm direito à existência e todas as criaturas a ter voz;&lt;br /&gt;que a descolonização dos colonizados pela razão A é um facto irreversível e indetível;&lt;br /&gt;que o futuro será de tolerância e de ecumenismo;&lt;br /&gt;que todas as minorias "anormais" têm direito à existência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de criar uma nova Óptica e de ler, de reler toda a arte, toda a literatura, toda a filosofia, toda a ciência e toda a realidade a essa nova óptica&lt;br /&gt;A imaginação deverá ser método para toda a ciência, todo o pensamento, toda a acção&lt;br /&gt;Aplicada ao campo particular da literatura, a imaginação chama-se poesia. &lt;br /&gt;Aplicada a todos os campos,  chamar-se-á prospectiva.&lt;br /&gt;Se a Prospectiva. constitui alguma descoberta, será esta evidência: a imaginação terá de participar em todos os campos da prática humana e, em tão lata acepção, o seu nome é Prospectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VECTORES DA UTOPIA OU REVOLUÇÃO CULTURAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvimento PARALELO&lt;br /&gt;DESCOLONIZAÇÃO total &lt;br /&gt;ACELERAÇÃO histórica&lt;br /&gt;INCREMENTO tecnológico&lt;br /&gt;EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA&lt;br /&gt;MUTAÇÃO biológica possível, mutação CULTURAL INEVITÁVEL&lt;br /&gt;O cérebro, esse gigante ADORMECIDO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PLURALIDADE dos mundos habitados&lt;br /&gt;A mentalidade PLANETÁRIA substituirá a mentalidade EUROPOCÊNTRICA&lt;br /&gt;As razões PARALELAS substituirão o dogmatismo, a ortodoxia e a ditadura de uma única razão.&lt;br /&gt;IMAGINAÇÃO, HERESIA e HETERODOXIA, noções fundamentais da Nova Utopia ou Revolução Cultural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMAGINAÇÃO é a palavra do vocabulário antigo que por enquanto se apresenta para designar uma nova noção. A RAZÃO DE OUTRAS RAZÕES além da RAZÃO A&lt;br /&gt;Só uma CRÍTICA TOTAL, CRÍTICA ABJECCIONISTA ou CONTESTAÇÃO pode abrir brecha e fissura no processo totalitário, fechado, da sociedade de consumo, parte mas parte importante da Abjecção&lt;br /&gt;O reconhecimento das MEDICINAS PARALELAS é apenas um caso do fenómeno mais geral dos desenvolvimentos paralelos, das culturas e razões paralelas, das civilizações paralelas, que de maneira explosiva caracteriza a UTOPIA ou REVOLUÇÃO CULTURAL. &lt;br /&gt;A noção de CIVILIZAÇÃO PARALELA substituirá a noção de esmagamento, subordinação, piratagem, racismo, colonização e exploração do homem pelo homem, noções inerentes ao figurino de civilização que, greco-latino e judaico-cristão, se impôs a todo o mundo como se fosse o umbigo do universo.&lt;br /&gt;A quase súbita PLANETARIZAÇÃO dos problemas: eis outra noção sem a qual nada se pode fazer hoje de avançado ou progressivo ou certo.&lt;br /&gt;Tudo ficará irremediavelmente ultrapassado, se não for visto na escala planetária em que todos os problemas hoje, pela contaminação do meio ambiente, se terão de aferir.&lt;br /&gt;O imobilismo caracteriza todo o nosso comportamento e pensamento. O imobilismo é ainda a herança de uma Abjecção que se caracterizaria sempre pelo ódio ao movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de MUTAÇÃO, pois, estará presente em todos os momentos da Nova Utopia:&lt;br /&gt;mudança pela EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA&lt;br /&gt;mudança pela AMEAÇADA POLUIÇÃO&lt;br /&gt;mudança pela queda do imperialismo e ascensão do socialismo &lt;br /&gt;mudança pela DESCOLONIZAÇÃO E AUTONOMIA DO TERCEIRO MUNDO&lt;br /&gt;mudança pela ALTERAÇÃO DE CLIMAS, provocada pelas alterações no meio ambiente natural &lt;br /&gt;mudança provocada pelo CRESCIMENTO ECONÓMICO (industrial) e DEMOGRÁFICO&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115849015089404388?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849015089404388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115849015089404388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/abjeco-1971.html' title='ABJECÇÃO 1971'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115822439274556453</id><published>2006-09-14T09:57:00.000+01:00</published><updated>2006-09-14T09:59:52.766+01:00</updated><title type='text'>MUROROA 1973</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-3 - 73-09-14-ie&gt; ideia ecológica -  le-point-1-ie  &gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO  SE PODEM EVITAR POSIÇÕES RADICAIS(*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[(*) Este texto de Afonso Cautela, quase 5 estrelas para a época, foi publicado no «Diário do Alentejo», &lt;strong&gt;14-9-1973 &lt;/strong&gt;]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os semanários-miscelânea que, em França se publicam, sempre atentos aos eventos e procurando dar deles o que se pode chamar uma posição neutral (ou maternal?), «Le Point» revelou-se, nos últimos meses, sensível aos terrenos da ecologia, não vá dizer-se que está fora do tempo, como alguns semanários portugueses à venda no mercado, que devem considerar o tema repugnante comparado, por exemplo, ao desporto, à bolsa, à decoração doméstica e à política internacional. &lt;br /&gt;Mas cada País tem a boa consciência que merece e os órgãos ditos de opinião que a servem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TÁCTICA CONCILIATÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencendo a repugnância e adoptando a táctica conciliatória, «Le Point» descobriu,  em Novembro de 1972, que a esquerda francesa estava  monopolizando a Ecologia como  forma directa de radicalizar as  situações, e agora, no número de 23 de Abril de 1973, dedica capa policromática ao tema «O Regresso à Natureza», quatro páginas ilustradas com um desenho  de Gourmelin e 5 fotografias com aspectos da vida rural.&lt;br /&gt;Poético, romântico, quiçá reaccionário como chega a insinuar-se, " o regresso à natureza" , dito e encarado dessa maneira, serve os objectivos do semanário, obediente aos ditames do marketing que acusa um leitorado  cada vez mais extenso sobre temas afins.&lt;br /&gt;Não há que temer, porém, nada de pior, se a expressão escolhida para designar a Ecologia for essa de “regresso à Natureza" ou a outra não menos interessante de "protecção à Natureza" , ambas ao nível de uma terceira que se lhes equipara em poder demagógico: "combate à poluição.»  &lt;br /&gt;Nos termos, pois, da melhor demagogia que serve o sistema sem desgostar os consumidores, não há perigo nenhum em abordar dessa maneira o que de outra maneira seriam as posições de radical e frontal oposição ao sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAIS UMA BOMBA FRANCESA NA MUROROA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto comprova-se logo a seguir e sem mais trabalho, quando assunto bem mais sério (esse sim!) se aborda no mesmo número de Abril da dita revista: mais uma bomba francesa na Muroroa dá azo a que «Le Point» pontifique:&lt;br /&gt;«A França ficará de mármore perante os protestos. O seu dossiê «experiências nucleares» é bom e os queixosos têm apenas preocupações ecológicas».&lt;br /&gt;Sublinho o «apenas»: eis que a Ecologia serve assim dois fins opostos conforme a conveniência e a boa consciência do órgão em questão: quando vista do lado folclórico e, obediente aos ditames do marketing, adorna a tricromia da capa com algumas piadas ao Rousseau (glória nacional francesa) e aos contestatários da alimentação química, está bem, não oferece perigos de maior, vai de acordo com os propósitos de coexistência em que o sistema se esmera, quando pretende absorver e recuperar aquilo que ainda não liquidou a tiro ou à matraca.&lt;br /&gt;Reprocurar a Natureza e o ar puro é a moda, e isto compreende-se. Mas a fuga para a «utopia natureza» salda-se por vezes com o fracasso.&lt;br /&gt;Comovente: «Le Point», com toda a clemência, compreende. «Le Point» é maternal, solícita, terna. Mas claro: sem deixar de assinalar o fracasso de algumas comunas rurais, sem deixar de acentuar que a Ecologia é uma moda e um neo-romantismo que há-de passar com a moda dos tacões e outras modas impostas pela sociedade de consumo, sem evitar o remoque ao Rousseau e a velha história de que sempre houve pacifistas e «amantes da Natureza» e que já Tomás Morus, chanceler de Inglaterra, conceberia uma forma antiurbana de habitar, eis que a boa consciência da boa revista neutral «Le Point» mantém a calma objectividade, não se manifestando muito pró nem muito contra. Se o assunto é folclore, há que contentar os leitores de ambos os extremos com um centrismo parecido ao do outro semanário português conhecido pela sua objectividade, independência e etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM LUGAR PARA CADA COISA E CADA COISA NO SEU LUGAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma revista séria, porém, tem um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar. Arrumado o «folclore» na secção que lhe compete para deixar contentes todos os consumidores, com a mesma neutral «boa consciência», a revista «Le Point» ataca o assunto escaldante da bomba francesa e aí não há remédio. Nem apelo nem agravo. &lt;br /&gt;Há que reconhecer firmeza na posição francesa, motivos vagamente pacifistas dos que, teimosos, nas suas queixas e nos seus protestos, «apenas» têm preocupações ecológicas.&lt;br /&gt;Arrumado cada assunto na sua secção, quem pode assinalar incoerência na boa consciência da neutralidade?&lt;br /&gt;Todas as leis do consumismo estão exemplificadas nesta amostra de um modelar semanário que serve o consumismo e suas leis.&lt;br /&gt;A Ecologia hoje vende-se, é moda, vem na vaga neo-romântica de uns jovens e marginais mais ou menos indignados com a matança e que se voltam, por tropismo de instinto, mais do que por consciência crítica (única coisa que verdadeiramente o Sistema teme) para outra coisa que não seja a chacina legal e a tirania ambiente: eis, pois, que um semanário de boa consciência esteriliza o assunto, passa-o ao crivo das conveniências políticas, chancela-o de moda passageira, de onda ou vaga romântica e consegue juntar o útil ao agradável: vender a revista e evitar que se propague, que se tome a sério, que se radicalize e se, transforme, num Sistema (no anti-Sistema) aquela Ecologia que tão boas capas coloridas dá e em nome da qual alguns pacifistas, não menos fotogénicos com seus cartazes, alguns tarados, algumas minorias aberrantes protestam contra as explosões de Muroroa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JÁ A BOMBA É OUTRO ASSUNTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assunto de lunáticos como fica implicitamente provado, já a Bomba é outro assunto de política e portanto sério.&lt;br /&gt;Ora com tal e tão boa consciência de neutralidade é que hoje os órgãos que estudam marketing apanham moscas. Só os antiquados usam vinagre, tomando atitudes violentas contra Ecologia e Pacifismo.&lt;br /&gt;O consumismo paternalista, a sociedade da abundância e da tolerância tecnológica (todos unânimes na matança), os órgãos bem pensantes da democracia coexistente, usam outra tirania: menos explícita, menos directa, menos espectacular. Tanto mais eficaz quanto menos se dá por ela.&lt;br /&gt;Enquanto explode uma bomba mais no atol da Muroroa, podem ir dedicando capas coloridas à Natureza e aos naturistas, que o Sistema não virá abaixo por isso, nem deixará de continuar as suas experiências, nem de fabricar as suas bombas, nem de assassinar quem tenha de assassinar. Antes pelo contrário, a revista vender-se-á muito melhor nessa semana.&lt;br /&gt;A tirania ambiente, para ser eficaz e completa, tem de conjugar hoje certa dose de paternalismo, de protecção democrática, certo ar de controvérsia e de inquérito às massas. Precisa alimentar a boa consciência do consumidor que se julga lúcido e que julga, como os órgãos de onde bebe opinião, neutral quando, evitando uma radicalização da Ecologia, implicitamente apoia, fomenta e justifica o ecocídio atómico (atómico e outros).&lt;br /&gt;----    &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela, quase 5 estrelas para a época, foi publicado no «Diário do Alentejo»,&lt;strong&gt; 14-9-1973&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;+**&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115822439274556453?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115822439274556453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115822439274556453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/muroroa-1973.html' title='MUROROA 1973'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115814398466375208</id><published>2006-09-13T11:38:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:39:44.666+01:00</updated><title type='text'>TRABALHO 1979</title><content type='html'>&lt;em&gt;emprego4&gt; os silêncios dentro dos silêncios - ecologia do trabalho -manifest&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MENOS HORAS DE TRABALHO PARA COMBATER DESEMPREGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13/Setembro/1979&lt;/strong&gt; - Em 13 de Setembro de 1979, o «Correio da Manhã» escrevia em título «Menos horas de trabalho para resolver desemprego», mas sem esquecer de referir, que a «Receita não se aplica a Portugal», antetítulo baseado em afirmações feitas por dirigentes da UGT... O facto desta central sindical se ver obrigada a negar a evidência, é só por si significativo do estado de espírito dominante, em todos estes anos de «democracia», entre os chamados responsáveis sindicais, relativamente a progressos no campo do trabalho. Portugal não está preparado para a democracia - dizia Salazar; Portugal não está preparado para reduzir o horário de trabalho, diz a UGT.&lt;br /&gt;A notícia que dera pretexto a posição tão progressista desta central sindical, dizia respeito à solução apresentada no 24º Congresso pela Federação Internacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, que apresentava menos horas de trabalho como solução para o desemprego. O mesmo Congresso concluiu que a alta produtividade laboral requer menos horas de trabalho, e que esta redução estimula a capacidade criadora e o bem estar das classes trabalhadoras. De acordo com uma análise económica feita em 22 países, a FITIM resolveu dar prioridade ao estudo e aplicação desta nova política laboral e apoiar os seus filiados na luta pela obtenção de um horário de trabalho reduzido.&lt;br /&gt;Organizações sindicais de vários países, desde o Brasil, onde se pretendia passar das 48 horas para as 40, passando pela Grã Bretanha, onde a meta eram já as 35 horas semanais, foram unânimes em considerar que o combate ao desemprego se pode fazer com um encurtamento laboral.&lt;br /&gt;A mesma tese fora defendida, havia pouco tempo, no Congresso da Federação Europeia de Sindicatos (CES), realizado em Munique, e a Juventude Operária Católica (JOC) lançara igualmente um apelo para a redução dos horários de trabalho nas fábricas. Ao falar-se em «redução de horários» estava, como continua a estar, implícito a antecipação da idade da reforma e o fim das horas extraordinárias, cumprindo-se assim um duplo objectivo: obstar à crise económica inflaccionária e melhorar as condições de vida do trabalhador.&lt;br /&gt;Pois não é que a UGT, neste ano de 1979, achou por bem dizer que esta política laboral «não tinha cabimento em Portugal», porque este país se «debate com preocupações que envolvem urgente desenvolvimento da economia com vista a aumentar a produção». &lt;br /&gt;Entretanto e enquanto a UGT toma posições de política laboral tão progressistas, uma outra conferência em Genebra, no mesmo ano de 1979, de 16 a 25 de Outubro, da mesma FITIM  e a da OIT, em Junho de 1980, voltam a defender «redução de horários para combater desemprego».