DOENÇA 1995
1-2-ddo -1> Diário do Ódio - 2 páginas- Mais um «dossier maldito»
CUSTOS DA SAÚDE OU CUSTOS COM A DOENÇA?
Cabo, 12/10/1995 - Os inéditos de 1983 e 1984, que junto para teu conhecimento, tentavam formular, em termos menos fraudulentos do que habitualmente, a questão dos chamados «custos da saúde», que são, como é fácil de ver os «custos da doença».
Com mais este «dossiê maldito», que nunca se analisa em profundidade e até às últimas consequências, consegui situar-me completamente na margem do sistema e condenar-me ao silêncio de todos os silêncios.
Há um sistema de silêncio totalitário em volta deste dossiê, pela razão simples que tu podes calcular: ele atinge no coração os interesses colossais em jogo na rede internacional de medicamentos e equipamentos hospitalares.
A indústria mais rendosa e poderosa do Planeta é o que está por trás deste dossiê.
E quando a imprensa (juntarei recortes que organizei sobre este assunto) sistematicamente assusta os velhinhos como eu com a «bancarrota» (iminente) da chamada Segurança Social , há metade de verdade e metade de mentira nessa ameaça apocalíptica: se existe (e é natural que exista) um défice crescente na Segurança Social, não é por causa das despesas com a saúde, mas com com a doença, mas porque os preços dos medicamentos estão em escalada, cada vez se consomem mais medicamentos, cada vez as intervenções cirúrgicas são mais dispendiosas, cada vez há mais intervenções cirúrgicas, cada vez há mais clínicas de luxo, etc.
A ameaça de bancarrota na chamada «Segurança Social» é também assoprada por outro grupo de interesses económicos, as Seguradoras, que quanto mais depreciarem e virem depreciados os serviços de assistência médica e hospitalar, mais engordam e enriquecem as clínicas privadas e os sistemas privados de seguros de vida e de saúde.
Estou perfeitamente convencido de que nenhum governo alguma vez poderá criar e manter hospitais em condições, não porque não quisesse ou pudesse fazê-lo, mas porque as Seguradoras e as multinacionais nunca o deixarão. A decadência dos hospitais e serviços de assistência médica - o famigerado Serviço Nacional de Saúde dos senhores aldrabões do PS - é puro e simples produto daqueles «lobbies», estado acima do estado, poder acima dos poderes.
Também aí Leonor Beleza foi mais longe do que devia ir - e por isso a derrubaram e puseram a ferros.
Uma coisa é verdade: os custos com a doença são galopantes.
Quem paga esses custos são os contribuintes com os descontos à chamada Segurança Social.
A lógica do sistema é que se gaste cada vez mais dinheiro em mais medicamentos, o que promove logicamente a doença e a proliferação da doença , e não a saúde.
Se metade do que a chamada Segurança Social gasta em doenças e medicamentos fosse afectado à educação alimentar e a métodos naturais de profilaxia e higiene (para conservar a saúde, esses sim) , certamente que as despesas da Segurança Social diminuiriam em flecha e não seria necessário andar constantemente a assustar os velhinhos e reformados deste país com ameaças de bancarrota.
Os meios mediáticos têm colaborado, como lhes compete, nessa lavagem ao cérebro, bem como em uma outra campanha - contra os chamados «genéricos» - e isto por outra razão muito simples: os genéricos iriam tirar - se entrassem em vigor e não tivessem sido sabotados a todos os níveis - lucros anuais de 20 milhões de contos às multinacionais farmacêuticas.
Foi mais isto o que derrubou Leonor Beleza e a meteu em tribunal, foi o que pôs na mira das metralhadoras todos os ministros da Saúde cavaquistas, foi o que fez cair em desgraça o Governo de Cavaco e foi o que alimentou toda a propaganda favorável ao PS nos órgãos de Comunicação Social, ao longo deste ano de eleições, com uma única excepção, «O Diabo».
Não me restam dúvidas de que em matéria de «lobbies» o governo de Guterres vai governar a favor dos mais poderosos: Cavaco caiu porque tentou, ao de leve, tocar no mais poderoso desses lobbies.