&lt;br /&gt;Menos de quatro anos decorridos, porém, em 24 de Março de 1983, oa jornais anunciavam que a heróica UGT acabava de assinar o manifesto-apelo da Confederação Europeia de Sindicatos a favor de «menos horas de trabalho para travar o desemprego». Em menos de quatro anos, de inapto para adoptar tal medida Portugal tornava-se apto. A CES propunha a redução a nível de todo o Continente, na cimeira Sindical Europeia realizada em 21 de Março daquele ano.&lt;br /&gt;«É necessário - afirmava o manifesto da CSE - mandatar claramente as instituições comunitárias para que elaborem e adoptem um instrumento que assegure reduções significativas da duração de trabalho, numa base europeia.» E como se tivessem restado dúvidas, reafirmava: uma política de redução e de reorganização do tempo de trabalho deveria integrar-se numa estratégia global de recuperação económica.» Como nunca mais se ouviu falar disto, é porque a economia deve ter «recuperado» tão bem, que os trabalhadores bem podem continuar alombando com as clássicas 35,40 e 45 horas de trabalho. Pelos vistos, os sindicatos chamam a isto progresso. E ainda havemos de chegar ao ano 2000 com 50 horas de trabalho semanal, que foi como as coisas começaram nos alvores da chamada «revolução industrial». Com sindicatos destes, até eu queria ser patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1983, é que estavam todos muito aflitos com o desemprego. De tal modo, que no seu manifesto «Prioridade-emprego», a CES lembrava que existiam então, oficialmente, 17 milhões de desempregados na Europa, o dobro dos que havia em 1979. Para a CES, esta situação «inaceitável para aos trabalhadores» constituía, por outro lado, «um grave perigo para o futuro da democracia».&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115814398466375208?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115814398466375208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115814398466375208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/trabalho-1979.html' title='TRABALHO 1979'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115814382242865491</id><published>2006-09-13T11:35:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:37:02.433+01:00</updated><title type='text'>LEUCEMIA FELINA 1973</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 93-09-13-mk&lt; mein kampf quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2003- novo word - 5760 bytes - vacinass&gt; - base de trabalho para responder em entrevista-testamento - se há teses polémicas (e dossiês proibidos) que levei a vida a coleccionar, gostaria de chegar o momento de me explicar melhor ou mesmo de confessar que as minhas teses estavam totalmente erradas - mais um dossiê proibido: vírus &amp; vacinas   diário de um investigador livre - um inédito de 1973&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEUCEMIA DOS GATOS:NOVA DOENÇA DA MEDICINA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;br /&gt;1977 - A maneira subtil como se conduz o discurso para levar o leitor à aceitação do que se lhe quer impor, está bem ilustrada no artigo a seguir transcrito do jornal «Diário de Notícias» &lt;strong&gt;(13/Setembro/1973&lt;/strong&gt;) .&lt;br /&gt;É um exemplo. Seria impossível apontar todos os casos em que o mesmo mecanismo sofístico é utilizado mas assim terá de proceder o investigador independente que leva a sua análise até à raiz e não se fica pela rama que lhe dão.&lt;br /&gt;A conclusão principal a retirar da subtil manobra que o texto a seguir ilustra, é que para haver vacina há absoluta necessidade de haver vírus. E para haver vírus é preciso que haja uma teoria microbiana. E para haver teoria microbiana há que a inventar. E para a inventar tem que haver toda uma metodologia (de investigação) científica instituída em dogma que se torna indiscutível ou intocável: e mais, que trabalha orientada para os interesses finais desta cadeia , que são os interesses do fabricante de anti-vírus (quer dizer, das vacinas) .&lt;br /&gt;Não se pode fazer a denúncia da vacina sem prévia, radical e profunda denúncia da Sofística a que, através dos séculos, se chamou ciência.&lt;br /&gt;Da teoria microbiana resulta «logicamente» a teoria do contágio mas o problema para o sujeito que pensa com a cabeça é saber em que absurdo último se apoia toda uma cadeia de raciocínios aparentemente lógicos entre si mas todos fundados num absurdo, num inverosímil ou num irreal. &lt;br /&gt;Admitida a teoria microbiana, nada mais lógico do que a teoria do contágio. Mas o problema recua sempre: se a teoria microbiana estiver errada, tudo o resto que dela deriva estará também, incluindo a vacina.&lt;br /&gt;Nesse caso, aceitar a teoria microbiana porquê? Só porque é útil ao fabrico das vacinas?...&lt;br /&gt;A ciência não se funda na verdade, funda-se em teorias. Que nada nem ninguém provou estarem certas mas que persistem enquanto derem origem a um negócio.&lt;br /&gt;É com base na teoria do contágio que se «tratam» dezenas de doenças. Que se fabricam dezenas de vacinas. Que se levantam dezenas de novas teorias sobre dezenas de «novas» doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como vai o investigador independente convencer elites e massas que estão todos a ser vítimas de uma ilusão colectiva? &lt;br /&gt;Será possível? &lt;br /&gt;Dar-se-á o caso de os mecanismos de lavagem ao cérebro funcionarem com tanta perfeição? &lt;br /&gt;Poderá uma minoria - apenas porque pensa - ver os problemas com mais lucidez do que um exército de técnicos, médicos, engenheiros, economistas, etc.- incapazes de pensar ou auto-condicionados para pensar só o que o sistema consente que eles pensem?&lt;br /&gt;E se - para exemplo - a leucemia felina fosse mais uma das «histórias da carochinha» que às dezenas nos contam os prémios Nobel da Medicina, da Ciência, da Biologia para a gente acreditar? &lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;Do «Diário de Notícias» transcreve-se a notícia: &lt;br /&gt;«A leucemia do gato é contagiosa para os outros gatos, tal como todas as doenças contagiosas de origem virulenta - foi a conclusão a que se chegou num estudo sobre gatos que uma equipa de veterinários e cancerólogos americanos realizou em Nova Iorque.&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que se examinaram tantos gatos conjuntamente - mais de dois mil - e a equipa, dirigida pelo médico veterinário William Hardy, especialista de cancerologia animal, conseguiu determinar os períodos em que este contágio entre animais é frequente. Em primeiro lugar, durante lutas, através de dentadas e arranhadelas. Depois, no período de acasalamento.&lt;br /&gt;Os dejectos dos gatos leucémicos são igualmente suspeitos de serem portadores de agentes de transmissão da doença. O vírus da leucemia felina (FELV) encontra-se ainda presente na saliva e na urina dos animais. Recomenda-se nomeadamente, prevendo os riscos de contágio pelos dejectos, que se utilizem recipientes diferentes, quando se tem varios gatos e não uma única caixa de serradura.&lt;br /&gt;Examinando 1462 gatos procedendo de lugares onde não existia  leucemia, os cancerólogos apenas descobriram o vírus em dois animais. Mas no sangue de 543 gatos que viviam num ambiente contaminado pelo FELV, os cientistas detectaram o vírus em 177 animais. &lt;br /&gt;Em 148 destes, quase 24 por cento morreram nos seis meses seguintes, devido a uma leucemia ou por grave anemia provocada por vírus. Os trabalhos daqueles cancerólogos e veterinários mostraram, assim, que nos animais suspeitos, a frequência de leucemia felina é 900 vezes maior que ordinariamente.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115814382242865491?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115814382242865491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115814382242865491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/leucemia-felina-1973.html' title='LEUCEMIA FELINA 1973'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115814370260998618</id><published>2006-09-13T11:31:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:35:02.636+01:00</updated><title type='text'>MACROBIÓTICA 1992</title><content type='html'>&lt;em&gt;cdqc -1&gt; tese pedagogia da saúde - autoterapia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13-9-1992&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTA A UM DOENTE QUE SE QUER CURAR PELA MACROBIÓTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que, por motivos de saúde, decidiu procurar a macrobiótica, deve levar em consideração algumas verdades fundamentais para que a mudança de hábitos alimentares possa, de facto, conduzi-lo à cura da sua doença e à resolução dos seus problemas.&lt;br /&gt;De vez em quando, deverá reflectir nestes pontos que deixamos à sua consciência para que sobre eles reflicta. Ou vá reflectindo. Em uma filosofia prática como a dialéctica yin-yang, o gerúndio é sempre preferível aos outros modos verbais. Dura no tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curar pelas energias é abrir o diafragma da compreensão e do discernimento (Oshawa). &lt;br /&gt;Reflectir sobre os próprios problemas, na perspectiva macrobiótica, é realizar um acto de autognose que, por si só, representa meio caminho andado para a cura.&lt;br /&gt;Comendo o que a macrobiótica indica, começará a «ouvir», a saber ouvir melhor o que o organismo tem para lhe dizer, as queixas do que se queixa e as reacções (curativas) que ele irá realizando. É da sabedoria taoísta que os órgãos falam. &lt;br /&gt;Resulta daqui , deste postulado - escutar-se a si mesmo - que a sua atitude em relação à doença deverá mudar radicalmente: não é só e já ao médico ou ao terapeuta que deverá ir pedir conselho e receita, mas a si próprio. &lt;br /&gt;Ao assumir a responsabilidade de ser quem é, através da macrobiótica , terá que ser o primeiro grande responsável pela sua própria saúde, pela sua própria doença, sem (des) culpar delas o destino ou outro fantasma do nosso ancestral fatalismo.&lt;br /&gt;Terá que perceber, aguçando a autocrítica, os alibis que você próprio irá procurar para fugir à responsabilidade de ser você mesmo o responsável de você mesmo.&lt;br /&gt;Esta responsabilidade irá crescendo à medida que a sua liberdade ou libertação pela macrobiótica for também crescendo. Em Noologia, liberdade e responsabilidade são proporcionais. &lt;br /&gt;A macrobiótica é uma forma de se iniciar no caminho da sua iniciação, da sua autolibertação, da sua crescente independência e autosuficiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se faz que não se pague e para receber é preciso dar. &lt;br /&gt;Aplicando à prática yin yang este princípio da lei universal, conclui-se que, para receber benefícios, melhorar a sua saúde e fazer recuar a doença, você terá que dar alguma coisa. Mas dar a si mesmo, sabendo que está a dar à ordem cósmica. E da ordem cósmica receberá então, em troca, o que lhe deu, normalmente com juros. &lt;br /&gt;Costuma dizer-se que pela alquimia alimentar do yin yang se tenta pôr a nossa contabilidade cósmica, o deve e o haver energéticos, em dia.&lt;br /&gt;Ao dizermos dar, queremos que entenda: não se trata tanto de bens materiais (embora o egoísmo e a avareza sejam também doenças piores do que o cancro) mas de uma entrega moral e espiritual (energética) ao sistema yin-yang, ao princípio único que rege a ordem do universo, a divina ordem do universo.&lt;br /&gt;A gratidão pelos resultados que for obtendo com a macrobiótica é uma forma de dádiva, de oferenda aos deuses (energias). A pequena ou grande ajuda a outros doentes que precisam de ajuda é outra forma de dádiva que o melhorará a si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos temos o dever de ser professores de saúde.&lt;br /&gt;Quando alguém lhe disser que não está doente, que nunca foi doente, que não se sente doente, saiba você que encontrou talvez uma  das pessoas mais doentes: porque todos nós o somos e não sabê-lo, ou não querer sabê-lo, é a doença mais incurável. Cegueira de consciência lhe chamam alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um terapeuta resolve dizer a alguém que a consulta é grátis, significa que lhe está a pedir muito mais do que dinheiro: está a pedir a sua colaboração no trabalho de ajudar os outros. É a grande cadeia cármica de causa e efeito.&lt;br /&gt;Como já reparou, estamos sempre a falar desse princípio da lei universal, conhecido por carma, para lhe dizer que tudo se liga a tudo, que nada se perde e tudo se transforma (Lavoisier) , que tudo o que fizermos pelos outros o faremos por nós próprios  (postulado da interdependência) e que a grande , a maior doença é o egoísmo, nas suas formas de ingratidão e arrogância .&lt;br /&gt;Dirá você que, nesse caso, o panorama dos actuais macrobióticos é de doença generalizada. Tem com certeza razão. É verdade. Receberam muito e não deram nada ou deram muito pouco. Mas isso não põe em causa o sistema yin-yang, nem a filosofia macrobiótica. Na medida em que receberam sem dar, em que se serviram sem servir ninguém, em que perverteram e inverteram a ordem cármica, a macrobiótica está contribuindo, em numeroso grupo de pessoas, para a subversão infernal das suas almas,  ao mesmo tempo que lhes enche os bolsos de dinheiro. Dupla perversão que os cristãos conhecem por «pecado mortal». Não há meio termo entre mundos supernos e mundos infernos: quando não se sobe para um está a descer-se para o outro. &lt;br /&gt;Resistir à vertigem desta atracção para os infernos é, neste momento, uma das grandes obrigações do «iniciado» em Noologia, quer dizer, aquele que soube a tempo compreender a macrobiótica como um meio de atingir um fim - a melhoria da ordem cósmica - e não como um fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora e de acordo com as primeiras indicações alimentares que receber, a sua cura dependerá de si, é um acto voluntário e participado, é uma nova aventura espiritual (energética) que começa, uma aposta em que aposta, uma chance de evoluir  que aceita e aproveita.&lt;br /&gt;Terá para isso, além de comer certo, à luz do yin-yang, que pensar, ler, dialogar, compreender, sentir e pressentir o seu próprio corpo até onde ele confina com a sua alma. Terá que ser o sismógrafo sensível de si mesmo e de tudo o que se passa em si, com os outros e à sua volta. &lt;br /&gt;É o fim de um autismo energético secular. Deverá ser o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurar um terapeuta macrobiótico é apenas um dos caminhos que se colocam a uma pessoa que adoece, mas nem sempre é o caminho mais seguro.&lt;br /&gt;Porque não poderá delegar unica e exclusivamente num terapeuta - nem que seja o maior crak do mundo - o problema da sua saúde e o destino da sua vida que intima e energeticamente com ele se relaciona. &lt;br /&gt;Nenhum terapeuta, mesmo o mais competente e famoso, poderá por si resolver um problema que depende de mil e um factores entrelaçados ao longo do tempo e todos os dias. &lt;br /&gt;A sua liberdade ou auto-libertação cresce à medida que você dispensar a autoridade de outras dependências, seja ela a do médico, seja ela a da medicina.&lt;br /&gt;É o sistema yin yang que cura e não os que praticam ou ensinam o sistema. O trabalho de cada um é, portanto, aproximar-se do yin-yang, através da energia alimentar, servindo-se para isso de quem o ajuda e orienta. &lt;br /&gt;É o trabalho alquímico da iniciação.&lt;br /&gt;O seu trabalho enquanto doente é aprender, com quem lhe ensina, a trabalhar como ele a dialéctica yin-yang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenómeno saúde/doença excede médico e medicamento. O médico não poderá , em poucos minutos de consulta, resolver um processo de milénios e que se foi complicando, ao longo dos anos de vida, mercê de diversos factores somados e multiplicados, que podemos resumir em um só factor: energias perversas, energias contra a ordem do universo, energias dos mundos infernos por oposição a energias supernas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A génese ambiental da doença, só notada em princípio pelos pioneiros da Ecologia Humana, é hoje reconhecida pelos organismos internacionais que tutelam a saúde, nomeadamente a Organização Mundial de Saúde.&lt;br /&gt;Mas pouco mais do que isso. Nunca se passa, na cultura ocidental, do conhecimento teórico para uma prática efectiva. &lt;br /&gt;A evidência da causa ambiental para a maioria das doenças coincide com os princípios da mais antiga medicina ecológica, a Acupunctura, ramo da mesma árvore yin-yang que deu origem à moderna macrobiótica de Jorge Oshawa e Michio Kushi.&lt;br /&gt;A causa ambiental da doença leva à necessidade de efectuar um primeiro diagnóstico «ecológico», quer dizer, detectar os factores de ambiente (o que se respira, bebe, come, etc..) que podem ser responsáveis por determinados sintomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se , repetimos, na aprendizagem macrobiótica, de formar estudantes de saúde que serão, por sua vez, professores de saúde.&lt;br /&gt;Fundamental para um professor de saúde, siga ele o curso profissional que seguir, dentro ou fóra das alternativas médicas, é a Ecologia Humana, matéria de várias fronteiras e de vários interfaces energéticos, espécie de placa giratória de todas as ciências noológicas. &lt;br /&gt;Por gratidão com a ordem do Universo, queremos que você seja já um estudante de saúde e dentro em breve um professor de saúde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deve saber que os principais obstáculos à técnica macrobiótica não são limitações dela própria , embora tenha algumas, como todas as técnicas, mas resultam da inércia inerente aos hábitos enraizados de todos nós.&lt;br /&gt;O que inviabiliza, muitas vezes, uma cura macrobiótica são factores:&lt;br /&gt;de ordem pessoal ( querer ou não querer, ter ou não ter fé na ordem energética do universo) , &lt;br /&gt;de ordem familiar (os conceitos e preconceitos dos que rodeiam o doente) &lt;br /&gt;de ordem social, nomeadamente a contra-informação que diariamente é vomitada  pelos órgãos mediáticos de intoxicação colectiva que se encontram, como é óbvio, ao serviço dos interesses económicos das internacionais dos venenos e não ao serviço da sua saúde, da sua vida e da sua  liberdade. &lt;br /&gt;Falando de intoxicação, deverá sublinhar-se um dos principais obstáculos à cura macrobiótica: a intoxicação e monodependência dos medicamentos, que exige um trabalho difícil e melindroso de «desmame da droga» como se diz em gíria toxicológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento que encontrou a macrobiótica, você deixa de ser um doente para passar a ser um estudante de saúde, um aprendiz de saúde, um professor de saúde.&lt;br /&gt;Mais: encontrou a Macrobiótica  ou foi a Macrobiótica que o encontrou a si?&lt;br /&gt;Eis uma questão que dará para reflectir ao longo da vida.&lt;br /&gt;A experiência levou alguns a pensar que ela é uma oportunidade que aparece às pessoas quando e conforme estas a mereçam ou não. Quando claramente, sob mil e um pretextos, sob mil e um alibis, alguém claramente a rejeita, é melhor mesmo não insistir, deixar entregue ao seu destino quem tem outro destino marcado. &lt;br /&gt;Se a desculpa, por exemplo, é por não gostar de algas, ou porque o arroz integral leva muito tempo a cozer, ou porque se bebem poucos líquidos e se comem poucas frutas, não vale a pena insistir.&lt;br /&gt;Você terá que distinguir (discernir):&lt;br /&gt;se a macrobiótica surge na sua vida como a sua grande oportunidade de mudar, como aviso de um outro destino e um sinal de outra esperança, &lt;br /&gt;ou se surge como um mero acaso.&lt;br /&gt;Como não há acasos... (postulado da Noologia)&lt;br /&gt;Terá que perceber se ela surgiu porque você se tornou merecedor disso ou se ainda não está preparado moral e espiritualmente (energeticamente) para a receber. &lt;br /&gt;Se concluir que foi a sua oportunidade, deverá ficar, como tal, grato a esse encontro, a essa oportunidade que o destino lhe dá.&lt;br /&gt;Daqui resulta que deve fazer a sua cura macrobiótica como fé, como opção livre e responsável que você toma e assume completamente. Enquanto um novo sistema de cura não for descoberto, pode estar certo de que o yin-yang é, até hoje, o mais próximo da verdade divina. Suficientemente testado pelos milénios para precisar de outras provas.&lt;br /&gt;Não somos nós, os aprendizes, que o afirmamos, mas a prática antes e depois de Oshawa. Experiências anteriores à sua , que agora vai iniciar, o provam. Deve beneficiar delas e também de uma atitude de gratidão. Esta palavra surge nos livros de Oshawa e Michio Kushi como um sintoma curativo. Sem a retribuição moral (energética) do que se recebe, não haverá cura. &lt;br /&gt;Por isso lhe dizemos: terá que ser grato à ordem do universo, compreender as suas leis fundamentais, estudar as suas relações com ele e agir de acordo.&lt;br /&gt;Você é livre de não o fazer, claro. Como é livre de estar a ser doente. Mas nesse caso não poderá queixar-se das doenças que tiver, que serão então ( parcialmente?) obra sua e da sua vontade. Ou inércia.&lt;br /&gt;Ser doente ou estar doente pode ser uma opção. Mas se encontrou a Macrobiótica é porque deseja mudar de um estado dependente para um mais independente, da servidão para a libertação, de um estado mais doente para um menos doente.&lt;br /&gt;É porque deseja iniciar o seu movimento alquímico a nível do corpo, da alma e do espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a altura de lhe lembrar que nada é definitivo, absolutamente bom ou absolutamente mau (postulado da relatividade), absolutamente yin ou absolutamente yang. &lt;br /&gt;Na medicina yin-yang tentamos tornar as coisas mais compreensíveis falando sempre na flexibilidade, na elasticidade yin-yang, da qual Michio Kushi dá tantas vezes a imagem de uma «bola de borracha» saltitante. &lt;br /&gt;Preferimos que diga connosco: em vez de «estou doente», dizer «estou com menos saúde mas queria ficar com mais saúde». Ou em vez  de «não tenho saúde» dizer «queria ficar menos doente e ficar com um pouco mais de saúde».&lt;br /&gt;O tempo, o estudo e a prática macrobiótica lhe ensinarão a importância destas aparentemente insignificantes nuances .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza é que cura (postulado noológico).&lt;br /&gt;Eis uma máxima universal, adoptada pelas novas correntes que se dizem inspiradas no sábio grego Hipócrates mas que também pode ser adoptada pelos que vão procurar informação (energia) à medicina yin-yang. A lei universal - tal como a lei da gravidade... - é igual em toda  a parte.&lt;br /&gt;Uma das provas da verdade energética da medicina yin-yang , se dessas provas precisasse, é exactamente a universalidade das leis em que se baseia, que não são teorias como as que enchem a ciência ocidental.&lt;br /&gt;Esta universalidade das leis yin-yang torna pueril o argumento de alguns naturopatas ou alopatas empedernidos, de que se trata, na medicina taoísta, de «costumes extremo-orientais» que não poderão (sic) ser usados na Europa.&lt;br /&gt;O facto de ficar na China o local onde a sabedoria yin-yang foi conservada e preservada desde há mais de 5000 anos, é um acidente geográfico, como aliás é comprovável por fragmentos que dessa sabedoria surgem através da história, emergindo na cultura tradicional de outros povos, entre os quais o português.&lt;br /&gt;(Ver provérbios compilados por Maria João Baltar onde o yin-yang emerge da sabedoria tradicional portuguesa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alterar os hábitos alimentares exige um grande esforço, redobradas energias. Até porque nunca se sabe quando esses hábitos já se transformaram em vícios.&lt;br /&gt;Nas nossas etapas de auto-cura há que levar em conta, portanto, essa inércia da vontade e do organismo. Saber que o doente deseja curar-se, pode não chegar. Pode ser que ele o diga, mas na alteração dos hábitos alimentares entram factores de ordem subjectiva - a vontade - mas também de ordem objectiva, involuntária e mesmo inconsciente que o próprio doente não controla.&lt;br /&gt;Pode ser que a inconsciente aversão que todos nós temos à mudança de hábitos seja muito mais forte que o desejo consciente ou voluntário de mudança.&lt;br /&gt;Não é, portanto, exagero dizer que o doente, muitas vezes, tende a fazer e a procurar o que lhe faz mal: esse masoquismo existe, de facto, integra a própria patologia e é um dos maiores obstáculos à cura por meios racionais e (eco)lógicos .&lt;br /&gt;Não é por acaso que a medicina tradicional chinesa fala no estado de «perversão» dos 5 elementos, que consiste exactamente em o próprio organismo pedir (exigir) o que lhe faz mal e prejudica. &lt;br /&gt;Entra-se então num círculo vicioso, situação comum em quase todos os doentes. O ciclo vicioso é tanto mais apertado e difícil de desatar quantos mais medicamentos e alimentos quimicalizados o doente  tiver consumido. &lt;br /&gt;Embora só se fale de toxicodependência em relação a estupefacientes e outros produtos que produzem forte viciação, há  hoje um dado adquirido e indiscutível: todos os químicos - nos medicamentos, solos (alimentos), água e ar - produzem uma situação que é de ciclo vicioso e perversão (energética) quando não é de clara habituação ou dependência. &lt;br /&gt;Dependência que atacando, fundamentalmente, os centros cerebrais da vontade, da inteligência e da decisão do doente, o tornam mentalmente surdo a qualquer recomendação ou conselho em que a retirada desses hábitos esteja em causa.&lt;br /&gt;O tornam mentalmente surdo a tudo o que está dito nesta carta. &lt;br /&gt;Dificilmente o doente ultrapassará esta etapa, se não consciencializar, apelando às suas melhores energias - corpo, alma e espírito - que está inconscientemente condicionado pela química e que a química é, na escala vibratória, abaixo do corpo: é uma energia infrahumana. A energia dos mundos infernos por oposição aos mundos supernos.&lt;br /&gt;Há, portanto, uma desintoxicação mental (energética) a fazer, talvez mesmo antes da desintoxicação física. &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115814370260998618?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115814370260998618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115814370260998618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/macrobitica-1992.html' title='MACROBIÓTICA 1992'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115814413544469668</id><published>2006-09-13T00:40:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:42:15.446+01:00</updated><title type='text'>SAYAGO 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 90-09-13-ie&gt; sayago&gt;  - 1622 caracteres -  ecos inéditos ac&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13-9-1990&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ESTADO POLICIAL E TOTALITÁRIO DO PLUTÓNIO ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências para localizar data: &lt;br /&gt;- Plano Energético Nacional em discussão&lt;br /&gt;- Ameaças de central nuclear para 1995&lt;br /&gt;- Financiamento português de Sayago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na perspectiva do realismo ecologista, o crime nuclear não se discute - julga-se em tribunal do povo. &lt;br /&gt;Por isso não aceitamos um «pluralismo energético» agora proposto a debate por um mal abortado Plano Energético Nacional, fundado em estimativas e pressupostos totalmente falsos. Ao que consegui apurar, a participação crítica do Prof. Delgado Domingos na elaboração desse projecto foi magicamente abolida da versão agora vinda a público, quer dizer, censurada pelos aproveitadores de carreira do mal amanhado Plano Energético. O «pluralismo na mentira» continua.&lt;br /&gt;De qualquer modo, não devemos temer as ameaças nele contidas de centrais nucleares para Portugal. É tudo fita. Graças à crise de governo perpétua (que tudo permite no campo da industrialização pesada), não haverá central nuclear nenhuma, pura e simplesmente porque tão pesada asneira o País não aguenta.&lt;br /&gt;Ameaças que se ouviram de uma central para 1995 são ridículas de inverosímeis. A participação portuguesa de quase 50% no financiamento da central espanhola de Sayago, essa sim, essa é que terá de ser matéria  para ampla discussão pública, escândalo que foi abafado e «dossiê» que tem de ser reaberto. A energia nuclear é defendida apenas por interesses venais que, nada tendo a ver com a resolução de crises energéticas, ou com qualquer outra necessidade real e inadiável do País, muito menos serve a segurança e qualidade de vida dos portugueses.&lt;br /&gt;Na perspectiva do realismo ecologista, Portugal deve ser uma democracia pluralista e não o Estado policial e totalitário do Plutónio.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115814413544469668?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115814413544469668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115814413544469668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/sayago-1990.html' title='SAYAGO 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115805398735017375</id><published>2006-09-12T10:37:00.000+01:00</published><updated>2006-09-12T10:39:47.356+01:00</updated><title type='text'>COEXISTÊNCIA 1987</title><content type='html'>crise-5&gt; os dossiês do silêncio – publicado ac 5 estrelas – inventários  – listas negras &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MISTÉRIOS DA COEXISTÊNCIA (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12/9/1987 &lt;/strong&gt;- Serão as constantes declarações de hostilidade entre superpotências atómicas a fachada de uma íntima e estreita amizade de fundo entre blocos hegemónicos que no essencial se entendem e só no acessório se fingem desentendidos?&lt;br /&gt;Um notável artigo intitulado " Droga S.A.R.L.." , da autoria de Vítor Cunha Rego, no jornal "O Semanário" ( 29 de Agosto de 1987) vem levantar hipóteses que um ou dois franco-atiradores timidamente têm ousado propor em todos estes vinte e tal anos de guerra mundial contra a espécie humana e o Planeta Terra, guerra chamada "coexistência pacífica".&lt;br /&gt;Puxam-se a seguir algumas pontas da mesma meada que Vítor Cunha Rego, no seu artigo , coligiu para os investigadores do futuro averiguarem. Caso haja futuro... e bons apreciadores, como nós, de romances de mistério e "politic-fiction".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRISE PLANETÁRIA FABRICADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camuflada pelas guerras sectoriais e parciais - as que aparecem nas primeiras páginas e são filmadas pela "Eurovisão" - a guerra total continua a processar-se a bom ritmo nas várias frentes da guerra ecológica, essa desconhecida: destruição de climas, destruição dos últimos pulmões verdes como a Amazónia, destruição da camada de ozono da alta atmosfera, destruição de populações por sismos produzidos com rebentamentos subterrâneos de bombas termonucleares, destruição da vida oceânica por naufrágio propositado de cargueiros com produtos tóxicos, radioactivos, plutónio, destruição da cobertura vegetal pelas chuvas ácidas, destruição de fauna e flora por empobrecimento genético de sementes, destruição do ciclo hídrico (ou desertificação provocada por eucaliptações, por exemplo), destruição e ruptura do equilíbrio térmico pelo aumento de gás carbónico(CO2) na atmosfera e pela delapidação da biosfera vegetal somada ao incremento da poluição industrial, destruição do indivíduo pela droga e todas as alienações psico-tóxicas ou psicotrópicas, etc,  etc.