E o resto são histórias para adormecer criancinhas.
***
CUSTOS DA SAÚDE OU CUSTOS COM A DOENÇA?
Cabo, 12/10/1995 - Os inéditos de 1983 e 1984, que junto para teu conhecimento, tentavam formular, em termos menos fraudulentos do que habitualmente, a questão dos chamados «custos da saúde», que são, como é fácil de ver os «custos da doença».
Com mais este «dossiê maldito», que nunca se analisa em profundidade e até às últimas consequências, consegui situar-me completamente na margem do sistema e condenar-me ao silêncio de todos os silêncios.
Há um sistema de silêncio totalitário em volta deste dossiê, pela razão simples que tu podes calcular: ele atinge no coração os interesses colossais em jogo na rede internacional de medicamentos e equipamentos hospitalares.
A indústria mais rendosa e poderosa do Planeta é o que está por trás deste dossiê.
E quando a imprensa (juntarei recortes que organizei sobre este assunto) sistematicamente assusta os velhinhos como eu com a «bancarrota» (iminente) da chamada Segurança Social , há metade de verdade e metade de mentira nessa ameaça apocalíptica: se existe (e é natural que exista) um défice crescente na Segurança Social, não é por causa das despesas com a saúde, mas com com a doença, mas porque os preços dos medicamentos estão em escalada, cada vez se consomem mais medicamentos, cada vez as intervenções cirúrgicas são mais dispendiosas, cada vez há mais intervenções cirúrgicas, cada vez há mais clínicas de luxo, etc.
A ameaça de bancarrota na chamada «Segurança Social» é também assoprada por outro grupo de interesses económicos, as Seguradoras, que quanto mais depreciarem e virem depreciados os serviços de assistência médica e hospitalar, mais engordam e enriquecem as clínicas privadas e os sistemas privados de seguros de vida e de saúde.
Estou perfeitamente convencido de que nenhum governo alguma vez poderá criar e manter hospitais em condições, não porque não quisesse ou pudesse fazê-lo, mas porque as Seguradoras e as multinacionais nunca o deixarão. A decadência dos hospitais e serviços de assistência médica - o famigerado Serviço Nacional de Saúde dos senhores aldrabões do PS - é puro e simples produto daqueles «lobbies», estado acima do estado, poder acima dos poderes.
Também aí Leonor Beleza foi mais longe do que devia ir - e por isso a derrubaram e puseram a ferros.
Uma coisa é verdade: os custos com a doença são galopantes.
Quem paga esses custos são os contribuintes com os descontos à chamada Segurança Social.
A lógica do sistema é que se gaste cada vez mais dinheiro em mais medicamentos, o que promove logicamente a doença e a proliferação da doença , e não a saúde.
Se metade do que a chamada Segurança Social gasta em doenças e medicamentos fosse afectado à educação alimentar e a métodos naturais de profilaxia e higiene (para conservar a saúde, esses sim) , certamente que as despesas da Segurança Social diminuiriam em flecha e não seria necessário andar constantemente a assustar os velhinhos e reformados deste país com ameaças de bancarrota.
Os meios mediáticos têm colaborado, como lhes compete, nessa lavagem ao cérebro, bem como em uma outra campanha - contra os chamados «genéricos» - e isto por outra razão muito simples: os genéricos iriam tirar - se entrassem em vigor e não tivessem sido sabotados a todos os níveis - lucros anuais de 20 milhões de contos às multinacionais farmacêuticas.
Foi mais isto o que derrubou Leonor Beleza e a meteu em tribunal, foi o que pôs na mira das metralhadoras todos os ministros da Saúde cavaquistas, foi o que fez cair em desgraça o Governo de Cavaco e foi o que alimentou toda a propaganda favorável ao PS nos órgãos de Comunicação Social, ao longo deste ano de eleições, com uma única excepção, «O Diabo».
Não me restam dúvidas de que em matéria de «lobbies» o governo de Guterres vai governar a favor dos mais poderosos: Cavaco caiu porque tentou, ao de leve, tocar no mais poderoso desses lobbies.
E o resto são histórias para adormecer criancinhas.
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Etiquetas: práticas 2013

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