&lt;br /&gt;Em todas estas proezas contra o Planeta e contra a Humanidade inocente (palavra usada por Vítor Cunha Rego, no seu artigo) que o habita , e que de guerras ecológicas nada percebe, é evidente como as duas grandes superpotências não só colaboram (fingindo que se esgatanham) como estreitam as mãos enquanto as esfregam de contentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENAS CHOCANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conivência propiciada por uma proclamada, já lá vai o tempo, "coexistência pacífica" entre o Bloco de Leste e o Bloco capitalista, quase nunca surge explícita e de contornos suficientemente nítidos para se demarcar da conveniência.&lt;br /&gt;Os pontos ou projectos em que americanos e soviéticos se encontram e confraternizam (quase todos com raiz na indústria nuclear dita pacífica) têm uma especial tendência para escapar aos observadores que produzem a actualidade noticiosa.&lt;br /&gt;Esporádica e desenfastiada, de modo a poder passar como rotina sem importância, a notícia do bom entendimento entre as duas superpotências surge quase sempre em pé de página, disfarçada no meio dos grandes, negros e pesados títulos que – esses sim! – enfatizam a hostilidade e incendeiam as ditas relações Leste-Oeste.&lt;br /&gt;Há mesmo quem diga para os seus botões: se não houvesse esta hostilidade, ela tinha que se inventar, tanto jeito faz a ambas as partes...&lt;br /&gt;Embora narcotizado por uma rotina noticiosa assim engendrada e pré-estabelecida, o observador imparcial, que não vai em histórias da Carochinha, não pode no entanto deixar de notar que a contradição é permanente e que algumas coisas chocam entre si, de maneira estrondosa, produzindo o que, por definição, se chamam as cenas eventualmente chocantes da actualidade planetária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COOPERAÇÃO TECNOLÓGICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Americanos e soviéticos cooperam, por exemplo, na corrida espacial, umas vezes por competição outras vezes por cooperação, nas mega-engenharias megalómanas de mudar rios, correntes, chuvas, tufões, climas e etc, no "laboratório" das experiências sísmico-nucleares (bombas subterrâneas que rebentam para gastar o plutónio excedentário e produzir um bom excedente de sismos além daqueles a que a humanidade já tinha direito), etc.&lt;br /&gt;Cooperação científica e tecnológica é o eufemismo normalmente usado para designar aquilo que outrora se chamou "coexistência pacífica".&lt;br /&gt;O facto de se ter varrido da actualidade noticiosa a expressão "coexistência pacífica" não significa que tivesse acabado ou que entrasse em declínio: significa que os serviços secretos de ambos os lados terão concordado em que era melhor fazê-la pela calada.&lt;br /&gt;Se lermos bem nas entrelinhas do actual noticiário sobre a crise no Golfo, não sei se não ouviremos, nítido, este entrechocar de posições: ao mesmo tempo que, em primeiro plano, se acicata a psicose do medo relativamente à eventualidade de uma "generalização do conflito", pode perceber-se, num plano mais diluído que as duas grandes potências apenas se estão servindo de um louco para acertarem entre si agulhas e estratégias bem sizudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPERANÇA E DESESPERO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, por um lado, a crise planetária não faz propriamente prever futuros cor-de-rosa-e-que-cantam, a foto-montagem que aqui acabamos de esboçar abre, no entanto e por seu turno, uma esperança ainda que ténue: a não ser por um erro de computador, as duas superpotências não estão nada resolvidas a premir o botão de um afrontamento nuclear, em que as radiações, nada selectivas e sem espírito patriótico, atingiriam vítimas e carrascos por igual, beligerantes de um lado e de outro, mesmo ao nível das cúpulas das hierarquias.&lt;br /&gt;Quer dizer, na grande pátria das radiações, não há vencidos nem vencedores, patrões nem empregados, desaparece a luta de classes e apanham todos por igual, reis e súbditos.&lt;br /&gt;A coexistência disfarçada de cooperação tecnológica permite acreditar que o holocausto nuclear se encontra relativamente adiado, ainda que haja interesse em alimentar, pela mentira noticiosa, uma autêntica guerra de nervos, "guerra fria" chamada em tempos, "guerra psicológica como outros preferem chamar-lhe.&lt;br /&gt;Mas com que intenção?- perguntarão os ingénuos.&lt;br /&gt;A intenção , de facto, nunca foi clara mas há a suspeita de que, quando se lançam ondas gigantescas de alarmismo (vide sida) sobre a humanidade, é para fazer vender qualquer mercadoria.&lt;br /&gt;Ainda que não fique clara desde logo a intenção da guerra fria (ou não convenha aclarar, por agora, não vão outra vez considerar esta crónica inimiga dos preservativos e liberalização da venda) é de prever que algum mercado lucra com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AINDA A DROGA, SARL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os temas hipotéticos levantados pelo importante artigo de Vítor  Cunha Rego que começámos por citar, poderiam ser, parcialmente, uma resposta àquela pergunta que um ou dois franco-atiradores tem vindo a formular, há mais de quinze anos, ao abrigo de uma fachada - os movimentos ecologistas - e que levanta questões à partida tabu, proibidas ou censuradas .&lt;br /&gt;Documentos datados e publicados em várias imprensas, avulsas, comprovam que a questão "guerra total" por trás das guerras sectoriais, já preocupava certos espíritos há bastantes anos.&lt;br /&gt;Sob a aparência da "politic-fiction", o artigo "Droga S.A.R.L." levanta a questão de saber quem beneficia, em última instância, com a guerra de nervos, a guerra fria e a guerra em que a droga é um dos tentáculos,  enquanto a guerra ecológica é um dos outros.&lt;br /&gt;- - - -&lt;br /&gt;(*) Publicado no jornal «A Capital» (Crónica do Planeta Terra), &lt;strong&gt;12/9/1987 &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115805398735017375?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115805398735017375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115805398735017375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/coexistncia-1987.html' title='COEXISTÊNCIA 1987'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115805378874005668</id><published>2006-09-12T10:34:00.000+01:00</published><updated>2006-09-12T10:36:28.766+01:00</updated><title type='text'>UNIVERSO 1981</title><content type='html'>&lt;em&gt;crise-2&gt; -  os dossiês do silêncio – ligações a : karma, dialéctica yin-yang, a parte maldita, tema da culpa, ecorealismo, yoga, contra a ciência ordinária&lt;/em&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOCANDO O CÉU(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo está escrito&lt;br /&gt;Tudo se liga a tudo&lt;br /&gt;Todo o verso tem um reverso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12/9/1981 &lt;/strong&gt;- A frenética destruição que se verifica e se torna, dia a dia, palpável , mesmo aos mais distraídos e hedonistas; &lt;br /&gt;a crise que fecha cada vez mais o futuro das pessoas num beco sem saída, sem oxigénio, sem clorofila, sem água, sem vida, sem esperança, sem futuro; &lt;br /&gt;a desolação de "terra queimada" - em sentido estrito e em sentido lato ; &lt;br /&gt;a avassaladora mediocridade dos plásticos e dos sintéticos, das nitreiras e dos rios-canos de esgoto a céu descoberto; &lt;br /&gt;o abandono e o desprezo implícito, o endurecimento nas relações entre as pessoas; &lt;br /&gt;a hipocrisia das palavras "fraternais" em boca de gente que sabemos só conhecer o ódio, a vingança, o terror, a confusão, o caos, a escalada de morte, o ciclo vicioso da destruição, o beco sem saída de um auto-fagismo canibalesco; &lt;br /&gt;enfim, tudo o que compõe a crise ou angústia do nosso tempo, tudo isso talvez só tenha um sentido dramático para quem esteja muito apegado à matéria.&lt;br /&gt;Tudo isso se deveria transmutar em motivo de júbilo, se não tivéssemos perdido o sentido religioso da vida. Se a nossa concepção do Mundo não fosse - como se costuma dizer - materialista.&lt;br /&gt;Se a nossa fé se tivesse situado num mundo não corruptível, não nos daria tristeza verificar a generalizada corrupção que o mina.&lt;br /&gt;Se as nossas fés num mundo de coisas relativas, fosse a Fé, só poderíamos entender o grande rio de morte, medo, merda, miséria, violência, terror, o grande caos, a grande catástrofe como a sólida prova de um Mundo que forçosamente se move em outras ondas e noutros níveis de matéria não corruptíveis. &lt;br /&gt;Se pudéssemos ver a catástrofe ecológica como a reconfirmação da Ordem transcendente que violámos, como a reafirmação de uma Fé que está para lá da Natureza, do Mundo, do Ciclo das Reincarnações, do Bem e do Mal, da Morte e da Vida, do Dualismo e do Sofrimento, então a catástrofe ecológica, a crise ecológica, os becos sem saída, os cercos irreversíveis, a escalada, a apoteose de morte e mentira, teriam o supremo sentido da suprema lição que nos é dada no Grande Livro do universo para sabermos, in extremis, o Norte da Bússola.&lt;br /&gt;A crise, no fundo, é apenas porque estamos desorientados. Sem bússola. Sem Norte. Sem Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DIALÉTICA DAS ALTERNATIVAS - UMA DINÂMICA PARA SAIR DO ATOLEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos profanos, a lei de causa e efeito é o que as tradições de todos os tempos sempre consideraram o karma ou implícita relação de causalidade entre tudo o que existe no universo.&lt;br /&gt;"Tudo se liga a tudo" - proclamam modernamente os ecologistas.&lt;br /&gt;Em termos de filosofia europeia, esse reconhecimento da trama ou rede universal recebeu, em certos momentos históricos, a designação de dialéctica. Mas o budismo Zen vulgarizou a dialéctica yin-yang em tempos muito remotos, e muito antes que a Europa descobrisse "ambos os lados da realidade".&lt;br /&gt;Não há verso, sem reverso - sabia-se já no I King, e em todos os textos sagrados da antiguidade oriental.&lt;br /&gt;Mas hoje, em 1981, saber-se-á que todo o verso tem um reverso?&lt;br /&gt;Quando a poluição surge e todos se espantam, não será  um primeiro sinal de que nunca se ignorou de maneira tão primária, como hoje, esse princípio universal e eterno de que "todo o verso tem um reverso"?&lt;br /&gt;A tragédia do homem moderno, dito civilizado, é afinal a teimosia de ignorar a mais elementar das leis físicas: todo o efeito tem uma causa, todo o verso tem um reverso, tudo se liga a tudo. &lt;br /&gt;Ecologista, neste sentido, será apenas o que aplica em todas as circunstâncias da realidade, a dialéctica yin-yang. Quer dizer, a dinâmica da realidade na sua  totalidade. &lt;br /&gt;Qualquer triunfalismo ou optimismo denuncia essa "ignorância" da dialéctica.&lt;br /&gt;E todo o triunfalismo, optimismo ou moralismo só podem conduzir a um dogmatismo feroz.&lt;br /&gt;A elasticidade do principio único - Yin - yang - é o contrário do rigidez dogmática.&lt;br /&gt;Não ver que todo o processo de decadência é a outra face do que se designa por prosperidade, e que todos os retrocessos verificados nesta sociedade são o outro lado do Progresso, eis a cegueira mental mais trágica e penosa do nosso tempo. Cegueira que é total no tecnocrata de todas as tendências políticas, no tecno-burocrata ainda mais cerrada.&lt;br /&gt;Ver claro é ver ambos os lados da realidade.&lt;br /&gt;E saber que todo o vinho tem borras e que a ganância do consumo, motor das economias de mercado, tem o seu reverso em todas as doenças do consumo, e no espectáculo de morte e degradação que essas sociedades apresentam.&lt;br /&gt;Nada acontece por acaso - é outra forma de traduzir o aforismo básico da dialéctica.&lt;br /&gt;Mas toda a classe cientifica, técnica e política actua como se "tudo acontecesse por acaso" e como se o Mundo fosse um Caos de onde caíssem permanentemente do céu surpresas e mistérios, cuja causalidade o homem ignoraria. O homem tornou-se exactamente o senhor do Universo, quando religou ( o efeito à causa) ,  quando pensou, quando raciocinou, quando recusou a fatalidade. Quando deixou de atribuir a Deus o que era exactamente de sua culpa e responsabilidade. De sua causa.&lt;br /&gt;Uma sociedade que hoje tudo atribui a falsas causas ou culpas, é a imagem da Decadência e do Obscurantismo.&lt;br /&gt;Uma gripe atribuída a um vírus - é grotesco. &lt;br /&gt;E a prostituição atribuída à malvadez ou imoralidade de certas mulheres é o supremo grotesco.&lt;br /&gt;Mas toda a "ciência" hoje se manifesta nesta inversão de termos. Jamais indica a verdadeira causa , que é o verdadeiro culpado. A ciência vendeu-se. A ciência, essa sim, prostituiu-se. E, com ela, toda uma sociedade que se diz fundada na ciência.&lt;br /&gt;Yoga ou religião significa este entendimento total da inter-relação de tudo a tudo.&lt;br /&gt;Ecologismo que não faça o processo radical desta corrupção de base nos conceitos originais da verdade, só pode efectivamente concorrer para afundar na miséria, na morte, na merda e&lt;br /&gt;na mentira um mundo que apenas quis ouvir e conhecer um dos lados da multiforme realidade. Quem apenas proclamou o principio do prazer, teria, tarde ou cedo,  que saber (e pagar duro) que o reverso do prazer é a dor e o sofrimento. E vice-versa.&lt;br /&gt;Compreender a dor e o prazer, com a mesma neutralidade e a mesma objectividade científica, é tudo o que se necessita para uma revolução cultural. Da qual o ecologismo é a chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PONTE ENTRE O CAOS E A ORDEM (DO UNIVERSO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como os profetas o disseram, este é o tempo de Kali Yuga, a idade da confusão e do caos.&lt;br /&gt;A tarefa do que chamamos ecologista seria, em grande parte, uma leitura possível desse caos e dessa confusão para tentar obter as possíveis saídas para ele.&lt;br /&gt;Ecologismo seria, neste sentido, um diagnóstico, implicando um prognóstico e uma terapêutica, as quais no entanto não serão possíveis (como o provam as terapêuticas exlusivamente políticas ou económicas) sem um diagnóstico correcto e exacto.&lt;br /&gt;O ecologismo reclama-se exactamente como o único diagnóstico correcto entre todos os que dizem "analisar a crise".&lt;br /&gt;Se para muitos ecologistas, o yoga é a única prática viável e possível num mundo em derrocada, nesta Idade de Kali-Yuga, outros pensam que, enquanto estiverem no mundo, na rua, na cidade, enfim, na confusão e dentro do caos, podem acelerar o processo de evolução cósmica analisando a situação e desmontando os mecanismos de violência que impedem muitas pessoas, hoje, de chegar ao limiar da verdade. Quer dizer: o Yoga Total, a Tradição, a Ordem do Universo, a Dialéctica yin-yang.&lt;br /&gt;O ecologismo é para esses que ainda estão com um pé no Caos, tentando fazer a ponte paraa ordem do Universo.&lt;br /&gt;- - - - - &lt;br /&gt;(*) Não tenho a certeza mas deve ter sido publicado no jornal «A Capital» (Crónica do Planeta Terra), &lt;strong&gt;13/2/1982&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115805378874005668?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115805378874005668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115805378874005668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/universo-1981.html' title='UNIVERSO 1981'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115796735382880898</id><published>2006-09-11T10:34:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T10:35:53.833+01:00</updated><title type='text'>POLÉMICAS AC 1967-68</title><content type='html'>&lt;em&gt;chave-14&gt;chave&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS POLÉMICAS DE AC COM O MEIO AMBIENTE - CHAVE PARA OS ANOS 1967-68&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;11/Setembro/1993&lt;/strong&gt; - A guincharia da chamada «civilização», a ladração do chamado Progresso, não deixam ouvir a voz da esperança, nem as notícias das alternativas ao sistema conseguem furar a barreira mediática dominada pela matilha.&lt;br /&gt;Quando vejo os cuidados cautelares com que, nos meus inéditos de 1967-68, abordei as temáticas pouco queridas e mesmo malditas, como o vegetarianismo, chego a ter pena de mim próprio, mas principalmente desta gente que sustenta o sistema e ainda não vomitou o banquete. Chego a ter pena de que o óbvio ainda não tenha chegado às suas cabeças. Se ainda hoje, apesar do marketing dito naturista e biológico, ainda se correm riscos em proclamar princípios menos carnívoros e mais vegetarianos, a estupidez e crueldade dos costumes desta barbárie chamada civilização ficam bem visíveis. Afinal como não será difícil, hoje, abrir caminho às mais recentes descobertas da Vanguarda, se as prosas de 1967-68 ainda hoje, em 1993, trinta e tal anos volvidos, criam engulhos na engulhada canzoada cujo ladrido, cuja ladração continua a encher, de manhã à noite, jornais e telejornais, novelas e telenovelas. Eu só guardo estes inéditos porque me parecem reveladores de uma luta que, apesar de inglória, não deixou de me caber como destino e como fatalismo. &lt;br /&gt;Não estou eufórico nem nostálgico, nem arrependido desse tempo perdido. Apenas boquiaberto. Aliás, todo e qualquer atalho que, nas nossas vidas, tenhamos tomado, ao lado do caminho principal, não deixaria nunca de constituir perda de tempo, atraso de vida, Mas os atrasos de vida, embora sejam muito relativos, continuam por toda a parte, não só da parte dos que têm a missão histórica de atrasar a vida de todas as vidas (os meios políticos e mediáticos, por exemplo), mas da parte das pretensas e alegadas correntes da Contra-Corrente. &lt;br /&gt;Os próprios vegetarianos - para voltar ao tema - são um bom exemplo de um bom atraso de vida. Se decidirem publicar-me estes inéditos, acho, sinceramente, que vale a pena: «O Cancro do poder Médico», por exemplo, um texto de 35 pgs A4 de 22 de Outubro de 1977, manteve-se inédito e autocensurado porque não podia ter outro destino. Ainda bem: se o tivesse publicado, estaria provavelmente ainda no Forte de Caxias com vista pró Mar. Era a tese óbvia da «doença que está no ambiente» e, como todas as teses óbvias, altamente subversiva, era tabu. Foi tabu. É tabu. Continuará tabu. &lt;br /&gt;Merda para as polémicas (cansativas) com o Meio Ambiente, se o Meio Ambiente tem os doutores e cabrões que merece. Até quando continuará a ser tabu a denúncia da Iatrogénese ou crime médico? Até quando continuará a ser tabu, com os alegados ecologistas, todas as Quercus e todos os Green Peace a guinchar pelo proteccionismo das espécies? Mas e a Ecologia do Trabalho, oh Soromenho Marques Viriato? Mas e a Ecologia Alimentar? &lt;br /&gt;Mas e a Ecologia Humana, em suma, estarão as Quercus, os Green-Peace, os Pimentas (Carlos), os Viriato Soromenho, à espera que se extinga a espécie ou que seja eu a mexer um dedo? Estarão eles, os pobres coitados, convencidos de que serão os únicos sobreviventes da Arca? Eles que andaram indrominando gerações, desviando-os do essencial e propincuando-lhes o acessório? Antes o Ferreira do Amaral, depois da cura de emagrecimento no Tallon. Antes aquele boca de favas que é da Indústria, Mira Amaral ao que parece. Antes o plantador profissional de Eucaliptos Ernesto Goes. Antes o que chegou a ser 1º Ministro um dia e meio (qualquer coisa Marques da Costa) - do que estes ecologistas de merda, com as conversinhas dos abutres amestrados e outras espécies que não precisam nada dos soromenhos e dos Pimentas e dos acessores do Pimenta para sobreviver. Quando se extinguirá a raça dos eco-mentirosos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1977-78&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São igualmente de 1977-78 os textos ignominiosos que escrevi sobre o progresso da Vacina - sobre o médico-fascismo da vacina. Que, diga-se, em 1993, quase 16 anos depois (!!!) continua de pedra e cal a ser médico-fascismo, com a ladridação dos media a ajudar, pimpona, na promoção. De cada vez que fala em vacina, o jornalista (especialmente se for de televisão) tem um orgasmo. O servilismo dos media, aliás, tem vindo num crescendo, se considerarmos, por exemplo, a data-encruzilhada de 25 de Abril de 1974 como referência. O médico-fascismo, diga-se, tem vindo num crescendo, com a recente e monumental campanha contra o próprio Ministério da saúde, sempre que este não cede às chantagens, submetido a permanente chantagem das multinacionais da Farmácia. Que merda! O que ontem não se podia dizer, hoje não se pode dizer. «Atenção ao médico-fascismo da vacina: Leucemia de Gato para exemplo» é um texto de 1977 sobre a ideologia que estrutura o sistem,a médico. É um achado arqueológico. Será mesmo que eu nunca tive razão? Que nunca a terei? Ou que sempre a tive? Em Fevereiro de 1977, sai um opúsculo em Coimbra com um dossier que os anarco-coimbrões, dirigentes da Associação Académica, me mandaram organizar, todos excitados com a vacina. Mandaram, eu obedeci. Nem sequer obrigado disseram, aliás como bons anarcas e coimbrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1970, 1978, 1987&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Radicalizar cada vez mais o discurso da análise ao(s crimes do) sistema, parecia-me, em 1970, a démarche do chamado e alegado Ecologista. Continuava a parecer-me em 1978, quando publiquei (na colecção «Artigos que a Censura me cortou em 1978») «Viva a Doença, Abaixo a Medicina». Continuava a pensar, em 30/3/1987, quando falei no Forum Picoas, à margem da exposição «15 Anos do Movimento Ecologista», sobre os direitos ecológicos do cidadão, a informação fundamental ao Consumidor, a qualidade biológica dos alimentos - um texto que me parece de auto-antologia. Continuava a identificar ecologismo com radicalismo de pensamento, em 19 de Janeiro de 1987, quando falei na Sociedade Portuguesa de Naturologia sobre o Estado da Nação (causa) naturo-vegetariano-ecologista. Este texto, claramente inspirado no anúncio do Vitinho da televisão e nos anúncios da Nestlé a favor da nossa qualidade de vida, parece-me não só de auto-antologia mas, letra a letra, vírgula a vírgula, vigente ainda hoje, em 1993, 6 anos volvidos. O pântano dos alegados ecologistas continua pantanoso e nada se alterou das alternativas de vida. A morte continua a dominar jornais e tele-jornais. E os vegetarianos, contentes, porque não comem carne de pombos envenenados no Rossio. Esse texto de antologia, obviamente inédito, serve também de óptima chave, hoje que, em matéria de ecologia, já só escrevo no computador &lt;Chaves&gt; para que me abram os textos que abundantemente caguei. Em honra dos grandes da Nação, mas principalmente do Ministro Barreto, Alfa e Ómega do nosso destino colectivo de Chafurdo. De eterno chafurdo. &lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115796735382880898?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115796735382880898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115796735382880898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/polmicas-ac-1967-68.html' title='POLÉMICAS AC 1967-68'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115796724525337331</id><published>2006-09-11T10:32:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T10:34:05.260+01:00</updated><title type='text'>MEP 1982</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 82-09-11-je&gt; = jornal expresso - mep-10-je&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTIDO «VERDE»: PEDRADA NO CHARCO OU MANOBRA POLÍTICA? (*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Este texto, não assinado mas que deve pertencer ao jornalista José Manuel Lopes, foi publicado no semanário «Expresso», &lt;strong&gt;11-9-1982 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A legalização, a meio desta semana, do «Movimento Ecológico Português» - Partido «Os Verdes» colheu de surpresa os meios ecologistas da capital. Organizações como os «Amigos da Terra» ou figuras marcantes como Afonso Cautela são totalmente alheias à iniciativa e ao esforço de recolha das poucas mais de cinco mil assinaturas que foram entregues no Supremo Tribunal de Justiça.&lt;br /&gt;Pelo que conseguimos apurar junto dos promotores da nova formação política - que se autodefinem como «defensores da causa ecológica e amigos da Natureza» - a sua base assenta em vários grupos de activistas locais ligados, sobretudo, a protestos em defesa do meio ambiente. &lt;br /&gt;Assim, entre os signatários encontrar-se-iam activistas da Comissão de Defesa do Rio Almonda e dos movimentos contra a Central Térmica a carvão de Viana do Castelo, a eucaliptação da serra de Ossa, a Central Nuclear de Ferrel-Peniche, a poluição dos rios Ave, Jamor e Alviela e das ribeiras de Odivelas e Barcarena, a eucaliptação selvagem da serra de Portel ou em defesa dos areinhos do Douro, das serras de Sintra e da Malcata e do sapal de Castro Marim.&lt;br /&gt;Por outro lado, entre os seus principais dinamizadores, o novo partido parece contar com elementos mais ligados a Comissões de Defesa do Património Cultural que a agrupamentos ecológicos típicos. Para alguns observadores a entrega das assinaturas só foi possível porque se fugiu a certos ambientes ecologistas muito fechados e virados sobre si próprios. Recorde-se, de facto, que já em várias ocasiões activistas do movimento «verde» haviam proposto a criação de um partido, «à europeia», mas que todas as diligências nesse sentido ficavam bloqueadas por sectarizadas discussões internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTIDO: UM PROJECTO ANTIGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda recentemente, no Centro Nacional de Cultura, uma reunião de representantes de várias associações lisboetas terminaria sem resultados palpáveis devido ao «complexo de inércia», como no-lo designou um dos promotores da reunião, arquitecto Fernando Pessoa. Aquele técnico, que durante vários anos dirigiu o Serviço Nacional de Parques e Reservas, havia dias antes publicado na página de opinião do «Diário de Notícias» um quase apelo à constituição de um partido ecológico. Na sua opinião havia que, sobretudo, aproveitar as prerrogativas legais concedidas pelo «direito de antena» para ir divulgando o ideário ecologista mesmo que, por enquanto, se não pensasse numa intervenção política mais profunda e organizada.&lt;br /&gt;Na ocasião, os restantes participantes na reunião, nomeadamente os elementos dos «Amigos da Terra», combateriam a ideia quer por falta de uniformidade ideológica, quer por advogarem uma intervenção mais individualizada no momento presente.&lt;br /&gt;Posteriormente, os azedos debates que tiveram por palco Miranda do Douro durante o recente encontro de protesto contra a construção da central nuclear de Sayago pareciam afastar ainda mais a perspectiva de criação de um movimento organizado com âmbito nacional.&lt;br /&gt;Foi assim natural a relativa surpresa sentida nos meios ecologistas e pela própria comunicação social. Elementos conhecedores do meio referiram-nos, no entanto, que o MEP-PV poderá corresponder a um esforço no sentido de, criando um facto consumado, romper um certo isolamento e imobilismo sentido entre os vários grupos. Por outro lado, poderá permitir ultrapassar a inércia sectarizada que, para muitos, constituiu a herança de traumas políticos passados.&lt;br /&gt;Outros sectores, mais próximos das posições oficiais dos principais grupos ecologistas, sugerem em contrapartida que o novo partido teria sido lançado por forças próximas da APU e poderia vir a integrar-se na estratégia geral daquela força política. Em abono desta tese referem que o novo partido parece dispor de fortes núcleos de apoio na margem sul do Tejo - Barreiro, Moita e Montijo - e que em certos locais do país militantes do MDP teriam sido vistos a recolher assinaturas. Por outro lado, perguntam, «que outra máquina que não a ligada à APU teria podido reunir, à margem dos nossos grupos, cinco mil assinaturas sem que se desse por isso?».&lt;br /&gt;Entretanto, os promotores do novo partido que, a curto prazo, tencionam abrir sedes em Lisboa, Porto e Coimbra, manifestaram-nos o seu maior interesse em dialogar com todos os movimentos ecológicos existentes. Isto mesmo quando elementos dos «Amigos da Terra» voltaram a repetir esta semana a sua intenção de se manterem à margem dos processos de institucionalização de uma corrente de opinião ecológica. &lt;br /&gt;Mais: tudo indica que a reacção oficial de alguns dos movimentos ecológicos mais antigos poderá vir a ser muito violenta e de aberta oposição ao novo partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E AS AUTÁRQUICAS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MEP-PV , cujo arranque decisivo só deverá ocorrer lá para fins de Setembro e coincidir com  uma conferência de imprensa a anunciar, poderá no entanto, vir a candidatar-se a algumas autarquias já nas próximas eleições. Esta hipótese tem vindo a ser discutida internamente, não se tendo ainda obtido qualquer consenso, mas a intenção confessa de criar em Portugal um movimento semelhante aos existentes em França e&lt;br /&gt;na Alemanha dá-lhe consistência. Recorde-se que nesses dois países os ecologistas constituem uma força eleitoral de peso, sobretudo quando se disputam eleições locais. Na Alemanha, por exemplo, uma sondagem divulgada nos últimos dias indica que «os verdes» poderiam cativar nas próximas eleições qualquer coisa como 8 por&lt;br /&gt;cento do eleitorado.&lt;br /&gt;Os promotores do MEP-PV mostraram-se porém muito prudentes pois, como nos disse um seu porta-voz, «já tenho visto morrer projectos lindos porque se quer fazer tudo a correr. Iremos, mas iremos com calma, com tempo, com os pés bem assentes na terra».&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115796724525337331?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115796724525337331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115796724525337331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/mep-1982.html' title='MEP 1982'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115796711503494008</id><published>2006-09-11T10:30:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T10:31:55.040+01:00</updated><title type='text'>SEVESO 1976</title><content type='html'>&lt;em&gt;seveso-1&gt; datas do mundo – atenção: melhor meter isto no lixo do que voltar a publicar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIVA A MORTE EM SEVESO(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11/9/1976&lt;/strong&gt; - O que aconteceu a Seveso, bairro-tentáculo de Milão, exemplifica no Norte industrial da Itália o que nos espera, em tempos próximos, a quantos vivemos em bairros e localidades que são subprodutos (dormitórios) das cidades concentracionárias como Lisboa.&lt;br /&gt;Há muito, já, que Lisboa vem tentando imitar Milão, assim como Portugal irá imitar, depois do 25 de Abril, essa Itália pós-fascista que, de armadilha em armadilha, tem vindo, em nome da democracia pluralista, a instalar na Europa meridional uma das formas latinas de ditadura tecno-industrial mais aperfeiçoadas do Mundo.&lt;br /&gt;O «boom» italiano, tão celebrado como o "boom" espanhol, significa afinal que ao fascismo tradicional (colonialista, racista, capitalista, tradicionalista, absolutista) se sucede (conforme os planos da guerra fria) um neo-fascismo (neo-capitalista, neo-colonialista, super-modernista e pluralista) que convém muito mais aos desígnios dos imperialismos agonizantes.&lt;br /&gt;Seveso, com suas crianças queimadas pela dioxina, seus coelhos a estrebuchar, suas mulheres com fundas olheiras negras (um médico diagnosticaria, pela fotografia dos magazines, um alto teor de intoxicação crónica e uma forçada actividade renal através dos anos),  Seveso e a sua população evacuada, seus guardas de cacetete e máscara antigás, seus letreiros garrafais com áreas interditas como nos romances de espionagem, foi o assunto ideal de jornalistas, seus abortos e nados-mortos, mortos por saciar a fome de exótico e de sensacional, de espectacular e de simiesco que nos roi e corroi sempre.&lt;br /&gt;Um acidente, por sua natureza (acidental), dá notícia, dá fotografia, dá título a cinco colunas, dá capa de magazine a cores, dá sensação, dá frisson, dá volúpia óptico-sádica.&lt;br /&gt;Depois de talco hexaclorofene,  depois da Talidomida, depois de Minamata, depois das marés negras, depois de tanto espectáculo e sensação, tardava um Seveso. Era preciso um Seveso. A malta queria um Seveso. O sistema, mesmo, reclamava um Seveso para despolarizar a opinião pública mundial da outra exploração mais crónica, mais sistemática, menos acidental e menos espectacular.&lt;br /&gt;E a célebre companhia suíça Hoffman-Roche, que também fabrica supositórios, fez a vontade e tanta gente junta: deu-nos a todos, para roermos e remordamos até ao sabugo, mais um caso Seveso. Custou-lhe algumas indemnizações, pagas de imediato às vitimas, mas logo essa verba foi incluída nas despesas de representação e propaganda. Viva a Roche, multinacional caridosa que logo indemniza as vítimas, coitadinhas, da nuvem venenosa.&lt;br /&gt;Vamos a ver se me explico. Depois do médico, do engenheiro, do burocrata e do vendedor de alcagoitas, o jornalista é um dos que melhor servem o sistema como o sistema quer. Basta ler a onda de artigos que Seveso provocou na Imprensa. O jornalista que se preza pode lá perder o "escândalo" do acidente e o acidente do escândalo! Vivemos disso, nós, torpes jornalistas ao serviço do sistema. O acidental é uma das válvulas de escape mais poderosas que o sistema usa para institucionalizar o crime. Neste caso concreto, o crime contra o ambiente, ou ecocídio.&lt;br /&gt;Com um Seveso de vez em quando e os jornalistas todos, à compita, debicando nos cadáveres, pretende o sistema fazer esquecer o subtil, o gradual, o irreversível e o que progressivamente vai constituindo a bancarrota ecológica deste País e deste Mundo.&lt;br /&gt;A degradação mais profunda e a mais profunda destruição não se mostra com arames farpados e armada de matracas, defensora dos fracos, velhos e crianças. A subtil degradação do sistema exponencial, do apoplético "crescimento económico", não se revela por lances espectaculares, por parangonas de jornais, por telexs e telefotos nervosos difundidos em catadupa e em pormenor.&lt;br /&gt;De vez em quando, as Hoffman-Roche deste Mundo têm que provocar um Seveso qualquer, senão rebentam. Além disso:&lt;br /&gt;1 - Compete às multinacionais do tecnoterror manter um estado contínuo de guerra de nervos, para o qual contribui um Seveso dia-sim, dia-não.&lt;br /&gt;2 - Compete às multinacionais avisar povos como o português, o italiano, o espanhol, o grego, o galego, de que têm a faca e o queijo na mão, quer dizer, que têm dinheiro para nos emprestar e, logo ou antes disso, indústrias para nos envenenar.&lt;br /&gt;3 - Compete a países pobres como o nosso abrir as pernas para cá meterem as indústrias venenosas que já não querem lá nas pernas deles.&lt;br /&gt;4 - Um Seveso a tempo e horas até promete publicitariamente o desfolhante que de superbombardeiro no Vietname passou a bombardeiro de bolso para "progresso da agricultura europeia" e, claro, para manter em respeito populações porventura revoltosas, insurrectas, anti-sociais-democratas como as da Itália democrata cristã e as de Portugal pós-gonçalvista...&lt;br /&gt;5 - Enquanto se produz um Seveso, despolariza-se a opinião mundial do que subterrânea e subtilmente vai minando os últimos equilíbrios do ecossistema Terra; posta a área de quarentena, faz-se crer ao Mundo que o resto do Mundo está imune; ilude-se, com este estratagema, um estado afinal total e totalitário, mundial e sistemático de guerra ecológica, de crime já tornado costume e hábito quotidiano.&lt;br /&gt;Episódios como o de Seveso são apenas consolo para que todos nos habituemos a suportar diária e sistematicamente limiares de merda e de veneno logo abaixo dos limiares que tornaram Seveso zona interdita à navegação.&lt;br /&gt;O próspero comerciante de tóxicos e venenos não desistirá de fabricar dioxina e desfolhantes, cloranfenicol e antibióticos, adubos e superfosfatos, celuloses e centrais nucleares, supositórios e gelados para as criancinhas coitadinhas, açúcar e farinhas refinadas, glutamatos e paratiões, fibras têxteis e plásticos, cianetos singelos e cianetos à décima potência, uísques e LSD,  plutónio e cancros em escala industrial.&lt;br /&gt;Se o pilriteiro dá pilritos, o criminoso o que é que há-de dar?&lt;br /&gt;Que tudo isto é para progresso do País, só cegos não vêm e só o militante da Ecologia ainda não percebeu. Que todos, inclusive o jornalista, devem continuar a fazer frete ao sistema, também muito bem. Que os industriais da dioxina &amp; arredores se encontram não só em plena liberdade para continuar implantando importantes complexos industriais como o fazem credenciados por uma opinião pública que se deixará matar por eles mas que perseguirá até ao linchamento o militante ecológico, também parece mais do que evidente.&lt;br /&gt;Não há nisto pessimismo.&lt;br /&gt;Realista é reconhecer em que mundo imundo estamos, e que manicómio em autogestão não é só Portugal (quintal e esgoto deles) mas principalmente o mundo das multinacionais que nos governam.&lt;br /&gt;Viva, portanto, Seveso. Viva a poluição! Vivam os criminosos e assassinos da Natureza. Vivam os cangalheiros da nave especial Terra. Vivam carniceiros e técnicos seus assessores. Viva o progresso no matar e no esfolar crianças vivas. Vivam os carrascos!&lt;br /&gt;Mas viva também a ordem do universo e a lei imutável das leis da Natureza. Tudo será pago. A contabilidade será posta em dia. Os mortos acordarão e os vivos irão para as fossas de ratazanas de onde por engano saíram. Enquanto, dormentes, os criminosos dormem, a humanidade nova do militante ecológica acorda.&lt;br /&gt;Militante ecológico é o que acorda deste pesadelo e deste tempo de assassinos. E o que vai aprender em dois dias as técnicas de autodefesa, de autolibertação, de autocura, de autocontrole e de autoimunização contra os legionários da destruição.&lt;br /&gt;Militante é o que se recusa a enfiar barretes. Militante é o que convida os fabricantes de merda e comê-la. Diplomaticamente. Delicadamente.&lt;br /&gt;Militante é o aprendiz da mais antiga sabedoria que no planeta cá deixaram os irmãos da Galáxia: a ordem do universo não admite excepções, e tudo se paga.&lt;br /&gt;O militante prepara o caminho estreito por onde a humanidade, evacuada de Seveso, acoçada de todos os Seveso, irá penetrar na Era do Aquário, da Liberdade, da Justiça, da Alegria, da Vida e da Felicidade.&lt;br /&gt;Segundo notícias da Reuter, o Paraíso estará fechado aos porcalhões da Roche que continuam matando inocentes, com todos os Pilatos deste Mundo lavando as porcas mãos.&lt;br /&gt;Todos os pilatos da ciência, da técnica, do progresso!&lt;br /&gt;(*) Publicado no semanário «Gazeta do Sul», &lt;strong&gt;11/9/1976&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115796711503494008?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115796711503494008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115796711503494008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/seveso-1976.html' title='SEVESO 1976'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115796702626955344</id><published>2006-09-11T10:28:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T10:30:26.290+01:00</updated><title type='text'>TABACO 1979</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2 - 79-09-11-ie-mk&gt; = ideia ecológica = mein kampf - dcm79-3&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado in «Portugal Hoje» &lt;strong&gt;(11/9/1979&lt;/strong&gt;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TABACAR OU NÃO TABACAR:HAMLÉTICO DILEMA DA VIDA PORTUGUESA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS MALEFÍCIOS DA OMS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11/9/1979 - A Organização Mundial de Saúde insiste em avisar a humanidade contra os perigos do tabaco. Desdobra-se em revistas, folhetos, autocolantes, cartazes, em todos os idiomas do mundo, incluindo o tabaquês.&lt;br /&gt;Nunca ninguém a ouviu avisar a humanidade do perigo iatrogénico, por exemplo, sobre os efeitos iatrogénicos dos medicamentos, nomeadamente cortisona, pílula-cor-de-rosa, antibióticos, soro e tantos outros que, como se sabe (sem precisar de ir a Genebra) provocam doenças piores do que aquelas que dizem curar.&lt;br /&gt;Mas contra os perigos e malefícios do tabaco, bode expiatório para todo o serviço, todos os dias nos avisa. Maternalmente. Desinteresseiramente. Para bem do nosso corpo e da nossa alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIVA O TABACO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unidade Colectiva de Produção «12 de Maio», próximo de Montargil, no Alto Alentejo, está a dedicar-se à cultura do tabaco. &lt;br /&gt;Segundo um dos seus dirigentes declarou à agência ANOP, «tendo em vista o alargamento desta cultura, que a direcção da UCP considera até agora positiva e promissora, foram há pouco tempo concluídos seis secadores para tabaco e um armazém de grandes dimensões para a sua recolha.»&lt;br /&gt;Segundo o «Jornal Novo» que publicou a notícia (11/9/1979), «o custo destes melhoramentos agora concluídos atingiu vários milhares de contos.» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABAIXO O TABACO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O Tabaco ou a Saúde» foi o tema proposto à reflexão dos homens pela Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) para o dia 7 de Abril de 1980. &lt;br /&gt;Nesse sentido e secundando um pedido do director da mesma organização mundial de caridade, foi criada, em Portugal, uma comissão nacional para estudar a melhor forma de dar corpo a um plano nacional de luta contra o tabaco.&lt;br /&gt;O presidente da referida comissão e director do Gabinete de Estudos e Planeamento da Secretaria de Estado da Saúde, Prof. Cayolla da Mota, expôs as linhas gerais do programa que se pretende realizar. &lt;br /&gt;O tabagismo está a revestir aspectos preocupantes pois, como afirmou o Prof. Cayolla da Mota, julga-se que seja esta a principal causa de incidência dos cancros do pulmão.&lt;br /&gt;Segundo dados fornecidos pelo Prof. Cayolla da Mota, no ano de 1960 consumiram-se, em Portugal, 7.104 toneladas de tabaco e, em 1975, 12.482 (Jornais do dia &lt;strong&gt;22/11/1979).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANCRO E TABACO: AUMENTO DA PRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todos os esforços até agora feitos para reduzir o consumo do tabaco, de 1970 a 1976, a produção mundial do tabaco aumentou 20%, segundo a mensagem da O.M.S., veiculada pela Agência noticiosa ANOP ( 29/11/1979). &lt;br /&gt;Em alguns países, a produção e venda do tabaco é um monopólio do Estado, que retira daí chorudos lucros mas, segundo os técnicos de saúde, esses lucros são apenas aparentes.&lt;br /&gt;Se o Estado contabilizar todo o dinheiro que gasta no tratamento de doenças provocadas pelo tabaco bem como os prejuízos causados à economia pelo absentismo dos trabalhadores afectados, o balanço será altamente negativo.&lt;br /&gt;As estatísticas da OMS mostram que 90 por cento das mortes devidas a cancro do pulmão, 25 por cento dos óbitos por deficiência cardio-vascular e 75 por cento das mortes atribuídas à bronquite crónica estão estão directamente ligadas ao consumo do tabaco. Isso significa que pelo menos um milhão de pessoas morre em cada ano por causa do fumo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANCRO OU TABACO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contradição ainda não tem vacina nem está catalogada entre as doenças infecto-contagiosas, mas não deixa de continuar a proliferar, como um vírus, no discurso oficial sobre doença e saúde. &lt;br /&gt;Por um lado,  no copioso noticiário de imprensa e sempre com a ajuda da O.M.S. «tabaco ser pior do que o Khomeiny».&lt;br /&gt;Por outro lado e acompanhado de fotos ilustrativas, vamos começar a produzir tabaco em Portugal (nas unidades colectivas de produção) e em breve poderemos ser autosuficientes nesta fabricazinha caseira de cancros (segundo os peritos da mesma O.M.S.) .&lt;br /&gt;Por outro lado ainda, estamos, por toda a parte, suficientemente avisados pela Comissão Nacional do  Ambiente para não fumar nos recintos desportivos fechados.&lt;br /&gt;Por outro lado ainda,  o tabaco é o fim da macacada como agente cancerígeno, logo a seguir à hóstia mas, por outro, o tabaco é a nossa safa para o Mercado Comum, se nos quisermos apresentar com uma produção que se veja e os europeus desejem.&lt;br /&gt;Consta que o plano do Mercado Comum, logo apoiado pelas UCP's,  é importarmos totalmente trigo e milho para totalmente produzirmos tabaco, e beterraba para açucarar o chá dos europeus que se viciaram nisso por causa da senhora Thatcher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, fumador inveterado leitor de jornais, fico pior do que o Hamlet suspenso deste dilema hamlético, sem saber se hei-de debulhar a tia ou se hei-de malhar no pai: fumar ou não fumar, tabacar ou não tabacar, it is the question. Neste balanço e balancé entre ser e não ser, entre cancro e tabaco, quem nos ajuda a escolher?&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115796702626955344?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115796702626955344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115796702626955344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/tabaco-1979.html' title='TABACO 1979'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115770915130068287</id><published>2006-09-08T10:50:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T10:52:31.326+01:00</updated><title type='text'>MITAKE 1997</title><content type='html'>&lt;em&gt;7296 bytes mimi-1&gt; Urgente &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8-9-1997&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DUAS FRENTES: MELHORAR O INTESTINO TRATAR O ESTÔMAGO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação nos intestinos é quase tão grave como no estômago. Enquanto os intestinos não normalizarem, pouco se conseguirá, mesmo com os melhores alimentos e tratamentos, já que todos têm que passar pelo tubo digestivo e ser minimamente assimilados. &lt;br /&gt;No caso do Cogumelo Mitake, a doente assimilará muito menos com os intestinos assim bloqueados e, portanto, irá dificultar a recuperação da imunidade  a que o cogumelo se destina.&lt;br /&gt;É um processo complicado e trabalhoso, para o doente e para  quem tenha de o tratar.&lt;br /&gt;Enquanto não melhorar dos intestinos, tudo será dificultado:&lt;br /&gt;- As dores serão maiores;&lt;br /&gt;- A assimilação de minerais indispensáveis ao movimento peristáltico - magnésio, potássio, entre outros - não se faz;&lt;br /&gt;- A retenção de gases irá aumentar a tensão na área digestiva e portanto agravar a situação espasmódica, existente por falta dos minerais indicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação de tumor, não esquecer, suga todos os minerais do organismo, com o objectivo de alimentar a interminável reprodução da célula.&lt;br /&gt;Mas, por outro lado, faltam no organismo minerais básicos às suas funções vitais: os dois indicados, mas também o ferro, o cálcio e outros.&lt;br /&gt;Pode avaliar-se como é difícil conseguir o equilíbrio entre estes dois factores contraditórios: &lt;br /&gt;a) por um lado, falta de minerais &lt;br /&gt;b) por outro lado, a necessidade de os diminuir para não aumentar o crescimento da célula cancerosa.&lt;br /&gt;Desta ambiguidade resulta a grande dúvida: dar ou não dar a um doente de cancro os dois mineralizantes mais poderosos e eficazes:&lt;br /&gt;A) Caldo dos Vegetais Doces;&lt;br /&gt;B) Algas de todos os tipos comestíveis. &lt;br /&gt;No caso do Caldo e em última instância, dar ao menos uns bons caldos de cebola, só de Cebola, o melhor alcalinizante que há. &lt;br /&gt;A propósito de alcalinizante, não esquecer o Alho, o poderoso e fabuloso Alho que, inclusive, é dos únicos alimentos onde entra o raríssimo Germânio Orgânico.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Tudo terá que partir, entretanto, de uma melhoria do trajecto intestinal, pelo que se indicam alguns recursos sobre os quais é preciso insistir até conseguir amolecer as feses e facilitar a sua expulsão:&lt;br /&gt;a) Presença de Magnésio (da forma mais assimilável que é através das Tâmaras);&lt;br /&gt;b) Presença de outras frutas: Banana ( rica em Potássio, necessário aos movimentos peristálticos), Laranja (estimulante da vesícula e portanto lubrificante do Intestino);&lt;br /&gt;c) Presença de frutos secos: Ameixas e Figos ou outros dos muitos frutos secos;&lt;br /&gt;d) Presença de uma fibra suave e não agressiva, o que deverá ser conseguido pelo arroz integral - peça-chave em todo o processo de melhoria - quando não pode ser conseguido com as fibras vegetais de Legumes (Jorge Oshawa, o pioneiro da Macrobiótica, recomendava para casos graves a dieta de arroz integral, só arroz, a que chamou Prato Nº 7 e a verdade é que conseguiu ressuscitar muita gente);&lt;br /&gt;e) Em último caso, tomar o arroz integral como papa, inclusive adoçada com doces naturais;&lt;br /&gt;f ) O doce é indispensável para amaciar as feses mas também os óleos; &lt;br /&gt;g) Os únicos óleos de qualidade (contendo as Lipovitaminas essenciais) são os que se tomam &lt;br /&gt;- através de frutas oleaginosas (amêndoas, avelãs, etc),&lt;br /&gt;- através de azeitonas (deverá usar-se azeitonas porque estimulam a vesícula e portanto vão ajudar a lubrificar o intestino), &lt;br /&gt;- através das:&lt;br /&gt;Sementes de Sésamo ( a melhor oleaginosa de todas ), &lt;br /&gt;Sementes de Girassol &lt;br /&gt;Sementes de Abóbora .&lt;br /&gt;O óleo líquido que provavelmente terá ainda grande parte dos nutrientes é o Óleo de Sésamo a frio, que, além de servir externamente para aplicar nas partes dolorosas misturado com Gengibre, deverá incluir-se na alimentação frequentemente, tal como o Gengibre, que se deverá adicionar a chás, sumos, sopas, etc.&lt;br /&gt;h) Outro recurso para melhorar o trânsito intestinal é a gelatina de agar-agar (além dos sais minerais assimiláveis que leva) feita com qualquer compota natural;&lt;br /&gt;i) Tudo o que melhorar o fígado terá reflexos na vesícula, nomeadamente a que os médicos designam de vesícula preguiçosa e tudo o que estimular a segregação da bílis vai ajudar a lubrificar o intestino; &lt;br /&gt;j) Os tratamentos para o fígado (muito detalhados em todo o folheto a que chamei de «Pronto-Socorro Alimentar») são fundamentalmente os que se baseiam na administração de Enxofre:&lt;br /&gt;l) Recapitulando o que há a fazer para aumentar a dose de Enxofre no organismo:&lt;br /&gt;1 - Fazer o toque vibratório do Enxofre no trabalho com o pêndulo de radiestesia (e de todas as cores e/ou metais) :&lt;br /&gt;2 - Comer muitos alimentos com maior teor de Enxofre ( Nabos, Rábanos, Rabanetes);&lt;br /&gt;3) - Recorrer ao Radis Noir (Rábano Negro) em Ampolas bebíveis ou ao Sulfogène (da Biocol) igualmente em Ampolas bebíveis;&lt;br /&gt;O Enxofre irá melhorar os intestinos:&lt;br /&gt;a) Indirectamente, porque estimula a vesícula e lubrifica assim o intestino;&lt;br /&gt;b) Directamente, porque como a energia do Enxofre é desestruturante, vai ajudar a desincrustar das paredes intestinais (limpando-as) aquelas cataplasmas que as bloqueiam e que dificultam a absorção dos nutrientes, inclusive aqueles que agora são tão necessários ( o Cogumelo Mitake e os outros medicamentos naturais) para tratamento do tumor.&lt;br /&gt;Esta acção de «limpar» acumulações residuais na parede intestinal é também conseguida pelo Gengibre.&lt;br /&gt;c) Os medicamentos químicos de farmácia ajudam a solidificar esse «lixo» da parede intestinal: os Pólipos não têm outra origem e poderíamos afirmar que o Cancro começou aí, nos pólipos que, por sua vez, foram provocados com a ajuda dos medicamentos;&lt;br /&gt;d) Havendo pólipos, o Aloé Vera é mesmo indicado, pois a sua principal acção - cicatrizante do tecido reticulo-endotelial - é sarar as feridas das mucosas internas (todo o intestino é uma mucosa interna); &lt;br /&gt;e) No Pronto Socorro Alimentar (de que junto cópia) há também muitas indicações para o estado de hiperacidez e para corrigir o PH : todas elas devem ser tomadas em consideração, já que a situação intestinal e a situação no estômago têm a ver fundamentalmente com o PH.&lt;br /&gt;Não há outra maneira mais prática e total de equilibrar o PH do que as Algas e o Caldo dos Vegetais Doces: o que nos leva agora a dar uma resposta àquela grande dúvida acima indicada, sobre o dar ou não dar minerais sob forma assimilável a um doente com cancro: a margem de dúvida é pequena e eu arriscaria a mineralizar correcta e equilibradamente ao mesmo tempo que continuava lutando nas duas frentes:&lt;br /&gt;- cerco à célula  cancerosa;&lt;br /&gt;- melhoria substancial de todo o trânsito intestinal.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;No opúsculo «Pronto Socorro Alimentar» deverá atender-se aos outros recursos indicados para tratar o Fígado, nomeadamente:&lt;br /&gt;a) Alcachofra&lt;br /&gt;b) Boldo &lt;br /&gt;c) Dente de Leão&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115770915130068287?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115770915130068287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115770915130068287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/mitake-1997.html' title='MITAKE 1997'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115762076432923538</id><published>2006-09-07T10:17:00.000+01:00</published><updated>2006-09-07T10:19:24.333+01:00</updated><title type='text'>SAÚDE 1996</title><content type='html'>&lt;em&gt;qualidad&gt;notícias do futuro &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA ECOLOGIA HUMANA À HOLÍSTICA:A QUESTÃO CENTRAL - QUALIDADE DE VIDA OU MODELO DE DESENVOLVIMENTO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;27/6/1996&lt;/strong&gt; - Definir «qualidade de vida» não é impossível mas tem-se mostrado, até agora, difícil.&lt;br /&gt;Está por fazer ainda o inventário dos factores de risco que interferem na saúde/doença das populações e do cidadão, cujos efeitos são sofridos ao nível da vida quotidiana.&lt;br /&gt;O grau de subjectividade inerente a conceitos como o de «bem estar» ou de «felicidade» ou mesmo de «saúde» é invocado quase sempre como obstáculo intransponível para uma formulação objectiva do que é ou não é qualidade de vida que, na melhor das hipóteses, surge à opinião pública como amontoado incongruente de serviços, ciências, especialidades, disciplinas, problemas, vindos de quase todos os sectores da Administração Pública e de todos os quadrantes das ciências conhecidas.&lt;br /&gt;À imagem de enciclopedismo soma-se a do ecletismo, espécie de saco sem fundo para onde vai tudo o que os outros não querem. Em certo sentido , a filosofia também foi , na história da cultura, esse «saco sem fundo» e esse «ornamento sem funções» para onde ia o que os outros rejeitavam.&lt;br /&gt;Nos países onde a qualidade de vida deu nome a um ministério, secretaria de estado ou direcção geral, cedo se verifica que esse departamento administrativo deveria «superintender em tudo ou quase tudo», pois qualidade de vida é somatório de várias políticas sectoriais, que vão do saneamento básico à saúde e ao desporto ou à segurança rodoviária em campanha contra o alcoolismo.&lt;br /&gt;Em Junho de 1974, a reunião interministerial da OCDE reconhece que os indicadores até então utilizados pelos analistas na definição da felicidade ou qualidade de vida dos povos, estavam viciados de origem.&lt;br /&gt;Por exemplo: se um país é tanto mais feliz quanto maior número de médicos e hospitais tem, é evidente que, aumentando o número de acidentes rodoviários , por exemplo, aumenta o Produto Nacional Bruto! As estatísticas acusarão maior actividade de internamento hospitalar, maior necessidade de médicos e enfermeiros, maiores «gastos com a saúde»(!!!!) e tal facto deve ser considerado um progresso em termos de produto interno bruto, logo de bem estar, segurança, felicidade e qualidade de vida.&lt;br /&gt;Philipe Saint Marc, autor da obra clássica «Socialização da Natureza», foi um dos que denunciou , com mais vigor, em França esta perversão lógica mas alguns anos passaram para que os estatísticos reconhecessem finalmente a evidência.&lt;br /&gt;E a evidência é: o Produto Nacional Bruto não chega para classificar um país de desenvolvido, os indicadores meramente económicos conduzem a resultados grotescos por contraditórios e o famoso crescimento industrial não só não é proporcional ao bem estar e qualidade de vida como até se prova que os compromete.&lt;br /&gt;A OCDE decide em 1973 reconhecer a evidência e considerar outra lista de indicadores.&lt;br /&gt;País desenvolvido já não é o que bate o recorde de hospitalizações mas aquele em que sucede exactamente o contrário.&lt;br /&gt;Outra noção que a pouco e pouco foi sendo alterada e passou de uma elite pensante para os organismos internacionais com poder de pressão ou de decisão, foi a de saúde.&lt;br /&gt;Ter saúde, segundo os indicadores tecnocráticos dos economistas do crescimento industrial, era consumir medicamentos e médicos. Quanto mais médicos e medicamentos, melhor saúde.&lt;br /&gt;Como não é isso o que acontece, antes pelo contrário (quanto mais medicamentos, mais doenças há) algo tem que ser alterado nesta noção «científica» que se chocava com a lógica e o simples bom senso da experiência prática do dia a dia.&lt;br /&gt;E viu-se então que:&lt;br /&gt;1 - A saúde não depende da medicina, dos médicos e dos medicamentos&lt;br /&gt;2 - Médicos, medicina e medicamentos destinam-se, na melhor das hipóteses, a combater a  doença (e jamais a conservar a saúde)  &lt;br /&gt;3 - A saúde depende de vários factores ambientais conjugados e convergentes, quer do ambiente endógeno (as pessoas e seu comportamento) quer do ambiente exógeno ( ar, água, solos, alimentos, etc.) &lt;br /&gt;4 - A medicina tornou-se , no limiar do século XXI, uma ciência ecológica e social e é sinónimo de medicina preventiva e/ou profilaxia natural&lt;br /&gt;Estas evidências, ainda não conhecidas da minoria médica que em Portugal bloqueia a saúde dos portugueses, levam à seguinte conclusão:&lt;br /&gt;O médico pode e deve entrar como agente de saúde na medida em que combate a doença: mas antes e depois dele, outros agentes ou profissões têm que ver com a saúde dos povos e das pessoas, tais como:&lt;br /&gt;Dietistas&lt;br /&gt;Enfermeiros&lt;br /&gt;Fitoterapeutas&lt;br /&gt;Higienistas&lt;br /&gt;Naturoterapeutas&lt;br /&gt;Nutricionistas&lt;br /&gt;Paramédicos. &lt;br /&gt;Professores de Saúde&lt;br /&gt;Psicoterpeutas&lt;br /&gt;Sanitaristas&lt;br /&gt;Técnicos de Saúde&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A saúde de pessoas e povos é um bem demasiado precioso para que esteja na dependência de uma única classe profissional, que ainda por cima em matéria de «manutenção da saúde» é zero. &lt;br /&gt;Acima de tudo, a saúde deve ser um encargo cívico de cada cidadão, uma responsabilidade, um trabalho, um direito e um dever de cada um - direito e dever que é matéria consagrada no artigo 64 da Constituição da República.&lt;br /&gt;A saúde como um dever e direito constitui um conceito novo introduzido na política de saúde aconselhada por organismos como a OMS, pelo menos desde o início da década de 70. &lt;br /&gt;E nada adianta querer tapar o sol, ignorando esse conceito e a sua vigência num futuro cada vez mais próximo.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115762076432923538?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115762076432923538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115762076432923538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/sade-1996.html' title='SAÚDE 1996'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115762046947356512</id><published>2006-09-07T10:08:00.000+01:00</published><updated>2006-09-07T10:14:29.496+01:00</updated><title type='text'>VELHICE 1967</title><content type='html'>&lt;em&gt;67-09-07-de&gt; diário do escriba – antologia das memórias – inédito ac de 1967 – diário de um leitor de livros &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE NÃO VENCE É VENCIDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, &lt;strong&gt;7/Setembro/67 &lt;/strong&gt;- Será que perdi a capacidade de admirar e a juventude de espírito? Será que um pretenso sentido crítico exilou de mim todas as possibilidades de afecto e sentimento, a simples adesão das coisas sem um aparelho de suspeita e desconfiança a separar-nos? Receio bem que tudo isto sejam sinais de velhice: retomo autores que ontem lia com avidez e nada me dizem hoje. &lt;br /&gt;Os místicos parecem-me de um impudor sacrílego, ofensivo, absurdo, a exporem como chagas as suas inquietações fundadas numa ética ignominiosa e mistificatória; os gritos cristãos de Kazantzaki, por exemplo, o tema da abstenção, da austeridade e do ascetismo que a sua obra ilustra, já nem com todo o molho literário me comovem e convencem. Será isto um progresso? Significará que um lento processo de amadurecimento, só hoje faz aparecer, em toda a nudez de ilusões, mitos e disparates, conceitos, obras e autores que ontem tinha na conta de bons ou razoáveis?&lt;br /&gt;Por este caminho, bem pouca coisa ficará de tudo quanto encheu ontem de ilusões e crenças o meu mundozinho literário; um endurecimento emocional tem acompanhado esta evolução e, para melhor ou para pior, resulta daqui uma útil lição; nada daquilo em que se crê é tão perdurável como se crê. &lt;br /&gt;A uma fase decididamente romântica - ainda que até há pouco me recusasse classificá-la assim - parece suceder-se uma fase realista, com força assim o espero para renunciar aos mitos propostos de tantos lados e ver a que dimensões de inutilidade deverei reduzir mais alguns "génios" de uma humanidade tão fértil deles... Brevíssimas luzes de inspiração marxista não são alheias a esta mudança, a esta óptica e é curioso notar como a leitura de certas obras - estou só a lembrar-me de Josué de Castro, Frantz Fanon,  e alguns outros ideólogos do Terceiro Mundo - inutiliza por completo tantas e tantas Bibliotecas, tantos e tantos autores, tantas e tantas obras.&lt;br /&gt;Trabalho de escolha e selecção que não deixa de ser benéfico para quem tenha cada vez menos tempo a consagrar aos prazeres líricos, platónicos e românticos da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MALDITOS OS QUE ACREDITAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me venham com a velha história do valor literário das obras se sobrepor à sua ideologia, quando esta é transparentemente reaccionária, burlona, chata, parva ou odiosa; não me digam suportável o Shakespeare e o José Régio, o Kazantzaki e o Sá Carneiro, em favor de possíveis méritos literários. Se posso hesitar em Coccioli e Pascoaes, se mais hesito em Camus ou Fernando Pessoa, não é tanto porque o talento literário os iliba mas porque na própria ideologia, embora de mística abstenção, há elementos compensadores de avanço e superação. Nessa superação, aliás, precedida ou não de exigente auto-crítica, pode residir aliás o mérito e o agrado com que ainda leia alguns (poucos )dos muitos místicos em que ontem perdia o meu tempo.&lt;br /&gt;Malditos os que continuam a proclamar uma conduta moral no pequeno inferno quotidiano, malditos porque, acossado de cínicos e de hipócritas, só sofre o que, por hábito ou vício, teima em querer as relações humanas fundadas não no comodismo utilitário, no egoísmo voraz, no canibalismo feroz mas numa recíproca entrega, na recíproca fraternidade, na ideal irmandade.&lt;br /&gt;Malditos os que me fizeram crer nisso e por isso me obrigam a sofrer; teimo em adaptar-me e, depois de tantas tentativas, não aprendi; só vejo os que, seguros de si, pisam e sorriem, esmagam e sorriem, tripudiam e sorriem. &lt;br /&gt;Claro, a moral é outra cantiga e os que cantam socialismo para amanhã têm uma razão suplementar para ignorar a moral "retrógrada" que, inclusive, ainda por cima, precisa de um fundamento transcendente para se praticar e que, porque esse fundamento não existe, não se pratica. &lt;br /&gt;Claro, o mal vem de que ainda há em mim restos de uma crente descrença num transcendente, num céu da consciência que li em Antero ou Sérgio ou Espinosa haver nos homens (e leio agora em Danilo Dolci e outros "dolci" reformistas da não-violência). &lt;br /&gt;Claro, o mal vem desses e de outros místicos da fraternidade, vem de Romain Rolland e de Kazantzaki (que agora releio), vem do Coccioli que ontem li, vem de todos os pacifistas em que me enlevava ontem quando já os místicos da brutalidade me pisavam os calos sem saber que os tinha.&lt;br /&gt;Será esta a maior frustração da minha vida, a que menos me perdoarei. Nunca poderei reaver o tempo e a habilidade que me permitam manter rígido, frígido, duro, frio, insensível à insensibilidade dos meus queridos próximos, colocados ou a colocar-se, a caminho do melhor despotismo de onde, por fatalidade, me hão-de fazer a cama completa. Já sei: mania da perseguição, ressentimento, não saber compreender e perdoar, etc., etc.&lt;br /&gt;Se algum dia me matar, não haverá outro motivo: insuportável me parece cada vez mais um mundo de onde foi corrida literalmente qualquer hipótese de tréguas: de proceder (platónica e mìsticamente) por amor dos outros, sem que o amor dos outros não me liquide logo a multiplicar por cinco Uma merda a moral do amor, uma fábula para menores a mística da Fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIRTUDE TEOLOGAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo António Cabral, padre de profissão e poeta nas horas vagas, seguiu num super-Constellation para o Brasil que já não é das patacas, que serve ainda para aportar gentes e bagagens e que, ao abrigo de acordos, passou de enteado a irmão. Despedi-me nos Restauradores, porque subir ao aeroporto, com estas noites de vento, era expor-me a riscos meteorológicos que a despedida não compensava. Também ele não manifestou interesse de maior na companhia e duas horas antes do avião partir, desejei-lhe, à porta do autocarro, boa viagem e boa recepção em São Pulo, onde o espera um tio rico.&lt;br /&gt;Bem lhe percebi o remorso, virtude teologal que o meu amigo padre não relaciona com a confissão, bem lhe vi, debaixo da comida abundante (ele considera-se um "belo garfo") a tendência inconsciente para o suicídio, bem compreendi até onde ia a sua ânsia de evadir-se, de se atordoar, de mentir à consciência onde, além de 20 séculos de cristianismo, pesam os mortos em combate pela religião cristão, os mortos fora dos combates pela civilização cristã e outros mortos, dentro ou fora, de que a piedade cristão manda ter saudades e recapitular nas meditações semanais dos domingos sem missa.&lt;br /&gt;Trata-se de dizer não à lei de hipocrisia em que estrebuchamos e por isso estas páginas não têm a quem se dirijam. Trata-se de aludir à "conspiração do silêncio" e com ela (conspiração) conta portanto.&lt;br /&gt;O cheiro nauseabundo que se nota na cidade é fundamentalmente do lixo que a Câmara há anos não manda varrer mas também das relações humanas,  baseadas numa desesperada competição sem ideal e na luta pelo poder sem finalidade. O cheiro da Abjecção - que as narinas sensíveis notam - terá causas políticas mas também as tem ao nível pessoal do "struggle". Perderam rosto e feições todos os que vemos: ou nos calamos e perdemos também, ou sofremos pelo protesto que não se expressa, pela denúncia que não soa, pela revolta que não explode.&lt;br /&gt;Mas como e porque acreditar na pureza (na limpeza urbana) ou sequer que a pureza é mais desejável do que a porcaria, quando a ciência nos ensina que o canibalismo é a única lei? O que não come é comido, o que não explora é explorado, o que não esmaga é esmagado, o que não vence é vencido. Optar, portanto, e com destreza, antes que seja tarde.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115762046947356512?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115762046947356512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115762046947356512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/velhice-1967.html' title='VELHICE 1967'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115753386737216867</id><published>2006-09-06T10:09:00.000+01:00</published><updated>2006-09-07T10:16:12.380+01:00</updated><title type='text'>ALARMISTA 1990</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-1 - 90-09-06-di-em&gt; = diário de ideias - abrigos&gt; publicados ac, in cpt&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6-9-1990&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«ALARMISTA É QUEM ME CHAMA» -A GUERRA PSICOLÓGICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente sabe que eles não têm nenhuma intenção de accionar a guerra nuclear, pois lá se ia o negócio pela radioactividade abaixo: e, além disso, os abrigos anti-atómicos ainda não estão todos construídos, houve um leve atraso no quinquenal da ordem.&lt;br /&gt;Mas, por isso mesmo, alimentar a campanha de histeria e psicose nuclear é uma futurologia óptima para uso das grandes massas ajoelhadas perante exigências e chantagens das grandes potências.&lt;br /&gt;Guerra nuclear, só por engano dos computadores ou descontrole dos mecanismos repressivos, hipótese que, evidentemente, entre descontrolados mentais não está totalmente descartada. &lt;br /&gt;Mas que eles calculada e deliberadamente carreguem no botão, toda a gente sabe que o não fazem. &lt;br /&gt;No entanto e de minuto a minuto, os peritos em assuntos do Afganistão, fazem-nos estremecer de susto com essa hipótese-ameaça-chantagem.&lt;br /&gt;[Sobre a hora a que irá começar a guerra nuclear, já dedicámos outra crónica.. Hoje, era só deslindar um pouco dos mecanismos ideológico-repressivos que presidem às tácticas pró-futurológicas de todo o discurso imperialista - à dextra, à sinistra, ao centro.]&lt;br /&gt;Resumindo a «psicose da guerra nuclear», a situação é esquemática e francamente hilariante: são exactamente os delinquentes, paranoicos, irracionais, que, alimentando um permanente alarmismo, ameaçando a humanidade com um holocausto nuclear, são exactamente aqueles que lançam constantemente sobre os realistas e ecorealistas o anátema de «alarmismo». &lt;br /&gt;Como toda a psicose agravada, a psicose do holocausto acusa e rotula os outros daquilo mesmo de que sofre.&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115753386737216867?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://road-book.blogspot.com/feeds/115753386737216867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17397678&amp;postID=115753386737216867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115753386737216867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115753386737216867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/alarmista-1990.html' title='ALARMISTA 1990'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115753376311511068</id><published>2006-09-06T10:07:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T10:09:23.136+01:00</updated><title type='text'>LAGARTAS 1980</title><content type='html'>&lt;em&gt;1-2- -80-09-06-ie&gt; quinta-feira, 2 de Janeiro de 2003-scan&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAGARTAS, LAGARTAS...(*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[6-9-1980&lt;/strong&gt;] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  agricultor deverá tomar partido: ou utiliza "sensatamente" (quer dizer, em escalada) os pesticidas, e nunca mais se livra deles nem dos respectivos aumentos de preço, ou se deixa invadir por um exército de lagartas (verdes, verdes:) como sucedeu agora, numa cidade norte-americana e pudemos, evidentemente, ver através do Telejornal 1, no sábado, dia 6 de Setembro de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral desta fábula: ser ou não ser. Comido pelos pesticidas, ou lambido pelas lagartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior quando forem ratos. E melhor ainda, quando forem super-ratos, imunes às doses e que já não têm medo de praguicidas: antes pelo contrário, até se lambem e pedem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da fábula: quem lagarticidas quiser dispensar, à despensa a praga lhe irá dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O noticiarista do Telejornal 1 teve o cuidado de pôr os pontos nos iis e as lagartas (verdes, verdes!) no seu lugar: a bárbara e truculenta invasão de larvas, com meninos à porta a fazer festas nos bichinhos, era assim comentada (evidentemente:) segundo e conforme as premissas da Lógica Multinacional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como a população" - noticiarista dixit - " se queixara das nuvens de pesticidas que lhe entravam pela casa dentro e caíam no prato, alguém teve a ideia de seguir Maquiavel num dos seus capítulos mais benevolentes: "quanto pior, melhor", teria cogitado o espertíssimo técnico agrário lá da zona e deu ordens para suspender, abruptamente, as toneladas de pesticidas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro: como um drogado de alta dose que  de repente corta com a toxicomania, o resultado não se fez esperar. Para humilhação humana e gáudio da indústria química, milhões de lagartas começaram a proliferar ao ritmo dos tecnocratas e engenheiros do Ambiente, para os quais ainda não foi descoberto o pesticida específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotógrafos, camara-men, estavam lã. Eurovisão, especialmente, tinha que estar lá. Ou se não estavam, foram chamados de urgência, que a ocasião era baril para uma propaganda grátis à marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE SE DIZ PARA NUNCA DIZER O QUE SE DEVIA DIZER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não disse o locutor, nem a imagem (claro!) registou que o fenómeno poderá ter sido subtilmente bem outro. Aliás, como todo o fenómeno dos ecossistemas, é sempre uma questão de subtileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que logicamente (ou ecologicamente) aconteceu foi concerteza outra coisa, bem mais cómica, quer dizer, bem mais trágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contidas as pragas à custa de doses cada vez maiores de produtos químicos, que por sua vez vão produzir desequilíbrios que por sua vez produzem pragas cada vez mais devastadoras (em ritmo de escalada), virá o momento em que já não há dose que chegue por maior que seja. O momento em que a escalada não pode subir mais nenhum degrau. Vem o momento da saturação. O momento em que a «taça» (de veneno...) transborda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rompe-se o dique, digamos assim. E o exército de lagartas avança. Tal como têm avançado os de gafanhotos, mosquitos e... até pulgas, segundo recentes notícias de Milão. Ratos então são os imperadores de cena, rindo-se do slogan "mata que se farta". Eles respondem, reproduzindo-se aos milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para gáudio dos inimigos da Natureza, os jornais noticiam estas "invasões" de criminosos roedores (e outros). Invasões metodicamente criadas, provocadas, produzidas e multiplicadas pela escalada dos praguicidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A malvadez de tais criaturas que assolam a tranquilidade e a paz das populações não deixa de ser posta em relevo pelo redactor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRA O CÓDIGO, SAI ASNEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o código de publicidade nada prevê (claro) sobre praguicidas, ao abrigo de toda a moral, e se entre os produtos cancerígenos indicados pelo Dr. Saraiva de Carvalho, no recente Congresso de Paris sobre o Cancro e Poluição, não figuram (claro!) os medicamentos e todos os derivados dos hidrocarbonetos como principais cancerígenos, se tudo isto existe, se tudo isto é triste, e se tudo isto é fado, esperam as lagartas, ansiosamente, verdes, verdes, que sejam, eventualmente chocantes, fatalmente cancerígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peste dos pesticidas podia bem figurar já na alínea do código.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras pragas - maltusianos, derwinistas, hedonistas - haverá que enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir destas pragas, exemplares, o leitor que deduza agora todas as outras para as quais ainda não foi encontrada vacina. Mas se quiser avivar a memória, peça-nos a lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral desta outra fábula: a higiene é um luxo e quem não quiser ter piolhos tem de gastar, por dia, uma embalagem de piolhicida. De contrário, se cair no pecado mortal de desobediência, acontece-lhe o mesmo que aquela cidadezinha matreira, sodoma e gomorra de 1980 que, segundo o telejornal 1, se viu invadida de uma lagartinagem, castigo divino da sua libertinagem, da sua desobediência ao código internacional das multinacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim uma praga. Uma não: várias.&lt;br /&gt;---- &lt;br /&gt;(*) Este texto de Afonso Cautela deverá ter ficado inédito&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;GRATID?O - OXIG?NIO DA ALMA &lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17397678-115753376311511068?l=road-book.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115753376311511068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17397678/posts/default/115753376311511068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://road-book.blogspot.com/2006/09/lagartas-1980.html' title='LAGARTAS 1980'/><author><name>abel campos artigot que edita o blog de afonso cautela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06626323338418825790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17397678.post-115736196405741811</id><published>2006-09-04T10:24:00.000+01:00</published><updated>2006-09-04T10:26:04.060+01:00</updated><title type='text'>CÓLERA 1974</title><content type='html'>&lt;em&gt;colera-1&gt; 1974  - o livro negro da medicina - ecodiagnóstico &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5-8-1974&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONDE A VACINA REFORÇA A EXPLORAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM - ECOLOGIA DA CÓLERA:&lt;br /&gt;UMA DOENÇA TÍPICA DO AMBIENTE SANITÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PALAVRAS-CHAVE:&lt;br /&gt;Água dos poços&lt;br /&gt;Ciclo da água &lt;br /&gt;Fotosensibilidade&lt;br /&gt;Insalubridade &lt;br /&gt;Promiscuidade de habitações&lt;br /&gt;Recolha de lixos&lt;br /&gt;Sulfamida Fanazil&lt;br /&gt;Tétano&lt;br /&gt;Tosse convulsa&lt;br /&gt;Varíola &lt;br /&gt;Vitiligo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5/8/1974 &lt;/strong&gt;+- Doença típica do meio ambiente e ,ao mesmo tempo, aquela em que a exploração do homem pelo homem se torna directamente palpável, sensível e até espectacular (quando irrompe o surto endémico), a cólera tem feito, há anos, em Portuga
